O Larch Valley é, sem sombra de dúvida, a trilha de outono mais bonita do Parque Nacional de Banff, no Canadá. Imagine o dia perfeito: o ar frio e cortante das montanhas se mistura com o aroma das coníferas e você está parado no meio de um vale que parece ter sido banhado em ouro líquido. As Montanhas Rochosas canadenses no outono oferecem um espetáculo inacreditável, mas nada se compara ao fenômeno conhecido como Larch Madness. É justamente a caminhada pelo Larch Valley até o desfiladeiro Sentinel Pass o lugar mais lindo de todos para presenciar essa explosão de cores com os próprios olhos.
Se você está planejando uma viagem ao Parque Nacional de Banff no outono de 2026, essa trilha precisa estar bem no topo do seu roteiro. O percurso tem pouco menos de doze quilômetros e leva você das águas turquesa do Moraine Lake, passando por serpentinas íngremes na floresta, até um desfiladeiro de alta montanha com vistas de tirar o fôlego. Mas se prepare: nessa época você não estará sozinho na trilha, e toda a logística exige um planejamento cuidadoso com bastante antecedência.
E olha, é melhor reservar um tempo para a logística antes mesmo de sair de casa — o sistema de reservas, os ursos e a própria trilha têm regras que vale muito a pena conhecer ainda no conforto do sofá. Vou te ajudar com o complicado sistema de reserva de transporte, explicar as regras rígidas para circular em território de ursos e analisar em detalhes cada trecho do caminho. Você vai ver que, apesar dos obstáculos logísticos, esse clássico canadense é uma experiência que você vai lembrar pelo resto da vida.

Resumo
- Temporada principal dos lariços: Costuma durar muito pouco, de 20 a 30 de setembro, quando as agulhas ganham um amarelo vibrante.
- Dados básicos da trilha: O percurso tem 11,6 quilômetros (ida e volta), com um desnível total de 725 metros, e leva cerca de 4 a 6 horas.
- Transporte até o início da trilha: Carros particulares têm acesso proibido o ano inteiro ao Moraine Lake, então é preciso usar o shuttle oficial da Parks Canada ou transportadores privados.
- Regras rígidas sobre os ursos: No período de atividade dos ursos pardos (grizzly), muitas vezes é obrigatório caminhar estritamente em grupo de no mínimo 4 adultos (a regra vale o dia todo).
- Equipamento indispensável: Calçado de qualidade para terreno pedregoso, camadas de roupa quentes (no desfiladeiro já costuma nevar) e o spray anti-urso sempre à mão.
- Trilhas alternativas: Para fugir das maiores multidões, vá ao próximo Eiffel Lake ou escolha os mais tranquilos Consolation Lakes.

Quando ir ao Larch Valley
Chegue três dias cedo demais e vai ver uma floresta verde. Chegue dois dias tarde demais e as agulhas douradas já estarão no chão. A janela é mesmo brutalmente curta. O período de ouro para ver os lariços coloridos costuma durar apenas sete a dez dias, sendo que a maior chance de pegar as cores perfeitas é entre 20 e 30 de setembro. A natureza, porém, não segue o calendário, então o início exato da temporada sempre depende da evolução das temperaturas e das primeiras geadas matinais, que aceleram o processo de mudança de cor. As primeiras árvores começam a amarelar por volta da metade de setembro e atingem o auge absoluto cerca de dez dias depois.
Se você chegar cedo demais, vai ver apenas uma floresta verde comum, que só está começando a despertar para os tons de outono. Por outro lado, se atrasar alguns dias depois do auge, uma ventania de outono ou uma neve precoce podem derrubar implacavelmente todas aquelas lindas agulhas douradas. O Larch Valley fica numa altitude relativamente alta, em torno de 2.400 metros, então as árvores daqui mudam de cor entre as primeiras de todo o Parque Nacional de Banff. Lá embaixo, junto aos lagos, ainda pode fazer um calor outonal, mas lá em cima já reina o inverno que se aproxima.
Para a temporada de 2026, vale muito a pena acompanhar os relatórios atualizados da Parks Canada e ficar de olho nas redes sociais. As pessoas costumam compartilhar fotos da trilha com a hashtag LarchMadness, que é o melhor e mais preciso indicador de em que fase as cores estão no momento. Não adianta confiar só na data do calendário; antes de viajar, dê uma olhada nas fotos recentes de outros turistas. Mais informações sobre o clima e as condições nas montanhas ao longo do ano você encontra no artigo detalhado sobre quando ir a Banff.

Onde se hospedar na região de Lake Louise
💡 Dica de hospedagem e experiências: Costumamos buscar hospedagem no Booking.com, que costuma ter as melhores condições de cancelamento. Já ingressos, passeios e atividades vale comparar e comprar pela GetYourGuide.
A base ideal para essa trilha é a pequena vila de Lake Louise, de onde saem todos os ônibus oficiais em direção aos lagos. A oferta de hospedagem na região, porém, é extremamente limitada e, para a temporada de outono, costuma esgotar tranquilamente meio ano antes. Se você quer ficar bem no centro da ação e evitar deslocamentos demorados, resolva sua reserva por plataformas como o Booking.com com muita antecedência. Ficar por perto é uma vantagem enorme, porque o estacionamento no próprio Lake Louise custa mais de 36 CAD por dia (cerca de 24 €) e, nos meses de verão e outono, lota irremediavelmente antes mesmo das seis da manhã.
O auge absoluto do luxo é se hospedar bem à beira dos lagos, onde você vive aquele romance canadense de verdade com vista para as geleiras. O icônico Fairmont Chateau Lake Louise oferece serviço de primeira e vistas espetaculares, mas por elas você paga caro, já que as diárias muitas vezes começam em 1.000 dólares canadenses. Outra opção exclusiva é o lindo Moraine Lake Lodge, bem no início da nossa trilha, cujos hóspedes são dos poucos que têm permissão para acessar a margem do lago de carro particular — um privilégio enorme nos dias de hoje.
O Lake Louise Inn é uma escolha muito popular, com piscina coberta e bons restaurantes, onde a diária fica numa categoria média mais acessível e onde você costuma encontrar até guias de montanha locais. Se não achar nada disponível bem à beira dos lagos nem na vila vizinha, vai ter que optar por uma hospedagem na própria cidadezinha de Banff, a cerca de 40 minutos de carro pela rodovia, de onde, bem cedinho, você segue até o estacionamento Park and Ride.

Onde comer nos arredores de Lake Louise
Uma boa trilha de montanha abre o apetite de verdade, então, depois de descer do Larch Valley de volta à civilização, você vai dar muito valor a um bom jantar. Bem no centro da vila de Lake Louise você encontra alguns lugares ótimos. Se está com vontade de algo rápido e local, vale muito experimentar o Trailhead Café, que faz wraps e sanduíches fantásticos, capazes de te colocar de pé de novo.
Para uma refeição mais reforçada e uma cerveja bem merecida, recomendo o Bill Peyto’s Cafe, um clássico local escondido dentro do hostel HI Lake Louise. As porções aqui são generosas, os preços razoáveis para os padrões canadenses e o clima é totalmente descontraído, perfeito para trocar histórias de trilha com outros viajantes.

9 dicas do que ver e fazer no Larch Valley e arredores
Vamos analisar toda a trilha e suas particularidades passo a passo. Quem tem um condicionamento físico mediano consegue completá-la. O maior estresse vem antes mesmo de começar, na frente do computador, na caça aos bilhetes de ônibus. Os tópicos a seguir vão te guiar por tudo, desde a compra das passagens de ônibus até o retorno seguro do desfiladeiro de alta montanha.

1. A febre dourada chamada Larch Madness
Esse fenômeno é um acontecimento enorme para os canadenses e causa, todos os anos, uma verdadeira loucura turística no Parque Nacional de Banff. O motivo é a árvore única chamada Larix lyallii, ou lariço-de-Lyall, uma das poucas coníferas do mundo que perde as folhas no inverno, preparando-se assim para o frio extremo. Mas, antes que as agulhas macias caiam, elas ganham uma cor amarela vibrante, quase dourada, incrivelmente intensa, que, em contraste com o céu azul-escuro e os picos nevados, forma uma paisagem absolutamente perfeita. Esses lariços crescem exclusivamente em altitudes elevadas, perto do limite superior da floresta, geralmente acima dos 2.300 metros, por isso é preciso subir trilhas de montanha íngremes para encontrá-los.
Durante esse curto período, milhares de turistas, fotógrafos e famílias com crianças sobem as montanhas. A atmosfera nas trilhas nesses dias é muito especial e amigável, já que todo mundo compartilha o entusiasmo pelo espetáculo de cores. Estranhos tiram fotos em grupo uns dos outros, alguém distribui barrinhas de cereal, ninguém tem pressa. É realmente muito gostoso, mesmo com centenas de outras pessoas passando ao seu redor.
💡 Dica: Se você quer pegar a melhor luz para fotografar, vá ao vale bem cedo, com os primeiros ônibus, ou então só no fim da tarde. A cor dourada dos lariços brilha ainda mais sob os raios de sol inclinados e ganha um tom mais profundo, enquanto ao meio-dia, com a luz forte, as cores podem parecer um pouco desbotadas.

2. Reserva do transporte até o Moraine Lake em 2026
Chegar ao início da trilha é, hoje, muitas vezes mais complicado e estressante do que a própria subida. Carros particulares têm acesso proibido o ano inteiro ao Moraine Lake, com tolerância absolutamente zero para qualquer visitante. A estrada fecha de forma implacável logo na saída da rodovia, e o acesso é permitido apenas aos ônibus oficiais da Parks Canada, a transportadores comerciais certificados e a ciclistas corajosos que sobem com as próprias pernas. Esse corte radical foi necessário porque o estacionamento antes já estava lotado às três da manhã.
Para a temporada de outono de 2026, as reservas dos ônibus oficiais abrem na quarta-feira, 15 de abril, às 8h em ponto, no horário local (MDT). Nesse momento, apenas 40 por cento da capacidade total de bilhetes é liberada, e logo começa uma disputa virtual enorme, com milhares de pessoas na fila online. O restante dos bilhetes o sistema libera aos poucos, sempre exatamente 48 horas antes de cada dia de partida, de novo às 8h em ponto.
💡 Dica: Um bilhete adulto custa 12,75 CAD (cerca de 8,50 €) mais uma taxa de reserva não reembolsável de 3,50 CAD (2,30 €). Crie sua conta na Parks Canada com pelo menos um dia de antecedência e esteja logado na hora exata, ao segundo, ou não terá chance de conseguir. Se o sistema oficial falhar, dá para tentar transportadores privados mais caros, como a Moraine Lake Bus Company. Mais detalhes você encontra no guia sobre o shuttle do Moraine Lake e Lake Louise.

3. A regra das quatro pessoas e os ursos pardos
O Parque Nacional de Banff definitivamente não é um zoológico, mas sim uma natureza selvagem e indomada, onde é a própria natureza que dita suas regras duras. A região do Larch Valley e o adjacente Paradise Valley são território de primeira dos ursos pardos (grizzly), que no outono se alimentam intensamente de frutinhas nas encostas e acumulam reservas de gordura para o sono de inverno que se aproxima. Por causa do altíssimo risco de um encontro inesperado, a Parks Canada costuma declarar nesse período medidas de segurança rígidas que não vale a pena subestimar.
Aqui, muitas vezes vale a obrigação rígida de circular estritamente em grupo de no mínimo quatro adultos. Essa norma tem força de lei e o descumprimento pode resultar em multas realmente altas ou, em casos extremos, até numa intimação judicial. Seu grupo deve permanecer junto durante todo o trajeto, idealmente fazendo barulho ao conversar ou bater palmas, e pelo menos um membro precisa ter sempre à mão o spray especial anti-urso. O som da voz humana é, para o urso, um sinal claro de que uma pessoa se aproxima, e na maioria dos casos ele desvia a tempo.
💡 Dica: Se você viaja só em dois ou completamente sozinho, não se preocupe e não cancele a trilha. No início, junto ao lago, sempre há outros pequenos grupos e pessoas sozinhas com quem você se junta naturalmente em poucos minutos, formando o número necessário para subir com segurança.

4. Primeiro trecho: serpentinas infinitas na floresta
A trilha começa de forma bem inocente na margem do incrível Moraine Lake, mas logo mostra sua verdadeira e bastante dura cara. Logo depois de sair do caminho principal, você encontra cerca de dez serpentinas fechadas que se cravam implacáveis na encosta íngreme e não deixam você respirar nem por um instante. Esse trecho atravessa uma densa floresta de abetos, onde você ainda não vê nenhum dos sonhados lariços amarelos, e é, sem dúvida, a parte fisicamente mais exigente do dia todo.
Durante essa hora e meia inicial você vence um bom desnível de mais de 450 metros. É absolutamente fundamental não acelerar o ritmo logo no começo: faça pausas curtas, respire fundo e beba água com regularidade. A vantagem dessa subida íngreme é que ela aquece o corpo rapidamente, mesmo numa manhã fria de outono, e, à medida que você ganha altitude, vão se abrindo entre as árvores as primeiras vistas lindas das águas turquesa do lago lá embaixo.
💡 Dica: Leve bastões de caminhada para esse trecho, pois eles economizam muita energia preciosa na subida e, depois, protegem bastante seus joelhos na descida íngreme. O terreno aqui costuma ser cheio de raízes salientes e, de manhã, com a umidade, pode ficar incomodamente escorregadio.

5. Entrada no paraíso dos lariços, o Larch Valley
Assim que você finalmente vence aquela última serpentina exaustiva, a floresta se abre e, de repente, surge diante de você um vasto vale de alta montanha cheio de lariços de um amarelo radiante, que parece cenário de filme de fantasia. O contraste incrível das agulhas douradas contra o céu azul-escuro de outono é exatamente o principal motivo pelo qual todos enfrentaram um caminho tão longo e relativamente exigente.
Além das próprias árvores, você vai se encantar na hora com o cenário das montanhas imponentes, apropriadamente chamadas de Valley of the Ten Peaks, o Vale dos Dez Picos. Esses maciços picos rochosos com geleiras enormes formam o pano de fundo perfeito para as suas fotos e dão a todo o lugar uma atmosfera incrivelmente majestosa. A trilha aqui serpenteia de forma agradável entre as árvores e oferece vários pontos lindos para descansar e fazer um merecido lanche com uma vista inesquecível.
💡 Dica: Não tenha pressa e aproveite esse trecho plano ao máximo, porque é a parte mais bonita para contemplar com calma e fotografar. Mas, por favor, permaneça sempre estritamente nas trilhas demarcadas: a frágil tundra alpina daqui é muito sensível e leva longas dezenas de anos para se recuperar do pisoteio descuidado de multidões de turistas.

6. Reflexos nos Minnestimma Lakes
Quando você atravessa a parte principal e mais densa da floresta de lariços, as árvores começam a rarear aos poucos e dão lugar a um terreno pedregoso mais rústico. Nessa altitude você encontra um par de pequenos lagos alpinos chamados Minnestimma Lakes, um destino popular e, muitas vezes, ponto final de muitos caminhantes. Para boa parte dos visitantes que, por diversos motivos, não se arriscam na subida íngreme final até o desfiladeiro, a trilha termina tranquilamente bem aqui, à beira da água.
Se você tiver a sorte de pegar uma calmaria total, a superfície desses lagos funciona como um espelho absolutamente perfeito. Nela se refletem as árvores douradas ao redor e os imponentes picos nevados do maciço, criando uma das melhores e mais conhecidas composições fotográficas de todo o Parque Nacional de Banff. O maior dos dois lagos fica bem no sopé de um enorme campo de seixos que se ergue ameaçador acima de você e leva ao desfiladeiro Sentinel Pass.
💡 Dica: A maior chance de pegar a água parada, sem ondulações, é bem cedo de manhã ou então só ao entardecer. Durante o dia, costuma se levantar um vento fresco no vale que desfaz com facilidade os reflexos na superfície, então vale muito a pena planejar a chegada aos lagos para a hora certa.

7. A subida final ao Sentinel Pass
Para quem quer extrair o máximo absoluto do passeio e não teme suar um pouco, a trilha continua além dos lagos. Espera por você uma subida de cerca de 1,5 quilômetro por um grande campo de seixos, que acrescenta ao total mais ou menos 170 metros de desnível. A trilha aqui, porém, é bem visível e serpenteia em curvas largas e claras pela encosta nua até o desfiladeiro, que fica na respeitável altitude de 2.611 metros.
Embora de baixo, a partir dos lagos, pareça bem ameaçador e íngreme, a subida leva, em ritmo médio, cerca de 30 a 40 minutos e tecnicamente não tem nada de traiçoeiro — não exige nenhuma escalada. A recompensa pelo esforço é um panorama incrível de 360 graus que se abre lá em cima no desfiladeiro. De um lado você tem na palma da mão todo o Larch Valley dourado com os dez picos; do outro, abre-se uma vista profunda da majestosa montanha Mount Temple e do selvagem Paradise Valley.
💡 Dica: Lá em cima, no desfiladeiro, costuma soprar um vento muito forte e gelado, mesmo que lá embaixo, no vale junto aos lagos, faça um calor agradável e o sol brilhe. Antes de encarar esse trecho final exposto, é melhor já vestir um corta-vento, gorro e luvas, para poder aproveitar com calma aquelas vistas fantásticas sem ficar batendo os dentes.

8. O que levar para as montanhas no outono
O outono nas Montanhas Rochosas canadenses é incrivelmente lindo, mas também extremamente imprevisível, e o tempo aqui pode mudar tranquilamente em poucos minutos. Por isso, a base de tudo é vestir-se em boas camadas de roupa, porque de manhã, junto ao lago, pode até congelar, na subida pela floresta você sua só de camiseta e, no desfiladeiro, uma nevasca inesperada pode te surpreender. Coloque na mochila uma jaqueta hardshell confiável contra o vento, uma camada intermediária quente e, com certeza, não esqueça o gorro de inverno.
Quanto ao equipamento, item absolutamente indispensável são bons calçados de trekking, que firmam o tornozelo no terreno pedregoso e não escorregam nas pedras molhadas. No fim de setembro, não devem faltar na sua mochila os crampons leves (microspikes), porque os trechos superiores, logo abaixo do desfiladeiro, costumam estar congelados ou cobertos por uma primeira camada fina de neve. E não subestime a água e os lanches: na trilha não dá para reabastecer nada, então o que você leva é o que tem.
💡 Dica: O spray anti-urso (bear spray) não pode de jeito nenhum ficar perdido no fundo da mochila debaixo da jaqueta. Você precisa tê-lo sempre à mão, idealmente preso no cinto da mochila ou num coldre especial no peito, para conseguir sacá-lo em um único segundo em caso de emergência.

9. Trilhas alternativas dos lariços, sem multidões
Se por acaso você não conseguir o tão desejado bilhete de ônibus para o Moraine Lake ou simplesmente se assustar com a ideia de centenas de pessoas numa só trilha, existem ótimas alternativas. Bem a partir do Moraine Lake, sai uma bifurcação discreta para o Eiffel Lake, onde você encontra umas vinte pessoas em vez de duzentas, com vistas igualmente lindas. Essa trilha tem 11,2 quilômetros e oferece panoramas fantásticos de todo o vale, sem aquela subida brutal até o desfiladeiro, sendo ideal para quem busca mais tranquilidade e um terreno menos íngreme.
Outra ótima opção, partindo de um ponto totalmente diferente, é a região em torno do próximo e popularíssimo Lake Louise. Experimente, por exemplo, a linda trilha até o desfiladeiro Saddleback Pass, que tem cerca de 7,2 quilômetros e atravessa uma densa floresta de lariços, com a tentadora possibilidade de seguir adiante até o solitário Sheol Valley. Já para famílias com crianças menores, é totalmente ideal a caminhada muito leve até os Consolation Lakes, que tem apenas 5,8 quilômetros e desnível mínimo.
💡 Dica: Não importa qual dessas alternativas você escolha, sempre verifique antes, no site oficial do parque nacional, os alertas atuais sobre ursos. A já mencionada regra do grupo obrigatório de no mínimo quatro pessoas muitas vezes vale também para essas trilhas vizinhas mais tranquilas e menos visitadas.

Para onde ir depois do Parque Nacional de Banff
Assim que terminar de explorar os lariços dourados, você descobrirá que o oeste do Canadá oferece inúmeras outras aventuras. Toda a Alberta e a vizinha Colúmbia Britânica foram feitas para longas viagens de carro, onde a cada curva surge uma vista que te obriga a parar e sacar o celular. Se tiver mais tempo, dá para unir as altas montanhas ao oceano selvagem e planejar um grandioso road trip de Vancouver até Banff.
Lembre-se de que, para qualquer atividade nos parques nacionais, você precisa de um passe válido (em 2026 será o tradicional Canada Discovery Pass). Ao viajar por essas regiões remotas, também não vale a pena subestimar um bom seguro de saúde. Eventuais operações de resgate nas montanhas chegam a valores absolutamente astronômicos. Temos uma boa experiência, por exemplo, com o confiável seguro viagem SafetyWing. E, para ter acesso a mapas e reservas mesmo lá no alto das montanhas, com certeza vai ser útil uma internet confiável com o eSIM da Holafly.
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Quão difícil é a trilha para Larch Valley?
Globalmente, a trilha é avaliada como moderadamente difícil (moderate). O maior obstáculo físico é logo o trecho inicial desde o lago, onde você precisa vencer curvas fechadas na floresta com um desnível de aproximadamente 450 metros. Assim que você chega ao vale propriamente dito, o terreno fica bem mais plano. A subida final até o colo de Sentinel Pass é então apenas um episódio curto, embora íngreme. Com um condicionamento físico médio, dá pra fazer sem problemas.
Vale a pena ir até o topo do Sentinel Pass?
Com certeza sim. Embora o próprio Larch Valley seja lindo, do Minnestimma Lakes até o topo da passagem são apenas cerca de 20 a 30 minutos de caminhada. Por esse pequeno esforço extra, você ganha uma vista fantástica de 360 graus, vê de perto a majestosa Mount Temple e ainda consegue admirar o profundo vale Paradise Valley. É a cereja do bolo de toda a trilha, que seria uma pena perder.
Como evitar melhor as maiores multidões?
Se você quer ter o vale pelo menos um pouco para você, infelizmente precisa sacrificar o sono. Reserve o shuttle especial matinal (chamado Alpine Start), que sai às 4:00 da manhã, assim você estará no lago ainda no escuro. A segunda opção é começar a trilha bem tarde, por volta das 14:00, quando a maioria dos turistas matinais já está voltando para os ônibus. O horário do almoço é absolutamente o pior na trilha.
O que fazer quando não consigo comprar passagens para o ônibus oficial da Parks Canada?
Você não precisa entrar em pânico e mudar seus planos imediatamente. Você pode usar os serviços de empresas comerciais, como por exemplo a Moraine Lake Bus Company. Esses ônibus privados têm permissão para trafegar na estrada e frequentemente oferecem passagens disponíveis mesmo quando o sistema público está completamente esgotado. Mas prepare-se, pois os serviços deles são consideravelmente mais caros do que o transporte oficial subsidiado pelo governo.
Cachorros são permitidos nessa trilha?
Sim, cães têm permissão para entrar no parque nacional Banff e nesta trilha específica, mas devem estar estritamente mantidos na coleira o tempo todo. Tenha em mente, porém, que a temporada de outono é um período de atividade aumentada dos ursos e o vale é um território conhecido de ursos-pardos. A presença de um cachorro (mesmo na coleira) pode deixar os ursos nervosos ou provocá-los, então avalie bem se não é mais seguro deixar seu peludo descansando na acomodação neste dia.
Onde posso verificar as regras atuais sobre ursos?
A fonte mais confiável são sempre os sites oficiais da Parks Canada, especificamente a seção “Important Bulletins” reservada para o parque nacional de Banff. Além disso, recomendo verificar as atuais “Trail Conditions”. Se por acaso for declarada a obrigatoriedade de caminhar em grupos de quatro pessoas, você sempre encontrará placas de aviso bem visíveis, amarelas ou vermelhas, diretamente no início da trilha junto ao lago Moraine Lake.
Preciso de uma permissão especial para essa trilha?
Na caminhada em si você não precisa de nenhuma permissão especial. Para circular legalmente pela área, basta ter o passe padrão de entrada nos parques nacionais (Canada Discovery Pass ou ingresso diário pago). A restrição e maior obstáculo é “apenas” que você precisa comprar e reservar com bastante antecedência um lugar no ônibus que vai te levar pela estrada fechada até o ponto de partida junto ao lago. EXCERPT: Descubra o fenômeno Larch Madness e embarque na mais linda trilha canadense de outono através do vale cheio de lariços dourados até a passagem Sentinel Pass.
