Uma criança sentada no colo dos pais não fica protegida em turbulências inesperadas, porque o cinto infantil comum não consegue segurá-la. Segundo as autoridades da aviação, a cadeirinha de bebê no avião, homologada e no próprio assento, é a forma mais segura de viajar para os pequenos. Mas sem o selo correto, você não vai conseguir embarcar com ela.
Se você não quiser levar a cadeirinha para a cabine, na maioria das companhias aéreas dá para despachá-la de graça como equipamento infantil. Também existem outras alternativas homologadas para crianças mais velhas, como os cintos especiais de avião CARES, aprovados para crianças a partir de um ano e dez quilos.
Eu mesma nunca levei uma cadeirinha para o avião, por isso este texto se baseia nas recomendações das autoridades da aviação e nas regras das companhias. Aqui você vai descobrir como reconhecer a cadeirinha certa, quando precisa comprar um assento próprio para a criança e quais são as opções de aluguel no destino.

Resumo
- O lugar mais seguro para a criança é na própria cadeirinha: Segundo a autoridade norte-americana FAA, a cadeirinha homologada no assento próprio é muito mais segura do que a criança no colo, principalmente por causa das turbulências imprevisíveis.
- Despachar a cadeirinha costuma ser grátis: A maioria das companhias, como Ryanair ou Wizz Air, permite despachar a cadeirinha no porão gratuitamente, como parte do equipamento infantil.
- Atenção aos selos para uso em aeronave: Se você quiser levar a cadeirinha direto para a cabine, ela precisa ter um selo de homologação especial; caso contrário, a tripulação nem deixa você entrar com ela no avião.
- Os cintos CARES são uma ótima alternativa: Para crianças a partir de 1 ano com peso entre 10 e 20 quilos existem cintos especiais de avião, aprovados pela EASA e por muitas grandes companhias aéreas.
- Camas infláveis não passam em todo lugar: Acessórios como o JetKids ou apoios de pés infláveis são estritamente proibidos em muitas companhias, como Emirates e Lufthansa.
- No destino valem regras rígidas: Na Espanha, crianças com até 135 centímetros precisam de cadeirinha no banco de trás, sob risco de multa de cerca de 300 EUR (R$ 1.700); na Itália o limite chega a 150 centímetros.
- A reclamação de uma cadeirinha danificada não pode esperar: Se a companhia danificar a sua cadeirinha, você precisa solicitar o protocolo PIR ainda no aeroporto e registrar a reclamação por escrito em no máximo 7 dias.
10 coisas que você precisa saber
1. Cadeirinha de bebê para avião grátis como item de bebê
A maioria dos pais escolhe o caminho do meio: a criança viaja no colo na cabine e a cadeirinha vai despachada no porão, para ficar disponível no destino, no carro alugado. A boa notícia é que praticamente todas as companhias comuns despacham a cadeirinha de graça, então você não precisa pagar nenhuma taxa absurda pelo transporte dela no compartimento de carga.
A irlandesa Ryanair, por exemplo, aceita gratuitamente dois itens de equipamento infantil por criança, o que inclui o carrinho e justamente a cadeirinha, e isso até os 11 anos de idade da criança. A húngara Wizz Air é igualmente generosa e deixa você levar de graça um carrinho dobrável ou uma cadeirinha no compartimento de carga até os 14 anos de idade da criança.
Mas fique atenta a algumas low cost específicas, porque na espanhola Vueling o despacho da cadeirinha costuma ser cobrado, então sempre confira a tabela de preços atual antes de comprar a passagem. Do mesmo modo, lembre-se de que, se a criança não estiver viajando de verdade e você estiver levando a cadeirinha para a casa da avó, por exemplo, isso conta como bagagem normal e você paga o valor cheio.
💡 Dica: mesmo que o transporte seja gratuito, fique de olho no peso e nas dimensões segundo as regras da companhia, para não passar aperto no balcão nem ter que pagar taxa de excesso.
2. Quando vale a pena comprar um assento próprio e levar a cadeirinha na cabine

Essa é uma coisa que as companhias aéreas dizem em voz alta muito a contragosto, mas, segundo a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA), o lugar mais seguro para uma criança de até dois anos é um sistema de retenção homologado no assento próprio. A criança no colo dos pais representa um enorme risco de segurança, porque a física não perdoa numa turbulência forte ou num pouso de emergência.
Um adulto não tem absolutamente nenhuma chance de segurar a criança nos braços durante uma queda brusca do avião, e as turbulências são de longe a causa mais comum de ferimentos em crianças a bordo. O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA (NTSB) chega a pressionar pelo fim da exceção para crianças no colo desde 1990, mas até hoje não conseguiu, por receio de que as famílias migrem para o carro, onde a taxa de acidentes é estatisticamente maior.
Portanto, se você decidir pela segurança máxima, precisa comprar uma passagem normal com assento próprio para a criança e levar uma cadeirinha homologada para a cabine. A maioria dos pais até viaja com bebês de até dois anos no colo, o que é totalmente legal e comum, mas é justo conhecer todos os riscos e decidir com base em fatos concretos.
💡 Dica: a criança de até 2 anos é presa no colo por um cinto de extensão especial, que, no entanto, não oferece proteção comparável à de um sistema de retenção homologado, e por isso a cadeirinha própria é sempre a melhor escolha.
3. Como reconhecer uma cadeirinha homologada para avião
Para poder usar a cadeirinha direto na cabine do avião, não basta que ela seja segura para o carro: ela precisa ter uma homologação específica para uso em aeronave. Sem esse selo de homologação, a tripulação simplesmente não é obrigada a deixar você entrar com a cadeirinha no avião, mesmo que você tenha pago direitinho um assento próprio para a criança.
As cadeirinhas europeias homologadas para uso em avião costumam ter a certificação TÜV Rheinland e trazem um selo bem visível com os dizeres “For Use in Aircraft”. Antes mesmo de começar a arrumar as malas, confira sempre com cuidado as dimensões da sua cadeirinha junto à companhia, porque a largura dos assentos na classe econômica é implacável e os modelos largos simplesmente não cabem.
Outra regra importante diz respeito à posição a bordo, porque a cadeirinha precisa ficar sempre na janela, para não bloquear a passagem dos demais passageiros em caso de evacuação de emergência. Ao lado dela deve sentar o pai, a mãe ou um acompanhante com mais de 16 anos, então esqueça qualquer distribuição estratégica pelo avião.
💡 Dica: em muitas companhias, o adulto com o bebê precisa sentar na janela também porque só acima desses assentos há uma máscara de oxigênio extra à disposição.
4. O cinto CARES como alternativa leve à cadeirinha

Se você tem em casa uma criança a partir de 1 ano com peso entre 10 e 20 quilos, existe no mercado um meio-termo genial entre segurança e logística chamado cinto CARES. Trata-se de um sistema especial de retenção com tiras que prende a criança ao assento com segurança durante as turbulências e, ao mesmo tempo, cabe num bolsinho da mochila de mão.
Para famílias em voos longos ou em viagens exóticas, é uma alternativa fantástica, porque você não precisa carregar uma pesada casca de plástico por meio mundo e ainda assim tem a garantia de que a criança está segura. Esse sistema é reconhecido pela Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) e cumpre as normas rigorosas do transporte aéreo.
Entre as companhias, ele é expressamente aceito, por exemplo, pela Ryanair, Aer Lingus, Lufthansa, SWISS e Emirates. Ainda assim, confirme sempre essa permissão antes de embarcar com a sua companhia específica e para o tipo de avião, porque as regras podem mudar e os comissários às vezes ficam confusos quando veem algo fora do comum.
💡 Dica: mesmo tendo o sistema CARES, você precisa comprar um assento próprio para a criança, porque as tiras são instaladas diretamente no encosto de um assento de avião comum.
5. Assento de elevação e booster no avião
Quando você já tem em casa uma criança maior, em idade escolar, claro que não precisa se preocupar com a cadeirinha grande, mas ainda vai precisar do assento de elevação para o carro no destino. O raciocínio lógico de muitos pais é que é só pegar o assento de elevação na mão ou na mochila e levar para a cabine, já que não pesa nada e não atrapalha.
Se você pode levá-lo direto para a cabine como parte da bagagem de mão depende exclusivamente da política de cada companhia, então melhor conferir antes. O certo é que o assento de elevação pode ser despachado sem problemas como equipamento infantil, e numa Ryanair, por exemplo, ele conta como um dos dois itens que você tem totalmente de graça junto com a passagem.
Você pode resolver isso já no balcão de check-in, mas coloque-o sempre em alguma bolsa ou saco resistente e amarre-o bem, para que não escape e não se danifique nas esteiras do aeroporto. A equipe então o transporta para o porão dentro dos limites permitidos para famílias.
💡 Dica: se ficar em dúvida, leve o assento de elevação numa bolsa resistente direto para o aeroporto e pergunte no balcão se querem despachá-lo; na maioria das vezes não fazem o menor problema.
6. Como embalar e despachar a cadeirinha, capas e proteção
Esse é um ponto absolutamente crítico de toda a viagem, porque as esteiras de triagem e os carregadores do aeroporto não têm exatamente carinho com as bagagens, e o plástico frágil da cadeirinha pode rachar com facilidade. A solução mais prática é comprar uma capa especial resistente para a cadeirinha, com alças para as costas, porque no aeroporto você vai precisar das duas mãos livres para as crianças e os documentos.
Com a cadeirinha nas costas como uma mochila, você ainda consegue carregar a criança, a mala de bordo e atravessar o controle de segurança sem estresse desnecessário. Outra enorme vantagem dessa capa é que cabe também conteúdo macio adicional, então junto da cadeirinha você pode enfiar um pacote de fraldas, um cobertor ou casacos de inverno, que de outra forma ocupariam um espaço precioso na mala.
Mas tome muito cuidado com as regras da companhia tcheca Smartwings, que afirma expressamente que a transportadora não se responsabiliza por danos a carrinhos e equipamentos não embalados. Uma embalagem, uma capa resistente ou, no mínimo, envolver bem em filme transparente é uma necessidade absoluta nessa companhia, se você quiser evitar complicações desnecessárias numa eventual reclamação.
💡 Dica: mesmo envolvendo a cadeirinha em filme e enfiando as fraldas junto, fique de olho no peso total do pacote, para não chamar atenção à toa no balcão nem ter que reorganizar tudo constrangida.
7. Berço de viagem no avião, bassinet e camas infláveis JetKids

Quando você voa com um bebê num voo longo, provavelmente vai lidar com o chamado bassinet, um berço especial de avião que a tripulação prende à parede fixa antes da primeira fileira de assentos. É o verdadeiro Santo Graal para pais de crianças pequenas, mas tem um porém importante, porque nas rotas europeias curtas com companhias low cost você geralmente não encontra bassinets.
Se você já tem uma criança maior, talvez tenha pensado em comprar as populares malinhas infantis tipo JetKids BedBox, da Stokke, ou vários apoios de pés infláveis, que preenchem o espaço para as pernas e criam uma superfície plana para dormir. Só que essa solução esbarra na dura realidade, porque esses acessórios são estritamente proibidos por um número enorme de companhias por motivos de segurança.
Especificamente, você não passa com eles, porque são estritamente proibidos pela Emirates, British Airways, Air France, Lufthansa, Qatar, Delta e United. Por outro lado, são bem tolerados e permitidos por companhias como KLM, Singapore Airlines ou Virgin Atlantic, então, antes de investir numa malinha cara, sempre confira a fundo a política da companhia com a qual você realmente voa.
💡 Dica: se você tentar usar a cama inflável na British Airways ou na Emirates, a comissária vai obrigar você, sem negociação, a esvaziar o objeto e guardá-lo no compartimento acima da cabeça.
8. Cadeirinha no destino, locadoras de carros e leis na Itália, Espanha e Grécia

Esse é o eterno dilema de todo pai e mãe que viajam, porque as leis nos destinos europeus mais populares costumam ser muito mais rígidas do que estamos acostumados no Brasil. Na Itália, por exemplo, as crianças precisam usar cadeirinha até 150 centímetros de altura, independentemente da idade, e, se você alugar um carro registrado na Itália para uma criança de até 4 anos, ele precisa ter um alarme funcional contra esquecimento da criança.
Na Espanha, por sua vez, vale a regra de que crianças com menos de 135 centímetros precisam estar numa cadeirinha homologada e exclusivamente no banco de trás, sendo a multa por descumprimento de cerca de 300 EUR (R$ 1.700). A Grécia exige que crianças de até 3 anos estejam sempre num sistema de retenção, então contar que “na viagem vai passar batido” pode sair muito caro.
Se você aluga o carro numa locadora tradicional, a disponibilidade de modelos específicos e limpos de cadeirinha muitas vezes é uma loteria. Uma alternativa muito mais confiável hoje são as locadoras especializadas em equipamento infantil com entrega direto no aeroporto, como a plataforma Babonbo, que atua em centenas de destinos e fornece cadeirinhas que cumprem as normas europeias rigorosas.
💡 Dica: a corrida de táxi geralmente está isenta da obrigatoriedade da cadeirinha na UE, mas sempre confira o regime específico localmente, porque alguns países podem ter regras mais rígidas.
9. O que fazer se a cadeirinha não chegar ou se danificar
Você está na esteira do destino, todo mundo já foi embora e a sua cadeirinha não aparece, ou então ela sai das entranhas do aeroporto com uma rachadura enorme na casca. Nesse caso, felizmente, você é protegida pela Convenção de Montreal, que estabelece o limite de responsabilidade da companhia por bagagem em cerca de 2.175 USD, valor que se aplica também ao equipamento infantil entregue junto ao avião.
O passo essencial, que você não pode esquecer em meio ao susto, é ir direto ao balcão de reclamações no saguão de retirada de bagagem e solicitar imediatamente o chamado protocolo PIR (Property Irregularity Report). Depois, você precisa comunicar o dano ou a perda à companhia por escrito em no máximo 7 dias após receber a bagagem, senão perde o direito a qualquer indenização.
Se a cadeirinha não chegou e você tem um carro alugado esperando na saída do aeroporto, não entre em pânico e pergunte direto no balcão de reclamações. Em muitos aeroportos maiores há cadeirinhas de reserva disponíveis para empréstimo no estoque, basta perguntar, porque quem não chora não mama.
💡 Dica: guarde com cuidado o cartão de embarque e também a etiqueta de bagagem do despacho e fotografe em detalhes, ainda no saguão do aeroporto, todas as rachaduras na cadeirinha.
10. Regras de cadeirinhas na Ryanair, Wizz Air, Smartwings e companhias tradicionais
Cada companhia tem suas próprias armadilhas, que podem surpreender você desagradavelmente no check-in, então melhor se preparar com antecedência. Se você voa com a Wizz Air e quer comprar um assento próprio para o bebê por causa da cadeirinha, existe um truque ótimo: você compra uma passagem normal de adulto e escreve a palavra INFANT no campo do nome, evitando de forma elegante a taxa especial de bebê.
Na Smartwings você esbarra numa limitação de sistema chata, porque, se quiser comprar um assento livre para o bebê, não dá para fazer isso no site e você precisa resolver exclusivamente por telefone, pela central de atendimento. As companhias tradicionais de rede, como Lufthansa ou KLM, costumam aceitar carrinho e cadeirinha de graça, mas ⚠️ nas tarifas mais baratas, do tipo Light, podem valer restrições mais rígidas, então melhor conferir duas vezes na tabela de preços.
Se você conta com a irlandesa Ryanair, lembre-se de que o adulto com o bebê precisa sentar na janela e, se você contar com a distribuição gratuita e aleatória de assentos, a família vai parar quase com certeza na parte de trás do avião, porque a frente é vendida aos passageiros pagantes. Deixe também sempre aberta no celular a página oficial da companhia com as regras de bagagem infantil, para ter na mão um argumento à prova de balas no portão.
💡 Dica: não deixe de estudar com atenção o texto Bagagem Ryanair: dimensões, peso e taxas, porque as regras das malas de mão mudam com frequência e cada quilo a mais sai caro.
Resumo prático e preços de referência
Na hora de decidir o que fazer com a cadeirinha, o que mais ajuda é comparar as três principais opções que as famílias têm à disposição. Os preços e as regras refletem a situação de 2026.
| Opção de solução | Vantagens | Desvantagens e custos de referência |
|---|---|---|
| :— | :— | :— |
| Cadeirinha própria na cabine | Segurança máxima para a criança segundo a FAA; a criança fica presa e mais tranquila. | Você precisa pagar o valor cheio da passagem por um assento a mais. É preciso conferir os selos de homologação e a largura da cadeirinha. |
| Despacho da cadeirinha no porão | Na maioria das companhias (Ryanair, Wizz Air) é totalmente grátis. | Risco de danos à casca de plástico em manuseio brusco; é preciso investir numa boa capa. |
| Cintos CARES na cabine | São extremamente leves, aprovados pela EASA e cabem no bolso da mochila. | Indicados apenas para crianças a partir de 1 ano (10–20 kg). Também exige passagem com assento próprio. |
| Aluguel da cadeirinha no destino | Acaba o estresse de arrastar uma coisa pesada pelo aeroporto; tudo espera por você no local. | As locadoras especializadas de equipamento cobram taxas por dia; a qualidade nas locadoras de carro às vezes é bem incerta. |
Para onde ir agora
A preparação das férias em família não termina na cadeirinha, então dê uma olhada nos nossos outros artigos, que vão poupar muitos nervos. Se você se interessa pelo processo todo, da compra das passagens até a diversão a bordo, leia o nosso guia completo De avião com crianças. Uma questão fundamental é também o transporte pelo aeroporto, que detalhamos no artigo Carrinho de bebê no avião.
Antes de começar a fazer as malas, confira os limites atuais nos textos Bagagem Wizz Air ou Bagagem Smartwings, para não pagar valores absurdos no aeroporto. Também vai ser útil o guia prático O que posso levar no avião e o que não posso. E, se você vai para o Adriático, não pode perder nossas dicas de Croácia com crianças.
Perguntas frequentes
Pago algo para despachar a cadeirinha no porão?
Na grande maioria dos casos você não paga nada, porque companhias como LATAM, GOL ou Azul consideram a cadeirinha como parte do equipamento infantil gratuito. A exceção costuma ser, por exemplo, a espanhola Vueling, onde isso é cobrado, então sempre verifique a tabela de preços.
Posso levar a cadeirinha comigo na cabine do avião?
Sim, mas você precisa comprar uma passagem comum para a criança com assento próprio e a cadeirinha deve ter etiqueta de certificação para uso em aviões. Sem um lugar pago e a etiqueta correta, a tripulação não vai deixar você embarcar com ela por motivos de segurança.
O que é o cinto CARES e para quem é indicado?
É um sistema especial leve de retenção por tiras que se encaixa diretamente no assento comum do avião e fixa a criança com segurança durante turbulências. É destinado a crianças pequenas a partir de 1 ano que pesam entre 10 e 20 quilos, e é aprovado pela EASA.
A companhia aérea vai permitir cama inflável tipo JetKids?
Isso é uma grande loteria, porque enquanto a KLM ou a Virgin Atlantic permitem sem problemas, uma enorme quantidade de companhias aéreas as proíbe estritamente. Entre as que não vão deixar você usar a bordo estão Emirates, British Airways, Lufthansa ou Qatar.
A criança no colo fica presa com segurança?
A criança de até 2 anos no colo é presa com um cinto de extensão especial, que segundo a agência americana FAA não oferece proteção comparável a um sistema de retenção certificado. Em caso de turbulências fortes, um adulto não tem condições físicas de segurar a criança com segurança no colo.
Posso levar no avião apenas um assento elevatório comum?
O assento elevatório para crianças maiores você pode despachar sem problemas como equipamento infantil no porão, na LATAM ou GOL conta como uma das peças gratuitas. Se você pode levá-lo na cabine depende dos limites de bagagem de mão da sua companhia.
Como devo embalar a cadeirinha antes de entregar no aeroporto?
O mais prático é adquirir uma bolsa resistente para cadeirinha com alças de mochila, graças à qual você vai ter as mãos livres para documentos e crianças. Algumas companhias aéreas como a Smartwings inclusive informam expressamente que não assumem responsabilidade por danos a equipamentos não embalados.
