Se você acha que umas férias no paraíso, com areia branquinha e água turquesa, são só para poucos privilegiados, deixa eu te tirar dessa ideia. As Maldivas baratas já não são nenhuma contradição, e quanto custa uma viagem dessas pode te surpreender muito positivamente. Descobri para você que as Maldivas não são de jeito nenhum apenas para milionários, dá para curtir tranquilamente com um orçamento totalmente comum. O segredo está em trocar os resorts privativos superfaturados pelas chamadas ilhas locais, onde você encontra uma guesthouse linda e a viagem inteira sai por uma fração do preço. Uma estadia de uma semana, incluindo a passagem aérea saindo do Brasil, dá para conseguir a partir de cerca de 1.150 a 1.300 euros por pessoa — quantia com a qual você não passaria nem duas noites numa villa de luxo sobre a água daquelas de catálogo.

Resumo
- A grande diferença está na hospedagem: as ilhas locais com guesthouses chegam a ser cinco vezes mais baratas que os resorts privativos, com diária e café da manhã a partir de 40 USD (cerca de 37 euros).
- Época mais barata: se você viajar na baixa temporada, de maio a novembro, economiza de 25 a 50% em hospedagem e passagens em comparação com os meses de inverno.
- Transporte entre as ilhas: a balsa pública custa apenas 2 USD, enquanto o speedboat compartilhado sai por 25 a 35 USD por trajeto.
- Comida por poucos trocados: comer nos restaurantes locais (os chamados hotaa) custa uma fração do preço do hotel — por um caril vegetariano fartinho com arroz você paga só 5 a 10 USD.
- Passeios e pechincha: atividades como mergulho de snorkel ou observação de golfinhos, compre sempre no local, na recepção, onde dá para negociar preços bem menores do que na internet.
- Álcool e luxo: nas ilhas locais vale uma proibição rígida, mas a solução é comprar um day-pass para um resort de luxo por 120 a 150 USD.
- Taxas escondidas: a cada preço de restaurante ou hospedagem é preciso somar impostos ocultos de cerca de 28% mais a taxa ambiental obrigatória, a Green Tax.
- O que você não vai ter no mínimo: a opção barata significa hospedagem mais simples, banho apenas nas praias reservadas e nada de villa sobre o oceano tipo catálogo.

Maldivas baratas: 9 coisas que você precisa saber
Planejar as férias dos sonhos sem torrar as economias dos últimos cinco anos pode soar como ficção científica à primeira vista, mas é totalmente possível. Basta ajustar um pouco as expectativas, fugir bem longe das armadilhas mais caras de catálogo e saber exatamente onde investir.
Aqui vão os nove truques e regras mais importantes para cortar os custos ao mínimo e curtir as Maldivas sem dor de cabeça.

1. Ilha local em vez de resort
Se você quer cortar os custos ao máximo, precisa riscar os resorts privativos da lista e ir para as ilhas onde vivem os moradores locais. É aqui que está a única economia que realmente vira o jogo da viagem toda. Enquanto uma noite no resort mais barato começa em 250 USD e chega tranquilamente a 800 USD por pessoa, uma guesthouse decente numa ilha local sai por 40 a 130 USD, já com um café da manhã fartinho. Uma viajante, por exemplo, pagou 271 USD por cinco noites em guesthouses, mas deixou incríveis 2.040 USD por apenas duas noites num resort.
A escolha da ilha certa vai definir todo o seu orçamento e as experiências que você leva de volta, então vale a pena pesquisar um pouco. Dicas específicas de quais ilhas e quais guesthouses escolher, eu separei numa seção mais abaixo. Existem muitas ilhas locais e cada uma oferece uma atmosfera um pouco diferente, do centro turístico mais agitado ao paraíso agrícola totalmente tranquilo.
💡 Dica: ao escolher a guesthouse no Booking, sempre confira com atenção a distância até a chamada Bikini Beach. Nas ilhas locais você não pode tomar banho de maiô ou biquíni em nenhum outro lugar a não ser nessas praias estritamente reservadas para turistas.

2. Baixa temporada de maio a novembro
O momento da viagem decide o preço final mais do que você imagina, então vale a pena evitar os meses de dezembro a abril. É nesse período que as Maldivas recebem a maior enxurrada de turistas e os preços de tudo disparam. Mas se você viajar na baixa temporada, ou seja, de maio a novembro, os preços de hospedagem e passagens caem de 25 a 50%. O mês historicamente mais barato para visitar costuma ser novembro, quando dá para caçar as melhores ofertas.
Claro que tem um porém: o clima. Nessa época há maior risco de chuva e céu nublado. As Maldivas ficam na zona tropical e a chuva geralmente significa uma pancada de fim de tarde curta, mas bem intensa, depois da qual o sol volta e tudo seca rapidinho. As temperaturas do ar e do mar ficam constantes o ano inteiro em torno de 30°C, então frio você não vai passar nem durante a temporada de monções.
💡 Dica: se você tem medo de que chova a viagem inteira, tente ir na virada de outubro para novembro. Nessa época o mar fica cheio de plâncton, o que atrai enormes cardumes de raias-manta e tubarões-baleia, então mesmo com uma nuvem ou outra você faz o melhor mergulho da vida.

3. Balsa pública em vez de speedboat
O transporte do aeroporto de Malé até a sua ilha é o ponto onde dá para queimar dinheiro à toa, e basta saber uma coisa para evitar isso. A opção mais barata de todas é a balsa pública (o chamado dhoni), que custa ridículos 2 USD por trajeto. A viagem até a popular Maafushi, por exemplo, leva cerca de uma hora e meia nessa balsa e te economiza uma grana absurda. Para comparar, o trajeto de lancha rápida compartilhada (speedboat) até a mesma ilha custa 25 a 35 USD por pessoa, então na ida e volta de um casal a diferença chega tranquilamente a 100 USD.
As balsas públicas têm regras bem rígidas que você precisa considerar no planejamento. A mais importante é que às sextas-feiras as balsas simplesmente não circulam (é o dia sagrado muçulmano). Além disso, têm horários fixos, geralmente só uma ou duas vezes por dia, então se você pousar à tarde, provavelmente não pega a balsa e vai ter que dormir em Malé. Confira sempre os horários com antecedência no site oficial da operadora MTCC.
💡 Dica: se você vai por pouco tempo e não quer perder tempo com logística complicada, o speedboat compartilhado é o meio-termo ideal. Sai várias vezes ao dia, encurta o trajeto para um terço e, comparado ao transfer privativo ou ao hidroavião, continua sendo bem barato.

4. Onde comer: guesthouse com café da manhã e comida no hotaa local
Na hora de reservar hospedagem numa ilha local, não caia na tentação das ofertas de meia pensão ou até all inclusive. Basta pegar a guesthouse só com café da manhã, que costuma já estar incluído no preço base e vem com ovos, torradas, salsichas e frutas frescas. Se aparecer no cardápio o tradicional café da manhã maldivo chamado Mashuni, experimente sem medo — é uma mistura refrescante de atum, coco, cebola e pimenta, servida com pães chatinhos. Almoço e jantar você resolve por conta própria, porque a comida nos hotéis é superfaturada à toa e o menu turístico sai por 8 a 15 USD por pessoa.
Uma experiência muito maior — e principalmente uma economia enorme — é comer nos chamados hotaa, que são pequenos restaurantes locais feitos principalmente para os moradores. Ali você come por incríveis 2 a 9 USD e prova uma culinária autêntica, fortemente influenciada pelas tradições indiana e cingalesa. Na popular ilha de Maafushi, vale a pena visitar o famoso restaurante Hot Bite ou o Mr. Octopus, onde preparam peixe fresco delicioso a preços bem razoáveis. Para vegetarianos é o paraíso absoluto, porque em todo canto você encontra um dhal de lentilha excelente, um caril de legumes picante com leite de coco ou os tradicionais pães roshi. Por dia, a comida sai no máximo por 12 a 25 euros.
💡 Dica: os restaurantes locais cobram automaticamente taxas extras em cada refeição, geralmente 10% de serviço e 16 a 18% de imposto estatal. Por isso sempre olhe no cardápio se os preços já incluem imposto, senão na hora de pagar você leva um susto com a conta subindo mais de um quarto.

5. Compre os passeios no local e pechinche
Nos passeios dá para economizar surpreendentemente bastante, mas só se você resistir à tentação de reservar tudo com antecedência, do conforto de casa. Os preços online costumam ser inflados e não deixam espaço para negociação. A estratégia bem melhor é esperar chegar no local, dar uma volta em algumas guesthouses da região e ver os preços que oferecem na recepção.
Nas ilhas locais, os donos das hospedagens concorrem forte entre si e por isso ficam muito dispostos a dar desconto. Um mergulho de snorkel de meio dia sai geralmente por 25 a 50 USD, um passeio a um banco de areia deserto (sandbank) custa uns 25 a 40 USD e o passeio de observação de golfinhos sai por 25 a 35 USD. Se você quer ver os gigantescos tubarões-baleia, o preço depende do seu ponto de partida. Saindo da ilha vizinha de Dhigurah você paga 50 a 70 USD, mas da popular Maafushi o mesmo passeio sai por 90 a 120 USD por causa do trajeto mais longo de barco. Só lembre que o mundo submarino aqui é deslumbrante, mas os corais infelizmente estão perdendo a cor por causa do aquecimento dos oceanos, então espere mais cardumes enormes de peixes e tartarugas do que jardins de cores vibrantes.
💡 Dica: pechinchar é totalmente normal, especialmente se você comprar vários passeios de uma vez ou viajar em grupo maior. As crianças, além disso, costumam ter 50% de desconto na maioria dos passeios de barco — não esqueça de perguntar ativamente sobre isso.

6. Resort por um dia (day-pass) em vez de uma noite cara
Ficar numa ilha local tem uma grande desvantagem: a proibição total de álcool. Nas Maldivas vigora a lei islâmica rígida, então na guesthouse ou no restaurante local você não compra nem uma cerveja, quanto mais um drink. Mas existe um truque totalmente legal e bem esperto para curtir luxo e álcool de forma legal sem precisar pagar milhares de dólares de hospedagem. Esse truque é o chamado day-pass, ou seja, uma entrada de um dia num resort de luxo próximo.
A maioria dos resorts oferece aos turistas das ilhas locais a possibilidade de passar o dia inteiro por lá. O preço dessa entrada varia de 35 a 180 USD, mas tipicamente você paga uns 120 a 150 USD por pessoa. Nesse preço, geralmente está incluído o transfer de barco de ida e volta, consumo ilimitado de comida, acesso total às praias de luxo, piscinas, um house reef fantástico e, principalmente, bebidas ilimitadas, incluindo álcool. À noite, o barco te leva de volta à sua guesthouse baratinha.
💡 Dica: de Maafushi saem passeios para os resorts todos os dias e a variedade é enorme. Antes de comprar o day-pass, confira quanto tempo você realmente vai passar no resort e se está incluído mesmo tudo, inclusive as bebidas alcoólicas.

7. Combine ilhas e evite o Natal
Passar dez dias inteiros numa única ilhota que você atravessa a pé em vinte minutos pode soar romântico, mas a realidade costuma ser outra. A maioria dos viajantes é tomada, depois de três ou quatro dias, pela chamada “island fever”, aquela sensação de claustrofobia do espaço pequeno. Por isso recomendo combinar pelo menos duas ilhas diferentes numas mesmas férias. O ideal é começar pela mais agitada Maafushi, cheia de passeios e restaurantes, e depois se mudar para a mais tranquila Dhigurah ou a agrícola Thoddoo, para relaxar completamente.
Ao planejar as datas, fuja bem longe do Natal e do réveillon, especificamente o período de 15 de dezembro a 15 de janeiro. Nessa época não existe absolutamente nenhum desconto e os preços de tudo atingem seus máximos anuais. Além disso, guesthouses e resorts costumam exigir uma estadia mínima e obrigam os hóspedes a pagar por jantares de gala obrigatórios, depois dos quais não sobra nada na sua carteira.
💡 Dica: os deslocamentos entre ilhas locais não precisam necessariamente passar pela capital Malé. Pergunte na sua guesthouse sobre as opções de balsas locais das linhas do atol, que conectam ilhas vizinhas por poucos dólares e te economizam muito tempo.

8. Economize na passagem aérea
A maior despesa no orçamento de qualquer viagem às Maldivas costuma ser o transporte. O preço comum de uma passagem de ida e volta saindo do Brasil para Malé, com uma ou duas conexões, gira em torno de 4.500 a 8.000 reais, dependendo da companhia e da antecedência. Se você quer derrubar o preço ao máximo, vale a pena considerar rotas via Doha, Istambul ou Dubai, geralmente as opções mais baratas a partir de São Paulo ou do Rio de Janeiro. Também é bom acompanhar regularmente as promoções em portais como o Google Flights ou assinar as newsletters de companhias como Qatar Airways, Turkish Airlines e Emirates.
Não existem voos diretos do Brasil para Malé, então se prepare: você vai ter pelo menos uma conexão no Oriente Médio ou na Europa, com o trajeto total durando entre 20 e 30 horas. Felizmente, a maioria das conexões pelos grandes hubs do Golfo é bem rápida e confortável, com aeroportos modernos para esperar.
💡 Dica: compre as passagens para as Maldivas com bastante antecedência, idealmente de três a cinco meses antes. As tarifas mais baratas você encontra nos meses fora da alta temporada, ou seja, de maio a outubro, quando as companhias baixam os preços de forma geral.

9. O que levar de casa e as taxas escondidas
As Maldivas têm um sistema de tributação bem específico, que pega muitos turistas de surpresa. Em cada preço, seja de hospedagem, comida ou passeios, você precisa contar com taxas escondidas de cerca de 28%. Essa taxa é composta por 17% de imposto sobre bens e serviços (TGST) e 10% de taxa de serviço. A isso se soma a taxa ambiental obrigatória, a chamada Green Tax, de 6 USD por pessoa por noite na guesthouse, o que numa semana dá quase 40 euros.
Você também economiza uma grana enorme trazendo várias coisas de casa. Não deixe de levar um bom protetor solar respeitoso com os oceanos (reef-safe FPS 50) e uma camiseta de lycra de manga comprida para o mergulho de snorkel. Os preços desses itens nas ilhas são muito mais altos do que no Brasil. Vale também trazer alguns remédios básicos, porque as farmácias das ilhas locais têm um sortimento bem limitado.
💡 Dica: até a água mineral pode encarecer o orçamento. Nas ilhas locais uma garrafa custa cerca de 1 USD, mas nos resorts de luxo eles cobram tranquilamente 8 a 12 USD. Por isso, leve de casa uma garrafa com filtro vazia para o começo da viagem.

Maldivas: onde ficar
💡 Dica de hospedagem e experiências: a gente adora procurar hospedagem no Booking.com, onde costumam ter as melhores condições de cancelamento. Já ingressos, passeios e atividades vale a pena comparar e comprar pelo GetYourGuide.
Já que dissemos que as ilhas locais são o caminho certo para umas férias baratas, vamos dar uma olhada em lugares específicos. A escolha da ilha vai definir totalmente como serão suas férias no fim das contas. Você pode ter agito e um monte de passeios, ou paz total e tranquilidade agrícola.

As populares Maafushi e Gulhi
As mais baratas e turisticamente mais desenvolvidas são Maafushi ou a vizinha Gulhi, onde você consegue hospedagem sem nenhum problema e pelos preços mais baixos. As diárias começam já em torno de 38 a 45 USD. Se você procura uma hospedagem confiável, uma ótima escolha é a guesthouse Palmcasa, com diária a partir de 50 USD. De lá é pertinho da praia e de todas as barracas de passeios. Nessas ilhas tem, sim, mais turistas, mas em compensação você encontra a maior concorrência e, portanto, os melhores preços de passeios de barco e serviços.

A agrícola Thoddoo e a tranquila Dhigurah
Já a ilha de Thoddoo é conhecida por suas extensas plantações agrícolas, pela abundância de mamão fresco e por uma praia absolutamente deslumbrante. A pousada muito bem avaliada Holiday Cottage oferece ali quartos bacanas a partir de 60 USD por noite. Já os amantes dos tubarões-baleia e da natureza intocada costumam ir para a mais distante e visivelmente mais tranquila Dhigurah. Lá você pode se hospedar no agradável Whaleshark Beach, a partir de cerca de 100 USD por noite. Qualquer uma dessas ilhas vai te oferecer uma experiência um pouco diferente, mas garantidamente incrível — basta escolher a que fica mais perto do seu coração.
Resumo prático e preços de referência
Para você ter uma ideia melhor de quanto toda essa brincadeira vai custar, preparei orçamentos-modelo para uma estadia de uma semana (7 noites) para uma pessoa. Essas contas consideram a saída do Brasil com uma ou duas conexões, fora da alta temporada turística. Uso o câmbio aproximado de cerca de 0,92 euro por dólar americano.
| Nível das férias | Hospedagem | Transporte à ilha | Comida na semana | Passeios | TOTAL c/ passagem |
|---|---|---|---|---|---|
| :— | :— | :— | :— | :— | :— |
| Ultra-budget (Maafushi/Gulhi, balsa pública, 1–2 passeios básicos) | ~40 USD/noite | balsa ~30 USD | ~105 € | 1–2 (~60 €) | ~1.190 € (dá para chegar a 1.080 €) |
| Intermediário (guesthouse melhor e mais tranquila, speedboat compartilhado, 3–4 passeios) | ~70 USD/noite | speedboat ~60 USD | ~150 € | 3–4 (~190 €) | ~1.760 € |
| Comfort (5 noites ilha local + 2 noites resort de praia com meia pensão, speedboat) | mix guesthouse e resort | speedboat (sem hidroavião) | mix hotaa local e resort | 3× | ~2.040 € |
Para comparar, se você escolhesse um resort de catálogo clássico, com villa sobre palafitas em cima do oceano, pagaria por uma semana cerca de 3.600 a 10.000 euros por pessoa. Que dá para fazer barato, provam os relatos reais de viajantes nos fóruns: um casal, por exemplo, passou duas semanas viajando por seis ilhas locais e gastou no total apenas 1.818 USD para os dois (sem as passagens). Uma semana na popular Maafushi sai em média por 640 a 930 USD, sem contar a passagem aérea.
O que você não vai ter pelo preço baixo
Férias por 1.100 euros não vão parecer aquelas de propaganda de chocolate com coco — e é preciso dizer isso logo de cara. Por esse preço você não vai ter nenhuma villa romântica sobre a água, mas vai se hospedar num quarto mais simples, embora limpo e com ar-condicionado. Você também precisa aceitar que nas ilhas locais não existe álcool e que só dá para tomar banho de maiô ou biquíni na Bikini Beach reservada — fora dela é obrigatório cobrir ombros e joelhos. Se escolher a mais barata Maafushi, prepare-se para uma ilha mais agitada e densamente construída, cuja pequena praia costuma estar cheia de turistas; nas pontas da ilha às vezes você topa com lixo e, principalmente, ela não tem house reef próprio, então para cada mergulho de snorkel você precisa pegar um barco pago. Durante o Ramadã, além disso, conte com todos os restaurantes locais fechados durante o dia.
Cuidado com as armadilhas de dinheiro
As Maldivas escondem algumas ciladas que podem transformar umas férias baratas num pesadelo financeiro. A armadilha principal é o deslocamento obrigatório de hidroavião até resorts distantes, que sai por 300 a 600 USD por pessoa, na versão de luxo tranquilamente acima de mil dólares. Por isso, escolha sempre ilhas acessíveis por speedboat. Cuidado também com a hospedagem de meia pensão, onde nenhuma bebida está incluída no preço — só de bebida no jantar um casal consegue gastar centenas de dólares. Outra armadilha popular são os passeios “garantidos” para ver tubarões. Nenhum operador honesto vai te garantir avistar um animal selvagem, então prefira pagar por guias éticos. Por fim, quero te avisar sobre os sites fraudulentos para preencher a declaração de chegada IMUGA. O preenchimento no portal oficial é sempre totalmente gratuito (no máximo 96 horas antes do pouso).
Pacote de agência ou por conta própria?
Se você procura a opção absolutamente mais barata e não se importa em resolver a logística dos transfers e ficar de olho nas suspensões das balsas às sextas, vá com certeza por conta própria. Você compra a passagem, a guesthouse pelo Booking, combina os passeios no local e cabe dentro de 1.200 a 1.800 euros. Já um pacote de agência faz muito sentido se você quer luxo sem preocupação, deseja um voo com menos conexões e exige um resort com regime all inclusive. Pacotes de operadoras com voo e all inclusive começam em torno de 2.200 euros. Vale uma regra simples: quanto mais luxuoso o resort e mais distante o atol escolhido, mais compensa o pacote com transfer negociado; quanto mais você quer flexibilidade e experiências locais, mais vale viajar por conta própria.
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- Quando ir para as Maldivas
Perguntas frequentes
Quanto custa uma semana nas Maldivas?
Preço depende do estilo de viagem. Numa ilha local, uma semana incluindo passagem aérea, hospedagem, alimentação e passeios básicos sai em torno de €1.200 a €1.800 por pessoa. Uma semana num resort de luxo com pensão completa começa em €3.600 e pode chegar até €10.000.
Dá para ir para as Maldivas por menos de 30 mil?
Sim, dá pra fazer, mas exige disciplina. Você precisa conseguir uma passagem aérea fora da alta temporada (por exemplo, saindo de Viena por cerca de 640 EUR), se hospedar numa guesthouse barata nas ilhas Maafushi ou Gulhi (a partir de 38 USD por noite), usar apenas as barcas públicas por 2 USD e comer nos restaurantes locais hotaa.
Quando é mais barato viajar?
O período mais barato é a chamada baixa temporada, que vai de maio a novembro. Nesses meses, os preços das passagens aéreas e da hospedagem caem até pela metade em comparação com o pico do inverno. Mas você precisa contar com um risco maior de pancadas de chuva curtas e intensas, já que se trata da estação das monções.
É melhor ficar num resort ou numa ilha local?
Depende do seu orçamento e expectativas. O resort oferece privacidade absoluta, vilas luxuosas sobre a água, bebidas alcoólicas ilimitadas e seu próprio recife de coral, mas é extremamente caro. A ilha local é cinco vezes mais barata, você conhecerá a cultura local, mas deve seguir as regras muçulmanas, não tem álcool e as praias costumam ser mais cheias.
Como chegar barato do aeroporto até a ilha?
A opção mais barata de todas são as balsas públicas, chamadas de dhoni, que custam cerca de 2 USD. Mas elas só circulam em determinados horários e, às sextas-feiras, ficam totalmente paradas por causa das orações. O meio-termo ideal são as lanchas rápidas compartilhadas (speedboats), que custam de 25 a 35 USD por trajeto.
Como comer barato nas Maldivas?
As melhores e mais baratas opções são as cantinas locais chamadas hotaa, voltadas principalmente para os moradores. Ótimos curries vegetarianos, dhal de lentilha com arroz ou pães roshi você encontra ali já a partir de 5 a 10 USD, enquanto nos restaurantes turísticos você paga pelo menos o dobro por uma refeição comum.
Vale a pena all inclusive nas Maldivas?
Nas ilhas locais o all inclusive nem sequer é oferecido, você se contenta com o café da manhã. Nos resorts, ele só vale a pena para quem planeja beber bastante álcool. O ponto de equilíbrio costuma ficar em torno de três a quatro coquetéis alcoólicos por dia; se você beber menos, provavelmente vai sair no prejuízo com o programa all inclusive.
Devo escolher um pacote turístico ou viajar por conta própria?
Na vlastní conta fica bem mais barato e flexível, ideal para ficar nas ilhas locais. Escolha um pacote de agência de viagens quando quiser voar num confortável charter direto de Praga e planeja ficar num resort caro, onde já tem o transfer complicado de hidroavião incluído no pacote.
O que a opção de hospedagem barata não oferece?
Ao viajar de forma econômica, você terá que abrir mão da típica vila de madeira sobre palafitas acima da água e dos jantares românticos com uma taça de vinho, porque nas ilhas locais vigora a lei seca. Você vai compartilhar a praia reservada com outros turistas, a acomodação será mais simples e fora da praia você precisa andar coberto.
