O que comer em Nova York: 40 restaurantes e pratos (hidden gems e Michelin)

Nova York não respira apenas ar, ela exala o aroma de milhares de cozinhas do mundo inteiro. Em uma esquina você sente o cheiro de alho assado de um restaurante italiano, a um quarteirão dali sobe do vapor um perfume de bolinhos asiáticos fresquinhos e logo ao lado brilham os letreiros de neon de lanchonetes abertas 24 horas. Se você está planejando uma viagem para essa cidade e fica pensando em o que comer em Nova York, esqueça os guias turísticos estéreis cheios de frases genéricas. Encontrar boa comida em Manhattan e nos bairros vizinhos exige um pouco de preparo, calçado confortável e disposição para enfrentar a fila onde os locais esperam.

A cena gastronômica da Big Apple muda o tempo todo, mas sua base é formada por instituições sólidas que sobreviveram por décadas. Fuja dos restaurantes envidraçados da Times Square com gente chamando clientes na porta. As melhores experiências culinárias você descobre em lugares discretos no Brooklyn, nas ruelas estreitas da Chinatown ou nas antigas padarias do Lower East Side. Preparamos para você um mapa concreto de lugares, endereços exatos e dicas detalhadas do que pedir no balcão.

Resumo para quem não tem tempo de ler tudo

  • Joe’s Pizza (Greenwich Village): o clássico triângulo de pizza de queijo para comer na mão por poucos dólares.
  • Russ & Daughters (Lower East Side): bagels icônicos com cream cheese, funcionam desde 1914.
  • Nom Wah Tea Parlor (Chinatown): o dim sum mais antigo da cidade, com bolinhos de legumes excelentes.
  • Katz’s Delicatessen (Lower East Side): o cultuado deli judaico para onde as multidões vão atrás dos famosos sanduíches de carne.
  • Los Tacos No.1 (Chelsea Market): cozinha mexicana autêntica com ótimos tacos de feijão e queijo.
  • Eleven Madison Park (Flatiron): experiência três estrelas Michelin com menu degustação exclusivamente vegetal.
  • Smorgasburg (Williamsburg): mercado de fim de semana a céu aberto com dezenas de barracas do mundo todo.

Os clássicos de Nova York que você precisa provar

Existem pratos que definem a identidade da cidade. Os nova-iorquinos são capazes de discutir por horas sobre quem faz a melhor massa, quem cozinha os bagels do jeito certo e qual padaria usa o queijo de verdade. Os lugares a seguir moldaram a cultura local e visitá-los faz parte da educação básica de qualquer viajante.

Pizza, do dollar slice às pizzarias cultuadas

A pizza estilo Nova York você reconhece sem erro. Uma massa fina e larga, com bordas crocantes, leva uma camada de molho de tomate e mussarela derretida. A forma correta de comer exige técnica. Você dobra a fatia ao meio no sentido do comprimento, segura a borda com os dedos e segue caminhando tranquilamente pela rua. Esse formato evita que o óleo quente escorra no seu sapato.

Na esquina da Carmine Street com a Bleecker Street, no Greenwich Village, fica a Joe’s Pizza. O lugar foi aberto por Pino Pozzuoli em 1975 e até hoje oferece a experiência mais pura possível. Peça uma fatia simples de queijo, pague poucos dólares em dinheiro e coma na calçada mesmo. A fila aqui anda rápido.

Se você busca um nível mais alto, vá até o bairro de Carroll Gardens, no Brooklyn, onde fica a Lucali. Mark Iacono criou aqui um verdadeiro fenômeno. Não dá para reservar mesa online. As pessoas começam a se enfileirar na frente da porta lá pelas três da tarde para anotar o nome numa lista de papel. Mas o resultado vale cada minuto de espera. A pizza de queijo com manjericão fresco saída do forno a lenha é uma das melhores de todos os Estados Unidos.

Uma interpretação moderna do clássico você encontra na L’Industrie Pizzeria, em Williamsburg. Os locais vêm aqui atrás da combinação perfeita entre ingredientes italianos e o formato nova-iorquino. A massa fermenta por mais tempo, o que dá a ela leveza e maciez.

Uma lenda do bairro de Midwood, no Brooklyn, é a Di Fara Pizza, na Avenue J. Desde 1965 e até sua morte, Domenico DeMarco preparava pessoalmente cada pizza e cortava manjericão fresco por cima com a tesoura. A família mantém a tradição. Prepare-se para uma espera mais longa e preço mais alto, mas a atmosfera da velha escola permanece intacta.

Para matar a fome rapidinho, existe o fenômeno da “Dollar pizza” (ou hoje, mais comumente, a fatia de US$ 1,50). Essas discretas janelinhas de atendimento com o letreiro de neon escrito Pizza estão espalhadas perto da Times Square, da Port Authority ou pelo Village. Não tem salão, só um balcão e um forno quente. Você ganha um triângulo de queijo bem quente que mata a fome na hora.

Bagels: o ritual nova-iorquino logo de manhã

O segredo do bagel nova-iorquino não está na água local, como costumam dizer. A mágica está no processo. Antes de assar, a massa é rapidamente cozida em água enriquecida com malte de cevada. É assim que surge a casca característica, brilhante e levemente firme, com o interior denso e mastigável.

O auge absoluto é o Russ & Daughters, no número 179 da East Houston Street, no Lower East Side. O lugar funciona desde 1914. A equipe de jaleco branco corta os ingredientes com precisão cirúrgica. O clássico para os amantes de peixe aqui é o lox (salmão defumado), mas a versão vegetariana traz o mesmo prazer. Peça um “everything bagel” com uma camada generosa de scallion cream cheese (cream cheese com cebolinha), adicione alcaparras e fatias finas de tomate. Um café da manhã perfeito.

Na região de Midtown East quem reina é o Ess-a-Bagel. Aqui assam bagels enormes e macios, com uma seleção imensa de pastas de queijo e legumes. Os trabalhadores de escritório da vizinhança formam longas filas matinais. O tofu cream cheese daqui é indistinguível do original feito de leite.

No Upper West Side não dá para deixar de passar no Absolute Bagels, no número 2788 da Broadway. O lugar discreto, com uma marquise descascada, esconde donos tailandeses que dominaram a arte da panificação nova-iorquina à perfeição. Os bagels mornos, tirados direto do forno, não precisam de nada além de manteiga simples ou cream cheese puro.

Pastrami e delicatessens: um pedaço da história nova-iorquina

Os imigrantes judeus do leste europeu trouxeram para a cidade a cultura do deli (delicatessen). O representante mais famoso é o Katz’s Delicatessen, no número 205 da East Houston Street. O lugar, de 1888, mantém o sistema original de fichas na entrada. O interior é decorado com milhares de fotos de hóspedes famosos e foi justamente aqui que se gravou a famosa cena do filme “Harry e Sally — Feitos um para o outro”. O sanduíche de pastrami é o clássico local para os amantes de carne, que viajam de todos os cantos do mundo atrás do peito bovino cortado à mão. O 2nd Ave Deli, em Murray Hill, tem uma tradição igualmente antiga e preparo kosher, e é onde os locais vão atrás de especialidades de carne tradicionais e caldos caprichados.

Doces que você não pode deixar de provar

O cheesecake nova-iorquino difere da versão italiana pelo uso de cream cheese no lugar da ricota. O resultado é extremamente denso e cremoso. Para experimentar o mais tradicional, vá até o Junior’s Restaurant, cuja unidade original fica no Brooklyn, na Flatbush Avenue, desde 1950. Uma fatia do “Plain Cheesecake” simples com um café funciona como remédio garantido para o cansaço de tanto andar pela cidade.

Em 2013, o chef francês Dominique Ansel mudou o mundo da confeitaria. Na sua Dominique Ansel Bakery, na Spring Street, no SoHo, ele criou o Cronut, o cruzamento perfeito entre croissant e donut. As filas matinais se formam até no inverno. A cada mês é oferecido apenas um sabor específico, que nunca se repete.

Em qualquer mercadinho de esquina (bodega) você vai topar com os “Black and white cookies”. Esses biscoitos redondos, que mais parecem bolinhos com um toque de limão, levam metade da cobertura de chocolate e metade de baunilha. O fechamento doce ideal para acompanhar um chá da tarde.

Onde comer por bairro

Cada bairro de Nova York funciona como um universo à parte, com regras e sabores próprios. Pegar o metrô e andar algumas estações muitas vezes significa pular para outro continente. Planeje suas refeições de acordo com onde você estiver.

Greenwich Village e West Village: paraíso gastronômico boêmio

As ruelas tortuosas margeadas por árvores escondem lugares cheios de história. Além da já citada Joe’s Pizza, você encontra aqui um refúgio para os amantes da cozinha do Oriente Médio. O Mamoun’s Falafel, na Macdougal Street, alimenta os estudantes da vizinha NYU desde 1971. Por poucos dólares você ganha na mão um pão pita recheado com falafel quente e crocante, molho tahine e legumes. Cuidado com o molho picante deles, vá pingando aos poucos.

Logo ali do lado fica a Bleecker Street Pizza, uma ótima alternativa local com estilo toscano rústico de massa fina. O pub histórico White Horse Tavern, de 1880, atrai multidões com seus burgers e sanduíches americanos tradicionais; os locais vêm aqui curtir a atmosfera da velha Nova York diante de uma caneca de cerveja.

East Village e Lower East Side: energia jovem e mistura de culturas

Essa região, que antes pertencia aos imigrantes, hoje pulsa de energia jovem. Na esquina da 2nd Avenue brilha noite adentro o Veselka. Esse lendário bistrô ucraniano, de 1954, funciona 24 horas por dia. Depois da meia-noite, dá para ouvir aqui uma mistura de todos os idiomas do mundo. Peça o borsch vegetariano e um prato de pierogis de batata com cebola frita e creme azedo.

Para uma refeição local e sazonal, escolha o Westville East, na Avenue A. Esse bistrô de bairro se destaca pelo conceito de “market vegetables”. Você pode montar um prato com quatro tipos diferentes de legumes preparados à perfeição, da couve-de-bruxelas assada à couve refogada. Os vegetarianos encontram aqui o paraíso absoluto, cheio de sabores frescos.

Chinatown: dim sum, dumplings e muito mais

A Chinatown de Manhattan, em torno das ruas Mott e Canal, oferece experiências asiáticas autênticas por uma fração do preço do resto da cidade. Na curiosa e curvada Doyers Street fica o Nom Wah Tea Parlor. Abriu em 1920 e até hoje serve dim sum num interior retrô com cabines vermelhas. Experimente os excelentes bolinhos de legumes e os rolinhos de arroz com molho de soja.

Uma instituição dos bolinhos de sopa (xiao long bao) é o Joe’s Shanghai, no número 9 da Pell Street. O lugar ficou famoso pelas versões de carne, mas o cardápio esconde tesouros também para quem não come carne. Bolinhos de legumes no vapor, berinjela refogada no molho de alho e bok choy fresco satisfazem qualquer gourmet.

Se você procura um lanche rápido, pare no Vanessa’s Dumplings, na Eldridge Street. Os preços dos bolinhos fritos de legumes ou das tortinhas de gergelim começam em poucos dólares. O vizinho Golden Steamer, na Mott Street, vende uns pães no vapor (bao) fantásticos, recheados de pasta doce de feijão vermelho ou de lótus.

Koreatown: a 32nd Street entre a 5th e a 6th Avenue

Um único quarteirão de Manhattan abriga uma concentração incrível da cultura coreana. Os restaurantes aqui costumam ocupar vários andares e só fecham de madrugada. O Cho Dang Gol, no número 55 da West 35th Street, é especializado em pratos de tofu, que eles mesmos produzem desde 1997. As tigelas quentes de pedra com arroz e legumes (bibimbap) ou as panquecas de soja (pajeon) aquecem nos dias frios.

Uma verdadeira joia para a alimentação vegetal é o Hangawi, na 32nd Street. Esse restaurante coreano exclusivamente vegetariano oferece um oásis de calma. Na entrada você tira os sapatos, se acomoda numa mesa baixa e se deixa levar pelos sabores delicados do óleo de gergelim, da pasta fermentada e dos cogumelos raros.

Williamsburg e Brooklyn: o paraíso foodie hipster

O Brooklyn assumiu o papel de inovador culinário. De abril a outubro, o Smorgasburg, às margens do East River, atrai multidões. Esse mercado a céu aberto reúne mais de 70 vendedores de comida local. Você encontra de tudo, de hambúrgueres japoneses de arroz a sorvetes artesanais, com a vista do skyline de Manhattan.

No mais tranquilo bairro de Cobble Hill, na Court Street, se esconde o Bar Ferdinando. A atmosfera da velha Sicília respira em cada canto. Os arancini de queijo, a rica caponata de berinjela e a massa caseira com molho de tomate fazem um almoço vegetariano perfeito, cheio de sol do sul da Itália.

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Barato e bom: hidden gems para todos os bolsos

Nova York consegue esvaziar a carteira num ritmo relâmpago, mas preço alto não significa automaticamente a melhor qualidade. Dá para conseguir comida excelente mesmo com orçamento limitado, desde que você saiba onde sair das ruas principais.

Uma aposta certeira é o Xi’an Famous Foods, com unidades em Hell’s Kitchen, no East Village e no Queens. Começaram como uma barraquinha de porão em Flushing e hoje definem o fast food asiático moderno. São especializados em macarrão puxado à mão (hand-ripped noodles) da província de Shaanxi. Peça o macarrão picante de cominho com repolho e tofu. O molho encorpado, a textura mastigável da massa e o tempero que aquece formam uma combinação viciante.

Dentro do Chelsea Market, no número 75 da 9th Avenue, a fila não para na frente do Los Tacos No.1. Os fundadores mexicanos trouxeram para Nova York os sabores autênticos de Tijuana. Sobre uma pequena tortilla de milho, mande colocar queijo (queso) ou cacto grelhado (nopal), polvilhe coentro fresco e esprema limão. O atendimento trabalha na velocidade da luz.

Os carrinhos de rua (street food carts) são a espinha dorsal da alimentação rápida. O mais famoso, o The Halal Guys, na esquina da 53rd Street com a 6th Avenue, você reconhece pelas camisetas amarelas da equipe e pela longa fila noturna. Para os amantes de carne grelhada, os enormes platters com arroz e molho branco são uma lenda cultuada de fim de festa. Status igualmente lendário entre os locais tem o Bark Hot Dogs, em Fort Greene, no Brooklyn, para onde vão os fãs dos clássicos cachorros-quentes americanos atrás de uma alternativa local às grandes redes.

Michelin e fine dining para quem quer uma experiência

A cidade tem a maior concentração de estrelas Michelin dos Estados Unidos. Reservar mesa nos melhores lugares exige planejamento estratégico e precisão. Se você quer investir numa noite excepcional, tem de onde escolher.

Um momento decisivo da gastronomia mundial foi a decisão do chef Daniel Humm. Seu restaurante três estrelas Eleven Madison Park (11 Madison Avenue, no Flatiron) passou em 2021 a um menu exclusivamente vegetal (vegano). Esse gesto ousado mostrou que uma experiência de luxo de centenas de dólares não precisa de caviar nem de foie gras. O menu degustação explora os limites das possibilidades dos legumes, dos cogumelos e da fermentação com uma precisão incrível.

Da clássica velha escola faz parte o três estrelas Le Bernardin, no número 155 da West 51st Street, em Midtown. O chef Eric Ripert criou aqui uma instituição cultuada pelos amantes de peixes e frutos do mar. Na Columbus Circle fica o Per Se, de Thomas Keller, que oferece uma vista majestosa do Central Park e técnica francesa impecável. O primeiro restaurante coreano com três estrelas nos EUA foi o Jungsik, em TriBeCa. Exclusividade e atmosfera intimista você encontra no Chef’s Table at Brooklyn Fare, onde o número de lugares dá para contar nos dedos.

A atenção do mundo culinário está voltada no momento para o Atomix, no número 104 da East 28th Street. A cozinha coreana moderna comandada pelo casal Park tem duas estrelas Michelin e, nos últimos rankings 50 Best, ocupa a posição de melhor restaurante da América do Norte.

As reservas nesses lugares são feitas pelas plataformas Resy ou OpenTable. Os horários costumam abrir exatamente 30 dias antes, às 10h da manhã no horário local. E somem em poucos segundos. O preço do menu degustação fica entre US$ 300 e US$ 500 por pessoa, sem vinho. A maioria dos restaurantes de ponta prepara de bom grado um menu vegetariano, desde que você avise no momento da reserva.

Novidades em alta das quais se fala em 2026

A cena gastronômica de Nova York lembra um trem-bala. Todo ano traz novos conceitos que ditam o tom para o mundo inteiro. A safra atual favorece a inovação, a brincadeira e o retorno às raízes locais.

No East Village brilha atualmente o Smithereens. Essa nova estrela atrai os amantes de frutos do mar com uma interpretação moderna do fish and chips e generosos lobster rolls, numa atmosfera descontraída e vibrante. No Lower East Side se destaca o café vietnamita After Eden. A versão moderna dos sanduíches bánh mì, com tofu crocante, montes de ervas frescas e legumes em conserva, é acompanhada por um excelente café pho.

A parte oeste do Village foi dominada pelo restaurante italiano moderno Penny, que virou a reserva mais disputada dos foodies locais. Na onda da sustentabilidade vem o Lekka Burger, com várias unidades pela cidade. Seus hambúrgueres 100% veganos, de textura perfeita e molhos generosos, convencem qualquer um com seus sabores encorpados. O clima de bairro e ótimos drinks com comida colorida e criativa ficam por conta do Peek Inn, em Greenpoint, no Brooklyn.

Food markets e mercados: comida toda sob o mesmo teto

Quando você viaja em grupo e cada um está com vontade de algo diferente, os mercados resolvem todas as discussões. Os melhores combinam arquitetura histórica com uma curadoria cuidadosa de estabelecimentos locais.

A antiga fábrica de biscoitos Nabisco, no Meatpacking District, se transformou no Chelsea Market (75 9th Avenue). Sob as abóbadas de tijolo aparente você encontra o já citado Los Tacos No.1, mas também o conceito israelense Miznon, com sua fantástica couve-flor assada no pão pita. Os locais vêm aqui atrás dos pães fresquinhos do Amy’s Bread, enquanto os amantes do oceano se dirigem ao The Lobster Place para ostras frescas e peixes.

O mercado a céu aberto mais famoso dos EUA, o Smorgasburg, funciona de abril a outubro. Aos sábados monta as barracas em Williamsburg (East River State Park) e aos domingos se muda para o Prospect Park. Mais de 70 vendedores testam aqui novos conceitos antes de abrir um restaurante físico.

Uma vista deslumbrante da Manhattan Bridge é oferecida pelo Time Out Market New York, no bairro de DUMBO, no Brooklyn (55 Water Street). Os editores da conhecida revista selecionaram os melhores chefs da cidade inteira sob um único teto, com um terraço espaçoso. Delicatessens italianas, massa fresca, montanhas de queijos e legumes você encontra no Eataly NYC Flatiron, no número 200 da 5th Avenue. Para compras matinais com produtores locais e um lanche rápido e de qualidade enquanto espera o trem, serve o histórico Grand Central Market, dentro da icônica estação.

Dicas práticas para comer em Nova York

Conhecer as regras locais economiza dinheiro e evita situações constrangedoras na hora de pagar. A cultura americana à mesa tem suas particularidades.

  • A gorjeta (tip) é a base do salário dos garçons. O valor padrão fica entre 18 e 20 por cento sobre o preço antes dos impostos. Alguns restaurantes em áreas turísticas já incluem a gorjeta na conta sob o item “gratuity”, então sempre confira a nota.
  • A água da torneira (tap water) é de qualidade e gratuita. O garçom costuma trazer automaticamente, ou então peça sem cerimônia.
  • O menu de almoço (prix fixe lunch) é um caminho inteligente para o luxo. Muitos restaurantes Michelin oferecem ao meio-dia um menu reduzido por um terço do preço do jantar.
  • O brunch de fim de semana é uma verdadeira religião nova-iorquina. Nos lugares mais populares, espere filas de 30 a 60 minutos. Para reduzir a espera, chegue antes das 11h ou depois das 14h.
  • Os preços do cardápio não incluem imposto. Ao valor final é acrescentado automaticamente o imposto sobre vendas de Nova York, de 8,875 por cento.
  • Reservar pelos aplicativos Resy e OpenTable é obrigatório, sem discussão, para os restaurantes populares à noite. Costumam abrir um mês antes. Um lugar no balcão muitas vezes você consegue mais rápido como “walk-in”, entrando direto da rua.
  • Programe bem suas refeições. Compre os bagels logo de manhã cedo, quando ainda estão quentinhos do forno. Para aquela pizza disputada, vá um pouco antes do meio-dia e evite o pico.
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Dicas e experiências de viajantes

Os viajantes experientes concordam em algumas regras essenciais para aproveitar ao máximo a cena gastronômica de Nova York sem estresse desnecessário.

  • A melhor relação custo-benefício você encontra nos bairros étnicos. A Chinatown de Manhattan, a Koreatown e, principalmente, o bairro de Flushing, no Queens, oferecem comida autêntica por uma fração dos preços de Manhattan.
  • Para lugares cultuados como Lucali, Di Fara ou Katz’s, programe a visita fora do horário de pico. Terça ou quarta à tarde, lá pelas 15h, garantem uma espera mais curta.
  • A alta gastronomia exige notificações. Configure um alerta no aplicativo Resy para o restaurante e horário específicos: assim que alguém cancela uma reserva, o sistema te avisa.
  • O café da manhã e o brunch são o ponto mais forte da cultura local. Definitivamente não os troque pelo bufê do hotel.
  • A comida de rua e dos carrinhos é uma refeição completa e segura, não é nenhuma armadilha para turista.
  • O Queens (as regiões de Jackson Heights e Flushing) funciona como o subúrbio da gastronomia mundial. A diversidade de sabores aqui supera a cara Manhattan.

Para dicas atualizadas e avaliações independentes, sem conteúdo patrocinado, acompanhe o The Infatuation. Um ótimo panorama sobre a abertura de novos lugares em tempo real é dado pelo portal Eater NY. E se você quer saber mais sobre a história dos bairros e provar vários lugares de uma vez sem se perder, experimente um food tour em Nova York no GetYourGuide. Você recebe dicas de insider direto dos guias locais e prova tesouros escondidos.

Onde se hospedar em Nova York

A escolha da hospedagem influencia profundamente seus rituais matinais. Ficar perto do West Village garante acesso aos melhores cafés e padarias, enquanto uma base no Brooklyn te aproxima dos mercados hipsters e dos bistrôs locais.

Se você quer ter os melhores lugares ao seu alcance, vale a pena ficar no centro. Dê uma olhada na hospedagem em Midtown ou no gastronomicamente diverso Lower East Side, ou então compare todas as hospedagens em Nova York.

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Perguntas frequentes

O que você precisa experimentar em Nova York?

Základ tvoří klasický pizza slice do ruky, čerstvý bagel s krémovým sýrem, hutný newyorský cheesecake, zeleninové dumplingy a dim sum v Chinatownu nebo slavný sladký cronut.

Onde comer a melhor pizza em Nova York?

Ke špičce patří Joe’s Pizza na Carmine Street, legendární Lucali v Carroll Gardens, moderní L’Industrie ve Williamsburgu a klasická Di Fara Pizza v Midwoodu.

Onde comer barato em Nova York?

Você vai comer pelo menor preço nas janelas de dollar pizza, macarrão chinês no Xi’an Famous Foods, tacos no Los Tacos No.1, falafel no Mamoun’s a partir de 5 dólares ou dumplings em Chinatown, que começam em alguns dólares por porção.

Quais restaurantes em New York têm 3 estrelas Michelin?

Prestígio de três estrelas é mantido pelo Eleven Madison Park (com menu exclusivamente vegano), Le Bernardin, Per Se, o coreano Jungsik e o exclusivo Chef’s Table at Brooklyn Fare.

Vegetarianos conseguem se alimentar bem em Nova York?

Excelente. Nova York é uma cidade muito amigável para vegetarianos. Você encontrará aqui um menu fine dining totalmente vegano no Eleven Madison Park, o restaurante coreano vegano Hangawi, excelentes noodles de vegetais no Xi’an Famous Foods, falafel, dim sum, dumplings de vegetais, tapas fartas e uma enorme variedade de pizzas de queijo.

Quanto se dá de gorjeta em restaurantes em New York?

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A gorjeta padrão é de 18 a 20 por cento do valor antes dos impostos. Em alguns estabelecimentos já vem incluída automaticamente na conta, então confira o comprovante. Gorjetas abaixo de 15 por cento são consideradas inadequadas.
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