Roadtrip pela Eslovênia: Roteiro de 14 Dias

A Eslovênia é um país que vai te deixar de queixo caído — e literalmente de pernas bambas, porque depois de tantas trilhas até lagos turquesa e cachoeiras, suas pernas vão doer tanto que à noite você mal vai conseguir se arrastar até o prato de štruklji. 😅

Quando eu e o Lukáš fomos pela primeira vez à Eslovênia, esperávamos paisagens bonitas e boa comida. Conseguimos as duas coisas, mas também ficamos completamente surpresos com a incrível diversidade desse país minúsculo. De manhã você está aos pés dos picos alpinos, à tarde mergulha no rio esmeralda Soča e à noite toma vinho no litoral adriático. Tudo isso em um país menor que o estado de Sergipe. Esse roadtrip pela Eslovênia foi uma das melhores viagens que já fizemos.

Lago Bled com panorama alpino
O que fazer em Bled e no Lago Bohinj

Este roteiro de 14 dias foi montado para que você veja o melhor da Eslovênia — do instagramável Bled ao selvagem rio Soča, passando pelo mundo subterrâneo das Cavernas de Škocjan e pelas colinas vinícolas do leste. É um roadtrip que dá para fazer em ritmo tranquilo, sem estresse desnecessário. Cada dia tem dicas concretas de lugares, restaurantes e hospedagem — basta entrar no carro e seguir viagem.

Neste artigo você encontra um roteiro completo de roadtrip de 14 dias pela Eslovênia — dia a dia com lugares específicos, preços, restaurantes e dicas de onde se hospedar. Vou contar qual é a melhor época para ir, quanto custa tudo e no que ficar de olho.

Obsah článku

Resumo

  • A melhor época para um roadtrip pela Eslovênia é maio–junho ou setembro. Em julho e agosto tem muita gente, mas o banho no Soča e no litoral compensa.
  • Para 14 dias, conte com um orçamento de aproximadamente 700–1 400 € por pessoa (sem passagens aéreas), dependendo do estilo de hospedagem.
  • Carro é indispensável. A Eslovênia é pequena, mas muitos dos lugares mais bonitos ficam fora das estradas principais. O aluguel de carro sai a partir de 25–40 €/dia.
  • A rota: Liubliana → Bled → Bohinj → Kranjska Gora → Vršič → Soča → Škocjan → Piran → Postojna → Ptuj → Maribor → Logarska dolina.
  • Não esqueça da vinheta de pedágio (e-vignette) — a semanal custa 15 €, a mensal 30 €. Compra-se online.
  • Reserve a hospedagem com antecedência, principalmente Bled, Bohinj e Piran que lotam rápido na alta temporada.
  • A comida é surpreendentemente boa e com preços acessíveis — espere uma mistura de culinária alpina, mediterrânea e balcânica. Prato principal em restaurante: 10–18 €.
  • A Eslovênia é um país seguro, praticamente sem golpes turísticos. A única coisa para ficar atento são as multas por estacionamento nas cidades e os radares de velocidade.

Quando ir à Eslovênia e como chegar

A Eslovênia é um destino que pode ser visitado praticamente da primavera ao outono, mas cada estação tem suas particularidades. Vamos ver qual a melhor época para ir, como chegar lá e o que você precisa saber sobre o transporte.

Quando é a melhor época para ir à Eslovênia?

Maio e junho são provavelmente nossos meses favoritos. A natureza está lindamente verde, as temperaturas ficam em torno de 20–25 °C, há bem menos turistas do que no verão e tudo já está aberto. A única desvantagem — o Soča ainda pode estar frio demais para banho (mas quem tem medo, né? 😅).

Julho e agosto são alta temporada. Temperaturas em torno de 28–33 °C, tudo cheio, mas também as melhores condições para nadar no Soča, no Lago Bohinj e no litoral. Bled vai estar lotado, conte com isso.

Setembro é nosso segundo favorito — temperaturas ainda agradáveis (20–25 °C), os turistas vão diminuindo, as cores começam a ficar lindas e as regiões vinícolas do leste estão em plena época da vindima.

Eu evitaria: outubro nas montanhas (o tempo é imprevisível e algumas estradas de montanha fecham) e o inverno, a menos que você planeje esquiar.

Como chegar à Eslovênia

De avião: Saindo do Brasil, não existem voos diretos para Liubliana (Ljubljana). O mais comum é voar até cidades como Veneza (Itália), Viena (Áustria) ou Munique (Alemanha) com companhias como LATAM, TAP ou Lufthansa, e de lá seguir de carro ou trem. De Veneza até Liubliana são apenas 2,5 horas de carro. Procure as melhores combinações de voos em sites como Google Flights ou Skyscanner.

De carro pela Europa: Se você já estiver viajando pela Europa, a Eslovênia é facilmente acessível de carro. De Veneza são cerca de 2,5 horas, de Viena cerca de 4 horas e de Munique cerca de 4,5 horas. Não esqueça da vinheta de pedágio austríaca (10 dias custa 11,50 €) caso passe pela Áustria, e da e-vignette eslovena.

Aluguel de carro e transporte na Eslovênia

Carro é absolutamente essencial para este roadtrip. O transporte público na Eslovênia funciona, mas muitos dos lugares mais bonitos (Vršič, Logarska dolina, cachoeiras menores) simplesmente não são acessíveis sem carro.

Eu e o Lukáš temos uma boa experiência de longo prazo com a RentalCars, que usamos em todo o mundo. Os preços de aluguel na Eslovênia ficam em torno de 25–40 €/dia por um carro compacto, o que para duas pessoas é mais que suficiente.

Algumas dicas para dirigir:

  • E-vignette (vinheta de pedágio) é comprada online em evinjeta.dars.si. A semanal custa 15 €, a mensal 30 €.
  • As estradas são excelentes, inclusive as de montanha. A travessia pelo Vršič (50 curvas!) é uma experiência por si só.
  • Estacionamento nas cidades pode ser um problema — em Liubliana, Piran e Bled, recomendo estacionar nos estacionamentos periféricos e ir a pé ou de ônibus.
  • Multas por excesso de velocidade são bem altas na Eslovênia (a partir de 50 €), então fique atento aos radares.

Onde se hospedar e quanto custa um roadtrip pela Eslovênia

A Eslovênia não é tão cara quanto você poderia imaginar — é significativamente mais barata que a vizinha Áustria ou Itália, mas um pouco mais cara que a Croácia. As opções de hospedagem vão desde campings até apartamentos e hotéis boutique, com preços variados.

Quanto calcular para 14 dias

Orçamento aproximado por pessoa (sem passagens aéreas internacionais):

  • Hospedagem: 20–60 €/noite por quarto para dois (ou seja, 10–30 €/pessoa/noite) → para 13 noites: 130–390 €/pessoa
  • Alimentação: 16–28 €/pessoa/dia (mistura de restaurantes e compras no supermercado) → 224–392 €/pessoa
  • Gasolina: quilometragem total de cerca de 1.200–1.500 km, ou seja, aproximadamente 100–140 € de combustível (dividido por dois = 50–70 €/pessoa)
  • Entradas e atividades: cerca de 120–240 €/pessoa (cavernas, rafting, teleféricos, museus)
  • Aluguel de carro: 25–40 €/dia × 14 dias = 350–560 €, ou seja, 175–280 €/pessoa (para duas pessoas)

Total: aproximadamente 700–1.400 € por pessoa para 14 dias (depende se você acampa ou fica em hotel e com que frequência come em restaurantes).

Some a isso as passagens aéreas do Brasil (a partir de R$ 4.000–6.000 ida e volta, dependendo da época) ou gasolina desde outra cidade europeia.

Preços nos restaurantes: prato principal 10–18 €, cerveja 3–4 €, cappuccino 2–3 €. Comparando com a Áustria, por exemplo, é visivelmente mais barato.

Aqui está um resumo de toda a rota — por onde passar e onde dormir a cada noite. Se você tem menos tempo para a Eslovênia, dê uma olhada no nosso roteiro de 7 dias de roadtrip.

Dia Rota e deslocamento Onde dormir
1. Chegada, Liubliana a pé e teleférico até o castelo Liubliana
2. Liubliana → Bled (~50 min) Bled
3. Bled → Bohinj (~30 min) Bohinj
4. Bohinj → Kranjska Gora → Passo Vršič → Bovec (~2h30) Bovec
5.–6. Vale do Soča — Bovec, Kobarid, Tolmin Bovec
7. Vale do Soča → Cavernas de Škocjan → Piran (~2h30) Piran
8. Piran e litoral esloveno Piran
9. Piran → Lipica → Štanjel → Postojna (~1h30) Postojna
10. Caverna de Postojna e Castelo de Predjama Postojna
11. Postojna → Ptuj (~2h30) Ptuj
12. Ptuj → Maribor → Logarska dolina (~2h) perto de Logarska dolina
13. Logarska dolina — cachoeira Rinka, trilha panorâmica perto de Logarska dolina
14. Logarska dolina → Kamnik → Liubliana / volta
A rota total tem aproximadamente 1.200–1.500 km. Os tempos de deslocamento são aproximados, sem paradas pelo caminho.

Dia 1. Liubliana — o encanto da pequena capital

Cidade velha e castelo de Liubliana

O roadtrip começa em Liubliana, e com razão. A capital eslovena é tão charmosa que você vai querer embrulhar e levar para casa. É pequena, tranquila, cheia de cafés e ruelas onde você se perde no melhor sentido da palavra.

Comece com um passeio pela cidade velha — atravesse a icônica Ponte do Dragão (Zmajski most), onde ficam quatro dragões verdes, os mascotes não oficiais da cidade. De lá, caminhe ao longo do rio Ljubljanica, onde há cafés e restaurantes com terraços sobre a água em ambas as margens.

Suba até o Castelo de Liubliana (Ljubljanski grad) — a pé pela trilha íngreme (15 minutos) ou de teleférico (4 € ida e volta). Do castelo se tem uma vista maravilhosa de toda a cidade com os Alpes ao fundo. Dentro do castelo há um museu, mas sinceramente — a vista de fora já basta.

Para o almoço, vá ao Mercado Aberto (Odprta kuhna), que acontece toda sexta-feira de março a outubro. É um festival de street food bem na margem do rio, com comida fantástica — de hambúrgueres eslovenos a macarrão asiático e queijos locais. Se não for sexta, vá ao Gostilna na Gradu no próprio castelo (culinária tradicional eslovena, prato principal em torno de 14–18 €) ou ao Valvas no centro.

À tarde, passeie pelo parque Tivoli — um enorme parque urbano bem no centro, onde os eslovenos correm, passeiam com cachorros e relaxam. É o lugar ideal para descansar depois do voo ou da viagem de carro.

Para o jantar, recomendamos o Gostilna Dela — culinária eslovena moderna em um ambiente lindo, reserve com antecedência. Ou o Sarajevo ’84 para uma excelente culinária bósnia (ćevapi por cerca de 8 € — nada de luxo, mas uma delícia).

Onde se hospedar em Liubliana

Liubliana é uma cidade compacta, então hospede-se o mais perto possível do centro. Recomendamos a região de Metelkova (bairro alternativo com galerias e bares) ou diretamente na cidade velha. Estacionamento no centro é complicado, mas a maioria dos hotéis oferece vaga ou indica um estacionamento periférico.

Nossas dicas de hospedagem: City Hotel Ljubljana (hotel moderno a poucos passos da Praça Prešeren) ou Center Ljubljana (apartamentos em prédio histórico bem no centro).

Dia 2. Bled — sim, é realmente tão lindo

Lago Bled com a ilha e igrejinha

De Liubliana até Bled leva menos de uma hora de carro e você chega antes de terminar o café do caminho. Bled é provavelmente o lugar mais fotogênico da Eslovênia — e também o mais visitado, então esteja preparado.

Saia bem cedo (idealmente por volta das 7h30–8h), antes de chegarem os ônibus de turismo. Contorne o lago pela trilha circular (cerca de 6 km, terreno plano, uma hora e meia em ritmo tranquilo). No caminho, você terá vistas maravilhosas da ilha com a igreja no meio do lago e do castelo no penhasco.

Para chegar à ilha, pegue o tradicional barco de madeira pletna — a viagem custa 18 €/pessoa ida e volta, e o barqueiro espera enquanto você visita a ilha. Na ilha, você pode tocar o sino dos desejos na igreja — dizem que seu desejo se realiza. Nós tocamos e, bem, ainda estamos esperando. 😁

Depois do almoço (ou no lugar dele), experimente a famosa kremšnita de Bled (kremna rezina) na confeitaria Park, bem na beira do lago. Custa cerca de 5 € e é provavelmente a melhor torta de creme que você já provou.

À tarde, suba até o Castelo de Bled (Blejski grad) — entrada 15 €, mas a vista lá de cima do lago é absolutamente fantástica. O castelo é medieval, com um pequeno museu e adega de vinhos no interior.

Se ainda tiver energia, vá até a Garganta de Vintgar (Blejski vintgar) — fica a 4 km de Bled, uma curta caminhada por passarelas de madeira sobre o rio turquesa. Entrada 10 €. Atenção: na alta temporada fica realmente lotado, vá bem cedo pela manhã ou no final da tarde.

Onde se hospedar em Bled

Bled é caro — é o destino turístico número um da Eslovênia. Se quiser economizar, hospede-se um pouco afastado do lago, nas vilas ao redor (Zasip, Ribno). Se quiser luxo com vista para o lago, prepare-se para preços a partir de 150 €/noite.

Nossas dicas de hospedagem: Penzion Berc (pousada familiar a poucos minutos do lago) ou Vila Prešeren (pousada boutique na própria margem do lago).

Dia 3. Bohinj — o vizinho mais selvagem e tranquilo de Bled

Lago Bohinj nos Alpes Julianos

Bohinj é tipo um Bled para quem não curte multidão. O Lago Bohinj é maior, mais selvagem e significativamente menos turístico — e na nossa opinião, é mais bonito. A água é cristalina e no verão dá para nadar muito bem (apesar de ser bem fria, cerca de 22 °C em agosto).

De manhã, vá até a Cachoeira Savica (Slap Savica) — o acesso custa 5 € de estacionamento + 5 € de entrada, depois é uma subida por escadas (cerca de 20 minutos). A cachoeira cai de 78 metros de altura e é deslumbrante, especialmente na primavera, quando há bastante água.

Depois da cachoeira, volte ao lago e suba de teleférico até o Vogel (23 € ida e volta). Da estação superior se tem uma vista panorâmica de tirar o fôlego do Lago Bohinj, do Triglav (ponto mais alto da Eslovênia, 2.864 m) e de todos os Alpes Julianos. No topo há trilhas de caminhada se quiser continuar.

Para o almoço, recomendamos o Gostilna Rupa na vila de Srednja vas — culinária eslovena tradicional, štruklji (rolinhos de massa com requeijão), goulash bovino, porções generosas e preços justos (prato principal 10–14 €). Ou o Gostilna Danica na beira do lago em Ribčev Laz.

À tarde, aproveite para nadar no lago ou alugue um caiaque/stand up paddle. As locadoras ficam na margem do lago, com preços em torno de 15 €/hora.

Onde se hospedar em Bohinj

Hospede-se na beira do lago em Ribčev Laz ou Stara Fužina. A oferta é menor que em Bled, mas os preços são mais amigáveis. Campings nos arredores do lago também são excelentes — o Kamp Zlatorog fica direto na água.

Nossas dicas de hospedagem: Hotel Jezero (hotel na margem do lago em Ribčev Laz) ou Hotel Bohinj (hotel design no centro de Ribčev Laz).

Dia 4. Kranjska Gora e a travessia pelo Vršič

Cabana de montanha Tičarjev dom no passo Vršič
Foto: Petar Milošević, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons

Hoje será um dia de montanhas e uma das estradas de montanha mais bonitas da Europa. De Bohinj, você se desloca até Kranjska Gora — uma pequena cidade de montanha que no inverno vive do esqui e no verão do trekking.

De manhã, pare no lago Zelenci (Naravni rezervat Zelenci) — um pequeno lago verde-esmeralda alimentado por nascentes, perfeito para uma parada rápida e fotos. Fica direto na estrada, estacionamento gratuito.

De Kranjska Gora, siga para a travessia do passo Vršič (1.611 m de altitude) — a estrada tem 50 curvas (24 para um lado, 26 para o outro), cada uma numerada e nomeada. Dirigir ali é uma experiência por si só, mas se estradas sinuosas te deixam enjoado, melhor ir no banco do passageiro. 😅

No caminho pelo Vršič, pare para ver:

  • Capela Russa (Ruska kapelica) — memorial aos prisioneiros russos da Primeira Guerra Mundial que construíram a estrada. Um lugar emocionante com uma atmosfera linda.
  • Lago Jasna — dois lagos artificiais logo abaixo de Kranjska Gora com água turquesa e vista para as montanhas. Ideal para um piquenique.

Para almoçar em Kranjska Gora, recomendamos o Gostilna Pri Martinu — culinária eslovena tradicional, excelentes žlikrofi (raviólis eslovenos com recheio de batata) por cerca de 10 €.

À tarde, continue descendo pelo Vršič até o Vale do Soča. A descida é tão bonita quanto a subida, só que pelo outro lado.

Onde se hospedar

Hospede-se em Kranjska Gora (se quiser fazer uma trilha pela manhã) ou siga direto até Bovec no Vale do Soča. Nós recomendamos ir direto para Bovec — de manhã você terá o Soča logo na porta.

Nossas dicas de hospedagem: Hotel Soča (hotel com spa no centro de Bovec) ou Hotel Sanje ob Soči (hotel design estiloso à beira do rio).

Dias 5–6. Vale do Soča — paraíso esmeralda

Rio turquesa Soča nos Alpes Julianos
Foto: MarcusObal, CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons

Dois dias no vale do rio Soča. Por que dois? Porque um não basta. O Soča é provavelmente o rio mais bonito que já vimos — a cor da água é tão intensamente turquesa que parece Photoshop. Mas não é.

Dia 5: Bovec e adrenalina

Bovec é o centro de aventura da Eslovênia. Se você ama atividades ao ar livre, aqui vai ter de tudo:

  • Rafting no Soča — absolutamente imperdível. Os preços ficam em torno de 40–55 €/pessoa, dura 2–3 horas. A água é gelada (cerca de 8–12 °C), mas eles fornecem roupa de neoprene. Uma experiência para a vida inteira.
  • Tirolesa sobre o vale de Učja — uma das mais longas da Europa (cerca de 60 €/pessoa).
  • Canyoning — rapel em cachoeiras, saltos em piscinas naturais. Para os mais corajosos (50–70 €).

Se adrenalina não é a sua praia, vá até o Slap Boka — a cachoeira mais alta da Eslovênia (106 m). Dá para ver direto da estrada, mas para uma vista melhor, há uma trilha de subida (cerca de 30 minutos).

Para almoçar em Bovec, recomendamos o Gostilna Sovdat (comida caseira, excelente presunto de vitela) ou o Thomy Cottage para uma pizza deliciosa.

Dia 6: Tolmin e arredores

De Bovec, continue rio abaixo pelo Soča em direção a Kobarid e Tolmin.

Em Kobarid, pare na Ponte de Napoleão e percorra a Trilha Histórica de Kobarid — uma trilha educativa sobre a Batalha de Kobarid (Caporetto) da Primeira Guerra Mundial (2–3 horas, dificuldade moderada). Se história te interessa, visite também o Museu de Kobarid — surpreendentemente bom e emocionante (entrada 8 €).

Continue até as Gargantas de Tolmin (Tolminska korita) — menos conhecidas que Vintgar, mas igualmente bonitas e com muito menos gente. Entrada 5 €, o passeio dura cerca de 1 hora. Você verá o ponto onde dois rios — Tolminka e Zadlašica — se encontram em um desfiladeiro incrivelmente estreito.

Para o jantar, vá ao Hiša Franko em Kobarid — um dos melhores restaurantes da Eslovênia (estrela Michelin!), mas precisa de reserva com semanas de antecedência e os preços começam em 150 €/pessoa pelo menu degustação. Se o Hiša Franko não der, uma ótima alternativa é o Topli Val em Tolmin — excelente culinária local a preços normais (12–16 € o prato principal).

Onde se hospedar no vale do Soča

Bovec é a base mais prática. A hospedagem aqui é mais barata que em Bled, com muitas pousadas familiares e apartamentos. Se quiser acampar, o Kamp Polovnik é excelente.

Nossas dicas de hospedagem: Hotel Soča (hotel com spa no centro de Bovec) ou Hotel Sanje ob Soči (hotel design estiloso à beira do rio).

Dia 7. Rumo ao litoral — Cavernas de Škocjan

Cavernas de Škocjan — mundo subterrâneo

O sétimo dia é de deslocamento, mas definitivamente não é entediante. Do Vale do Soča, você segue para o sudoeste rumo ao litoral, parando pelo caminho em uma das maravilhas naturais mais impressionantes da Europa.

As Cavernas de Škocjan (Škocjanske jame) são Patrimônio da UNESCO e — sinceramente — são muito mais impressionantes que a mais famosa Postojna. Por quê? Porque lá dentro corre o rio Reka por um enorme cânion subterrâneo tão grande que caberia uma catedral. Simplesmente de cair o queixo.

A entrada custa 20 €/pessoa, a visita dura cerca de 1,5 hora e é feita a pé (nada de trenzinho como em Postojna). Importante: lá dentro a temperatura fica em torno de 12 °C, então leve um agasalho mesmo que esteja fazendo 30 graus lá fora.

As visitas são em horários fixos, na alta temporada a cada hora. Recomendo chegar às 10h para pegar a visita da manhã e depois seguir para o litoral.

Das cavernas até Piran leva menos de uma hora de carro.

Para almoçar no caminho, pare na vila de Štanjel — uma linda cidadezinha medieval de pedra no alto de uma colina, onde o tempo parou. O restaurante Gostilna Jama perto das cavernas é uma boa opção para um almoço rápido.

Onde se hospedar

Siga até Piran — reserve hospedagem lá por duas noites. A noite de hoje será gasta passeando por essa belíssima cidade costeira.

Dia 8. Piran — um pedaço da Itália na Eslovênia

Vista da cidade costeira de Piran
Foto: Mateja Jaušovec, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons

Piran é provavelmente nossa cidadezinha favorita no litoral esloveno. Parece um pedaço da Itália — arquitetura veneziana, ruelas estreitas, fachadas em tons pastel e a Praça Tartini, onde você senta com um café e contempla o mar.

De manhã, suba até as muralhas da cidade — a entrada é gratuita e a vista da cidade, do porto e do Adriático é deslumbrante. Depois, passeie pelas ruelas da cidade velha, visite a Catedral de São Jorge e caminhe pelo calçadão à beira-mar.

Onde fica o mar mais bonito da Eslovênia? Sinceramente — o litoral esloveno tem apenas 46 km, então não espere praias de areia. A maioria das “praias” são plataformas de concreto ou pedras. Os melhores lugares para nadar são:

  • Fiesa — uma pequena baía com praia de pedras a poucos passos de Piran (15 minutos a pé). A água é cristalina.
  • Strunjan — reserva natural com a única praia de areia (mais para cascalho) do litoral esloveno.
  • Mesečev zaliv (Baía da Lua) em Strunjan — uma baía romântica ao pé de falésias.

Para almoçar, vá ao Fritolin pri Cantini — um pequeno restaurante de peixes bem no centro de Piran. Peixes frescos e frutos do mar a preços justos (prato principal 12–20 €). Ou o Restaurant Pavel para uma excelente culinária mediterrânea.

À tarde, vá até Portorož (10 minutos de ônibus ou 30 minutos a pé pelo litoral) — é uma cidadezinha termal com uma praia maior e calçadão. Não é nada extraordinário, mas para um banho de tarde e um passeio é bem agradável.

Para o jantar, experimente o Restoran Delfin à beira-mar em Piran — um pôr do sol romântico com um prato de peixe grelhado. Preço mais alto (20–30 € pelo prato principal), mas a atmosfera compensa.

Onde se hospedar em Piran

Piran é pequena, então em qualquer lugar do centro você estará perto de tudo. Mas o estacionamento é um problema — deixe o carro no estacionamento periférico Fornače abaixo da cidade (cerca de 10 €/dia) e vá ao centro a pé (10 minutos) ou pegue o shuttle bus. No centro não é possível estacionar.

Nossas dicas de hospedagem: Hotel Piran (hotel 4* à beira-mar perto da Praça Tartini) ou Old Town Rooms Piran (quartos no coração da cidade velha).

Dia 9. Lipica e Štanjel — cavalos, vinho e vilas de pedra

Vila de pedra Štanjel no topo da colina
Foto: Ramón, CC BY-SA 2.0, Wikimedia Commons

Hoje é dia de descanso no caminho do litoral rumo a Postojna. O Karst esloveno é uma região que a maioria dos turistas pula — e é uma pena, porque é absolutamente encantadora.

De manhã, vá até Lipica — o haras onde são criados os famosos cavalos Lipizzan. A visita guiada custa 18 €/pessoa e você verá lindos cavalos brancos, estábulos históricos e talvez até um treino. Mesmo que você não seja fã de cavalos, é uma bela experiência.

Continue até Štanjel (se não tiver ido no dia 7) — uma vila medieval no topo de uma colina com arquitetura de pedra e o jardim do arquiteto Maks Fabiani. É um daqueles lugares onde o tempo parou e onde você encontra no máximo três outros turistas.

Para almoçar, procure uma das osmice locais — são restaurantes temporários de fazendeiros eslovenos, onde vinicultores abrem suas adegas duas vezes ao ano e servem vinho caseiro, presunto, queijo e azeite de oliva. Você encontra a lista no site osmice.com. Se nenhuma estiver aberta, vá ao Gostilna Štokelj em Tomaj — excelente culinária regional com vinho Teran.

Falando em vinho — o Teran é o vinho tinto local do Karst que você precisa experimentar. É marcante, mais ácido e mineral. E para acompanhar, peça o pršut (presunto curado) do Karst — diferente do prosciutto italiano, é mais seco e com sabor mais acentuado.

À tarde, siga até Postojna e hospede-se por duas noites.

Onde se hospedar

Postojna em si não é uma cidade muito interessante, mas é uma base prática para as cavernas e arredores. A hospedagem aqui é mais barata que no litoral.

Nossas dicas de hospedagem: Hotel Jama (hotel na entrada da Caverna de Postojna) ou ECO Hotel Center Postojna (hotel renovado pertinho da caverna).

Dia 10. Caverna de Postojna e Castelo de Predjama

Castelo de Predjama embutido na rocha
Foto: Marco Almbauer, CC0, Wikimedia Commons

O dia de hoje é dedicado a duas atrações icônicas que ficam perto uma da outra e podem ser facilmente visitadas no mesmo dia.

A Caverna de Postojna (Postojnska jama) é a caverna mais visitada da Europa — e com razão. É enorme, repleta de estalactites e estalagmites, e parte da visita é feita de trenzinho, o que é uma experiência por si só (e também o motivo de ser mais cara que Škocjan). A entrada custa 29,90 €/pessoa, o ingresso combo com o Castelo de Predjama sai por 41,90 € — vale a pena.

A visita dura 1,5 hora, novamente com cerca de 10 °C lá dentro. Você verá também o olm (Proteus anguinus) — um anfíbio branco e cego que vive apenas nas águas subterrâneas do Karst Dinárico. Parece um pequeno dragãozinho.

Depois da caverna, siga para o Castelo de Predjama (Predjamski grad) — 10 minutos de carro. É um castelo encravado numa parede rochosa de 123 metros de altura e parece saído de um filme. Aliás, foi cenário de filmagens. Entrada incluída no combo com a caverna (ver acima) ou avulsa por 18,90 €.

Para almoçar, recomendamos o Gostilna Požar em Postojna — comida caseira, porções grandes, preços razoáveis. Ou o Restavracija Proteus junto à caverna (turístico, mas competente).

À tarde você tem tempo livre — descanse, passeie por Postojna ou vá até o Lago Cerknica (Cerkniško jezero) — um lago intermitente único que no verão seca parcialmente e se transforma em prado. Uma curiosidade da natureza.

Onde se hospedar

Fique em Postojna pela segunda noite, de manhã você seguirá para o leste.

Dia 11. Rumo ao leste — Ptuj, a cidade mais antiga

Castelo de Ptuj sobre a cidade mais antiga da Eslovênia
Foto: Krzysztof Golik, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons

Hoje é dia de deslocamento do sudoeste para o leste da Eslovênia. A viagem de Postojna a Ptuj leva cerca de 2,5 horas passando por Liubliana (pela autoestrada).

Ptuj é a cidade mais antiga da Eslovênia e uma das mais antigas da Europa Central — as primeiras menções remontam à época romana. É uma cidadezinha pequena e tranquila, com um lindo castelo no topo da colina, termas nos arredores e tradição vinícola.

À tarde, visite o Castelo de Ptuj (Ptujski grad) — o cartão-postal da cidade, com museu e belas vistas da cidade e do rio Drava. Entrada 7 €. Dentro você encontrará uma coleção de máscaras carnavalescas — Ptuj é famosa pelo tradicional Kurentovanje, um festival de carnaval com máscaras assustadoras feitas de pele de ovelha.

Passeie pela cidade velha — é compacta, em uma hora você a percorre toda. Pare no mosteiro dos minoritas e na praça principal.

Para jantar, vá ao Gostilna Ribič — restaurante na margem do rio Drava com excelente cozinha de peixes (prato principal 12–16 €). Ou o PP Gostilna Amadeus para a culinária eslovena tradicional.

Se você gosta de vinho, Ptuj está cercada por vinhedos — à noite você pode fazer uma degustação em uma das adegas locais. A Pulchra vina no centro da cidade tem uma excelente seleção.

Onde se hospedar em Ptuj

Ptuj é barata — a hospedagem aqui sai por bem menos que em Bled ou Piran. Recomendamos se hospedar no centro.

Nossas dicas de hospedagem: Hotel Mitra (hotel histórico na cidade velha abaixo do castelo) ou Grand Hotel Primus (hotel termal com piscinas de águas termais).

Dia 12. Maribor e a rota dos vinhos

Cidade velha de Maribor junto ao rio Drava
Foto: Jernej Furman, CC BY 2.0, Wikimedia Commons

De Ptuj a Maribor são apenas 30 minutos de carro. Maribor é a segunda maior cidade da Eslovênia e é completamente diferente de Liubliana — mais rústica, mais industrial, mas também mais autêntica e menos turística.

De manhã, passeie pela cidade velha — Praça Principal (Glavni trg), coluna da peste, catedral. Pare para ver a videira mais antiga do mundo (Stara trta) — ela cresce na fachada de uma casa à beira do rio Drava e tem mais de 400 anos. Sim, ainda produz uvas. Ao lado há um pequeno museu (entrada gratuita) e uma enoteca onde você pode provar o vinho dessa videira (cerca de 15–25 € pela degustação).

Se tiver tempo, suba de teleférico até o Pohorje — uma cadeia montanhosa bem acima de Maribor. No inverno é estação de esqui, no verão é ideal para caminhadas e mirantes. O teleférico custa 13 € ida e volta.

Para almoçar, recomendamos o Mak Maribor — culinária eslovena moderna, excelente menu degustação (a partir de 35 €). Para algo mais em conta, o Restavracija Ancora — culinária ítalo-eslovena, prato principal 10–14 €.

À tarde, siga pela rota dos vinhos ao sul de Maribor — a região da Estíria (Štajerska) é a mais famosa região vinícola da Eslovênia. Visite a vila de Šmarje pri Jelšah ou os vinhedos ao redor de Jeruzalem (sim, é esse mesmo o nome 😁) — colinas cobertas de vinhas, vistas para todos os lados e degustações em vinícolas familiares. Recomendamos a Hlebec ou a Puklavec Family Wines.

Onde se hospedar

À noite, desloque-se em direção à Logarska dolina — a viagem leva cerca de 1,5 hora. Hospede-se nas proximidades do vale para ter um começo tranquilo de manhã.

Dia 13. Logarska dolina — a pérola alpina de encerramento

Vale glacial Logarska dolina
Foto: Viktar Palstsiuk, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons

Logarska dolina (Vale de Logar) é, na nossa opinião, o lugar mais bonito da Eslovênia que a maioria dos turistas não visita. É um vale glacial cercado por picos alpinos íngremes, prados verdes, rebanhos de ovelhas e uma cachoeira no final. Parece a Suíça, mas sem os preços suíços e sem as multidões.

A entrada no vale de carro custa 10 € na temporada. Dirija até o fim do vale até a Cachoeira Rinka (Slap Rinka) — 90 metros de altura, a 20 minutos de caminhada do estacionamento. No topo, junto à cachoeira, há um pequeno refúgio onde dá para tomar um café com vista.

De manhã, faça a trilha panorâmica (Panoramska pot) — um circuito ao redor do vale que dura cerca de 3–4 horas e oferece vistas absolutamente de tirar o fôlego de todo o vale visto de cima. A dificuldade é moderada — não há trechos técnicos, mas se sobe bastante.

Se preferir uma caminhada mais curta, percorra o fundo do vale — trilha plana, ideal inclusive com crianças, passando por riachos e prados. A atmosfera é absolutamente mágica, especialmente de manhã, quando a neblina sobe sobre os campos.

Para almoçar, vá ao Gostišče Žolnir dentro do vale — comida caseira, štruklji, goulash bovino, tudo com ingredientes locais. As porções são enormes e os preços populares (8–14 € o prato principal).

À tarde, vá ao vizinho Matkov kot — ainda mais selvagem e menos visitado. A estrada é estreita e passa pela floresta, no final há uma bela cachoeira. Ideal para uma caminhada relaxante.

Se você gosta de trilhas de verdade e botas boas para elas, Logarska dolina é o lugar perfeito para testá-las.

Onde se hospedar em Logarska dolina

No vale há algumas pousadas familiares e fazendas — recomendamos a Penzion Juvanija ou o Hotel Plesnik (opção mais sofisticada com spa). As opções de hospedagem são poucas, então reserve com antecedência!

Dia 14. Volta — pelos Alpes Kamniško-Savinjské

Centro histórico da cidade de Kamnik
Foto: Krzysztof Golik, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons

Último dia do roadtrip. De Logarska dolina, você volta para Liubliana (ao aeroporto, cerca de 1,5 hora) ou segue para sua próxima parada pela Europa.

No caminho de volta, pare em Kamnik — uma cidadezinha com um lindo centro medieval, castelo e vista para os Alpes. Uma hora de parada para um café e um passeio é o suficiente.

Se você voa de Liubliana e tem tempo, pode ainda visitar o Arboretum Volčji Potok (15 minutos do aeroporto) — um lindo parque botânico, ideal para o passeio de despedida.

Dicas práticas finais

O que levar na mala

A Eslovênia é diversa — você vai precisar tanto de roupas para trilha nas montanhas quanto de roupa de banho para o litoral. Nosso guia de como fazer mala para bagagem de mão será útil se você viajar com uma companhia low cost.

eSIM e internet

Como a Eslovênia faz parte da União Europeia, se você tiver um chip europeu com dados, estará coberto pelo roaming. Para viajantes vindos do Brasil, recomendamos adquirir um eSIM antes da viagem — é muito prático e funciona desde o momento em que você pousa. Leia nossa avaliação do Holafly eSIM para mais detalhes.

Seguro viagem

Para brasileiros, o seguro viagem é obrigatório para entrar no Espaço Schengen (que inclui a Eslovênia). Além disso, recomendamos fortemente um seguro que cubra atividades de aventura, especialmente se você planeja fazer rafting ou canyoning no Soča. Dê uma olhada na nossa avaliação do SafetyWing.

No que ficar de olho na Eslovênia

  • Multas de estacionamento são altas — sempre verifique onde pode parar e pague o estacionamento.
  • E-vignette é obrigatória nas autoestradas. Sem ela, você arrisca multas de 300–800 €.
  • Ursos — sim, há uma população de ursos-pardos na Eslovênia. Nas montanhas você pode cruzar com um, mas é raro. Faça barulho nas trilhas e está tudo bem.
  • Água potável na Eslovênia é excelente — pode beber da torneira em qualquer lugar.
  • Gorjeta não é obrigatória, mas é costume arredondar para cima ou deixar 5–10%.

Para onde ir: mais artigos sobre a Eslovênia

Quer explorar algumas paradas com mais detalhes ou estender o roadtrip? Aqui estão mais dicas:

Perguntas frequentes sobre roadtrip pela Eslovênia

Antes de pegar a estrada, aqui estão as respostas para as perguntas que mais recebemos dos leitores sobre o roadtrip de 14 dias pela Eslovênia.

Quanto custa um roadtrip de 14 dias pela Eslovênia?

Conte com um orçamento de aproximadamente 700–1.400 € por pessoa sem passagens aéreas, dependendo do estilo de hospedagem e alimentação. Se acampar e cozinhar, dá para gastar menos. Se preferir hotéis e restaurantes, o orçamento será maior. Some a isso as passagens aéreas do Brasil (a partir de R$ 4.000–6.000 ida e volta) e o aluguel de carro (350–560 € para 14 dias).

Qual a melhor época para ir à Eslovênia?

Os melhores meses são maio–junho e setembro. No verão (julho–agosto) faz calor e dá para nadar, mas lugares turísticos como Bled ficam lotados. A primavera oferece natureza verdejante e menos turistas, o outono traz cores lindas e a vindima. Evite o inverno para roadtrip — algumas estradas de montanha (incluindo o Vršič) ficam fechadas.

A Eslovênia é cara?

A Eslovênia é mais barata que a Áustria ou a Itália, mas mais cara que a Croácia. Prato principal em restaurante custa 10–18 €, cerveja 3–4 €, cappuccino 2–3 €. Hospedagem varia de 50 €/noite em apartamento a mais de 150 € em hotéis. Entradas nas principais atrações custam 10–30 €.

No que ficar de olho na Eslovênia?

Principalmente nas multas de estacionamento e excesso de velocidade — são bem mais salgadas que no Brasil. Não esqueça da e-vignette para as autoestradas (15 €/semana). Fora isso, a Eslovênia é um país muito seguro, praticamente sem golpes turísticos. Nas montanhas, use calçado adequado e fique atento às mudanças de clima. E cuidado com os ursos nas florestas — são tímidos, mas existem.

Onde fica o mar mais bonito da Eslovênia?

O litoral esloveno é curto (46 km) e praias de areia praticamente não existem. Os melhores lugares para banho são a baía de Fiesa perto de Piran (praia de pedras com água cristalina), a reserva natural de Strunjan (a única praia de areia) e a Mesečev zaliv (Baía da Lua). Se o que você mais quer é praia, considere combinar com a Ístria croata, que fica logo ao lado.

Preciso de carro na Eslovênia?

Para este roteiro, com certeza sim. O transporte público funciona entre as cidades maiores (Liubliana–Bled, Liubliana–Piran), mas muitos dos lugares mais bonitos (Vršič, Logarska dolina, cachoeiras menores, regiões vinícolas) são inacessíveis sem carro. O aluguel custa 25–40 €/dia.

A Eslovênia é boa para famílias com crianças?

Com certeza. A Eslovênia é segura, as distâncias são curtas (nada leva mais de 2,5 horas de carro), e as crianças adoram cavernas, teleféricos, banho nos lagos e o trenzinho em Postojna. Para famílias, eu encurtaria o roteiro para 10 dias e deixaria de fora as atividades de adrenalina no Soča (ou substituiria por um caiaque mais tranquilo no Lago Bohinj).

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