Fès, Marrocos: 22 dicas do que fazer em 2026

O som do cobre sendo martelado se mistura ao aroma das especiarias, enquanto você se encosta à parede para dar passagem a um burro. Segundo os guias de viagem, a medina de Fès, ou seja, a cidade antiga, é a mais antiga e autêntica entre as grandes medinas do Marrocos. Você será imediatamente envolvido por suas cores e pelo movimento intenso. A medina é tombada pela UNESCO e, supostamente, forma a maior área urbana sem carros do mundo. É fácil se perder no tempo e nas ruelas. Fès, Marrocos, conquista justamente por essa atmosfera.

Ao planejar a viagem, é provável que você se pergunte se deve escolher justamente esta cidade para a primeira visita. De acordo com guias de viagem e relatos de visitantes, Fès é mais autêntica e barata que Marrakech. Por outro lado, também é bem mais difícil de explorar. Para comparar os destinos, você também pode conferir nossos artigos sobre Marrakech e Casablanca.

Depois de anos de grandes obras de restauração, a cidade volta a ganhar vida. No fim de fevereiro de 2025, o palácio Dar Batha reabriu após uma longa reforma. As medersas históricas, antigas escolas islâmicas, também estão abertas à visitação. Reunimos 22 dicas do que ver e fazer em Fès, além de informações práticas indispensáveis sobre a melhor época para viajar, transporte, segurança e hospedagem.

Não há voos diretos do Brasil para Fès. Para quem sai de São Paulo, uma alternativa é fazer conexão na Europa, por exemplo, em Lisboa, e seguir de lá. A Discover Airlines opera voos diretos de Munique para Fès todos os domingos, de 25 de outubro de 2026 até o fim de março de 2027. O voo dura cerca de quatro horas. Outra possibilidade é voar com a Ryanair a partir de aeroportos como Karlsruhe/Baden-Baden, Frankfurt-Hahn, Weeze ou Bergamo. Você também pode viajar via Casablanca ou Marrakech e continuar de trem.

Para uma estadia turística de até 90 dias, brasileiros não precisam de visto. Basta ter um passaporte válido por pelo menos três meses a partir da entrada no país. Lembre-se de que só é permitido levar para o Marrocos até 2.000 MAD (cerca de R$ 1.000) em espécie. É melhor deixar o drone em casa. Para levá-lo ao país, seria necessária uma autorização especial, concedida na prática quase exclusivamente a empresas. Se você não declarar o drone na alfândega, ele poderá ser apreendido e ainda há risco de multa.

Resumo

  • Quantos dias: Reserve dois dias inteiros para a medina e aproveite o terceiro para fazer um passeio pelos arredores.
  • Quando ir: Abril, maio, fim de setembro e outubro oferecem o melhor clima, com temperaturas em torno de 22 a 26 °C.
  • Como chegar do Brasil: Não há voos diretos de São Paulo ou do Rio de Janeiro. Você pode viajar com conexão na Europa ou usar os voos da Ryanair a partir de aeroportos europeus.
  • Aeroporto e medina: Do aeroporto, você pode pegar um táxi por 120 a 150 MAD (cerca de R$ 60 a R$ 80) durante o dia; para chegar ao hotel dentro da medina, será preciso continuar a pé.
  • Guias e golpes: O centro histórico é um labirinto onde você encontrará falsos guias e a conhecida desculpa de que determinada rua está fechada.
  • Segurança à noite: Durante o dia, as áreas turísticas são seguras, mas fique de olho nos seus pertences por causa de pequenos furtos. Depois que escurece, o Itamaraty recomenda mais cautela.
  • Ingressos e dinheiro: Leve dinheiro em espécie na medina, pois não é bom confiar que os guichês aceitarão cartão.

Quando ir a Fès, Marrocos, e informações práticas

A melhor época para visitar a cidade é a primavera e o outono, quando o clima é muito agradável. Em abril, maio, no fim de setembro e em outubro, as temperaturas ficam em torno de 22 a 26 °C. O período mais seco é o fim de setembro e maio; em abril e outubro, pode chover de vez em quando. Assim, você consegue aproveitar melhor as caminhadas pela cidade antiga sem ficar derretendo de calor.

O verão costuma ser impiedoso no interior do país e é mais quente que no litoral. As máximas médias de julho chegam a 35 °C, e as ondas de calor frequentemente ultrapassam 40 °C. A temperatura mais alta já registrada foi de 46,7 °C. O inverno, por outro lado, surpreende pelo frio: em janeiro, as máximas médias durante o dia ficam em torno de 16 °C, e as noites chegam a 4 °C. De acordo com avaliações de hóspedes, alguns riads tradicionais, casas construídas ao redor de um pátio interno, são frios no inverno. Por isso, pergunte sobre o aquecimento ao fazer a reserva ou leve um suéter quente para dormir.

O Festival de Fès das Músicas Sagradas do Mundo (Festival de Fès des Musiques Sacrées du Monde) pode ser uma atração especial para a sua viagem. A 29ª edição aconteceu no início de junho de 2026. A data de 2027 ainda não foi anunciada, então confira a informação atualizada no site fesfestival.com. O planejamento também pode ser afetado pelo mês sagrado do Ramadã, que em 2027 deve ocorrer aproximadamente de 8 de fevereiro a 9 de março, com possível variação de um dia. Durante o Ramadã, espere encontrar menos estabelecimentos abertos na medina durante o dia, e os horários de funcionamento de alguns pontos turísticos podem mudar.

Se você está pensando em quanto tempo reservar para a cidade, a recomendação é dedicar dois dias inteiros à medina. No terceiro dia, você pode fazer um passeio até a antiga cidade de Volubilis ou à vizinha Meknès. Em dois dias, dá para absorver a atmosfera e conhecer as principais atrações sem pressa desnecessária.

A moeda local é o dirham marroquino e, nas feiras e nas entradas das atrações, você não conseguirá se virar sem dinheiro em espécie. Há caixas eletrônicos suficientes pela cidade, mas, segundo os guias de viagem, conte com uma tarifa de saque de cerca de 30 MAD (aproximadamente R$ 15). Pechinchar faz parte da cultura local, mas, para produtos comuns, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores, o preço final geralmente fica apenas 20% a 30% abaixo da primeira oferta. Não se pechincha por alimentos. No Marrocos, é comum dar gorjeta: cerca de 5% a 10% em restaurantes e 10 a 20 MAD (cerca de R$ 5 a R$ 10) por pequenos serviços. Para ter internet móvel, você pode comprar um chip local das operadoras Orange, Maroc Telecom ou inwi, ou contratar um eSIM, como os da Holafly ou da Yesim. Você poderá se comunicar em árabe marroquino (dariža) ou francês; com os mais jovens, às vezes também dá para se virar em inglês.

Ao fazer as malas, pense em roupas que respeitem os costumes locais. O Itamaraty recomenda vestir-se com discrição fora dos resorts; na prática, isso significa manter ombros e joelhos cobertos. Calçados firmes e confortáveis serão úteis no piso escorregadio, nas escadas íngremes e na hora de desviar dos excrementos dos burros. Por questões de higiene, beba somente água engarrafada e lave muito bem as frutas das barracas antes de consumi-las.

Segurança, golpes e transporte

Durante o dia, as áreas turísticas são seguras, mas fique atento aos seus pertences por causa de pequenos furtos. À noite, o Itamaraty recomenda mais cautela. Fès está incluída na lista de cidades às quais esse alerta se aplica. Depois que escurecer, prefira as ruas principais e não entre em áreas vazias ou muito isoladas. O Ministério das Relações Exteriores também recomenda enfaticamente contratar apenas guias oficiais e ter cuidado com os não oficiais, que oferecem serviços por preços desproporcionais.

Uma característica marcante da medina local é a enorme quantidade de guias autoproclamados. A desculpa clássica é dizer que a rua está fechada ou que você não pode seguir naquela direção. O objetivo é levar você a uma loja que trabalha com esses supostos guias. Da mesma forma, alguém pode afirmar que a famosa fábrica de curtume está fechada naquele dia, mas que um ajudante solícito mostrará outra varanda. Nos mirantes sobre os tanques, podem cobrar de você uma entrada falsa ou uma gorjeta exorbitante de até 50 MAD (cerca de R$ 25), além de pressioná-lo a comprar artigos de couro.

A companhia indesejada costuma testar bastante a paciência dos turistas. Alguém pode abordar você a cada dez minutos. Até mesmo um guia pago recomendado pela sua hospedagem pode levá-lo inesperadamente a lojas de tapetes e cerâmicas, onde recebe uma comissão combinada. Também vale ter cuidado em restaurantes. Segundo avaliações de hóspedes, já foi cobrada uma taxa inesperada de 50 MAD (cerca de R$ 25) pelo uso da cozinha, e uma cerveja sem álcool foi cobrada como se fosse cerveja por 70 MAD (cerca de R$ 35). Por isso, sempre peça um menu com os preços e confira atentamente a conta final.

A melhor defesa contra os insistentes é dizer um “la, shukran” educado, mas firme (em árabe, “não, obrigado”) e continuar caminhando sem parar. Se você quiser contratar um guia oficial credenciado, sempre peça para ver a carteira do Ministério do Turismo. De acordo com relatos de viajantes, espere pagar cerca de 300 MAD (aproximadamente R$ 155) por meio dia e de 400 a 600 MAD (cerca de R$ 210 a R$ 310) por um dia inteiro. Combine antes o preço, o roteiro e a regra clara de “nenhuma loja”, e só pague no fim do passeio.

Até viajantes experientes podem ter dificuldade para se orientar na medina. Segundo avaliações de viajantes, o Google Maps costuma indicar caminhos errados dentro dela. Baixe mapas offline mais confiáveis. Tente se localizar a partir das duas ruas principais, Talaa Kebira e Talaa Sghira, que descem do portão Bab Boujloud até a mesquita Al-Karaouine. A regra de ouro é simples: evite becos sem saída e vazios e prefira as ruas mais movimentadas, por onde os moradores circulam.

O Aeroporto Internacional Fès-Saïs fica a cerca de 13 quilômetros do centro. Segundo sites de viagem, um táxi grande (grand taxi) leva você à cidade por 120 a 150 MAD (cerca de R$ 60 a R$ 80) durante o dia. À noite, a tarifa sobe para 200 a 250 MAD (cerca de R$ 90 a R$ 130). Não dá para contar com o taxímetro nesse trajeto, então combine o preço antes. O táxi não entra na medina e normalmente deixa você no Portão Azul Bab Boujloud ou na praça Bab Rcif; de lá, carregadores com carrinhos podem ajudar com as malas. Mais barato é o ônibus número 16, que custa 4 a 5 MAD (cerca de R$ 2 a R$ 3). A viagem dura aproximadamente 40 minutos e termina na estação de trem. Você procuraria o Uber em vão, pois o aplicativo não funciona na cidade. Para circular pela Ville Nouvelle e chegar às muralhas, é fácil usar os pequenos táxis vermelhos chamados petit taxi; insista para que o taxímetro seja ligado.

De Casablanca, a viagem de trem leva cerca de 3 horas e 50 minutos, e a passagem de segunda classe custa 130 a 180 MAD (cerca de R$ 70 a R$ 95). O trajeto desde Marrakech demora de 6,5 a 7 horas; como alternativa, você pode escolher um voo doméstico de uma hora. De Tânger, dá para chegar em um trem direto Al Atlas em 4 horas e 13 minutos. Mais rápido é pegar o trem de alta velocidade Al Boraq até Kénitra e fazer a baldeação para o Al Atlas; o percurso leva aproximadamente 3 horas e 25 minutos. O Al Boraq não vai até Fès. Os preços das passagens são dinâmicos, a reserva de assento é obrigatória e a compra pelo site oncf-voyages.ma só fica disponível até três meses antes. Segundo relatos mais antigos de viajantes, falsos guias chegavam a embarcar no trem uma estação antes para abordar turistas ainda durante o trajeto.

No Marrocos, a posse de drogas é punida com penas muito severas, e o álcool só pode ser consumido em estabelecimentos licenciados. O consumo em público é proibido. Fotografe os moradores somente com a autorização deles. Em caso de emergência, brasileiros podem procurar a Embaixada do Brasil em Rabat. Antes da viagem, consulte os avisos e faça seu cadastro no sistema consular brasileiro para receber orientações e alertas no exterior.

Onde se hospedar em Fès

Para a primeira visita, vale escolher uma hospedagem na borda da medina, perto do portão Bab Boujloud ou da praça Batha. O táxi deixa você no portão, mas, com malas pesadas, será preciso seguir a pé. Em alguns casos, o hotel pode enviar carregadores com um carrinho para ajudar. A região é cheia de restaurantes e funciona como um ótimo ponto de partida para explorar a cidade logo pela manhã.

Se você não se incomoda com um pouco mais de dificuldade logística, pode escolher um riad escondido no fundo do labirinto da cidade antiga. É possível que o chamado para a oração acorde você pela manhã. Outra experiência é ficar na moderna Ville Nouvelle, a cidade nova. Essa opção é especialmente adequada para quem está de carro alugado ou prefere mais tranquilidade depois que escurece.

Na medina, merecem destaque o Riad Fès – Relais & Châteaux, o Riad Laaroussa (a cinco minutos do portão Batha, com spa próprio), o Dar Hafsa e o Riad Verus. Para quem prefere um hotel tradicional, há o Barceló Fès Medina. Porém, ele fica na Ville Nouvelle, e não na medina.

Uma comparação mais detalhada entre os bairros e hotéis está no artigo Onde se hospedar em Fès.

💡 Neste mapa, você pode comparar o que está disponível no momento e ver na hora quanto o preço muda a apenas algumas quadras de distância.

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22 dicas do que ver e fazer em Fès

Se você pretende descobrir esta antiga joia do Marrocos, os próximos tópicos ajudarão a organizar seus dias na cidade e nos arredores. Os quinze primeiros pontos são atrações dentro da própria cidade. Os quatro seguintes são experiências (hammam, aula de culinária, pôr do sol e oficinas de cerâmica), e os três últimos são passeios para além das muralhas. Os horários de funcionamento e os preços podem mudar. Confira tudo antes da visita.

1. Medina de Fès el-Bali

Fès tem cerca de 1,26 milhão de habitantes, e seu centro histórico foi incluído na lista da UNESCO já em 1981. A cidade foi fundada pela dinastia Idríssida entre 789 e 808. Depois, atingiu seu apogeu durante o governo dos Merínidas, nos séculos XIII e XIV.

Segundo os guias de viagem, esse labirinto de vielas tem cerca de 9.000 ruas. Até hoje, mercadorias são transportadas por burros e carrinhos de mão, e muitas vezes você precisará sair do caminho para deixá-los passar. Para absorver a atmosfera local, só mesmo caminhando. Mas é bom saber que, mais cedo ou mais tarde, você provavelmente vai se perder.

Em 2013, a medina ganhou 308 placas (228 de orientação, 70 junto a monumentos e 10 informativas), além de seis circuitos temáticos identificados por cores. Ainda assim, não dá para depender apenas delas. Baixe um mapa offline com antecedência. Outra tática que costuma funcionar é seguir os dois eixos principais: as ruas mais movimentadas Talaa Kebira e Talaa Sghira.

💡 Dica: As duas principais artérias, Talaa Kebira e Talaa Sghira, descem do portão Bab Boujloud até a mesquita Al-Karaouine. Se alguém tentar levar você para outro caminho dizendo que sua rua está fechada, não caia nessa. A rua quase nunca está fechada.

2. Bab Boujloud

A atual principal entrada oeste da medina data de 1913. Na época, a administração colonial francesa construiu o portão como uma entrada monumental. É impossível não notar a construção imponente. Do lado de fora, ela é decorada com azulejos azuis; por dentro, o revestimento é verde. Para muitos visitantes, este é o primeiro contato com a vibrante cidade antiga.

O movimento ao redor do portão é constante. Infelizmente, também é ali que se concentra grande parte dos falsos guias. Segundo relatos de viajantes, esses supostos ajudantes são muito insistentes. Eles tentarão empurrar seus serviços ou até levar você a lojas de tapetes com preços abusivos. A melhor defesa é recusar com educação, mas com firmeza, e seguir rapidamente em direção ao centro do movimento.

Logo depois do portão, você encontrará uma enorme variedade de restaurantes e lanchonetes. É um bom lugar para recuperar as energias antes de mergulhar nas vielas. Os vegetarianos, em especial, elogiam o restaurante Veggie Pause. Ele fica a apenas cerca de cem metros do portão e oferece especialidades sem carne.

💡 Dica: Um petit táxi vermelho tradicional leva você confortavelmente até o portão Bab Boujloud saindo da Ville Nouvelle. Afinal, nenhum carro pode entrar diretamente na medina histórica.

3. Curtume Chouara e terraços panorâmicos

O curtume está entre os lugares mais famosos de Fès. Chouara é o maior dos três curtumes de Fès. A primeira etapa de sua ampla revitalização foi concluída no outono de 2015. Do alto, você pode observar o processamento do couro e acompanhar o movimento diário ao redor dos tanques coloridos.

A entrada nos terraços panorâmicos é gratuita, mas você precisará passar por corredores labirínticos cheios de lojas de couro. Na entrada, provavelmente oferecerão um ramo de hortelã fresca para combater o cheiro onipresente. Segundo os guias de viagem, basta encostá-lo no nariz. Se você não comprar nada, é comum deixar uma gorjeta de 20 MAD (cerca de R$ 10). De acordo com as avaliações, às vezes os vendedores pedem até 50 MAD (cerca de R$ 25). Isso já é demais.

Cuidado com os aliciadores que afirmam que o curtume está fechado naquele dia. Eles levarão você a outro terraço, onde a pressão para comprar jaquetas de couro é muito maior. Segundo relatos de viajantes, os preços do couro ali costumam ser de cinco a dez vezes mais altos do que em outros lugares da medina.

💡 Dica: De acordo com as recomendações de viajantes, as cores nos tanques de pedra costumam estar mais vibrantes pela manhã.

4. Medersa Bou Inania

O sultão merínida Abu Inan Faris mandou construir este edifício histórico entre 1350 e 1355. É a única medersa do Marrocos que também funcionava como mesquita de sexta-feira.

A entrada custa 20 MAD (cerca de R$ 10). Por esse valor, você pode visitar tranquilamente o pátio principal, mas infelizmente não é permitido subir ao andar superior. Segundo os guias de viagem, a medersa pode ficar brevemente fechada durante as orações. Bem em frente à entrada ficam os restos do relógio hidráulico Dar al-Magana. Você encontrará informações sobre ele no interior.

Depois da visita, o famoso café cultural Cafe Clock é uma boa opção; fica a apenas dois minutos de caminhada. O cardápio também tem opções sem carne para vegetarianos. Aproveite para descansar no terraço na cobertura, com vista para a cidade.

💡 Dica: Os cartões de crédito nem sempre funcionam nas bilheterias das medersas e dos museus. Por isso, é melhor ter sempre dinheiro suficiente em dirhams.

5. Medersa Al-Attarine

A medersa foi construída pelo sultão Uthman II entre 1323 e 1325. É considerada o ponto alto da arquitetura merínida. Ela fica no Souk al-Attarine, mercado de especiarias e perfumes, na rua Talaa Kebira.

A entrada custa 20 MAD (cerca de R$ 10). Depois da restauração realizada após 2013, a medersa está aberta.

O horário de funcionamento é aproximadamente das 9h às 17h. Ela pode fechar ao meio-dia e durante as orações. O ideal é visitar pela manhã e confirmar o horário com antecedência.

💡 Dica: Segundo informações disponíveis, grupos de dez pessoas ou mais pagam uma entrada reduzida de 15 MAD (cerca de R$ 5).

6. Al-Karaouine

A mesquita foi fundada por Fátima al-Fihri entre 857 e 859. Com o tempo, a instituição se transformou em uma universidade. Segundo a UNESCO e o Guinness World Records, hoje ela ostenta o título de universidade em funcionamento contínuo mais antiga do mundo.

Se você não é muçulmano, não poderá entrar. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, todas as mesquitas marroquinas são fechadas aos turistas, com exceção da mesquita Hassan II, em Casablanca, e de algumas outras. Ainda assim, você pode ficar diante de um dos portões e espiar o pátio pelas portas abertas.

A universidade também abriga uma biblioteca histórica, cuja restauração contou com a participação da arquiteta Aziza Chaouni. A biblioteca ficou fechada desde 2012 e foi reaberta oficialmente em maio de 2016.

💡 Dica: A mesquita Hassan II, em Casablanca, pode ser visitada por não muçulmanos; veja Casablanca: o que ver.

7. Place Seffarine e Medersa Cherratine

A Place Seffarine é a tradicional praça dos caldeireiros e artesãos que trabalham com cobre. O ritmo das marteladas no metal pode ser ouvido de longe. Ali, artesãos habilidosos moldam à mão todos os tipos de recipientes de latão e cobre diante dos seus olhos.

A praça fica logo ao lado da mesquita Al-Karaouine e é um dos pontos mais movimentados de toda a medina. Você pode comprar uma lembrança brilhante por ali mesmo, mas não se esqueça de negociar o preço.

A uma curta distância fica a Medersa Cherratine, construída pelo sultão Moulay al-Rashid, da dinastia alauita. A construção começou em 17 de dezembro de 1670. Comparada às medersas mais famosas, esta escola recebe bem menos visitantes e é uma alternativa muito mais tranquila. Você pode conhecê-la com relativa calma. O horário de funcionamento é aproximadamente das 9h às 15h. É melhor confirmar antes.

💡 Dica: As avaliações elogiam o barato Mister Falafel, na Rue Jotuya, que serve tacos de falafel (o estabelecimento também vende carne). Em linha reta, são cerca de 900 m desde o portão Bab Boujloud.

8. Museu Nejjarine

Na praça Nejjarine fica um fondouk (uma hospedaria para comerciantes) de 1711. Hoje, o edifício abriga o Museu de Artes e Ofícios da Madeira, uma instituição privada. A entrada custa 20 MAD (R$ 10). O museu tem três andares e, no terraço, uma cafeteria com vista.

O horário de funcionamento costuma ser aproximadamente das 10h às 17h. Bem ao lado da entrada do museu fica a fonte Nejjarine, decorada com mosaicos zellige feitos de azulejos esmaltados.

💡 Dica: A entrada é paga em dinheiro. Deixe a cafeteria no terraço para o fim, como recompensa depois da visita.

9. Zaouia Moulay Idriss II

Túmulo do fundador da cidade, o santuário conhecido como zaouia Moulay Idriss II era tão rigorosamente protegido que, até 1912, ninguém que não fosse muçulmano podia entrar nos becos ao redor. Hoje, você já pode circular pela região com muito mais liberdade e admirar o monumento pelo menos por fora.

Não muçulmanos não podem entrar nem hoje, mas podem chegar até as portas. A visita leva pouco tempo e, durante um passeio pela medina, seria uma pena deixar de conhecer o lugar.

O santuário fica na região do mercado Souk Sebbat. É um pouco complicado se orientar por essa parte da cidade, então vale a pena seguir a sinalização ou ter um mapa offline baixado no celular.

💡 Dica: Na lanchonete econômica Chez Rachid, na rua Talaa Sghira, um visitante elogiou a omelete de queijo e a salada de berinjela.

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10. Musée Al Batha e Dar Batha

O palácio Dar Batha, construído no fim do século XIX pelo sultão Hassan I e concluído pelo sultão Abdelaziz, ganhou vida nova. Depois de uma ampla reforma iniciada em 2019, seus portões reabriram em 26 de fevereiro de 2025. O palácio passou a abrigar o Musée Al Batha des arts de l’Islam, o Museu de Arte Islâmica.

O complexo ocupa 7.500 metros quadrados. Dez salas temáticas contam a história do islã no Marrocos, e mais da metade da área é ocupada pelo jardim andaluz. No centro, há um enorme carvalho antigo, cujos galhos oferecem sombra.

O ingresso para estrangeiros custa 60 MAD (R$ 15), e o museu funciona das 10h às 18h. Atenção: todo o complexo fica fechado ao público às terças-feiras.

💡 Dica: Perto do portão Bab Boujloud fica o Veggie Pause (veja a dica 2), um restaurante totalmente vegetariano onde você pode provar espetinhos de halloumi, lasanha, pizza, buddha bowl ou limonada de hortelã.

11. Jardins Jnan Sbil

Entre a antiga medina Fès el-Bali e o bairro Fès el-Jdid, você encontra jardins criados durante o governo do sultão Hassan I (1873–1894). Com 7,5 hectares, são um lugar agradável para descansar. Depois de uma grande restauração realizada entre 2006 e 2010, o parque reabriu em 2011.

A entrada é gratuita (confirme antes da viagem). O horário costuma ser aproximadamente das 8h às 19h. Os jardins foram um dos locais do Festival de Música Sacra do Mundo (de 4 a 7 de junho de 2026), por isso também são usados ocasionalmente como palco cultural.

Mas nem tudo no parque precisa estar em perfeito estado. Segundo avaliações, algumas áreas menores estão em reforma. Mesmo assim, é um bom lugar para descansar.

💡 Dica: De acordo com as avaliações, há banheiros gratuitos e limpos nos jardins, algo sempre útil durante longas caminhadas pela cidade.

12. Palácio Real Dar al-Makhzen

Embora não seja permitido entrar no palácio da Place des Alaouites, que ainda é usado pela família real marroquina, você pode admirá-lo por fora. O grande destaque são os portões de latão dourado, decorados com mosaicos zellige, que formam um belo cenário para fotos.

O complexo do palácio fica no bairro Fès el-Jdid. Fundado pelos merínidas em 1276 como sua cidadela, o bairro Fès el-Jdid (literalmente, Fès Nova) não deve ser confundido com a cidade nova moderna, Ville Nouvelle. Os portões em si, porém, datam apenas do século XX. A praça diante do palácio fica aberta a qualquer hora, então você pode passar por lá logo de manhã.

Segundo as avaliações, o bairro Fès el-Jdid é bem mais tranquilo que Fès el-Bali. É uma primeira parada fácil antes de mergulhar no caos vibrante da antiga medina.

💡 Dica: Depois de visitar os portões do palácio, vale conhecer o mellah, o bairro judeu vizinho, que também fica em Fès el-Jdid e oferece outro olhar sobre a história da cidade.

13. Mellah e sinagoga Aben Danan

O bairro judeu, conhecido como mellah, provavelmente surgiu em Fès el-Jdid em meados do século XV. Você vai notar as varandas voltadas para a rua, uma característica típica do lugar.

Nessa região também fica a sinagoga Aben Danan, cuja construção original data do século XVII. O monumento passou por uma restauração completa e reabriu ao público em 1999. Lá dentro, você pode ver o mikvê, um banho ritual, que foi preservado.

Se for até lá, suba ao terraço do edifício. Segundo as avaliações, de lá se tem uma vista do cemitério judeu. O valor do ingresso pode mudar, então pergunte na entrada.

💡 Dica: Quando bater a fome, você pode voltar ao portão Bab Boujloud. Ali fica o restaurante The Seventh Art, que serve curry de halloumi e risoto.

14. Tumbas merínidas

No alto do morro acima da antiga medina Fès el-Bali ficam as ruínas das tumbas merínidas do século XIV. Elas estão em restauração, então talvez você não consiga chegar muito perto.

Segundo as avaliações, o mirante com vista para a cidade continua acessível e é especialmente elogiado no pôr do sol. Na descida, você pode conhecer o portão histórico Bab Guissa, logo abaixo das muralhas.

Mesmo com todo o romantismo do lugar, não se esqueça da segurança. O Ministério das Relações Exteriores recomenda cautela redobrada em Fès. Por isso, não suba o morro sozinho à noite e, depois do pôr do sol, volte antes de escurecer ou acompanhado de um grupo.

💡 Dica: O Google indica que as tumbas estão temporariamente fechadas, mas dizem que é possível caminhar ao redor. Confira a situação atual antes de viajar.

15. Borj Nord e Museu das Armas

A fortaleza militar Borj Nord domina a cidade desde 1582, quando foi construída por ordem do sultão saadiano Ahmad al-Mansur. Hoje, suas muralhas imponentes abrigam o Museu das Armas. Segundo uma reportagem de 2022, o museu administra uma coleção de 6.245 peças, das quais 775 estavam em exposição naquele ano.

A visita fica mais fácil porque as placas informativas estão em árabe, francês e inglês. O ingresso custa aproximadamente 50 MAD (R$ 15). Confira o preço e o horário de funcionamento antes de ir: o complexo costuma fechar às segundas-feiras.

Além dos canhões e rifles históricos, os visitantes também são atraídos pela vista da medina do terraço. A caminhada do portão Bab Boujloud até a fortaleza ao norte leva de 20 a 30 minutos, sempre morro acima. No morro ao sul, do outro lado, fica a fortaleza irmã Borj Sud.

💡 Dica: O caminho a partir de Bab Boujloud é íngreme; segundo as avaliações, uma corrida de petit taxi custa menos de 10 MAD (R$ 5).

16. Hammam tradicional e spa no riad

O hammam é um banho de vapor tradicional marroquino, com lavagem e massagem. Para uma primeira experiência, os spas dentro dos riads costumam ser a melhor opção. Entre eles estão o Spa Laaroussa, no Riad Laaroussa, descrito nas avaliações como uma versão luxuosa do hammam, e o Hammam Mernissi & Spa, perto do portão Bab Boujloud.

Um tratamento privativo custa mais. Segundo um visitante, 45 minutos de hammam e 30 minutos de massagem saem por cerca de 600 MAD (R$ 140) por pessoa.

Se você tem um espírito mais aventureiro, pode experimentar os hammams públicos, que são bem mais baratos. Homens e mulheres têm horários ou salas separados e, em geral, você precisa levar seu próprio tapete e sabonete.

💡 Dica: Peça na sua hospedagem uma indicação de um hammam público que receba turistas e confirme o preço exato antes de entrar.

17. Aula de culinária marroquina

Você pode conhecer os sabores tradicionais da culinária marroquina em uma aula de cozinha. Uma das opções é o restaurante Palais Bab Sahra, na viela Derb Tariana, que sai da rua Talaa Kebira. A experiência começa com uma ida ao mercado local para comprar os ingredientes e continua com o preparo de um tajine. Depois, você saboreia o prato que preparou no terraço na cobertura, com vista para a medina.

Segundo as avaliações, a aula costuma ensinar a preparar tajine de frango. Se você não come carne, combine a versão vegetariana já na hora de fazer a reserva. Entre os pratos típicos sem carne estão o zaalouk de berinjela, a taktouka de pimentão, o purê de feijão bissara e os pães achatados msemen. Já a harira, uma sopa muito apreciada, costuma ser feita com caldo de carne, então pergunte sempre quais são os ingredientes.

Uma especialidade de Fès é a pastilla, tradicionalmente recheada com carne de pombo ou frango. Vegetarianos, porém, elogiam a versão sem carne servida no restaurante El Forno.

💡 Dica: segundo as avaliações, o Le Tarbouche também vende pastilla vegetariana para viagem.

18. Pôr do sol em um terraço na cobertura

Ver o sol se pôr sobre o labirinto da medina é uma ótima maneira de terminar o dia. O Cafe Clock tem três andares e um terraço com vista. O café pode ser um pouco difícil de encontrar, então fique de olho na placa vermelha. Ele fica a cerca de dois minutos a pé da medersa Bou Inania.

Você também encontra outros mirantes perto da Place Iscesco, nas proximidades do Portão Azul. Ali ficam o Fez Medina Rooftop Restaurant & Lounge e o La Casa Nagham Rooftop. Lá de cima, dá para ver a cidade mergulhando nas sombras do fim do dia.

Se você gosta de tomar uma bebida ao pôr do sol, lembre-se de que só há álcool em estabelecimentos licenciados. Um deles é o Fez Café, onde, segundo um visitante, uma cerveja custa 60 a 70 MAD.

💡 Dica: na volta do terraço, depois de escurecer, prefira as ruas movimentadas Talaa Kebira e Talaa Sghira. O Ministério das Relações Exteriores recomenda mais cautela em Fès à noite.

19. Oleiros de Aïn Nokbi

Do lado de fora das muralhas da cidade fica o bairro de Aïn Nokbi, onde se concentram oficinas tradicionais de cerâmica. É ali que são produzidas peças de cerâmica e os mosaicos zellige, cujas pequenas peças são talhadas à mão. Você pode observar os artesãos habilidosos trabalhando de perto.

Uma das oficinas funciona aproximadamente das 8h às 19h30; confirme os horários das demais.

Fique atento a intermediários e taxistas que oferecem transporte até as oficinas. Os intermediários podem acrescentar uma comissão escondida ao preço da cerâmica. Escolha a oficina por conta própria e não deixe que um intermediário leve você até lá.

💡 Dica: peça à hospedagem uma indicação de oficina e combine claramente o preço da corrida com o taxista antes de sair.

20. Volubilis e Moulay Idriss Zerhoun

A cerca de 80 quilômetros de Fès fica a bem preservada cidade romana de Volubilis, que faz parte da lista da UNESCO desde 1997. Entre 2024 e 2026, o pórtico do Decumanus Maximus e o mosaico dos Trabalhos de Hércules passaram por restauração. Antes de ir, confira se tudo já está acessível aos visitantes.

Visitantes estrangeiros pagam 100 MAD pela entrada; o ingresso para crianças de 7 a 13 anos custa 50 MAD. Leve dinheiro em espécie para a bilheteria, pois os cartões costumam não funcionar de maneira confiável.

É comum combinar o passeio com uma visita à cidade sagrada de Moulay Idriss Zerhoun. Segundo guias de viagem, não muçulmanos só puderam passar a noite na cidade a partir de 2005. No entanto, pessoas de outras religiões não podem entrar no mausoléu de Idris I, fundador da dinastia idríssida.

💡 Dica: guias oficiais aguardam os visitantes na entrada de Volubilis. O serviço custa aproximadamente 120 a 300 MAD, dependendo do tamanho do grupo.

21. Meknès

A apenas 30 quilômetros das ruínas de Volubilis fica a cidade de Meknès. Segundo viajantes, sua medina é um pouco mais fácil de explorar do que a de Fès. Por lá, você pode admirar o famoso portão Bab Mansour.

Também vale a visita ao mausoléu do sultão Moulay Ismail, aberto das 9h às 12h30 e, depois, das 15h às 18h. De acordo com guias de viagem, é um dos poucos locais sagrados do Marrocos que também recebem não muçulmanos, mas confirme essa informação antes de ir. O Google indica que os celeiros históricos de Heri es-Souani estão temporariamente fechados, e o reservatório vizinho de Sahrij Souani está em reforma.

O Palácio Dar Jamaï abriga o Museu Nacional da Música. O ingresso para adultos custa 30 MAD. O palácio abre diariamente das 10h às 18h, exceto às terças-feiras, quando permanece fechado.

💡 Dica: de Fès a Meknès, você chega com bastante facilidade em um trem direto, que segue depois para Rabat e Casablanca.

22. Ifrane, cedros e macacos perto de Azrou

A cerca de 65 quilômetros ao sul de Fès fica a cidade montanhosa de Ifrane. Sua arquitetura alpina incomum e a famosa estátua de um leão de pedra renderam-lhe o apelido de Suíça do Marrocos. Perto de Azrou se estende a floresta de cedros Cèdre Gouraud.

Na região conhecida como Moudmame, segundo guias de viagem, é relativamente fácil avistar um grupo de macacos-de-gibraltar vivendo em liberdade. Desde 2009, essa espécie de primata é considerada ameaçada. Observá-la em seu habitat natural é uma experiência interessante, mas é importante agir com respeito.

Um estudo de 2016 das universidades britânicas de Lincoln e Durham, realizado no Parque Nacional de Ifrane, mostrou que os macacos alimentados por turistas sofrem níveis mais altos de estresse e que apenas um terço das fêmeas desses grupos tem filhotes. Por isso, não alimente os animais em hipótese alguma, para evitar causar estresse desnecessário.

💡 Dica: você pode combinar facilmente um passeio a Ifrane com uma visita a Azrou. O ideal é reservar um dia inteiro para o roteiro.

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Para onde ir saindo de Fès

  • A cidade azul de Chefchaouen é mais uma parada natural no roteiro do que um passeio tranquilo de um dia. Segundo o comparador Rome2Rio, os ônibus da CTM levam cerca de 4 horas e 10 minutos para chegar lá, e a passagem custa 80 a 140 MAD. Passar tanto tempo na estrada em um único dia seria bem cansativo, então vale a pena dormir na cidade. Em Chefchaouen, não deixe de visitar a kasbah local (fortaleza): a entrada custa 80 MAD para estrangeiros e 40 MAD para crianças.
  • A cerca de 30 quilômetros ao sul de Fès fica Sefrou, uma cidade menor e mais tranquila, com uma medina agradável. Nas proximidades também está a vila de Bhalil, conhecida pelas casas escavadas diretamente na rocha.
  • Na margem direita do rio Oued Fès fica o bairro histórico de Andalous, fundado por refugiados da Andaluzia. Seu principal destaque é a Mesquita Andalusa, mas, segundo as regras, não muçulmanos não podem entrar.

Você também pode combinar sua viagem pelo Marrocos com outras cidades. Confira nossas dicas de Marrakech e Casablanca. O voo de Marrakech a Fès dura cerca de uma hora; de trem, a viagem leva de 6h30 a 7 horas.

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Perguntas frequentes

Quantos dias bastam para Fès?

Para a medina em si e seus principais pontos turísticos, reserve dois dias inteiros. Assim você consegue visitar com calma as curtumes, as medersas históricas, o palácio Dar Batha, o Museu Nejjarine, os jardins Jnan Sbil e o Palácio Real. O terceiro dia é ideal para um passeio além dos portões da cidade, geralmente até a antiga Volubilis, Meknès e a cidade sagrada de Moulay Idriss Zerhoun.

Preciso de guia em Fès?

Para a primeira metade do dia, vale a pena contratar um guia. A medina é um verdadeiro labirinto e os falsos guias podem ser bem insistentes. O guia licenciado oficial se identifica com um cartão do ministério. Segundo relatos de viajantes, o valor fica em torno de 300 MAD (R$ 165) por meio período e de 400 a 600 MAD (R$ 220 a R$ 330) pelo dia inteiro. Combine preço, roteiro e a regra de “nenhuma loja” antes de começar o passeio. O guia oficial é inclusive recomendado pelo Ministério das Relações Exteriores.

Fès é seguro?

Durante o dia, as áreas turísticas são seguras, mas fique atento aos seus pertences por conta de pequenos furtos. À noite, o Ministério das Relações Exteriores recomenda mais cautela. Por isso, à noite prefira ruas principais e movimentadas, como Talaa Kebira ou Talaa Sghira. Evite entrar em becos vazios e ignore com tranquilidade o golpe clássico dos batedores locais, que vão insistir que sua rua está “fechada”.

Quanto custa a entrada?

As medersas Bou Inania e Al-Attarine custam 20 MAD (R$ 11), assim como o Museu Nejjarine. Para entrar no Musée Al Batha você paga 60 MAD (R$ 33), e atenção: ele fecha às terças-feiras. A visita à fortaleza Borj Nord sai por cerca de 50 MAD (R$ 28) e o ingresso para Volubilis custa 100 MAD (R$ 55). O acesso aos terraços da curtume Chouara é gratuito, mas é esperada uma gorjeta de cerca de 20 MAD (R$ 11). Leve dinheiro em espécie, já que os ingressos para Volubilis também podem ser comprados on-line pelo site do ministério da cultura.

Como chegar do aeroporto até a medina?

Segundo sites de viagem, a corrida de táxi custa em torno de 120 a 150 MAD (R$ 65 a R$ 85) durante o dia e 200 a 250 MAD (R$ 110 a R$ 140) à noite. Combine o valor com o motorista antes de entrar no carro. O táxi te deixa no portão Bab Boujloud ou na praça Bab Rcif, de onde você segue a pé até a medina. Uma opção mais barata é o ônibus número 16, por 4 a 5 MAD (R$ 2 a R$ 3), que vai até a estação de trem, de onde você pega um petit taxi. O Uber não funciona em Fès.

Existe voo direto para Fès partindo do Brasil?

Direto, não. A opção mais prática costuma ser voar até Casablanca ou Marrakech com companhias como LATAM, Air France, TAP ou Royal Air Maroc, com conexão em cidades europeias, e de lá seguir viagem. Partindo de Marrakech, dá para chegar a Fès em cerca de uma hora de voo doméstico ou em um trajeto de trem de 6,5 a 7 horas.

Fès ou Marrakech?

Segundo relatos de viajantes, Marrakech costuma ser mais animada e mais fácil de se localizar. Também parece mais turística. Fès, por outro lado, mantém um ar mais antigo e autêntico, além de ser um pouco mais barata, mas se orientar na sua enorme medina dá trabalho. Se você tiver tempo suficiente, vale visitar as duas cidades. Elas são conectadas por um voo doméstico de uma hora e também por trem, com duração entre 6,5 e 7 horas.

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