Se você está pensando em onde encontrar a atmosfera mais autêntica e verdadeira de Portugal, fique atento. Quando você deixa o agitado litoral para trás e se aventura pelo interior, abre-se diante de você uma paisagem de sobreiros infinitos, olivais e planícies douradas. É bem no coração dessa região chamada Alentejo que fica Évora Portugal — uma cidade cercada por muralhas medievais que funciona como um enorme museu a céu aberto. É um lugar onde a história romana se mistura com influências mouriscas e tradições cristãs misteriosas.
Évora não é apenas mais uma cidadezinha bonita no mapa: ela ostenta o título de Patrimônio Mundial da UNESCO, o que a torna uma visita obrigatória para os amantes de história e de viagens no ritmo lento. Esperam por você ruelas de pedra, casas que brilham em branco e amarelo e monumentos surpreendentemente grandiosos que você não esperaria encontrar num canto tão tranquilo do país. Comparada à movimentada Lisboa, aqui o tempo passa bem mais devagar, e você pode curtir plenamente a beleza silenciosa do sul.
Enquanto a maioria dos turistas passa só um dia na cidade, Évora merece muito mais da sua atenção. Assim que os ônibus de excursão da tarde vão embora, o centro histórico fica quase vazio e ganha um charme romântico incrível. As antigas lanternas se acendem, o aroma de alho e azeite sai dos pequenos restaurantes e você tem o antigo templo romano quase que só para você. Preparei um guia completo para te levar pelos cantos mais interessantes dessa joia alentejana.

Resumo
- Monumento mais famoso: A arrepiante Capela dos Ossos, cujas paredes são decoradas com os restos mortais de milhares de monges.
- Joia histórica: O bem-preservado Templo Romano do século I, que domina a paisagem urbana da cidade.
- Melhor vista: O terraço da majestosa Catedral Sé, de onde se avista o dourado Alentejo por inteiro.
- Segredo nos arredores: Os mágicos menhires do Cromeleque dos Almendres, mais antigos que o famoso Stonehenge.
- Gastronomia: A região é famosa pelos seus encorpados vinhos tintos, queijos de ovelha e doces conventuais únicos.
- Transporte: A partir de Lisboa, você chega confortavelmente de ônibus direto ou de trem em cerca de uma hora e meia.
- Atenção ao clima: No verão, o calor é extremo — o ideal é visitar na primavera ou no outono.
Quando visitar Évora
Ao planejar uma viagem ao Alentejo, você precisa levar em conta um fator absolutamente crucial: o clima local. Essa região do interior funciona como um forno nos meses de verão, sem a brisa refrescante do oceano para amenizar. Em julho e agosto, as temperaturas ultrapassam quarenta graus à sombra com uma regularidade assustadora. Uma caminhada pelas ruas de paralelepípedo ao sol do meio-dia pode facilmente se transformar numa batalha pela sobrevivência em busca do café com ar-condicionado mais próximo.
O período mais bonito para visitar é sem dúvida a primavera, especialmente abril e maio. A paisagem em volta da cidade fica verde, os campos florescem em cores vibrantes e as temperaturas giram em torno de vinte e cinco graus — muito agradável. O outono, em setembro e outubro, também é excelente: a onda de calor já passou, mas as noites ainda estão quentes o suficiente para sentar na varanda com uma taça de vinho. O inverno costuma ser ameno, porém às vezes chuvoso, então leve um agasalho na bolsa.
Se mesmo assim você precisar ir no verão, adapte-se ao ritmo de vida local. Acorde bem cedo, visite os monumentos principais pela manhã e, no horário do almoço, faça uma longa sesta à sombra ou na piscina do hotel. A vida retoma o fôlego depois do pôr do sol, quando a praça se enche de gente e a cidade finalmente volta a respirar.
Onde se hospedar em Évora
💡 Dica de hospedagem e passeios: Gostamos de buscar acomodações no Booking.com, que costuma ter as melhores condições de cancelamento. Para ingressos, passeios e atividades, vale comparar no GetYourGuide.
A escolha da hospedagem certa depende, principalmente, de como você vai chegar — de carro ou de transporte público. O centro histórico dentro das antigas muralhas é lindo e cheio de atmosfera, mas se orientar pelo labirinto de ruas de mão única é um pesadelo para motoristas. As vagas de estacionamento dentro das muralhas são mínimas e muitas vezes reservadas apenas para moradores com autorização. Se você vier de carro, recomendo procurar hotéis logo fora das muralhas, onde você estaciona sem estresse e chega ao centro em cinco minutos a pé.
Para quem quer luxo e história num só pacote, uma ótima pedida é o M’AR De AR Aqueduto, hotel cinco estrelas instalado num antigo palácio do século XVI. Oferece uma vista deslumbrante do aqueduto histórico, um lindo jardim e, principalmente, uma piscina ao ar livre que você vai adorar nos dias mais quentes. É um oásis de tranquilidade a poucos passos do centro turístico.
Se você prefere uma atmosfera familiar e aconchegante bem no coração da cidade, dê uma olhada na Albergaria Do Calvário, um hotel menor e charmoso instalado num antigo moinho de azeite. O café da manhã com produtos locais é fantástico, e a equipe ajuda com dicas de passeios. Para uma estrutura mais moderna um pouco fora das muralhas, experimente o Vitória Stone Hotel, que se destaca pela piscina no terraço com vista para a cidade e estacionamento fácil. Para reservar qualquer hospedagem, recomendo usar o Booking.com, onde você encontra a maior variedade e frequentemente boas condições de cancelamento.
14 dicas do que ver e fazer em Évora Portugal
Vamos juntos descobrir o melhor que essa cidade encantadora tem a oferecer. Évora é compacta, mas esconde uma quantidade incrível de tesouros históricos. Todos os principais monumentos ficam a uma distância caminhável uns dos outros, então você não precisa de transporte urbano — é só se deixar levar pelas ruelas e viajar pelos séculos.
1. Capela dos Ossos
Este é, sem dúvida, o monumento mais famoso e ao mesmo tempo mais perturbador de toda a região. A Capela dos Ossos foi construída por monges franciscanos no século XVI com um propósito muito claro: lembrar aos homens a transitoriedade da vida. Já na entrada, uma inscrição célebre e arrepiante te recebe acima da porta: “Nós ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos”.
O interior da pequena capela é completamente revestido com crânios e ossos de aproximadamente cinco mil pessoas. Esses restos mortais vieram de dezenas de cemitérios medievais superlotados nos arredores da cidade, que precisaram ser desocupados para dar lugar a novas construções. Os monges organizaram os ossos em padrões decorativos nas paredes e colunas, criando uma obra de arte fascinante, ainda que um tanto mórbida. O ambiente dentro é muito silencioso e convida à reflexão.
A visita inclui também um pequeno museu no andar de cima, com uma coleção de arte religiosa e uma boa vista da cidade. O ingresso custa em torno de 6 euros e vale muito a pena chegar logo quando abre, para evitar as grandes filas de turistas que chegam em excursões organizadas de Lisboa.
💡 Dica local: Não compre só o ingresso da capela — opte pelo combinado que inclui o museu de presépios ao lado. Eles têm uma coleção fascinante de centenas de cenas em miniatura de todo o mundo.
2. Igreja de São Francisco
A maioria das pessoas vai direto à Capela dos Ossos e acaba ignorando a própria igreja à qual ela pertence — o que é uma pena enorme. Essa majestosa construção da virada dos séculos XV para o XVI é um belo exemplo da combinação do estilo gótico com o manuelino. No passado, tinha uma importância enorme: foi aqui que reis e nobres portugueses costumavam orar durante suas estadias na cidade.
Quando você entra na nave principal, a imensidão do espaço te impressiona de imediato. Não há colunas de sustentação — uma conquista arquitetônica extraordinária para a época. O altar-mor decorado a ouro contrasta fortemente com a temática sombria da ossário ao lado, revelando a riqueza inacreditável do império português da época.
Recentemente, todo o complexo passou por uma extensa e muito cuidadosa restauração, que fez a igreja voltar a brilhar em todo o seu esplendor. Repare nos motivos náuticos e símbolos nas abóbadas, que remetem à era das grandes navegações e explorações portuguesas.
3. Templo Romano
Muita gente o chama erroneamente de Templo de Diana, mas na verdade foi dedicado ao imperador Augusto no primeiro século da nossa era. Trata-se de um dos monumentos romanos mais bem preservados de toda a Península Ibérica e o ponto mais imponente da cidade. Erguido com orgulho numa praça elevada, suas quatorze colunas originais de granito com capitéis de mármore desafiam o tempo há dois mil anos.
A sua preservação é, na verdade, fruto de um grande acaso histórico. Na Idade Média, o espaço entre as colunas foi fechado com paredes e o edifício passou a servir como matadouro e depósito de armas da cidade. Essas paredes protegeram as colunas antigas das intempéries e da destruição. Só no século XIX as construções posteriores foram removidas e o templo ressurgiu com toda sua beleza antiga.
Hoje o templo fica lindamente iluminado à noite e é aí que você o aprecia melhor — as multidões somem e o lugar ganha uma atmosfera mágica incrível. Logo ao lado há um pequeno jardim com bancos, de onde você pode contemplar essa obra milenar com um café na mão.
4. Catedral Sé de Évora

A poucos passos do templo romano se ergue outro monumento que você simplesmente não pode deixar de ver. A Catedral Sé é a maior catedral medieval de Portugal e à primeira vista lembra mais uma fortaleza inexpugnável do que uma igreja. A construção começou no século XII e mistura elementos do românico austero com o gótico mais elegante.
Por dentro, você é recebido por um interior mais sombrio, mas muito marcante, dominado por um belíssimo altar de mármore e uma escultura única de Nossa Senhora grávida. A história deste lugar é fascinante: foi exatamente diante deste altar que as bandeiras da frota de Vasco da Gama foram abençoadas momentos antes de o famoso navegador partir para a sua histórica viagem à Índia.
O melhor, porém, ainda está por vir quando você compra o ingresso para o terraço. Por uma escadaria estreita em caracol, você sobe até os terraços da catedral e tem à sua frente um panorama de tirar o fôlego — a cidade inteira e as planícies infinitas do Alentejo. Em dias de céu limpo, o horizonte parece não ter fim.
💡 Dica local: Não perca a visita ao claustro interno, um oásis de paz com bela arquitetura gótica que oferece ângulos perfeitos para fotografar as torres da catedral.
5. Praça do Giraldo

Essa praça alongada com arcadas é o coração pulsante da cidade desde a Idade Média. A Praça do Giraldo é o ponto de encontro de todo mundo — estudantes locais, famílias e turistas em busca de sombra. A praça inteira é ladeada por cafés e restaurantes com mesas na calçada, convidando para uma longa pausa contemplando o movimento ao redor.
A Igreja de Santo Antão domina o lado norte, e uma linda fonte de mármore com motivos de animais e oito jatos de água completa o cenário. Esses oito jatos simbolizam as oito ruas principais que partem da praça em direção a diferentes cantos da cidade. É o ponto de orientação perfeito para o qual você provavelmente vai voltar várias vezes durante o dia.
Apesar da atmosfera descontraída de hoje, o lugar carrega também um passado sombrio. Durante o século XVI, foi aqui que aconteceram os cruéis processos da Inquisição portuguesa e as execuções públicas. Felizmente, hoje o que impera é apenas o aroma de café e pão doce das famosas padarias locais.
6. Dicas de compras: Rua 5 de Outubro
Da Praça do Giraldo sobe levemente a Rua 5 de Outubro, que leva diretamente à catedral e ao templo romano. Essa charmosa rua de pedestres é o centro das lojas de artesanato tradicional. Se você quer levar de Portugal alguma lembrança realmente local e autêntica, este é o lugar certo.
O Alentejo é o maior produtor mundial de cortiça, então aqui você encontra absolutamente tudo feito desse material. As vitrines transbordam não só de rolhas e porta-copos tradicionais, mas também de lindas bolsas, carteiras, chapéus e até sapatos e guarda-chuvas de cortiça. O material é incrivelmente leve, ecológico e impermeável.
Além da cortiça, você também vai encontrar lindas cerâmicas pintadas à mão, com padrões coloridos que animam qualquer cozinha. Os preços nessa rua principal podem ser um pouco mais salgados do que nas ruelas menos frequentadas, mas a variedade é imbatível e o passeio em si, sob as bandeirinhas coloridas, já vale muito.
7. Universidade de Évora (Colégio do Espírito Santo)
Évora sempre foi um centro intelectual, e sua universidade é uma das mais antigas do país. Fundada pelos jesuítas em 1559, formou a elite portuguesa durante séculos. Embora tenha sido fechada por longa data no século XVIII a mando do poderoso Marquês de Pombal, hoje está novamente cheia de vida e de milhares de estudantes que emprestam à cidade uma energia jovem e vibrante.
O edifício principal, conhecido como Colégio do Espírito Santo, é aberto ao público e vale muito a visita. O coração do complexo é um lindo pátio renascentista cercado de arcadas de mármore. O verdadeiro tesouro, porém, está dentro das antigas salas de aula históricas, que você pode espiar desde que não haja aula acontecendo.
Cada sala antiga é completamente revestida de azulejos azuis e brancos, com temas que correspondem ao assunto ensinado naquele espaço. Na sala de física, encontram-se cenas ligadas à ciência; na sala de teologia, motivos bíblicos. É um exemplo incrivelmente elegante da arte portuguesa.
💡 Dica local: Se quiser viver a atmosfera estudantil de verdade, tome um café ou almoce barato diretamente no refeitório universitário nesses espaços históricos. É econômico e muito autêntico.
8. Aqueduto Água de Prata
Este monumental aqueduto renascentista do século XVI é uma obra de engenharia que antigamente abastecia a cidade com água potável vinda de quase vinte quilômetros de distância. Seu projeto é atribuído ao famoso arquiteto Francisco de Arruda, o mesmo homem que projetou a icônica Torre de Belém em Lisboa. Os arcos se estendem majestosamente pela paisagem até as próprias muralhas da cidade.
A parte mais interessante do aqueduto, no entanto, está dentro da cidade, na Rua do Cano. À medida que a cidade cresceu e o espaço escasseou, os moradores foram construindo suas casinhas brancas diretamente entre os arcos do aqueduto. Hoje você vê uma ruela absolutamente única, onde os pilares seculares brotam das fachadas das casas e formam suas próprias paredes.
Se você curte caminhadas mais longas, pode seguir uma trilha ecológica especial que acompanha o aqueduto saindo da cidade em direção à natureza aberta. O percurso é bem sinalizado, plano e oferece belas vistas dos sobreiros e das ovelhas pastando no campo.
9. Palácio Dom Manuel e Jardim Público

Quando o sol da tarde começa a pesar de verdade, o melhor refúgio é o Jardim Público, o principal parque da cidade, na parte sul do centro histórico. Esse amplo espaço verde oferece sombra densa de árvores frondosas, bancos e um ar agradavelmente fresco. Sua companhia serão dezenas de pavões que circulam livremente pelo parque e adoram se exibir para os visitantes.
Dentro do parque você encontra os vestígios do outrora suntuoso Palácio de Dom Manuel. Era a residência favorita dos reis portugueses e foi aqui que, segundo a tradição, Vasco da Gama recebeu o comando da sua famosa expedição marítima. Até hoje se preserva um lindo pavilhão com as características janelas manuelinas e mouriscas, que serve de espaço para exposições eventuais.
Uma curiosidade do parque são as ruínas artificiais românticas (Ruínas Fingidas), construídas no século XIX com pedras e elementos arquitetônicos originais de palácios e mosteiros demolidos da cidade. É o lugar perfeito para um piquenique à tarde.
10. Cromeleque dos Almendres
Esta é uma experiência que você definitivamente não pode perder, mesmo que fique a uns quinze quilômetros da cidade. O Cromeleque dos Almendres é o maior complexo megalítico de toda a Península Ibérica e um dos mais importantes monumentos desse tipo na Europa. Imagine que essas pedras foram erguidas milhares de anos antes de Stonehenge sequer existir.
O complexo é formado por quase cem grandes pedras ovais de granito, dispostas em duas grandes elipses numa encosta no meio de um idílico bosque de sobreiros. O local provavelmente servia às antigas civilizações para observações astronômicas e rituais religiosos ligados ao solstício e à agricultura.
O acesso aos menhires é feito por uma estrada de terra sem asfalto, então prepare-se para o carro ficar empoeirado. A atmosfera mais poderosa você vai viver de manhã cedo, ao amanhecer, ou ao fim da tarde, quando as longas sombras das pedras criam uma cena mística incrível. A entrada é completamente gratuita e o sítio não tem cercas.
💡 Dica local: No caminho até o círculo principal de pedras, pare junto ao menir isolado, o Menir dos Almendres. Esse gigante de quatro metros teria funcionado como indicador de direção para o santuário principal.
11. Museu de Évora (Museu Nacional Frei Manuel)

Se você quer mergulhar mais fundo na história da região ou simplesmente precisa de um descanso do calor do meio-dia, vá ao museu principal, instalado no antigo palácio episcopal bem ao lado do templo romano. O acervo é surpreendentemente rico e traça muito bem a evolução da cidade desde a pré-história até os tempos modernos.
O maior destaque do piso térreo são os artefatos romanos e islâmicos muito bem conservados, incluindo belas esculturas antigas e mosaicos detalhados descobertos em escavações realizadas na própria cidade. A história respira em cada pedra.
No andar de cima, você encontra uma galeria de arte incrível com valiosas pinturas do período renascentista, incluindo obras raras de mestres flamengos que a rica nobreza portuguesa encomendava para cá nos tempos de maior esplendor. O museu é bastante amplo, então reserve pelo menos uma hora e meia para a visita.
12. Gastronomia alentejana
Explorar o Alentejo sem mergulhar na gastronomia local seria um pecado imperdoável. A culinária da região é rústica, honesta e baseada em ingredientes locais de excelente qualidade, principalmente azeite, alho e ervas aromáticas. Uma experiência vegetariana deliciosa é a tradicional açorda alentejana — uma sopa encorpada de alho com pão rural refogado, muito coentro e ovo pochê.
A região também é famosa pelos seus queijos incríveis, especialmente o Queijo de Serpa, um queijo cremoso de ovelha com denominação de origem controlada que combina perfeitamente com pão fresco e um copo de vinho. Os moradores ainda não abrem mão das especialidades do porco preto alentejano (porco preto), que pasta livremente nos sobreiros e se alimenta de bolotas, dando origem aos embutidos e linguiças de altíssima qualidade.
Guarde espaço para a sobremesa — os doces conventuais são lendários por aqui. Não deixe de experimentar a Sericaia, um soufflé leve de ovos com canela, que é servido tradicionalmente com ameixas cristalizadas de Elvas, cidade vizinha.
13. Degustação de vinhos do Alentejo
O Alentejo é uma das regiões vinícolas mais respeitadas de Portugal. Graças à enorme quantidade de sol e ao clima quente, as uvas amadurecem com alto teor de açúcar, dando origem a vinhos tintos encorpados, intensos e muito frutados que colecionam medalhas em concursos internacionais.
Se você não tiver tempo ou carro para percorrer as herdades (fazendas vinícolas rurais), vá até a Rota dos Vinhos do Alentejo no centro da cidade. Esse espaço de degustação e centro de informações oferece, por um preço bastante acessível, provas de várias amostras de diferentes produtores da região, com a equipe especializada explicando tudo em detalhes.
Os vinhos brancos dessa região também surpreendem pela frescor e combinam muito bem com almoços leves nos dias quentes de verão. Uma garrafa de vinho alentejano de qualidade é, aliás, o melhor souvenir que você pode levar da viagem.
14. Passeio até a aldeia de Monsaraz

Se você tiver carro disponível e um pouco mais de tempo, a visita à aldeia medieval de Monsaraz é absolutamente imperdível. Fica a cerca de uma hora de carro em direção à fronteira com a Espanha. A aldeia se apoia num morro íngreme e é formada por casinhas de brancura ofuscante e ruelas de ardósia onde carros não entram.
No extremo da aldeia fica o antigo castelo, cujas torres e muralhas você pode subir livremente. De lá, a vista é simplesmente épica: uma paisagem inesquecível da enorme barragem do Alqueva, um dos maiores lagos artificiais da Europa, que faz a fronteira natural com a Espanha.
Toda essa área é, ainda, reconhecida como Reserva Dark Sky, o que significa poluição luminosa mínima. Se você ficar até depois do anoitecer, vai ter a experiência mais linda de observação do céu estrelado que você pode imaginar. É o desfecho perfeito para uma imersão no interior de Portugal.
Para onde ir depois de Évora
A posição da cidade no coração de Portugal a torna a parada perfeita num roteiro mais longo pelo país. Se você vai voltar para a costa em busca de mais agitação e monumentos, não deixe de ler nosso guia completo de Lisboa, que fica a menos de duas horas de distância. Já os amantes de palácios românticos não podem pular o conto de fadas que é Sintra.
Se do interior você for direto para o sul em busca de praia e falésia selvagem, confira nossas dicas sobre os lugares mais bonitos de Lagos ou descubra o centro histórico da capital do litoral sul no artigo sobre Faro. Uma ótima opção para umas férias mais tranquilas no sul é também a encantadora Tavira.
Perguntas frequentes
Como ir de Lisboa para Évora?
A viagem é bem simples. De Lisboa (estação Sete Rios) saem ônibus regulares da empresa Rede Expressos que fazem o trajeto em uma hora e meia. A passagem custa cerca de 12 euros. Você também pode pegar trens confortáveis da estação Oriente, a viagem leva um tempo parecido, mas há menos horários por dia do que os ônibus.
Quanto tempo preciso para conhecer a cidade?
Para ver o mais importante do centro histórico, um dia inteiro e bem aproveitado é suficiente. Mas se você quiser curtir a atmosfera, fazer um passeio até os megálitos nos arredores da cidade e degustar os vinhos locais com calma, recomendo ficar pelo menos uma noite e reservar uns dois dias.
Onde é melhor estacionar o carro?
Definitivamente não tente entrar de carro direto no centro histórico dentro das muralhas, as ruas são extremamente estreitas. Você encontra estacionamentos grandes e geralmente gratuitos logo depois das muralhas, perto do aqueduto ou próximo à universidade. De lá são apenas cinco minutos a pé até o centro.
É indicado viajar para lá com crianças pequenas?
A cidade é muito segura e tem parques lindos (como o Jardim Público com pavões). Porém, o centro histórico é pavimentado com pedras bem irregulares, então andar com carrinho de bebê comum pode ser bastante chacoalhante e cansativo. Com certeza você vai preferir usar um canguru ou sling.
Qual o horário de funcionamento dos pontos turísticos?
A maioria dos museus e monumentos abre por volta das nove ou dez horas da manhã. Mas fique atento que principalmente as igrejas menores e algumas lojas ainda respeitam a siesta da tarde e podem ficar fechadas das 13h às 15h. Às segundas-feiras vários museus costumam ficar completamente fechados.
Dá para pagar com cartão nos estabelecimentos menores?
Nos hotéis grandes e nos principais pontos turísticos você paga com cartão sem problema. Mas em muitos cafés familiares e restaurantes tradicionais ainda não têm máquina de cartão ou aceitam apenas cartões locais da rede Multibanco. Sempre ande com um pouco de dinheiro em espécie.
É necessário reservar mesa para jantar?
Na alta temporada de verão e durante os fins de semana eu recomendo bastante, principalmente se você estiver de olho em algum dos restaurantes tradicionais mais bem avaliados. Os estabelecimentos costumam ser pequenos e lotam rápido. Os portugueses jantam bem tarde, os restaurantes começam a encher só depois das oito da noite.
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