Onde viajar no Egito: 20 dicas de lugares para conhecer em 2026

Você conhece aquela sensação ruim de quando lá fora está tudo cinza, cai uma garoa gelada e você sai de casa pro trabalho ainda no escuro total? Nesses momentos é realmente difícil não sonhar com algum lugar lindo onde o sol quentinho bate nas costas e o ar tem aquele cheiro promissor de mar. Imagine um destino que funciona como freio de emergência contra a típica tristeza do inverno e que serve um calor incrível a poucas horas de voo de casa. É exatamente assim que funciona uma viagem ao Egito.

O Egito oferece uma variedade tão impressionante de experiências que dá pra montar o roteiro exatamente de acordo com o seu humor do momento. Você pode chegar aqui só pra desligar a cabeça à beira da piscina, mas assim que se animar, no dia seguinte já pode estar de boca aberta diante de pirâmides milenares, ou simplesmente flutuando de máscara de mergulho sobre um recife de corais cheio de peixinhos coloridos, que parecem ter saído direto de um desenho animado de fantasia.

Se orientar nessa oferta gigantesca de resorts e passeios pode ser um verdadeiro quebra-cabeça, e por isso preparei este guia detalhado, com o qual você vai se virar fácil. Nele você encontra 20 dicas concretas de lugares incríveis, esteja você procurando uma calçada movimentada cheia de lojinhas, uma baía tranquila pra um dia inteiro de snorkel ou uma aventura de verdade no deserto profundo. Vamos passear pelas melhores regiões, dar uma olhada no novo museu do Cairo e, claro, também vou somar dicas práticas essenciais sobre vistos e avisos honestos sobre como não cair na lábia dos vendedores de rua mais insistentes.

Praia com espreguiçadeiras e guarda-sóis em resort egípcio

Conteúdo do artigo

Resumo para quem não tem tempo de ler o artigo inteiro

  • Melhores resorts: Hurghada é enorme e absolutamente ideal para famílias e quem visita pela primeira vez, enquanto a Marsa Alam, mais ao sul, oferece tranquilidade total, recifes muito mais preservados e um mar um pouco mais quente durante os meses de inverno.
  • Quando ir: A alta temporada para uma viagem realmente agradável vai de outubro a abril, quando as temperaturas estão bem agradáveis; já no verão conte com calor extremo de mais de quarenta graus, que só dá pra suportar dentro d’água, e nunca passeando entre monumentos escaldantes.
  • Novidade imperdível: No Cairo, depois de anos intermináveis de espera, finalmente abre o Grande Museu Egípcio (GEM), onde pela primeira vez na história está exposto por completo todo o impressionante tesouro do túmulo de Tutancâmon.
  • Vistos e dinheiro: O visto turístico clássico custa 25 USD (cerca de 23 €) e se paga em libras egípcias; muitos monumentos hoje só aceitam cartão, então você guarda o dinheiro em espécie mais para a gorjeta, conhecida como baksheesh.
  • Mundo subaquático: O Mar Vermelho está, com toda a razão e há muito tempo, entre os melhores destinos de mergulho do mundo, e em muitos hotéis de lá os corais mais lindos começam a poucos metros da sua espreguiçadeira na praia.
  • Segurança e saúde: Os resorts turísticos são bem vigiados e muito seguros, mas acredite: você deve sempre beber apenas água engarrafada e nunca esquecer de levar sapatilhas de neoprene por causa dos ouriços-do-mar e dos cacos afiados de coral.
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Quando ir ao Egito e para onde de acordo com a estação

A grande vantagem de uma viagem ao Mar Vermelho é o ótimo fato de que você pode vir pra cá praticamente em qualquer época do ano, só vale a pena alinhar um pouco as suas expectativas. A época mais agradável para a visita é, sem dúvida, a primavera e o outono, ou seja, os meses de abril, maio, outubro e novembro, quando as temperaturas do ar nesse período ideal ficam em torno de agradáveis 28 a 32 graus, o mar já está bem aquecido e as noites estão na medida certa para longas horas ao ar livre com uma taça de vinho.

Mas se você planeja fugir justamente do frio mais rigoroso do inverno, escolha o destino com um pouco mais de cuidado. Janeiro e fevereiro são, no geral, os meses mais frios do Egito, com temperaturas diurnas que podem cair para 20 graus e um vento bem gelado que muitas vezes sopra do mar na costa, de modo que à noite você se enrola num casaco. Nesse período mais friozinho, a campeã absoluta pra mim é a região mais ao sul, porque ali o mar e o ar são sempre alguns graus mais quentes do que no norte.

Já os meses de verão, julho e agosto, significam para o país inteiro um calor realmente extremo, que costuma passar dos 40 graus à sombra, quando o mar mais parece uma piscina termal aquecida e fica completamente parado, o que agrada quem adora se grelhar na praia. Mas o verão é totalmente inadequado para viajar atrás de monumentos no Cairo ou em Luxor, porque a pedra escaldante por todo lado e a total ausência de sombra transformam o passeio num teste físico de resistência que eu definitivamente não desejaria a ninguém 😅.

Para um panorama detalhado de quais temperaturas e condições exatamente esperam por você em cada mês, leia com certeza nosso artigo completo Quando ir ao Egito / clima. Lá você também encontra uma comparação concreta da temperatura da água entre os principais resorts, para escolher a melhor opção possível para a viagem dos seus sonhos, sob medida para a sua data.

Onde se hospedar no Egito

Entre os resorts concretos que fazem sucesso há muito tempo, podemos citar o Steigenberger Al Dau Beach em Hurghada, o Steigenberger Coraya Beach na tranquila Marsa Alam, o Reef Oasis Beach Resort em Sharm, com recife logo na praia, ou o familiar Fort Arabesque na baía de Makadi Bay. Dicas mais detalhadas de hotéis você encontra nos artigos sobre cada resort.

A escolha do hotel certo neste país é absolutamente fundamental porque, falando sinceramente, você provavelmente vai passar boa parte da viagem dentro do seu enorme resort all-inclusive, e a qualidade dele influencia diretamente toda a experiência. Na hora de buscar o lugar perfeito, recomendo prestar atenção em três coisas principais, e a primeira delas é o chamado house reef, ou seja, o recife caseiro. Acredite: se o hotel tem corais lindos bem na praia, isso é impagável para os amantes do snorkel, que assim não precisam tirar a carteira todo dia pra pagar passeios caros de barco.

O segundo fator extremamente importante é a entrada no mar em si e a localização geral da baía escolhida, então confira de antemão nas avaliações se, para chegar à parte funda, não é preciso atravessar um píer de madeira de mais de um quilômetro, que pode ficar totalmente fechado por causa do vento forte e das ondas grandes. A opção ideal para aquele banho tranquilo em família com crianças são os hotéis em baías naturalmente protegidas, onde a superfície da água permanece calma mesmo nos dias mais ventosos.

O nível da hospedagem à beira-mar pode variar bastante mesmo dentro da pomposa categoria cinco estrelas, por isso é sempre bom escolher principalmente com base em experiências pessoais comprovadas e nas recomendações de outros viajantes. Se você procura luxo garantido e serviço de primeira no centro da ação, o Steigenberger ALDAU Beach Hotel é, pra mim, aposta certa, com piscinas enormes onde nada vai faltar. Já para os amantes do silêncio total e do snorkel no sul, uma escolha fantástica é o Jaz Lamaya Resort, que fica naquela baía protegida e mágica, com um recife lindo e sem grandes ondas.

E se neste ano você está indo pra Península do Sinai e deseja serviço premium total, o incrível Rixos Sharm El Sheikh oferece vistas maravilhosas e uma gastronomia simplesmente perfeita. Mas para ter uma ideia melhor de qual região vai combinar mais com você, prepare um café e dê uma olhada no nosso artigo detalhado Hurghada ou Marsa Alam?.

💡 Dica para os melhores preços de pacotes e passagens: os preços de hospedagem mudam o tempo todo e vale muito a pena ficar de olho, então antes de comprar nada às pressas, confira nossa comparação de pacotes para o Egito, onde nossa inteligência artificial compara diariamente as ofertas de diferentes agências para os mesmos hotéis e datas. Se você prefere voar por conta própria, fique de olho nos preços das passagens, que nosso sistema atualiza pra você a cada vinte minutos.

Onde viajar: os melhores resorts do Egito

Esta é simplesmente a escolha mais importante de todas antes mesmo do embarque, porque a costa tem centenas de quilômetros e os resorts são extremamente diferentes entre si, ainda que nas fotos bonitas do catálogo todos pareçam meio iguais. Em alguns lugares te esperam baladas selvagens e recreadores berrando à beira da piscina, enquanto em outros você encontra silêncio absoluto, interrompido só pelo som relaxante das ondas.

Escolha o seu resort exatamente de acordo com o jeito que você imagina o seu momento ideal de descanso à beira-mar, porque ele logo vai virar a sua base de operações para todos os passeios. Então vamos juntos dar uma olhada nas nove regiões mais interessantes, dos centros movimentados com cafezinhos até as baías escondidas e exclusivas.

1. Hurghada é o clássico pulsante para todos

Praia no resort de Hurghada, no Egito

Hurghada é, sem discussão, o maior, mais movimentado e historicamente mais acessível resort egípcio, que um dia moldou todo aquele turismo de massa. Aqui você encontra realmente de tudo, desde complexos enormes cheios de toboáguas coloridos até a movimentada marina nova, onde à noite você pode tomar um ótimo café e observar iates de luxo. É a opção perfeita para famílias com crianças pequenas e também para todos vocês que estão vindo pela primeira vez e querem tudo à mão.

Uma grande vantagem dessa região popular são os voos diretos e curtos a partir das principais cidades brasileiras com conexão na Europa ou no Golfo (por exemplo, via Lisboa, Frankfurt ou Dubai), além de transfers rápidos do aeroporto: muitos hotéis bonitos ficam a apenas uns quinze minutos de carro. A desvantagem sincera do velho centro, infelizmente, é que perto das praias costuma faltar recife de coral bonito, e para um snorkel um pouco melhor você precisa sair em passeios pagos de barco pelo mar aberto.

A cidadezinha tem, por sorte, também seu centro original e bem autêntico, chamado El Dahar, onde você pode se perder com prazer num típico mercado árabe, pechinchar pelo preço de especiarias perfumadas sem fim e absorver um pouco daquele caos local norte-africano 😅. Se quiser saber ainda mais, todos os detalhes e dicas concretas de passeios você encontra bem organizadinhos no nosso artigo Hurghada: 13 dicas.

2. Marsa Alam oferece um paraíso para mergulhadores e muita paz

Recife de coral em Marsa Alam, no Egito

Enquanto a costa norte parece nunca dormir, a região de Marsa Alam, cerca de 270 quilômetros mais ao sul, é um verdadeiro oásis de silêncio sem nenhuma perturbação, que conquistou principalmente os mergulhadores apaixonados e também quem simplesmente precisa fugir das multidões barulhentas e do estresse. Aqui você não encontra nenhuma cidade grande nem aquelas calçadas comerciais movimentadas, porque a maioria dos hotéis fica meio isolada no deserto, ao longo dessa costa maravilhosa.

A principal atração aqui é, claro, a natureza deslumbrante, já que a região oferece alguns dos recifes caseiros mais preservados do país inteiro, que começam praticamente bem na beira da praia e são incrivelmente cheios de vida. Acredite: aqui você pode nadar normalmente lado a lado com enormes tartarugas marinhas e, com um pouco de sorte de viajante, na famosa baía de Abu Dabbab você ainda pode encontrar o raro dugongo, também chamado de peixe-boi.

Outro grande bônus é o clima local muito favorável, porque, graças à localização bem mais ao sul, próxima do equador, durante os nossos meses de inverno o mar e o ar são comprovadamente mais quentes, então, para aquela viagem cinzenta de janeiro, pra mim é provavelmente a melhor opção possível. Para muita inspiração e dicas práticas, dê uma olhada no nosso artigo detalhado Marsa Alam: 13 dicas.

3. Sharm el-Sheikh é a joia da Península do Sinai

Resort de Sharm el-Sheikh, no Sinai

Essa cidadezinha famosa fica na ponta sul da Península do Sinai e, acredite, tem uma atmosfera totalmente diferente, muito mais europeia do que a parte africana do país. Sobre todos aqueles resorts de luxo se erguem imponentes montanhas rochosas, que dão a toda a costa um visual bem dramático e incrivelmente fotogênico. O centro de toda a movimentação é a baía animadíssima de Naama Bay, onde te esperam várias cafeterias e lojinhas modernas.

Mas o melhor de tudo se esconde sob a superfície salgada, onde você definitivamente precisa dar uma olhada. A região é mundialmente famosa pelo mergulho de altíssimo nível, porque fica bem ao lado do famoso parque nacional Ras Mohammed. As paredes de coral aqui despencam de forma incrivelmente íngreme para profundidades azuis gigantes, e o colorido dos recifes tira o fôlego até de mergulhadores experientes com milhares de mergulhos.

Uma ótima notícia para nós, viajantes que gostam de conforto, é que dá pra chegar facilmente com conexões a partir das grandes cidades brasileiras via hubs europeus ou do Golfo, sem grandes complicações ☺️. Todas as curiosidades sobre este destino deslumbrante nós reunimos no guia detalhado Sharm el-Sheikh: 13 dicas.

4. Dahab é a vila boêmia sem grandes resorts

Costa rochosa perto de Dahab, no Sinai

Se só de pensar em recreadores berrando e diversão organizada em algum hotel all-inclusive gigante você já fica arrepiado, vá descobrir Dahab. Essa cidadezinha descontraída na costa leste do Sinai surgiu de uma antiga vila beduína e, nos anos setenta, foi descoberta por hippies de espírito livre. Até hoje ela manteve aquela atmosfera informal e gostosa, cheia de pequenas pousadas familiares e cafés de praia charmosos.

Hoje este lugar é literalmente um ímã para mochileiros independentes e nômades digitais modernos, que adoram trabalhar com vista para as ondas. É também uma meca famosa do freediving, principalmente pela proximidade da icônica e um pouco assustadora localidade chamada Blue Hole, um abismo de mais de cem metros de profundidade a poucos passos da margem. Equipamento de snorkel você aluga aqui em praticamente qualquer esquina por uns trocados.

Graças ao funil específico formado pelas montanhas ao redor, aqui ainda sopra quase o tempo todo um vento muito forte e constante, o que faz do lugar uma base fantástica para windsurf. Talvez não seja o destino ideal para quem procura piscinas de luxo tradicionais e saguões de mármore, mas se você quer absorver a atmosfera alternativa autêntica e tomar um drink com os pés enterrados na areia, entre almofadas na praia, com certeza vai amar 😅.

5. El Gouna lembra uma Veneza egípcia cheia de luxo

Laguna no resort de El Gouna, no Egito

Imagine ruas incrivelmente limpas, sem lixo, iates milionários de luxo ancorados no píer e nenhum vendedor chato gritando atrás de você. É exatamente assim El Gouna, um resort muito exclusivo e fechado, cerca de vinte e cinco quilômetros ao norte do aeroporto movimentado. Foi totalmente construída de forma artificial sobre uma rede complexa de canais entrelaçados, e por isso é apelidada, com razão, de Veneza egípcia.

Essa cidadezinha linda funciona como um microcosmo seguro e bem vigiado, com serviços totalmente premium. Os hotéis aqui costumam ter um nível bem mais alto do que no resto do país e, além disso, dá-se grande importância à ecologia e à sustentabilidade em geral. É um refúgio ideal para viajantes mais exigentes ou casais em viagem romântica, que querem saborear uma taça de bom vinho em total silêncio e privacidade.

As lagunas turquesa rasas, de fundo de areia fina, também são absolutamente perfeitas para aprender kitesurf com segurança, porque a água aqui é calma como um espelho. Conte apenas que, por toda essa tranquilidade extra e o alto nível de serviço, você vai pagar um pouquinho mais em comparação às ofertas clássicas, mas de vez em quando a gente precisa se dar esse luxo 🙂.

6. Makadi Bay oferece sossego familiar em uma baía tranquila

Praia e resort na baía de Makadi Bay, no Egito

Cerca de trinta quilômetros ao sul do agito da cidade grande se esconde a baía de Makadi Bay, que, na minha opinião, representa o compromisso perfeito de férias. Já não é uma terra totalmente isolada como no sul, mas ao mesmo tempo aqui você não encontra nenhum centro urbano barulhento cheio de carros buzinando, o que é um grande alívio. A região inteira é formada praticamente só por uma fileira de resorts grandes e modernos, bem conectados por uma agradável calçada para pedestres.

Essa região é extremamente popular entre famílias com crianças pequenas, e por vários motivos bem práticos. A maioria dos hotéis daqui tem parques aquáticos fantásticos na própria área e a entrada no mar a partir da praia é gostosamente rasa. Você não precisa ter medo de ondas gigantes, porque a baía é naturalmente e muito bem protegida do vento forte do mar aberto.

E o melhor de tudo? A baía esconde nas suas águas, para os mergulhadores, recifes de coral bem bonitos e coloridos a uma distância super confortável dos hotéis. Para os seus primeiros mergulhos de snorkel você nem precisa comprar logo passeios caros de dia inteiro em barcos grandes, geralmente basta nadar um pedacinho a partir da margem e está tudo ali, na palma da mão 😁.

7. Soma Bay significa golfe, kite e tranquilidade premium

Kitesurf na laguna de Soma Bay, no Egito

Um pouco mais ao sul, a bela península de Soma Bay avança para dentro das águas profundas. Essa região fechada é um verdadeiro sinônimo de tranquilidade e padrão elevado, porque os hotéis ficam a uma boa distância uns dos outros e não estão amontoados. Aqui você encontra principalmente marcas hoteleiras premium, com piscinas enormes e limpas e centros de wellness bem luxuosos para aquele momento de descanso perfeito.

O lugar é mundialmente conhecido principalmente por duas coisas absolutamente excepcionais, atrás das quais vêm pra cá conhecedores de toda a Europa. A primeira é um campo de golfe de altíssimo nível, com dezoito buracos, incrivelmente verde bem no meio do deserto amarelo, com vista para o mar de um azul intenso. A segunda são as condições simplesmente fenomenais para esportes aquáticos, já que a baía local funciona como um túnel de vento perfeito.

Para mergulhadores e nadadores animados, logo abaixo da superfície se esconde um lindo recife caseiro, que forma várias torres de coral enormes que sobem até quase a superfície. É simplesmente um lugar que combina maravilhosamente atividade esportiva com descanso luxuoso, numa região onde nada vai te incomodar, então você pode simplesmente sentar, relaxar e aproveitar as férias ao máximo.

8. Sahl Hasheesh é elegância moderna perto do aeroporto

Praia e calçada em Sahl Hasheesh, no Egito

Sahl Hasheesh é aquele resort relativamente novo e, na minha opinião, muito bem pensado, que fica a apenas alguns quilômetros ao sul do aeroporto principal. Na prática, isso significa uma vantagem enorme: um transfer rapidíssimo e muito confortável direto pro hotel. Acredite, aquela sensação de sair do avião e chegar ao seu quarto e à tão esperada espreguiçadeira da piscina em meia hora, sem espera cansativa no ônibus, é simplesmente impagável.

O resort inteiro foi concebido desde o começo de forma bem moderna, arejada e agradavelmente organizada. Sua principal característica é uma calçada pavimentada de doze quilômetros, ladeada por palmeiras altas, por onde você pode passear tranquilamente com um cafezinho na mão, ou experimentar alugar um daqueles populares carrinhos elétricos. A arquitetura de muitos hotéis locais lembra ainda palácios suntuosos, saídos direto dos contos românticos das Mil e Uma Noites.

Na baía protegida e calma, o mar costuma ser bem manso e esconde também uma curiosidade subaquática interessante para todos os nadadores curiosos. Pertinho da margem foi criada uma cidade artificial submersa cheia de estátuas e colunas, que já está sendo aos poucos coberta por corais, formando um cenário fantástico e levemente misterioso para mergulhadores iniciantes de snorkel e máscara 🙂.

9. Marsa Matrouh esconde o Mediterrâneo africano turquesa

Praia em Marsa Matrouh, no Mar Mediterrâneo

Quando se fala em férias neste país, quase todo mundo imagina automaticamente só o ensolarado Mar Vermelho. Mas lá no norte existe também uma costa surpreendentemente longa no Mar Mediterrâneo, cuja principal joia é o maravilhoso resort de Marsa Matrouh. Prepare-se para uma experiência visual totalmente diferente, porque a água aqui tem uma cor turquesa inacreditável e todas aquelas praias longas são cobertas por uma areia branquíssima, cuja cor lembra mais um Caribe exótico.

Essa cidadezinha é um refúgio de verão muito popular entre os próprios egípcios mais ricos, que vêm pra cá meio em massa fugir do calor escaldante de agosto no Cairo. Justamente por isso, aqui você sente uma atmosfera local muito mais autêntica e tradicional do que nos clássicos grandes resorts internacionais do leste. Você encontra aqui, por exemplo, a deslumbrante laguna rochosa Agiba, escondida de forma esperta dos olhos das maiores multidões.

Mas é extremamente importante saber que a temporada turística aqui funciona ao contrário do sul. A região inteira ganha vida exclusivamente no verão, de junho a setembro, quando o clima é muito agradável, enquanto nos meses de inverno sopra um vento bem gelado do mar e você definitivamente não entra na água assim tão fácil, a não ser que seja um daqueles entusiastas do banho gelado 😁.

O que ver: os monumentos antigos do Egito

Afinal, voar milhares de quilômetros só por causa do mar e não ver de perto nem um pedacinho da impressionante história milenar daqui seria, pra mim, um grande pecado. Os monumentos antigos mais famosos estão espalhados ao longo do rio Nilo, que dá a vida à região, e a maioria deles pode ser visitada surpreendentemente fácil em um passeio organizado de dia inteiro a partir do mar, muitas vezes usando um voo doméstico rápido ou aquele clássico ônibus-leito noturno.

Ao planejar todos esses passeios mais longos, conte por favor com uma coisa prática muito importante: o ar-condicionado dos ônibus de longa distância fica sempre no máximo. Por isso, leve com certeza na mochila um moletom mais quentinho ou um casaco leve, para não pegar um resfriado já no primeiro dia. Abaixo apresento a você cinco dos maiores ícones históricos, por causa dos quais gente do mundo todo vem pra cá, e que detalhamos no nosso grande artigo O que ver no Egito.

10. As pirâmides do Egito em Gizé e a misteriosa Esfinge tiram o fôlego

Pirâmides do Egito em Gizé, perto do Cairo

Estar de pé sobre as próprias pernas diante da única maravilha preservada do mundo antigo é uma sensação imensamente forte, que sinceramente não dá pra descrever com nenhuma foto, por mais linda que seja. As três pirâmides do Egito, majestosas e gigantescas, lideradas pela famosa de Quéops, e a icônica Grande Esfinge se erguem bem na borda do deserto escaldante, enquanto do outro lado a capital barulhenta de vinte milhões de habitantes avança implacável. Acredite, só bem de perto a gente entende plenamente a escala absurda e o peso inacreditável de todos aqueles blocos de pedra.

Quando vier pra cá, arme-se por favor com uma grande dose de paciência e não se deixe irritar pelos vendedores onipresentes e às vezes bem insistentes. A área é enorme e o tempo todo alguém vai te oferecer um passeio de camelo supostamente quase de graça, que é aquele truque turístico clássico: subir é grátis, mas para descer do pobre animal você acaba pagando tranquilamente uns vinte euros. A melhor defesa aqui é simples: basta repetir, com um sorriso gentil mas muito firme, o “não” em inglês e seguir decidido o seu passo lento adiante.

Se você quer garantir as melhores e mais famosas fotos sem multidões chatas, caminhe um pouco mais até o mirante panorâmico elevado no deserto, de onde dá pra capturar lindamente todas as três pirâmides numa linha perfeita. Aviso que a entrada no interior da maior pirâmide se paga à parte e, por causa da notável falta de ar fresco, é mais um pequeno desafio esportivo 😅.

11. O Cairo e o novo Grande Museu Egípcio (GEM)

Museu Egípcio no Cairo

O Cairo em si é simplesmente uma cidade enorme, que ao chegar ou te engole completamente com sua energia indomável, ou faz você querer fugir na hora por causa do barulho onipresente. É uma mistura bem caótica e ao mesmo tempo imensamente fascinante de culturas diversas, onde, nos engarrafamentos intermináveis, carros velhos e amassados se entrelaçam com carroças puxadas por jumentos e o ar tem um cheiro intenso de especiarias exóticas e misteriosas. Além do lindo centro islâmico antigo, a maior atração para a maioria de nós é, claro, a impressionante história antiga.

Uma notícia enorme e há muito esperada é que, pertinho das pirâmides, finalmente abriu por completo o arquitetonicamente impressionante Grande Museu Egípcio, conhecido pela sigla GEM. Trata-se, de longe, do maior museu arqueológico do mundo dedicado a uma única civilização, onde, sob um teto gigantesco, te esperam mais de cem mil objetos históricos deslumbrantes, diante dos quais você vai balançar a cabeça sem acreditar.

O ponto alto absoluto de toda essa exposição imensa é o fato de que, pela primeira vez na história moderna, está aqui completamente exposto todo o tesouro do túmulo de Tutancâmon, incluindo sua icônica e arrebatadora máscara mortuária de ouro. Um detalhe prático pra você: os ingressos para estrangeiros custam cerca de 30 dólares, ou seja, algo em torno de 28 €, e fique bem atento, porque eles são comprados exclusivamente online pelo sistema oficial, então no local, com dinheiro em espécie no bolso, você simplesmente não consegue mais entrar.

12. Luxor e o famoso Vale dos Reis

Templo de Karnak em Luxor

A cidade de Luxor, que fica bem ao sul do país, é apelidada entre nós, viajantes, e não à toa, de maior museu a céu aberto do mundo. Essa cidadezinha deslumbrante, nas férteis margens do Nilo, foi um dia a famosa Tebas antiga, e acredite, a concentração de monumentos imensos aqui é inacreditável. Quando você estiver vagando pela margem leste, vai com certeza ficar impressionado com o gigantesco complexo de templos de Karnak, com sua enorme e fascinante sala de colunas ricamente decorada.

A margem oeste do rio, ao contrário, pertencia na Antiguidade exclusivamente aos mortos, e aqui aconteciam estranhos rituais funerários. É justamente aqui que você encontra o famoso e misterioso Vale dos Reis, escondido nas rochas áridas de arenito, onde os faraós mandaram esculpir túmulos complexos bem fundo no subsolo, só para protegê-los dos saqueadores gananciosos. E o mais fascinante de tudo é o fato de que as pinturas milenares nas paredes mantiveram até hoje cores incrivelmente intensas e vibrantes, como se alguém as tivesse pintado ontem mesmo.

O ingresso básico comprado para este vale costuma permitir a entrada em três túmulos abertos quaisquer, com exceção dos mais famosos, como o de Tutancâmon, pelos quais sempre se paga um valor extra considerável. Mas tenho que avisar com sinceridade: durante os meses de verão o calor aqui é absolutamente insuportável, porque as rochas ao redor funcionam como um forno escaldante, então venha pra cá idealmente bem cedinho de manhã, antes de você virar um frango grelhado ambulante 😅.

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6 acomodações — hotéis wellness, resorts e outras opções de hospedagem
⭐ MELHOR ESCOLHA 🏨 Hotel
Steigenberger Al Dau Beach
Resort popular em Hurghada com piscinas enormes e serviços de primeira linha, ideal para famílias e visitantes de primeira viagem. Uma aposta certeira com comodidades luxuosas.
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🏖️ Beach
Steigenberger Coraya Beach
Resort luxuoso na tranquila Marsa Alam, ideal para amantes do silêncio e recifes de coral preservados. Oferece mar mais quente durante os meses de inverno.
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🏖️ Beach
Reef Oasis Beach Resort
Resort em Sharm el-Sheikh com um incrível recife de coral direto da praia do hotel, perfeito para snorkeling e mergulho.
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🌲 Resort
Fort Arabesque Resort Spa & Villas
Resort familiar na baía de Makadi Bay com parques aquáticos e entrada gradual no mar, ideal para famílias com crianças.
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Steigenberger ALDAU Beach Hotel
Hotel luxuoso no centro da ação com piscinas enormes e serviços de primeira linha, uma aposta absolutamente certeira para viajantes exigentes.
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🏖️ Beach
Jaz Lamaya Resort
Resort fantástico em uma enseada protegida com um lindo recife próprio, perfeito para amantes de snorkeling e tranquilidade absoluta sem ondas grandes.
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13. Um cruzeiro pelo Nilo mostra a história do convés

Veleiro felucca no Nilo

Se você, assim como eu, deseja viver um pouco daquele romantismo antigo de verdade e se sentir, ao menos por um instante, como num romance de suspense da Agatha Christie, embarque com certeza num cruzeiro de vários dias pelo Nilo. É, de longe, a forma mais confortável e elegante de conhecer a fundo a parte sul do país. O cruzeiro em si geralmente acontece num navio de cabines bem confortável, com pensão completa e uma piscininha no terraço, e essa maravilha dura normalmente três ou quatro noites.

A grande vantagem dessa forma tranquila de viajar é o fato de que você não precisa fazer e desfazer as malas todo dia, mudando de hotel em hotel, algo que valorizo muito nas viagens. Imagine acordar tranquilamente na sua cabine aconchegante, o navio já ancorado junto a um novo templo antigo, você o visita com calma com um guia local e, depois de um bom almoço, já está de novo sentado com um café no convés ensolarado, observando sonhador as margens que passam.

Durante esse cruzeiro rumo ao sul, há paradas regulares em monumentos incríveis e bem preservados, como o singular templo duplo de Kom Ombo, que vai te dar arrepios. Você pode comprar esse cruzeiro maravilhoso como um passeio cultural intenso à parte, ou combiná-lo de forma esperta com uma semana de relax depois na praia, o que pra mim é a opção perfeita para trazer da viagem a experiência máxima e ainda descansar um pouco.

14. Abu Simbel e a tranquila Assuã núbia

Templos de Abu Simbel no sul do Egito

A cidade sulista de Assuã é uma espécie de portão quente para a África negra e te recebe com uma atmosfera núbia totalmente diferente, bem mais calma e acolhedora, do que o Cairo incrivelmente apressado lá no norte. Pelo rio largo deslizam de forma elegante e silenciosa veleiros brancos chamados feluccas e, numa pequena ilha no meio da correnteza, ergue-se o lindíssimo templo de Philae, dedicado com carinho à poderosa deusa Ísis.

Mas o principal e mais importante motivo pelo qual as pessoas vão até o distante sul, perto da fronteira com o Sudão, é o impressionante complexo colossal de Abu Simbel, que você precisa ver com os próprios olhos. Os dois belos templos rupestres, que o poderoso faraó Ramsés II mandou construir um dia, são guardados por enormes estátuas de pedra de vinte metros do próprio governante imensamente autoconfiante, que fita fixamente algum ponto na distância.

A história desse lugar misterioso e mágico é fascinante principalmente porque os templos tiveram que ser, nos anos sessenta do século passado, completamente cortados em milhares de blocos e movidos dezenas de metros mais para cima. Caso contrário, por causa da construção de uma represa gigante, eles teriam desaparecido para sempre sob a superfície de um lago artificial recém-criado, e nós não veríamos mais nada dessa beleza, o que seria realmente uma perda enorme para toda a humanidade.

O que viver: o Mar Vermelho e o deserto

Acredite, este país não é só múmias secas e antigos templos de pedra de onde só respira o passado. Dois imensos e selvagens parquinhos naturais, ou seja, o mar profundo e o deserto infinito, te oferecem aqui experiências de adrenalina e visuais por causa das quais as pessoas voltam com enorme entusiasmo dez vezes na vida. Basta vencer um pouco aquela preguiça de férias e abandonar por algumas horas a segurança e o conforto da sua espreguiçadeira favorita na praia 🙂.

15. Mergulho no Mar Vermelho em nível mundial

Mergulho junto a um recife de coral no Mar Vermelho

Esteja você entre os mergulhadores profissionais muito experientes, ou nunca tenha respirado de um cilindro de aço na vida, o mundo subaquático local com certeza vai te derrubar de joelhos. Essa região incrível pertence, de forma permanente e mais do que justa, ao top dez dos melhores destinos de mergulho do mundo, e para nós é, sem dúvida, o melhor acessível, incrivelmente cheio de vida variada e colorida.

Para mergulhadores muito avançados e certificados há spots lendários e um pouco mais desafiadores, lá longe no mar aberto. Você pode explorar o famoso naufrágio do navio britânico SS Thistlegorm, que até hoje está, até a borda, cheio de motos enferrujadas e munição da Segunda Guerra Mundial, ou ir de barco a recifes bem distantes, como o Elphinstone, para onde se vai com prazer observar aqueles deslumbrantes tubarões-oceânicos.

Se você, ao contrário, é como peixe fora d’água e iniciante total, descobrindo a água bem devagar, não precisa ter medo nenhum, porque quase todo hotel maior tem bom acesso a um centro de mergulho certificado. Lá, por algumas dezenas de euros, eles te levam com prazer a um chamado mergulho de batismo em pouca profundidade, no qual o instrutor te segura pela mão o tempo todo e vigia honestamente cada respiração sua, então não há nada a temer.

16. Snorkel e a beleza dos recifes caseiros

Snorkel sobre um recife de coral no Mar Vermelho

Não está a fim de carregar um equipamento pesado de neoprene naquele calor africano insano e a própria ideia de água profunda te assusta um pouco? Não tem problema nenhum, porque boa parte da vida subaquática mais linda acontece numa profundidade segura de apenas alguns metros sob a superfície, onde chega a luz solar mais quentinha. Para nós, viajantes um pouco mais preguiçosos, um benefício enorme são os já citados recifes caseiros, aos quais você chega comodamente direto da praia aquecida do hotel.

Basicamente, basta colocar uma máscara bem ajustada, dar algumas braçadas lentas e, num instante, você se vê sobre um recife de coral, onde bem de perto passam cardumes de peixinhos coloridos e brilhantes, peixes-papagaio brincalhões mordiscam contentes os corais e, em meio a tudo isso, flutuam os majestosos, embora um pouco venenosos, peixes-leão. Principalmente nas regiões mais remotas do sul e no Sinai, esses recifes ainda estão numa condição natural incrivelmente boa, então você tem muito o que esperar.

Mas, por favor, a cada entrada na água tenha em mente uma regra absolutamente fundamental, que faço questão de reforçar. Os corais são organismos vivos extremamente frágeis e muito sensíveis, por isso nunca pise neles, não os toque com as mãos e definitivamente não leve nada do mar de lembrança pra casa. E não esqueça de colocar na mala sapatilhas de neoprene firmes, que vão te proteger de um momento bem doloroso após pisar num ouriço-do-mar escondido 😅

17. O parque nacional Ras Mohammed é cheio de vida

Parque nacional Ras Mohammed, perto de Sharm el-Sheikh

No extremo sul, sempre ensolarado, da Península do Sinai, você encontra o primeiro e historicamente mais antigo parque nacional egípcio, conhecido como Ras Mohammed. É justamente neste lugar único que se encontram e misturam as águas dos golfos de Suez e de Ácaba, o que cria correntes marítimas bem fortes que trazem consigo, sem parar, uma quantidade enorme de nutrientes tão necessários para todo o ecossistema subaquático.

A localidade mais famosa e provavelmente a mais fotografada de todo esse parque imenso é, sem dúvida, o mergulho nos recifes Shark e Yolanda Reef. Acredite, mesmo que você não vá mergulhar com cilindro pesado nas costas, só o próprio passeio de barco combinado com um snorkel simples já é uma experiência inacreditável para a vida toda, porque sob a superfície você vê enormes cardumes de barracudas e talvez até os restos da carga meio cômica de vasos sanitários do naufragado navio Yolanda.

Mas dá pra ir a esse parque incrível também de forma bem fácil por terra, em jipes off-road agradavelmente climatizados, o que você vai valorizar principalmente no verão escaldante. Lá você pode se banhar num lago mágico e muito salgado, que, segundo antigas lendas beduínas, realiza desejos secretos, e conhecer os manguezais singulares, que conseguem crescer milagrosamente direto na água salgada do mar.

18. Safári no deserto sob as estrelas

Safári no deserto egípcio

Enquanto sob o sol forte do meio-dia o deserto infinito parece mais uma fornalha inóspita e mortal, ao cair da noite ele se transforma num lugar absolutamente mágico, cheio de sombras compridas. Um safári de aventura de meio dia no deserto é uma forma bem popular e bem barata de variar a estadia clássica de praia, organizada a partir de praticamente qualquer resort maior, e que costuma começar com um passeio de adrenalina de quadriciclo, bem barulhento, pelas dunas altas de areia.

A maioria desses passeios populares inclui também uma parada curta numa vila beduína tradicional, embora, na verdade, um pouco turística, onde você vê como se assa o pão achatado no fogo. Mas o momento mais bonito e, pra mim pessoalmente, mais tranquilo de todo o passeio é o próprio pôr do sol, quando a areia onipresente se tinge de um laranja incrivelmente intenso e de um vermelho quase sangue, do qual você não vai conseguir tirar os olhos.

Depois de um jantar vegetariano simples, mas muito saboroso, preparado no fogo aberto, chega o principal motivo de ir ao deserto à noite. É o céu noturno absolutamente impressionante e escuro, porque, graças à total ausência de poluição luminosa, aqui você vê a brilhante Via Láctea de forma tão nítida e clara como talvez em nenhum lugar da nossa superpovoada Europa 🙂

19. O Deserto Branco parece uma paisagem de outro planeta

Deserto Branco no Egito

Se você também às vezes deseja uma aventura de verdade e um pouco mais radical, longe dos centros turísticos seguros com suas piscinas perfeitamente azuis, o profundo Deserto Ocidental esconde uma das maiores maravilhas naturais de toda a África. O lindo parque nacional Deserto Branco parece exatamente o que o nome diz, porque toda essa vasta região está repleta de formações de calcário branco brilhante e gigantescas, que o vento incansável foi esculpindo aos poucos em formas de cogumelos enormes e dos mais variados animais.

Aviso com sinceridade que isso definitivamente já não é um passeio simples de tarde logo atrás do hotel, e sim uma expedição de verdade, de vários dias e bem mais desafiadora, que geralmente começa com uma longa travessia até o oásis de Bahariya. Lá, com guias locais muito experientes, você embarca em jipes off-road especialmente adaptados e segue por um longo caminho fundo no deserto, onde você pode esquecer qualquer sinal de telefone.

Mas a experiência absolutamente mais forte e romântica de toda a viagem é o próprio pernoite numa barraca beduína, ou simplesmente num saco de dormir quentinho bem sob as estrelas, no meio dessas estranhas esculturas de calcário. Especialmente no amanhecer cedinho, as rochas ganham lindos tons pastel de rosa e roxo, então de repente você vai se sentir como um corajoso explorador na superfície de um planeta totalmente desconhecido.

20. O oásis de Siwa é um milagre berbere remoto

Lago salgado turquesa no oásis de Siwa

Ainda mais para o oeste quente, bem perto da fronteira bem vigiada com a Líbia, fica o fascinante oásis de Siwa. Se você procura exotismo de verdade, venha justamente pra cá, porque é um dos lugares mais remotos e autênticos de toda a África do Norte, que por longos séculos esteve fisicamente isolado do resto da civilização egípcia e, graças a isso, manteve lindamente sua própria e singular cultura e seus costumes berberes.

A principal característica visual desse oásis verde são os extensos e muito férteis palmeirais e a antiga fortaleza de barro Shali, que impressiona de forma incrível, mesmo já se desfazendo um pouco diante dos olhos. A atmosfera de toda a cidadezinha é incrivelmente lenta, silenciosa e relaxante, de modo que pelas ruas de areia empoeiradas as pessoas se locomovem normalmente só de bicicletas velhas ou em carrinhos de madeira puxados por jumentinhos fofos.

Mas uma atração enorme para os viajantes modernos são os lindos lagos salgados turquesa locais, nos quais a concentração de sal é tão extremamente alta que você vai flutuar na superfície sem nenhum esforço, como uma rolha de cortiça. Confesso com sinceridade que a viagem do Cairo até aqui dura mais de dez horas num cansativo ônibus noturno, mas as lembranças e fotos incríveis valem cem por cento esse momentinho de desconforto ☺️

Informações práticas: visto, dinheiro e segurança

A preparação para uma viagem tranquila a este deslumbrante país norte-africano felizmente não é nada complicada, mas, ainda assim, existem algumas regras burocráticas e práticas muito importantes que vale a pena conhecer com antecedência. Acredite, assim você economiza um monte de estresse e dinheiro logo no momento após sair do avião e não vai ser pego de surpresa pelas particularidades locais, que são bem diferentes das nossas.

Aquela papelada inevitável e a obrigatoriedade do visto são o básico do básico. A viagem dos seus sonhos com o passaporte brasileiro, que precisa estar válido por pelo menos seis meses após o seu retorno, infelizmente não acontece sem o clássico visto turístico de entrada única. Esse visto de entrada custa um valor fixo, igual em todo lugar, de 25 dólares americanos, o equivalente a cerca de 23 €, e te autoriza a uma estadia tranquila de no máximo trinta dias no país.

Basicamente, você tem duas opções para conseguir esse documento importante. Ou você o resolve com antecedência, no conforto de casa, online, pelo portal oficial visa2egypt, ou simplesmente o compra na chegada. Mas aqui vale um grande aviso sincero meu e muito cuidado com a cilada do aeroporto: compre o visto exclusivamente no balcão bancário oficial e ignore com toda a calma os funcionários nos chamados balcões VIP, que vão tentar te empurrar o visto descaradamente por uns cinquenta dólares, com a desculpa falsa de algum atendimento mais rápido. Todas essas formalidades oficiais explicamos em detalhe no artigo Visto para o Egito.

Mas para alguns de vocês existe uma exceção bem agradável, que é o chamado carimbo do Sinai, totalmente gratuito. Você o consegue automaticamente após a chegada ao aeroporto de Sharm el-Sheikh e ele vale por bons quinze dias, mas atenção, porque ele te limita exclusivamente à estadia naquela região do sul do Sinai. Se depois você quiser fazer algum passeio longo às pirâmides, esse carimbo infelizmente não vai bastar e você teria que resolver de outro jeito.

Quanto ao dinheiro, a moeda oficial do país é a libra egípcia (EGP), e o câmbio é bem favorável pra nós. Embora nos grandes resorts turísticos se opere normalmente e com prazer em euros ou dólares em espécie, para aquelas compras tradicionais nos mercados cheios de cheiros ou para pagar os táxis locais, é sempre muito mais vantajoso pagar justamente na moeda local, para você não perder à toa num câmbio bem ruim.

Mas o que mudou radicalmente para melhor nos últimos anos é a própria forma de pagar as entradas. Imagine que hoje em muitos dos monumentos importantes, direto nas pirâmides ou no incrível Grande Museu Egípcio (GEM), eles aceitam exclusivamente cartão e, com qualquer dinheiro em espécie, simplesmente te mandam embora. Mas guarde mesmo assim aquele dinheiro tradicional em notas pequenas para o chamado baksheesh, ou seja, a gorjeta, sobre a qual essa cultura local sorridente de serviços está literalmente construída.

Na prática, costuma-se dar algumas libras de troco ao simpático carregador que ajuda com a mala, cerca de vinte libras por dia para a dedicada camareira do hotel e, aos ótimos guias dos passeios de dia inteiro, mais ou menos cinco a dez euros. Tente sempre ter com você notas pequenas suficientes, porque os locais não conseguem lidar com nossas moedas metálicas de euros ou dólares no banco deles e simplesmente não podem trocá-las.

Segurança e saúde são, em quase toda taça de vinho antes do embarque, o tema mais frequente das discussões. No que diz respeito à criminalidade comum, os grandes resorts turísticos à beira-mar são realmente muito bem vigiados pela polícia e absolutamente seguros. Um capítulo à parte são aqueles ataques de tubarão constantemente noticiados na mídia, que são, no entanto, estatisticamente raríssimos, desde que você cumpra a regra básica mais importante e não se banhe no mar ao entardecer ou bem cedo de manhã, quando esses predadores marinhos normalmente procuram alimento.

Acredite, muito mais provável do que algum encontro cinematográfico com tubarão é a chamada vingança do faraó, ou seja, aqueles problemas intestinais super desagradáveis 😅. A regra de ouro para a sobrevivência é simples: nunca beba água da torneira e tenha muito cuidado também com o gelo dos drinks, a não ser que você saiba com absoluta certeza que ele é feito de água engarrafada. Mas, se mesmo assim esses problemas te alcançarem, esqueça remédios trazidos de casa e compre em qualquer farmácia local o remédio Antinal, muito eficaz e barato.

Uma grande prova para os seus nervos abalados podem ser também os vendedores de rua muito insistentes nos monumentos e nos mercados coloridos, que vão tentar exercer sobre você uma enorme pressão psicológica. Sua defesa básica é nunca pegar nada nas mãos que eles, com um sorriso, chamem de presente incrível e gratuito, porque logo em seguida eles exigiriam o pagamento de forma bem agressiva. Simplesmente aprenda a dizer um “não” claro, com um leve sorriso mas muito firme, e siga em frente com a cabeça tranquila.

O Egito com crianças e para quem é ideal

Se você está justamente pensando numa boa viagem grande em família, saiba que a cultura local é extraordinariamente acolhedora e amorosa com famílias com crianças pequenas. O voo, com escalas a partir das principais cidades brasileiras, a maioria dos nossos pequenos pré-escolares consegue encarar com desenhos no tablet na mão, sem grandes ataques de histeria, e os grandes resorts all-inclusive estão fantasticamente e nos mínimos detalhes preparados para todas as necessidades imagináveis das famílias.

Nas amplas áreas dos hotéis você normalmente encontra parques aquáticos enormes e coloridos, clubes infantis perfeitamente seguros e programas de recreação tão variados que garantem, com um sorriso, que você fique tranquilamente meio dia inteiro sem saber dos seus amados filhotes e aproveite um momento pra você. Entre os resorts populares, o melhor para famílias é, disparado, a grande Hurghada ou a baía protegida e gostosamente tranquila de Makadi Bay, onde a entrada no mar é realmente rasinha como num exemplo, de areia fina, e não há absolutamente nenhuma onda perigosa.

No geral, é simplesmente um destino ideal e muito acessível em preço para todos vocês que buscam aquecer com segurança os ossos congelados no meio do nosso feio inverno europeu, com uma ótima relação custo-benefício. Mas, sinceramente, talvez não seja o lugar mais indicado para introvertidos convictos que buscam natureza intocada e silenciosa, sem gente, ou para quem tem dificuldade real de suportar aquela pechincha árabe constante e o barulho específico da rua oriental.

Onde comer

A alimentação durante a viagem à beira-mar acontece geralmente na forma daqueles bufês de hotel incrivelmente fartos, onde você sempre encontra um bom mix da clássica cozinha europeia e da culinária local levemente adaptada. Se você é vegetariano como eu, tenho uma ótima notícia, porque a tradicional cozinha árabe é cheia de pratos sem carne absolutamente incríveis e fartos, então você definitivamente não vai ficar dependendo só de uma massa seca e uma salada triste.

Um tesouro nacional absoluto, que você precisa provar cem por cento, é o prato de rua chamado koshary. É uma bomba de carboidratos super farta e muito barata, que numa única tigela mistura de forma divertida lentilha, arroz, grão-de-bico e macarrão, tudo coberto com um molho de tomate levemente picante e generosamente polvilhado com uma cebola frita incrivelmente crocante.

Entre outras delícias sem carne, nos bufês ou nos restaurantes locais você cruza normalmente com um excelente falafel de grão-de-bico ou feijão, que os locais carinhosamente chamam de ta’meya, e, claro, com o melhor homus aveludado e suave ou o cremoso patê de berinjela baba ganoush. No café da manhã, os egípcios comem mais frequentemente o ful medames, uma pasta cozida bem devagar e por muito tempo de favas, ricamente temperada com cominho e azeite de oliva. Os locais adoram acima de tudo carnes grelhadas ou peixes, mas você, com a alimentação vegetal, se vira aqui como um rei.

Para onde ir depois

Se você quer uma exploração muito mais detalhada e profunda dos destinos populares específicos, preparamos pra você uma série de guias bem detalhados, para deixar o planejamento o mais fácil possível. Leia nosso artigo Hurghada: 13 dicas, onde detalhamos esse centro mais movimentado, cheio de diversão, ou então explore o sul bem mais calmo e silencioso no guia Marsa Alam: 13 dicas.

Para aqueles de vocês que se atraem mais pela beleza áspera das montanhas e pelo melhor mergulho da região, recomendo ir direto ao artigo Sharm el-Sheikh: 13 dicas. E se agora, tomando um café, você está se perguntando se ainda não tem certeza de qual das duas regiões mais famosas escolher para a sua primeira viagem, com certeza vai te ajudar nosso artigo comparativo detalhado Hurghada ou Marsa Alam?.

Mas também não esquecemos os amantes da história e das dicas práticas, porque sem elas não dá. Para quem quer absorver a verdadeira atmosfera misteriosa da Antiguidade e planeja passeios às pirâmides, preparamos a lista completa O que ver no Egito. E, para você não esquecer nada importante em casa, dê com calma uma olhada antes de fazer as malas no nosso checklist muito prático O que levar para uma viagem ao Egito.

Perguntas frequentes

Quando é a melhor época para ir ao Egito?

O clima absolutamente melhor e mais agradável reina por aqui mais ou menos de outubro a abril, quando as temperaturas diárias ficam entre maravilhosos 28 a 32 graus, o que é simplesmente perfeito para aquecer os ossos congelados. A primavera e o outono são um compromisso absolutamente ideal para aquele mergulho infinito no mar e também para conhecer monumentos quentes ocasionalmente. Já no verão, é melhor contar com calor extremo acima de 40 graus, e isso já é realmente só para os maiores amantes do calor.

O Egito é seguro e e quanto aos tubarões?

Resorts turísticos no Mar Vermelho são realmente muito cuidadosamente vigiados e oficialmente designados como seguros pelo próprio Ministério das Relações Exteriores. Ataques de tubarões são estatisticamente extremamente raros, sendo que basta seguir a proibição sensata de nadar no início da manhã ou ao pôr do sol e nadar sempre apenas nas áreas demarcadas, então você definitivamente não precisa ter medo.

Preciso de visto para o Egito?

Sim, os cidadãos tchecos precisam de um visto de turista comum para entrar, que custa 25 EUR. Você pode solicitar com bastante antecedência de forma bem prática online no portal visa2egypt, ou simplesmente comprar no guichê do banco logo após desembarcar no aeroporto. A grande exceção é o carimbo do Sinai gratuito, mas esse você só consegue caso permaneça apenas no sul da querida península do Sinai.

Devo escolher Hurghada ou Marsa Alam?

Hurghada é consideravelmente mais agitada, cheia de grandes parques aquáticos e diversão noturna, o que é absolutamente ótimo principalmente para famílias com crianças inquietas. Marsa Alam, no sul, é ao contrário um verdadeiro oásis de tranquilidade, tem recifes de coral muito mais bonitos e vivos direto na praia do hotel e nos meses de inverno oferece sempre um mar alguns graus mais quente, o que eu pessoalmente aprecio bastante.

Quanto tempo dura o voo para o Egito?

Um voo charter direto de Praga para Hurghada, um pouco mais ao norte, você consegue fazer em apenas quatro horas e quinze minutos bem tranquilos, então mal dá tempo de ler alguns capítulos do seu livro. O voo para o destino mais ao sul, Marsa Alam, leva cerca de quinze minutos a mais. Para o popular Sharm el-Sheikh no Sinai, o voo direto dura pouco mais de quatro horas.

Qual moeda é usada e como funciona a gorjeta?

A moeda oficial do estado é a libra egípcia, mas nos resorts eles normalmente aceitam euros e dólares de boa vontade. Para entrar nos monumentos hoje você precisa principalmente de cartão de crédito, mas reserve algum trocado em dinheiro para a gorjeta, que aqui é simplesmente uma norma social absoluta para as simpáticas camareiras ou motoristas prestativos.

Como se defender de perseguidores e vendedores?

Vou ser sincero com você: nos bazares de rua e nas pirâmides, você vai sofrer uma pressão bem grande. A chave do sucesso é não pegar absolutamente nada nas mãos que pareça ser de graça, porque depois vão querer dinheiro por isso, é claro, e principalmente aprender a dizer não com um sorriso, mas de forma bem firme mesmo, e simplesmente continuar caminhando 😅.

Preciso de sapatos para água no mar?

Com certeza leve um par, acredite em mim. O Mar Vermelho é incrivelmente cheio de vida e, além dos lindos peixes coloridos, nos recifes de coral às vezes se escondem ouriços-do-mar discretos, fragmentos afiados de conchas ou o coral-de-fogo muito urticante. Esses calçados aquáticos firmes vão te poupar de muitas complicações de saúde desnecessárias e principalmente dolorosas, que você realmente não quer ter que resolver nas férias.

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