Você sabe como é ficar na beira de um penhasco, com o Atlântico gelado se quebrando lá embaixo, e ter a sensação de que além daquele horizonte não existe mais nada? Que você está no fim do mundo — e que, ao mesmo tempo, é incrivelmente lindo? Foi exatamente assim que eu e o Lukáš nos sentimos quando chegamos pela primeira vez a St. John’s Canadá, na ilha de Newfoundland. Era fim de tarde, o sol tentava furar aquela neblina típica de Newfoundland e nós estávamos descendo a ladeira em direção ao porto. E então nós as vimos — aquelas casinhas coloridas. Fileiras de fachadas amarelas, rosas, turquesa e laranja, como se alguém tivesse derramado uma caixa gigante de jujubas ao longo das ruazinhas estreitas. Naquele momento eu soube que ia me apaixonar por essa cidadezinha. ☺️
St. John’s é a capital da província de Newfoundland e Labrador e uma das cidades mais antigas da América do Norte. É rústica, ventosa, frequentemente envolta em neblina — e absolutamente encantadora. É um lugar onde a natureza selvagem se encontra com uma cena cultural surpreendentemente vibrante, onde em junho você pode observar icebergs de 12 mil anos vindos da Groenlândia e em julho avistar baleias jubarte a um tiro de pedra. E à noite? À noite você vai para a George Street, que dizem ter a maior concentração de bares por metro quadrado de toda a América do Norte. Como eu costumo dizer — fim do mundo, mas definitivamente não é entediante. 😁
Os moradores de Newfoundland (por aqui chamados de “Newfies”, e eles levam isso com orgulho) são algumas das pessoas mais simpáticas que já conhecemos em nossas viagens. A cada dois passos alguém te para, pergunta de onde você é e começa a contar uma história sobre o avô que pescava bacalhau. E você fica ali, entendendo mais ou menos metade, porque o sotaque de Newfoundland é um capítulo à parte, mas se sentindo estranhamente bem. 😅
Neste artigo você vai encontrar 12 dicas do que ver e fazer em St. John’s — do Signal Hill com a lendária Cabot Tower, passando pelo bairro mais colorido Jellybean Row, até a observação de icebergs e baleias. Vou contar qual é a melhor época para ir, onde se hospedar, o que provar e quanto tudo isso vai custar. Se você está pensando em visitar St. John’s em Newfoundland e quer saber o que ver e para onde ir, está no lugar certo.


Resumo
- St. John’s é a capital de Newfoundland, uma das cidades mais antigas e coloridas da América do Norte, localizada no extremo leste do continente.
- Melhor época para visitar é junho a agosto — em maio e junho você vê icebergs, em julho e agosto baleias e papagaios-do-mar (puffins).
- O clima é imprevisível — mesmo no verão, espere temperaturas de 15–22 °C, vento e neblina. Uma jaqueta impermeável é item obrigatório.
- Signal Hill e Cabot Tower oferecem a melhor vista da cidade e do oceano; Cape Spear é o ponto mais oriental de toda a América do Norte.
- Jellybean Row e o bairro The Battery são um paraíso fotogênico — casinhas coloridas que parecem de conto de fadas.
- Iceberg Alley: em maio e junho, icebergs gigantes de 10 a 12 mil anos passam pela costa, visíveis a olho nu da cidade.
- Baleias e puffins: passeios de barco até Witless Bay, lar da maior colônia de papagaios-do-mar da América do Norte e dezenas de baleias jubarte.
- George Street supostamente tem a maior concentração de bares por metro quadrado da América do Norte — e a cerimônia Screech-In, com direito a beijar um bacalhau, é uma experiência inesquecível. 😁
- Precisa provar: toutons (massa frita com melaço), cod tongues (línguas de bacalhau) e fish and chips no Ches’s ou no Duke of Duckworth.
- O centro é fácil de explorar a pé, mas para passeios nos arredores (Cape Spear, Witless Bay, Gros Morne NP) você vai precisar de carro.
- Do Brasil, você chega via Toronto ou Montreal — conte com um dia inteiro de viagem, mas vale muito a pena.
- Orçamento para uma semana a dois: cerca de 1.800–2.500 € (sem passagens aéreas), dependendo do estilo de hospedagem e número de passeios.
Quando ir a St. John’s e como chegar
St. John’s é um daqueles lugares onde a época da viagem realmente faz toda a diferença no que você vai conseguir vivenciar. Icebergs, baleias, puffins — cada uma dessas experiências tem sua temporada, e se você quer acertar em cheio, vale a pena planejar com antecedência. E quanto ao transporte — não vou mentir, Newfoundland não é exatamente ali na esquina. Mas acredite, a viagem vale cada hora de conexão no aeroporto de Toronto.
Melhor época para visitar St. John’s
Junho a agosto é, sem dúvida, o melhor período para visitar. Os dias são longos (em junho fica claro até 21h30), as temperaturas giram em torno de 15–22 °C e a cidade ferve com eventos culturais e festivais.
Se você quer ver icebergs, mire em maio e junho. É nessa época que enormes blocos de gelo da Groenlândia, com 10 a 12 mil anos de idade, passam pela costa de Newfoundland. Chamam isso de Iceberg Alley (Alameda dos Icebergs) e é um dos fenômenos naturais mais impressionantes que você pode ver na América do Norte. Em alguns anos chegam dezenas de icebergs, em outros apenas alguns — a natureza é quem manda.
Baleias e puffins têm pico de temporada em julho e agosto. Ao redor de Newfoundland vivem 22 espécies de baleias e a região abriga uma das maiores populações de jubarte do mundo. Se você conseguir ir no início de julho, pode ver tanto icebergs quanto baleias ao mesmo tempo — isso sim é tirar a sorte grande.
⚠️ Aviso sobre o clima: St. John’s é famosa pelo tempo completamente imprevisível. Os locais dizem: “Se você não gostou do tempo, espere cinco minutos.” Neblina, vento e chuvas rápidas são comuns mesmo no verão. Vista-se em camadas e leve uma jaqueta impermeável como item obrigatório — falo mais sobre isso na seção de dicas práticas.
Como chegar a St. John’s saindo do Brasil
Voos diretos do Brasil para Newfoundland não existem, mas chegar lá não é tão complicado quanto parece. O Aeroporto de St. John’s (YYT) fica a apenas 6 km do centro da cidade e é servido por linhas domésticas regulares.
Rota mais comum saindo do Brasil:
- Voo São Paulo (GRU) ou Rio de Janeiro (GIG) → Toronto ou Montreal (voos diretos ou com escala, cerca de 10–12 horas)
- Conexão e voo para St. John’s (cerca de 3–3,5 horas)
No total, conte com um dia inteiro de viagem, mas com uma conexão razoável em Toronto dá para resolver tranquilamente. Se a sua conexão em Toronto for longa, considere dar um pulo nas Cataratas do Niágara — vale muito a pena! Para encontrar passagens em conta, recomendamos o Kiwi.com — nós usamos regularmente e sempre encontramos boas conexões.
Na temporada de verão, a WestJet opera voos sazonais de Dublin, Londres e Paris, então se você estiver combinando Newfoundland com uma viagem pela Europa, pode ser uma alternativa interessante.
💡 DICA: Ao chegar, alugue um carro sem pensar duas vezes. O centro de St. John’s dá para explorar a pé, mas para os passeios nos arredores (Cape Spear, Witless Bay, Gros Morne) o carro é indispensável. Nós costumamos usar o comparador RentalCars, onde dá para comparar preços de todas as locadoras num só lugar. Os preços de aluguel em Newfoundland no verão giram em torno de 60–90 CAD / 40–60 € por dia para um carro compacto.
Onde se hospedar em St. John’s + quanto custa
A hospedagem em St. John’s é um pouco mais em conta do que em Toronto ou Vancouver, mas na alta temporada (junho–agosto) os preços sobem, como era de se esperar. De modo geral, conte com 150–250 CAD (100–170 €) por noite para um quarto duplo em hotel de categoria média a alta. Nós costumamos buscar hospedagem pelo Booking.com — acumulamos pontos lá e gostamos de comparar as avaliações com fotos de hóspedes reais.
O melhor é se hospedar no centro da cidade (Downtown), de onde você tem o porto, a George Street, a Jellybean Row e a maioria dos restaurantes a poucos passos. Se preferir um pouco mais de tranquilidade, a região de Quidi Vidi é encantadora e ainda assim pertinho do centro.
Aqui vão três hospedagens que recomendamos:
- Alt Hotel St. John’s — moderno, design clean com vista para o porto. Localização excelente pertinho da Water Street. Diárias a partir de 180 CAD / 120 € por noite. Se você curte o estilo minimalista escandinavo, essa é a sua escolha.
- Hilton Garden Inn St. John’s — escolha confiável bem no centro, com piscina e academia. Quartos espaçosos e café da manhã decente. Diárias a partir de 200 CAD / 135 € por noite.
- Murray Premises Hotel — para quem quer algo com alma. Hotel boutique em prédio histórico de um antigo armazém do século XIX, bem na beira do porto. Detalhes lindos, localização impecável. Diárias a partir de 220 CAD / 150 € por noite.
Orçamento estimado para uma semana a dois (sem passagens aéreas):
- Hospedagem (7 noites): 1.260–1.540 CAD / 850–1.040 €
- Alimentação (restaurante 2× por dia): 700–1.050 CAD / 470–710 €
- Aluguel de carro + gasolina: 500–750 CAD / 340–510 €
- Passeios e atividades (baleias, museus): 200–400 CAD / 135–270 €
- Total: cerca de 2.700–3.700 CAD / 1.800–2.500 € para dois por uma semana
Os preços são obviamente estimados e dependem muito de você preferir um jantar no Mallard Cottage ou almoçar fish and chips no Ches’s (sinceramente, os dois são ótimos 😁).
St. John’s, Newfoundland: 12 dicas do que ver e fazer
Vamos finalmente ao que interessa: por que ir até lá? St. John’s é uma cidade que surpreende a cada esquina — de penhascos dramáticos e faróis históricos a ruelas coloridas cheias de arte, cervejarias artesanais e uma rua de bares onde pescadores encontram hipsters no sábado à noite. Aqui vão 12 lugares e experiências que você não pode deixar de conhecer em St. John’s.
1. Signal Hill e Cabot Tower — a melhor vista da cidade e do oceano

Se você fizer apenas uma única coisa em St. John’s, que seja subir o Signal Hill. Essa colina que se ergue sobre a entrada do porto (conhecida como The Narrows) é o cartão-postal da cidade, e a vista lá de cima é de tirar o fôlego — de um lado os telhados coloridos da cidade, do outro o Atlântico infinito.
No topo fica a Cabot Tower, uma torre de pedra construída em 1897 em comemoração aos 400 anos da chegada de John Cabot a Newfoundland. Mas esse não é o único motivo da fama do lugar — foi daqui que, em 1901, Guglielmo Marconi recebeu o primeiro sinal telegráfico transatlântico sem fio. Quando você está ali de pé olhando para aquele oceano sem fim, dá para entender o quão revolucionário aquilo deve ter sido.
Da Cabot Tower, siga pela North Head Trail — uma trilha curta mas deslumbrante (cerca de 1,7 km) que acompanha a borda dos penhascos com vista para o mar aberto. Em dias claros, dá para avistar baleias lá de cima, e se você for em maio ou junho, talvez até icebergs. Eu e o Lukáš passamos umas boas duas horas ali e saímos com o celular lotado de fotos e a sensação de que não tínhamos visto vista melhor em todo o Canadá.
💡 DICA: Vá ao Signal Hill bem cedinho (menos turistas) ou no pôr do sol — as cores são surreais. A entrada é gratuita, assim como o estacionamento junto à Cabot Tower. Na neblina também é uma experiência, mas a vista fica comprometida — fique de olho na previsão do tempo.
2. Jellybean Row — casinhas coloridas de conto de fadas

Jellybean Row. O nome já soa como algo de livro infantil, e o lugar é exatamente assim. São fileiras de casinhas vitorianas geminadas no centro de St. John’s, pintadas nas cores mais alegres que você pode imaginar — fúcsia, amarelo-limão, turquesa, lavanda, laranja vibrante.
Por que as casas eram pintadas assim? Existem algumas teorias. Uma diz que os pescadores pintavam suas casas em cores chamativas para conseguir reconhecê-las do mar quando voltavam para casa na neblina. Outra teoria fala que, após o grande incêndio de 1892, que destruiu a maior parte da cidade, as pessoas escolheram cores vivas na reconstrução como símbolo de um novo começo e esperança. Seja qual for a verdade, o resultado é absurdamente fotogênico.
As Jellybean Row mais bonitas ficam na Gower Street, Prescott Street e ruazinhas ao redor. Não tem ingresso, não é uma atração delimitada — você simplesmente passeia pela cidade e aproveita essa paleta de cores. Nós íamos pela manhã, quando as ruas ainda estavam vazias e a luz batia lindamente nas fachadas. Sinceramente, as fotos da Jellybean Row são provavelmente as mais compartilhadas que já postei no Instagram. ☺️
3. Cape Spear — você está no extremo leste do continente

Cape Spear é o lugar onde a América do Norte simplesmente acaba. Você fica em pé na beira do penhasco e na sua frente só tem oceano — a próxima terra firme na direção leste é a Irlanda, a uns 3.500 km de distância. É o ponto mais oriental de toda a América do Norte e aquela sensação de estar literalmente na borda do continente é indescritível.
No cabo fica o farol mais antigo preservado de Newfoundland, construído em 1836. Está lindamente restaurado e dá para visitar o interior, onde você aprende sobre a vida dos faroleiros no século XIX. Ao lado há um farol mais novo, de 1955, que ainda funciona. Além dos faróis, você encontra vestígios de fortificações da Segunda Guerra Mundial — bunkers de concreto e posições de artilharia que protegiam a entrada do porto de St. John’s.
Cape Spear fica a apenas 15 minutos de carro do centro de St. John’s, então não tem desculpa. Em maio e junho dá para observar icebergs navegando pela costa, e no verão é comum ver baleias. Nós fomos num fim de tarde bonito e o pôr do sol sobre os penhascos (ou melhor, sobre a cidade atrás de nós, porque para o leste só tem mar 😅) foi mágico.
⚠️ Aviso: Em Cape Spear venta absurdamente, mesmo quando na cidade está relativamente calmo. Leve uma camada quente e um corta-vento, mesmo no verão.
4. The Rooms — cultura, história e a melhor vista da cidade (de dentro)

Por fora, o The Rooms parece uma construção futurista no alto de uma colina, mas por dentro esconde um museu belíssimo, galeria e arquivo que contam a história de Newfoundland de um jeito que nenhum guia turístico consegue.
O acervo cobre de tudo — da cultura dos povos originários (Beothuk e Inuit) à história pesqueira e à arte contemporânea de Newfoundland. O que mais nos fascinou, a mim e ao Lukáš, foi a seção sobre naufrágios (Newfoundland tem centenas na sua história) e sobre a pesca do bacalhau, que por séculos definiu a vida na ilha. Se você curte museus, facilmente passa 2 a 3 horas ali.
E tem a vista. Dos andares superiores do The Rooms, se abre uma vista panorâmica de toda a cidade, o porto e o Signal Hill — e ao contrário do Signal Hill, aqui você está quentinho e protegido da chuva, o que em Newfoundland não é pouca coisa. 😉
O ingresso custa cerca de 10 CAD / 7 €; nas noites de quarta-feira a entrada é gratuita. Fechado às segundas (fora da temporada de verão).
5. George Street — onde tem mais bar do que casa

George Street é uma ruazinha no centro de St. John’s que supostamente tem a maior concentração de bares e pubs por metro quadrado de toda a América do Norte. Numa rua de uns 200 metros, são mais de 30 estabelecimentos — de pubs irlandeses a bares de coquetel e casas de rock. No sábado à noite, a cidade inteira está ali.
Mas o que torna George Street verdadeiramente lendária é a cerimônia Screech-In. É um ritual pelo qual os “não-newfoundlandeses” (ou seja, todos os visitantes) se tornam oficialmente cidadãos honorários de Newfoundland. Como funciona? Você toma um gole de Screech rum (um rum escuro local com sabor bem marcante), recita um juramento no dialeto de Newfoundland (entendendo mais ou menos metade) e no final… beija um bacalhau. Sim, um peixe de verdade. 😅 Você recebe um certificado e o bar inteiro aplaude.
Nós fizemos o Screech-In no Christian’s Pub e foi uma das noites mais divertidas da viagem inteira. O Lukáš se portou como se beijasse bacalhau todo dia, e eu tentava não morrer de rir. Recomendamos 100% — é absurdo, engraçado e completamente autêntico.
Se você prefere um clima mais tranquilo, recomendo o Celtic Hearth ou o The Ship Pub, onde tem música ao vivo e uma atmosfera mais intimista.
6. Quidi Vidi Village e cervejaria — vila de pescadores no meio da cidade

Quidi Vidi (pronuncia-se “kiddy viddy” — e sim, demorou um pouco até a gente acertar 😅) é uma vila de pescadores pitoresca aninhada numa baía, a poucos minutos do centro de St. John’s. É um daqueles lugares onde você tem a sensação de ter voltado cem anos no tempo — barracões de pesca coloridos, a água calma da baía, barquinhos balançando nos trapiches.
A grande atração é a Quidi Vidi Brewery, uma cervejaria artesanal local que fabrica cerveja com água de Newfoundland e gelo de iceberg (sim, de verdade!). A Iceberg Beer deles é lendária e vale muito a degustação. A cervejaria oferece tours e degustações, e mesmo que você não seja fã de cerveja, o clima do taproom com vista para o porto já compensa a visita.
Nos arredores da baía há um passeio agradável e você encontra o Mallard Cottage — um dos melhores restaurantes de toda St. John’s (mais sobre ele na seção de gastronomia). Quidi Vidi é ideal para uma manhã ou tarde tranquila, quando você quer fugir da agitação do centro — embora, sinceramente, St. John’s nunca fique lotada como Barcelona. ☺️
7. Observação de icebergs (Iceberg Alley) — colossos flutuantes da era glacial
Essa é a experiência que traz muita gente a Newfoundland. Em maio e junho, enormes icebergs que se desprenderam das geleiras da Groenlândia navegam pela costa leste da ilha, levados pela Corrente do Labrador rumo ao sul. Chamam isso de Iceberg Alley e alguns desses colossos têm 10 a 12 mil anos. Tente imaginar — gelo que se formou numa época em que nossos antepassados ainda caçavam mamutes.
Os icebergs têm os mais variados formatos e tamanhos — de pedaços menores (“bergy bits”) a gigantescos icebergs tabulares do tamanho de um campo de futebol. A cor varia do branco resplandecente a um turquesa incrível e azul safira, dependendo de como a luz do sol atravessa o gelo compactado.
De onde observar?
- Cape Spear e Signal Hill — direto da costa, de graça; com um binóculo é espetacular
- Fort Amherst — do lado oposto do The Narrows em relação ao Signal Hill
- Passeios de barco — se você quer chegar mais perto dos icebergs (e acredite, vai querer), existem tours que levam você a poucas dezenas de metros de distância. É impressionante. Conte com cerca de 60–80 CAD / 40–55 € por pessoa.
💡 DICA: Acompanhe o site IcebergFinder.com — é um mapa interativo que mostra onde os icebergs estão em tempo real. Em alguns anos aparecem dezenas, em outros poucos; depende das correntes e da temperatura. Se você vai principalmente por causa dos icebergs, tenha um roteiro flexível.
8. Observação de baleias e puffins — Witless Bay é imperdível
Se você acha que observação de baleias é “aquele passeio turístico padrão”, Witless Bay vai te provar o contrário. Essa foi uma das melhores experiências com vida selvagem que eu e o Lukáš já tivemos.
A Witless Bay Ecological Reserve fica a cerca de 30 minutos de carro ao sul de St. John’s e abriga a maior colônia de papagaios-do-mar (puffins) da América do Norte — mais de 260 mil casais nidificam nas ilhas rochosas. E ao lado deles? Baleias jubarte. Dezenas de jubartes que vêm para cá no verão atrás de alimento. Ao redor de Newfoundland vivem 22 espécies de baleias e as águas da região abrigam uma das maiores populações de jubarte do mundo.
Nós fomos com a O’Brien’s Whale and Bird Tours, a operadora mais conhecida da região. O passeio de duas horas custa cerca de 75 CAD / 50 € por pessoa e é um investimento que se paga cem vezes. Durante nosso passeio vimos três jubartes, uma das quais saltou completamente para fora d’água (breaching) — até hoje me arrepio quando lembro. E puffins? Milhares. Por todo lado. Voando, boiando na água, mergulhando atrás de peixe. São tão absurdamente fofos que parece que você está assistindo a um filme de animação.
Outra boa operadora é a Gatherall’s Puffin & Whale Watch. O pico da temporada é julho–agosto, mas as primeiras baleias aparecem já em junho.
⚠️ Aviso: No barco faz frio, mesmo quando em terra está quente. Leve uma camada quente e, se você tem tendência a enjoar, considere tomar remédio — as ondas podem ser bem agitadas.
9. North Head Trail e East Coast Trail — paraíso para amantes de trilhas

St. John’s e seus arredores são cortados por centenas de quilômetros de trilhas costeiras espetaculares, que estão entre as melhores do Canadá inteiro. Essa parte de Newfoundland é rústica, crua e incrivelmente bela — penhascos que despencam direto no oceano, charnecas cobertas de flores silvestres e vistas que fazem você perder o fôlego.
A North Head Trail (cerca de 1,7 km) no Signal Hill é ideal para começar — curta, mas dramática, acompanhando a borda dos penhascos com vista para o Atlântico aberto. Qualquer pessoa consegue fazer e a recompensa é fantástica.
Se você quer algo mais longo e selvagem, a East Coast Trail é para você. É uma rede de trilhas costeiras que se estendem por 336 km em 26 seções ao longo da costa leste de Newfoundland. Não precisa percorrer tudo — você escolhe uma seção e vai. As mais populares são:
- Sugarloaf Path (10 km) — os penhascos mais dramáticos, perto de St. John’s
- Cobbler Path (17 km) — atravessando turfeiras e prados costeiros
- Cape Spear Path (16 km) — de Cape Spear até Maddox Cove, deslumbrante
Eu e o Lukáš fizemos a Sugarloaf Path e foi uma das trilhas mais bonitas que já percorremos na América do Norte. O terreno é exigente em alguns trechos (pedras molhadas, subidas íngremes), mas as vistas do oceano e dos penhascos são absolutamente surreais. Em alguns pontos, estávamos completamente sozinhos na trilha — sem multidões, sem filas, só nós dois e o Atlântico.
💡 DICA: Confira as condições das trilhas em eastcoasttrail.com — algumas seções passam por manutenção após o inverno. E não esqueça das botas de trilha com boa aderência — as pedras molhadas de Newfoundland são traiçoeiras. Se você ainda não tem boas botas de trilha, dê uma olhada no nosso artigo sobre como escolher botas para trilha.
10. The Battery — bairro colorido encravado na rocha

The Battery é uma das partes mais fotogênicas de St. John’s e, ao mesmo tempo, um daqueles lugares que você facilmente perde se não souber que existem. Esse pequeno bairro se espreme nas rochas bem na entrada do porto, ao pé do Signal Hill, e suas casinhas coloridas parecem grudadas no penhasco. Algumas delas literalmente estão.
Historicamente, aqui viviam pescadores e suas famílias — as casas eram construídas onde houvesse espaço, sem se preocupar muito com lógica, terreno ou vias de acesso. O resultado é um emaranhado fascinante de caminhos estreitos, escadarias íngremes e casinhas de todas as cores, empilhadas umas sobre as outras em camadas irregulares. É como a Jellybean Row, só que mais selvagem e autêntico.
A melhor vista do The Battery é do Signal Hill ou da margem oposta do porto — de lá você vê todo o bairro em contexto, com os penhascos e o oceano ao fundo. Caminhar pelo bairro em si também é encantador, mas prepare-se para ladeiras íngremes e ruelas apertadas. E por favor, respeite que as pessoas moram ali — nada de fotografar janelas adentro. 😉
11. Bowring Park — 80 hectares de paz no meio da cidade

Se você precisar de um descanso dos penhascos, do vento e da água salgada (às vezes faz bem), o Bowring Park é o seu refúgio. Esse parque se espalha por 80 hectares e tem mais de 100 anos — e sinceramente, ficamos surpresos com o quanto é bonito e com a quantidade mínima de turistas que encontramos por lá.
Você encontra jardins lindos, cachoeiras, laguinhos com patos, pontes e quilômetros de trilhas para caminhada. Há também uma réplica da famosa estátua do Peter Pan dos Kensington Gardens de Londres — a cópia existe em pouquíssimos lugares no mundo e St. John’s é um deles.
Bowring Park é ideal para um piquenique, um passeio com café na mão ou simplesmente para parar e respirar fundo por um momento. Passamos uma tarde agradável por lá e o Lukáš jura que a melhor parte foi o banco à beira do riacho, onde ele dormiu. 😅 Entrada gratuita, aberto o ano inteiro.
12. Passeio ao Gros Morne NP — tesouro UNESCO no oeste da ilha

Se você tiver mais de 3 a 4 dias em Newfoundland, um passeio ao Gros Morne National Park é absolutamente imperdível. Esse parque nacional, inscrito na lista de Patrimônio Mundial da UNESCO, fica na costa oeste da ilha, a cerca de 5 horas de carro de St. John’s — e acredite, a viagem vale cada quilômetro.
Gros Morne é um lugar onde as placas tectônicas literalmente se expõem na superfície — ali estão os Tablelands, um planalto montanhoso de peridotito vermelho-acastanhado, uma rocha que normalmente fica nas profundezas sob a crosta terrestre. Parece a superfície de Marte no meio do Canadá verde. É um milagre geológico e a razão pela qual o parque é Patrimônio da UNESCO.
Além dos Tablelands, há fiordes (Western Brook Pond — na verdade um fiorde de água doce com paredes de 700 metros de altura), cachoeiras, montanhas e algumas das trilhas de trekking mais bonitas do Canadá. O passeio de barco pelo Western Brook Pond foi uma das melhores experiências que tivemos no Canadá — e olha que já vimos as Rochosas.
💡 DICA: Para Gros Morne, planeje idealmente 2 a 3 dias. Para um bate-volta de St. John’s, a distância é demais (10 horas de carro ida e volta). Se estiver percorrendo a ilha de carro, inclua Gros Morne no roteiro como uma parada independente. Se está planejando uma road trip maior pelo Canadá, dê uma olhada no nosso artigo sobre road trip pelo oeste do Canadá — é outra região do país, mas as dicas de planejamento servem para qualquer lugar.
O que comer em St. John’s: guia para viajantes gulosos
A culinária de Newfoundland é sincera, pesqueira e surpreendentemente saborosa. Nada de porções rebuscadas e apresentações exageradas — aqui você come comida de verdade, com história e gosto de oceano. Mas St. John’s também tem uma cena gastronômica surpreendentemente sofisticada, que faria bonito em qualquer grande cidade canadense. Aqui vai um panorama do que você precisa experimentar e onde encontrar.
Toutons — massa frita com melaço
Toutons são o café da manhã típico de Newfoundland e uma coisa absolutamente viciante. Imagine pedaços de massa fermentada, fritos até ficarem dourados, servidos com melaço (um xarope escuro de açúcar) ou manteiga. É simples, gorduroso, doce e absolutamente maravilhoso — especialmente naquelas manhãs em que você está congelando depois de uma trilha matinal no Signal Hill. Os melhores toutons que comemos foram no Mallard Cottage.
Fish and chips + Cod tongues
Fish and chips aqui não é fast food — é instituição. Bacalhau fresco numa massa crocante, batatas fritas caseiras e coleslaw. Ponto final. O melhor fish and chips da cidade você encontra no Duke of Duckworth (um pub agradável no centro) ou no Ches’s — uma lendária rede local frequentada pelos moradores. As porções no Ches’s são enormes e por um preço ridiculamente baixo.
E depois tem os cod tongues — línguas de bacalhau fritas. Parece loucura, a aparência é suspeita, mas o sabor é excelente. São macias, delicadas, com uma textura que lembra um pouco cogumelo empanado. Se você não tem medo de experimentar, essa é uma experiência imperdível.
Jiggs dinner — o almoço de domingo à moda de Newfoundland
O Jiggs dinner é o tradicional almoço de domingo que se prepara aqui há gerações. Num mesmo panelão, cozinham juntos carne bovina salgada, repolho, nabo, cenoura, batata e ervilha. Parece simples, mas a combinação de sabores após horas de cozimento lento é surpreendentemente complexa e reconfortante. Se você estiver em St. John’s num domingo, pergunte no restaurante se servem Jiggs dinner — é uma experiência autêntica de Newfoundland.
Onde comer — restaurantes específicos
- Mallard Cottage (Quidi Vidi) — provavelmente o melhor restaurante da cidade. Funciona em uma das casas de madeira mais antigas da América do Norte e serve pratos fantásticos com ingredientes locais. Reserve com antecedência, principalmente no verão!
- Merchant Tavern — elegante mas descontraído, bistrô com cozinha aberta. Excelentes steaks e peixes.
- Duke of Duckworth — pub clássico, melhor fish and chips da cidade, clima agradável.
- Ches’s Fish and Chips — lendária rede local, porções enormes por poucos dólares. É onde os locais vão, e isso sempre é um bom sinal.
- Celtic Hearth — pub irlandês com música ao vivo e comida decente. Ótimo lugar para uma noite em que você quer boa cerveja e atmosfera.
Conte com preços em torno de 15–25 CAD / 10–17 € por prato principal em restaurante comum e 35–55 CAD / 24–37 € no Mallard Cottage ou Merchant Tavern. St. John’s definitivamente não é uma cidade cara para comer, especialmente comparada com Toronto ou Vancouver.
Dicas práticas para a viagem
Para fechar, algumas informações práticas que vão ser úteis no planejamento. St. John’s é uma cidade amigável para turistas, segura e relativamente compacta — mas tem algumas coisas que é bom saber antes de ir, para evitar surpresas desagradáveis (principalmente com o clima 😅).
O que levar na mala
Essa é provavelmente a dica mais importante de todo o artigo: vista-se em camadas e leve uma jaqueta impermeável. O clima em St. John’s é lendariamente imprevisível — de manhã pode estar sol, ao meio-dia vem neblina, à tarde chuva e à noite está bonito de novo. E o vento sopra praticamente o tempo todo.
- Jaqueta impermeável com capuz — item indispensável, mesmo no verão
- Fleece ou moletom quente — mesmo em julho, nos penhascos pode fazer uns 12 °C
- Botas de trilha — se você planeja a East Coast Trail ou qualquer trilha, as pedras molhadas são traiçoeiras. Veja nosso guia sobre as melhores botas para trilha.
- Gorro e lenço leve — em Cape Spear e Signal Hill você vai agradecer
- Óculos de sol e protetor solar — quando faz sol, é sol pra valer
Se não tem certeza do que levar, dê uma olhada no nosso guia detalhado de como fazer a mala só com bagagem de mão. Mesmo para Newfoundland dá para fazer!
Moeda e preços
A moeda é o dólar canadense (CAD). A cotação atual gira em torno de 1 CAD = 0,67 € (ou aproximadamente 4 reais). Cartão é aceito em praticamente todo lugar — nós precisamos de dinheiro vivo apenas uma vez durante toda a estadia, numa feira de produtores.
Atenção para a gorjeta (tip) — no Canadá, é costume dar 15 a 20% nos restaurantes. Não é obrigatório, mas é esperado, e os garçons dependem disso. Ao pagar com cartão, a maquininha automaticamente oferece opções de porcentagem.
No geral, St. John’s é mais acessível que Toronto, Vancouver ou Banff. Comida, hospedagem e atividades são de 10 a 20% mais baratas que nessas cidades.
Segurança
St. John’s é uma cidade muito segura. A criminalidade é baixa, as pessoas são simpáticas e mesmo tarde da noite na George Street nos sentimos totalmente tranquilos. Use o bom senso como em qualquer lugar, mas não precisa ter nenhuma preocupação especial.
O maior “perigo” é o clima — se for fazer trilha, acompanhe a previsão do tempo, use o equipamento adequado e mantenha distância das bordas dos penhascos. As pedras molhadas de Newfoundland são escorregadias e o vento pode surpreender.
Transporte pela cidade
O centro de St. John’s é tranquilo de percorrer a pé — do porto ao Signal Hill, da Jellybean Row à George Street, tudo dá para fazer caminhando. A cidade é montanhosa (prepare-se para ladeiras íngremes), mas compacta.
Para passeios fora da cidade (Cape Spear, Witless Bay, Gros Morne) você vai precisar de carro. O transporte público (Metrobus) existe, mas as linhas são limitadas e não cobrem os destinos turísticos nos arredores. Alugar carro é fácil no aeroporto. Como mencionei, costumamos usar o comparador RentalCars.com, que reúne as ofertas de todas as locadoras num só lugar.
Conexão e eSIM
O sinal de celular no centro de St. John’s funciona sem problemas, mas em locais mais remotos (East Coast Trail, estrada para Gros Morne) pode ficar fraco ou inexistente. Se não quiser se preocupar com chip local, recomendamos um eSIM — os chips eSIM de viagem se ativam em poucos minutos e funcionam muito bem. Nossas experiências com eSIM estão no artigo sobre a Holafly eSIM.
Links úteis — o que mais você vai precisar
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- 🎒 Bagagem: Como fazer a mala só com bagagem de mão — sim, até para Newfoundland dá!
- 🥾 Botas: Como escolher botas para trilha — nas pedras molhadas de Newfoundland você vai agradecer cada centavo investido.
Perguntas frequentes sobre St. John’s, Newfoundland (FAQ)
Quantos dias preciso para St. John’s?
Para a cidade de St. John’s e seus arredores mais próximos (Signal Hill, Cape Spear, Quidi Vidi, Witless Bay), 3 a 4 dias são suficientes. Se quiser incluir o Gros Morne National Park (5 horas de carro), conte com no mínimo 6 a 7 dias para toda Newfoundland. Eu e o Lukáš ficamos 4 dias em St. John’s e não conseguimos ver tudo — tranquilamente acrescentaríamos mais um dia para trilhas na East Coast Trail.
Qual é a melhor época para visitar St. John’s?
A melhor época é de junho a agosto. Em maio e junho você vê icebergs (Iceberg Alley), em julho e agosto baleias e puffins. O clima é imprevisível mesmo no verão — temperaturas de 15 a 22 °C, neblina frequente e vento. O inverno (novembro a março) é rigoroso e a maioria das atividades turísticas fica fechada, por isso não recomendamos.
Como chegar a St. John’s saindo do Brasil?
Não existem voos diretos do Brasil. A rota mais comum é via Toronto ou Montreal — o voo de São Paulo ou Rio para Toronto leva cerca de 10 a 12 horas, depois mais 3 horas de conexão até St. John’s. Conte com um dia inteiro de viagem. Na temporada de verão, a WestJet opera voos sazonais de Dublin, Londres e Paris. Recomendamos buscar passagens no Kiwi.com.
St. John’s é uma cidade segura?
Sim, St. John’s é uma cidade muito segura com baixa criminalidade. Os moradores são simpáticos e sempre dispostos a ajudar. O maior risco é o clima imprevisível, especialmente durante trilhas nos penhascos — siga as trilhas sinalizadas, use roupas adequadas e acompanhe a previsão do tempo.
Onde ver icebergs em St. John’s?
Os icebergs passam pela costa de Newfoundland principalmente em maio e junho (período chamado Iceberg Alley). De St. John’s, você pode observá-los em Cape Spear, Signal Hill ou Fort Amherst. Para uma experiência mais próxima, recomendamos passeios de barco que levam você a poucas dezenas de metros do iceberg. Acompanhe a localização em tempo real no IcebergFinder.com.
Quanto custa uma viagem para St. John’s?
Orçamento estimado para uma semana a dois (sem passagens aéreas): hospedagem cerca de 850–1.040 €, alimentação 470–710 €, carro e gasolina 340–510 €, atividades 135–270 €. Total aproximado: 1.800–2.500 € para dois. St. John’s é mais acessível que Toronto ou Vancouver. As passagens aéreas do Brasil variam bastante, mas geralmente ficam entre 3.000 e 6.000 reais por pessoa (ida e volta, com conexão).
Vale a pena ir de St. John’s até Gros Morne?
Com certeza, se você tiver tempo. O Gros Morne National Park (UNESCO) é um dos lugares mais bonitos do Canadá — fiordes, maravilhas geológicas e trilhas incríveis. Porém, fica a 5 horas de carro de St. John’s, então um bate-volta não compensa. O ideal é planejar 2 a 3 dias diretamente em Gros Morne. Se você só tem 3 a 4 dias em Newfoundland, fique em St. John’s e arredores — já tem muito o que fazer.
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