Parque Nacional Fundy, New Brunswick: 12 dicas do que ver e fazer

Lembro como se fosse ontem: quando chegamos pela primeira vez ao Parque Nacional Fundy e ficamos parados no fundo do mar exposto, nossos pés afundando na lama vermelha e úmida enquanto olhávamos incrédulos para o horizonte. Onde poucas horas antes barcos de pesca flutuavam na superfície do oceano, agora havia apenas uma planície infinita repleta de conchas, algas e formações rochosas curiosas. Naquele momento, você percebe com toda a força o poder imenso da natureza — porque a água logo volta e sobe até incríveis dezesseis metros.

Se você está pensando em viajar para a costa leste do Canadá, já vou dizendo: esse parque nacional na província de New Brunswick simplesmente não pode ficar de fora do seu roteiro. É um lugar onde florestas mágicas envoltas em neblina se encontram com a maré mais alta do mundo, e eu prometo que essa beleza atlântica bruta vai te conquistar por completo.

Organizei tudo aqui pra você: um guia passo a passo, doze dicas do que ver, onde comer e quanto tudo custa. Assim você já sai de casa com tudo planejado.

Resumo

  • Melhor experiência: Caminhar pelo fundo do mar durante a maré baixa na praia da vila de Alma e depois observar a baía se enchendo de água novamente.
  • Cachoeiras mais bonitas: Sem dúvida, Dickson Falls pela atmosfera verde e mágica, e Third Vault Falls se você não tem medo de uma trilha mais longa.
  • Quando ir: O ideal é o verão (julho a agosto) pelas temperaturas agradáveis, ou setembro, quando as florestas começam a ganhar tons outonais e as multidões de turistas — e os mosquitos — desaparecem.
  • Onde comer: A vila de Alma, que fica bem na entrada do parque, está cheia de bistrôs incríveis com frutos do mar frescos — e tem até uma cervejaria artesanal numa igreja desativada.
  • Transporte: O melhor é alugar um carro em Halifax ou Moncton, porque o parque é enorme e sem veículo próprio é praticamente impossível se locomover por lá.

Quando ir a New Brunswick e como chegar

Antes de começar a planejar o roteiro, vamos ser honestos: o clima na costa atlântica do Canadá é bastante imprevisível. Sempre que vier pra cá, conte com a possibilidade de sol e neblina densa se alternando ao longo do mesmo dia. Mas é justamente essa neblina que dá ao lugar uma atmosfera incrivelmente mística, então não tenha medo dela.

Pessoalmente, eu recomendaria viajar nos meses de verão, do final de junho ao início de setembro, quando todas as trilhas estão bem acessíveis e as temperaturas ficam na casa dos vinte graus. O outono tem a enorme vantagem das folhagens coloridas, que atraem fotógrafos do mundo inteiro, e a essa altura os mosquitos onipresentes já terão desaparecido 😅.

Quanto ao transporte, nós viemos da Europa e para encontrar passagens aéreas baratas recomendamos o Kiwi, que é nosso portal favorito para comparar preços. Saindo do Brasil, o mais lógico é voar até Halifax, na vizinha Nova Escócia, ou diretamente para Moncton — geralmente com conexão em Toronto ou Montreal. Do aeroporto, você vai precisar de um carro. Nós temos uma ótima experiência de longa data com a RentalCars, que usamos em todo o mundo e onde geralmente encontramos ótimos SUVs, perfeitos para as estradas canadenses. A viagem de Moncton até o parque leva apenas cerca de uma hora, então nada de deslocamentos intermináveis.

Baía de Fundy no Parque Nacional Fundy

Onde se hospedar perto do parque e quanto custa

O Canadá não é exatamente um destino barato, e a costa leste não é exceção — embora seja um pouco mais acessível do que os famosos parques nacionais do oeste, em Alberta. Se você quer economizar e não se importa em dormir ao ar livre, recomendo os campings oficiais dentro do parque nacional, que são muito bem equipados e custam entre 30 e 40 CAD por noite (cerca de 20 a 30 €). Nós também experimentamos as chamadas barracas oTENTik, que são um ótimo meio-termo entre camping e chalé — já vêm com camas prontas e aquecimento.

Mas se você prefere um teto firme sobre a cabeça e um chuveiro quente do lado do quarto, o melhor é escolher bem onde se hospedar estrategicamente. A base ideal é a charmosa vila de pescadores chamada Alma, que fica bem na fronteira do parque. Dali você pode sair de manhã para explorar e voltar tranquilamente à noite para jantar, sem precisar dirigir por uma hora numa floresta escura onde o risco de cruzar com um alce é real.

Os preços de um bom motel ou pousada em Alma na alta temporada ficam entre 150 e 220 CAD (cerca de 100 a 150 €) por noite para duas pessoas. Recomendo fortemente reservar a hospedagem com bastante antecedência, porque a capacidade da vila é pequena e em julho costuma estar tudo esgotado. Gostamos bastante do Parkland Village Inn, que tem uma vista linda direto para a baía, ou o mais tranquilo Fundy Highlands Motel, cercado pela natureza, bem pertinho da vila.

A entrada no parque nacional é paga, como é comum no Canadá. O ingresso diário custa 9 CAD por adulto (cerca de 6 €), mas se você planeja visitar mais parques no Canadá, vale muito a pena comprar o Discovery Pass anual por aproximadamente 75 CAD (cerca de 50 €), que cobre a entrada em todos os parques nacionais do país.

Parque Nacional Fundy: 12 lugares para visitar e o que fazer

O parque esconde muito mais do que você imagina. A maioria das pessoas vem apenas por causa da maré, mas agora vou contar o que seria uma pena deixar de lado. Logo você vai descobrir que o parque também abriga piscinas naturais de um azul-turquesa de tirar o fôlego, florestas profundas e cachoeiras onde você vai querer ficar sentado por horas.

Planeje sua exploração de acordo com as tabelas de marés, que você pode pegar em qualquer centro de visitantes, para não perder aquele momento mágico no fundo do mar. Pode ter certeza de que esse cantinho da natureza vai te conquistar na hora ☺️.

1. Passeio pelo fundo do mar (Tidal Flats)

Fundo do mar exposto durante a maré baixa na Baía de Fundy
Foto: Dconno02 / CC BY-SA 4.0 / Wikimedia Commons

Essa é a experiência obrigatória e o principal motivo pelo qual as pessoas visitam o Parque Nacional da Baía de Fundy. Quando a maré baixa chega, o oceano recua centenas de metros e revela penhascos dramáticos e um fundo lamacento vermelho repleto de pequenos animais marinhos. O melhor lugar para observar esse fenômeno é na praia de Alma ou na vizinha Herring Cove.

Use calçados que você não se importe em enlamear completamente, porque não tem como escapar da lama. Nós passamos umas duas horas só procurando conchas interessantes e fotografando barcos que de repente estavam comicamente deitados de lado na lama, esperando a maré da noite levantá-los de volta à superfície.

Mas antes de sair da praia, confira a tabela de marés ou pergunte aos guardas no site oficial do Parks Canada para saber quando a água começa a voltar. O nível sobe incrivelmente rápido e você definitivamente não quer ficar preso perto dos penhascos com a câmera na mão enquanto o Atlântico avança na sua direção.

2. Cachoeiras encantadas de Dickson Falls

Mirante nas cachoeiras Dickson Falls no Parque Nacional Fundy
Foto: James Mann from Moncton, New Brunswick, Canada / CC BY 2.0 / Wikimedia Commons

Se você tiver tempo para apenas uma trilha no parque, tem que ser Dickson Falls. É uma caminhada fácil de aproximadamente um quilômetro por passarelas de madeira, acessível até para crianças pequenas ou pessoas que não estão acostumadas com trilhas pesadas.

O caminho leva você por um vale repleto de samambaias e musgos que parece saído direto de um filme do Jurassic Park. Água pinga por todos os lados, o ar é maravilhosamente úmido e fresco, e no final espera uma cachoeira em cascata que se abre caminho entre rochas verdes. Recomendo ir bem cedo pela manhã, quando uma neblina suave paira pela floresta — as fotos ficam absolutamente incríveis.

Só tome cuidado porque as passarelas de madeira podem ficar bem escorregadias depois da neblina matinal ou da chuva.

3. A icônica ponte coberta de Point Wolfe

Ponte coberta de Point Wolfe
Foto: James Mann from Moncton, New Brunswick, Canada / CC BY 2.0 / Wikimedia Commons

As pontes cobertas de madeira são típicas da província de New Brunswick, e a de Point Wolfe é provavelmente uma das mais fotografadas de todo o Canadá. Originalmente havia aqui um enorme acampamento de lenhadores, e a ponte servia para transportar a madeira cortada. Hoje, felizmente, você encontra apenas um silêncio profundo e vistas deslumbrantes do desfiladeiro abaixo.

Dá para atravessar de carro normalmente, mas estacione no pequeno estacionamento ao lado e desça pela trilha até o rio. De lá você terá o melhor ângulo para fotografar e, com um pouco de sorte, não terá outros turistas no enquadramento — a maioria tira fotos apenas lá em cima, na estrada.

Quando você ler as placas informativas sobre a história dura dos lenhadores do século XIX, vai sentir o clima rústico do Canadá antigo. Hoje a natureza retomou tudo e é um dos lugares mais românticos para tomar um café da garrafa térmica pela manhã.

4. Desafio para trilheiros: Third Vault Falls

Floresta densa no Parque Nacional Fundy onde fica a trilha para Third Vault Falls
Foto: Abolishedtemple / CC BY-SA 4.0 / Wikimedia Commons

Para quem busca um pouco mais de aventura e não tem medo de uma trilha mais longa, existe a trilha para Third Vault Falls. É a cachoeira mais alta de todo o parque nacional — a água despenca de impressionantes dezesseis metros de altura por paredões de granito.

A trilha tem cerca de sete quilômetros ida e volta, e a parte final é bastante íngreme e escorregadia. Recomendo fortemente levar botas de trilha adequadas, porque com tênis comum você pode acabar se machucando feio.

Prepare-se para as raízes onipresentes que transformam partes do caminho numa verdadeira corrida de obstáculos. Especialmente no outono, quando estão cobertas por folhas úmidas, o trajeto de ida e volta demora bem mais do que o esperado. Mas a vista que espera no final compensa cada passo dolorido.

5. Refrescância em Laverty Falls

Cachoeira Laverty Falls no Parque Nacional Fundy
Foto: СССР / CC BY-SA 4.0 / Wikimedia Commons

Se você chegar ao parque no meio do verão e quiser se refrescar, a trilha até Laverty Falls é provavelmente nossa escolha favorita. O caminho serpenteia por uma floresta mista, descendo suavemente até o vale, com um total de aproximadamente cinco quilômetros — dá pra fazer em umas duas horinhas tranquilas.

Embaixo da cachoeira há uma piscina natural com água cristalina. A água é bem gelada (afinal, estamos no Canadá), mas a sensação de mergulhar nela depois de um dia inteiro caminhando pela floresta é indescritível. Não esqueça de colocar na mochila um biquíni/sunga e uma toalha leve.

6. Caiaque com a maré mais alta do mundo

Caiaques na Baía de Fundy
Foto: James Mann from Moncton, New Brunswick, Canada / CC BY 2.0 / Wikimedia Commons

Remar ao redor dos penhascos costeiros é provavelmente uma das experiências mais marcantes que você pode levar daqui, especialmente sabendo que está passando por lugares onde poucas horas antes você caminhava com os pés secos. Observar a maré gigante da beira é incrível, mas vivenciá-la diretamente na água é outro nível.

Esse passeio definitivamente não pode ser feito por conta própria por causa das correntes fortes e do nível da água imprevisível — é obrigatório sair com um guia local. Nós nos colocamos nas mãos dos profissionais da FreshAir Adventure e recomendo reservar essa experiência com bastante antecedência, porque as vagas nos grupos no verão acabam num piscar de olhos.

Quando saímos pela primeira vez com o instrutor e vimos aquela enorme coluna d’água abaixo de nós, senti um respeito imenso pelo Atlântico. Os guias ainda contam um monte de histórias fascinantes sobre a geologia local durante a remada, e talvez você aviste focas que adoram tomar sol nos penhascos por ali.

7. Mergulho na piscina aquecida

Eu sei que soa um pouco paradoxal ir à natureza selvagem e depois nadar numa piscina pública, mas acredite: depois de um dia envolto na neblina atlântica gelada, você vai me agradecer por essa dica 😁. Dentro do parque, perto da sede principal, existe uma piscina de água salgada sensacional.

A água é bombeada direto da Baía de Fundy, mas ao contrário do oceano, na piscina ela é deliciosamente aquecida. É exatamente o que você precisa depois de um dia inteiro de trilhas.

Além disso, ao lado da piscina tem um gramado lindo onde dá pra fazer um piquenique com café enquanto as crianças se divertem na água. A administração do parque mantém o local impecavelmente limpo, então é um prazer ir se civilizar ali depois de um dia inteiro de aventura na lama.

8. De bicicleta pela trilha White Tail

O Parque Nacional Fundy não é só trilha a pé — nos últimos anos construíram uma rede fantástica de trilhas para mountain bike que encanta qualquer fã de adrenalina. A área ao redor do camping Chignecto oferece trilhas de todas as dificuldades, das familiares até descidas tecnicamente desafiadoras.

Nossa favorita é a White Tail trail, que serpenteia lindamente pela floresta com um flow perfeito. Você pode alugar bicicletas facilmente numa locadora perto do centro de visitantes, então não precisa se preocupar em transportá-las desde o aeroporto. Eles têm ótimos modelos com suspensão que fazem toda a diferença nas raízes.

Mas prepare-se: as florestas canadenses demoram a secar depois da chuva. Mesmo no meio do verão quente, em alguns trechos nos divertimos atravessando lama e voltamos para a locadora com as costas salpicadas de pontinhos pretos — mas isso faz parte da verdadeira experiência de mountain bike.

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9. O charme da vila de pescadores Alma

Porto da vila de pescadores Alma junto ao Parque Nacional Fundy
Foto: Andrea Schaffer from Sydney, Australia / CC BY 2.0 / Wikimedia Commons

A visita ao parque não estaria completa sem uma parada de verdade em Alma. Essa pequena vila tem um charme absolutamente irresistível, especialmente quando a maré baixa deixa os barcos pesqueiros sentados de barriga na lama vermelha bem no porto local.

Reserve um tempo para passear pela rua principal, espie as lojinhas de souvenirs e aproveite o ritmo lento da vida costeira. As pessoas são incrivelmente simpáticas e adoram puxar conversa, seja na hora de comprar o café da manhã ou enquanto você espera na fila do jantar.

Nós também nos apaixonamos pelos passeios noturnos pelo píer, quando as ondas voltam e os barcos começam a balançar lentamente. Tem uma melancolia bonita nisso tudo, que faz com que os próprios canadenses de cidades distantes venham descansar por aqui.

10. Observação mágica do céu noturno

O Parque Nacional Fundy tem certificação de Dark Sky Preserve, o que na prática significa que a poluição luminosa é rigorosamente controlada e, em noites claras, a vista das estrelas daqui é fantástica. Se você mora numa grande cidade no Brasil, prepare-se para ficar de queixo caído, porque a Via Láctea é visível a olho nu em detalhes surreais.

Basta pegar um cobertor, um casaco quente, encher a garrafa térmica de chá e ir até um dos mirantes abertos no litoral. Às vezes a administração do parque organiza observações guiadas com telescópios grandes, o que é uma experiência incrível mesmo para leigos completos.

Se você tiver a sorte de acertar o mês de agosto, talvez consiga ver a chuva de meteoros Perseidas.

11. Passeio cênico de carro pela Highway 114

Estrada cênica no Parque Nacional Fundy
Foto: Tony Webster from Half Moon Bay, California / CC BY-SA 2.0 / Wikimedia Commons

Se você não estiver com disposição para encarar subidas ou se uma chuva canadense daquelas desabar, não se preocupe. A simples travessia do parque pela Highway 114 já é uma experiência por si só, com vários mirantes de tirar o fôlego onde basta parar o carro e abrir a janela.

A estrada serpenteia por florestas densas, ocasionalmente se abre para vistas de vales profundos e você tem a sensação de estar atravessando um oceano verde infinito. Não esqueça de dirigir com cuidado, porque os animais têm preferência por aqui e um cervo cruzando a pista não é nada raro.

Às vezes uma neblina tão densa vinda da baía rola sobre a estrada que você precisa ligar o pisca-alerta e andar a passo de tartaruga. Mas mesmo esse clima meio assombrado faz parte da experiência de explorar o leste canadense e dá ao seu road trip aquele toque selvagem perfeito.

12. Mirantes na trilha Matthews Head

Penhascos com mirantes no Parque Nacional Fundy
Foto: No machine-readable author provided. Dlanglois assumed (based on copyright claim / CC BY-SA 3.0 / Wikimedia Commons

Para as melhores vistas dos penhascos e do oceano revolto, recomendo a trilha Matthews Head. É um circuito de aproximadamente cinco quilômetros que leva você da floresta densa até campos abertos no topo dos penhascos costeiros.

Quando você se sentar na grama na beira do penhasco e observar as ondas da Baía de Fundy batendo incansavelmente no litoral lá embaixo, vai sentir uma paz imensa. Especialmente no outono, quando as geadas matinais tingem as samambaias de ferrugem e o lugar inteiro ganha um ar incrivelmente romântico.

É interessante saber que essa área pertenceu a fazendas familiares antes mesmo da criação do parque. De vez em quando você tropeça em velhos muros de pedra na grama, que lembram o trabalho árduo dos primeiros colonos tentando sobreviver aos invernos nesses penhascos batidos pelo vento.

O que provar e onde comer: guia para viajantes gulosos

Como você já sabe, toda a boa comida acontece em Alma. E acredite, deveriam cobrar ingresso especial por essa parte do passeio 😁. Já que você está literalmente na beira do oceano, provar os frutos do mar locais é obrigação.

Imperdível é o Alma Lobster Shop, onde os pescadores trazem suas capturas diretamente dos barcos. O lobster roll (sanduíche de lagosta) de lá é provavelmente o melhor que já comi na vida. A carne é incrivelmente suculenta, levemente misturada com maionese e servida num brioche tostado dourado. As porções são enormes e vale a pena ir nem que seja só pela sopa cremosa clam chowder, que aquece a alma depois de um dia frio no litoral.

Depois de um bom almoço, a parada obrigatória é o Kelly’s Bake Shop. Os famosos “sticky buns” (pãezinhos de canela grudentos) são conhecidos em todo New Brunswick e nós íamos lá buscar toda manhã. Muitas vezes a fila sai porta afora, mas acredite: vale a pena esperar.

À noite, não deixe de ir tomar uma cerveja no Holy Whale Brewing Co., uma cervejaria artesanal incrivelmente fotogênica instalada num antigo templo de madeira branca 😅. A atmosfera lá dentro é ótima, o atendimento simpático e as cervejas locais com nomes engraçados merecem muito uma degustação.

Dicas práticas antes de viajar para o Canadá

O Canadá é enorme e sua natureza é implacável, então vale a pena não subestimar nada. Aqui vão algumas coisas práticas que nós pessoalmente resolvemos antes de cada viagem:

  • Seguro viagem é fundamental. O atendimento médico no Canadá é extremamente caro e viajar sem seguro seria pura loucura. Para viagens mais longas, geralmente escolhemos a True Traveller, mas uma ótima alternativa para nômades digitais e viajantes frequentes é o seguro SafetyWing, que nunca nos decepcionou. Brasileiros também podem considerar seguradoras locais que costumam ter boas coberturas para a América do Norte.
  • Fique conectado sem roaming caro. Não precisa mais ficar caçando Wi-Fi em cafeterias. Nós não abrimos mão dos chips virtuais (eSIM) — dê uma olhada na nossa análise da Holafly, com a qual tivemos ótimas experiências pelo mundo e que você ativa em poucos minutos direto no celular.
  • Viaje leve. Acredite, arrastar malas enormes pelos aeroportos e depois tentar enfiar tudo no porta-malas do carro cansa rápido. Nós já aprendemos a fazer malas de forma bem minimalista — você pode se inspirar no nosso guia de como caber tudo na bagagem de mão e economizar muita dor de cabeça.

Para onde ir depois no Canadá e na América do Norte

Se você está planejando férias mais longas e quer aproveitar ao máximo, confira também nossos outros artigos que preparamos a partir das nossas viagens. Da costa leste, muita gente voa rumo ao oeste em busca das grandes montanhas — por isso escrevemos um roteiro completo de road trip pelo oeste do Canadá, com dicas de Banff, Jasper e Vancouver.

Se por outro lado você estiver circulando mais perto de Toronto, não pode perder o fenômeno aquático mais famoso do continente, sobre o qual escrevemos um guia detalhado de como visitar as Cataratas do Niágara.

Perguntas frequentes (FAQ)

Aqui estão as perguntas que recebo com mais frequência nos comentários. Espero que economizem horas de pesquisa 😉.

1. O Parque Nacional Fundy vale a visita?

Com certeza! É um dos poucos lugares no mundo onde você pode ver com seus próprios olhos a força extrema da maré, caminhar pelo fundo do oceano e ao mesmo tempo explorar florestas nebulosas intocadas com cachoeiras. É uma experiência natural absolutamente única. Mesmo que você tenha tempo apenas para uma parada rápida de um dia, vale a pena vir só por aquela sensação impressionante de ver os barcos deitados na lama vermelha no meio do porto.

2. Em que cidade fica o parque nacional?

O parque não fica dentro de uma cidade grande — a porta de entrada e principal base para hospedagem e alimentação é a pequena vila de Alma. A cidade grande mais próxima com aeroporto internacional é Moncton, a cerca de uma hora de carro. A estrada de Moncton até lá é bastante agradável e passa rápido, porque você atravessa uma paisagem rural charmosa que já vai te colocando no clima da atmosfera bruta do litoral atlântico intocado.

3. Dá para atravessar o parque de carro?

Sim! Pelo centro do parque passa a bela Highway 114, de onde você tem acesso à maioria dos principais mirantes e inícios de trilhas. A travessia de carro é muito confortável e os cenários pelo caminho são lindíssimos. Mas recomendo abastecer o tanque antes de entrar no coração do parque. No meio daquelas florestas selvagens não espere encontrar postos de gasolina modernos, então é sempre melhor pensar estrategicamente e sair com o tanque cheio.

4. O que torna o Parque Nacional Fundy tão especial?

A estrela principal é a Baía de Fundy e sua maré impressionante, que detém o recorde mundial. A diferença de nível pode chegar a 16 metros — e isso é algo que você precisa vivenciar na pele para o cérebro acreditar. Esse enorme deslocamento de água revira constantemente os nutrientes do fundo do oceano, transformando a região numa espécie de comedouro gigante para inúmeras espécies de aves marinhas e baleias enormes que vêm se banquetear na transição do verão.

5. Preciso consultar as tabelas de marés?

Sim, isso é absolutamente essencial se você quer explorar o fundo do mar ou fazer caiaque. A água sobe e desce a cada aproximadamente 6 horas e avança muito rápido, então para sua própria segurança e a melhor experiência, você precisa saber os horários exatos. As tabelas estão disponíveis em qualquer centro de informações na entrada, onde os guardas do parque explicam com um sorriso a que horas é seguro caminhar pela praia e quando é hora de voltar correndo para o asfalto.

6. Posso levar meu cachorro ao parque?

Os parques nacionais canadenses são muito receptivos a pets e Fundy não é exceção. Cães são permitidos na maioria das trilhas e campings, mas devem estar sempre na coleira para proteção da fauna silvestre. Só leve em conta que a lama vermelha da praia se infiltra em absolutamente tudo, então se estiver viajando com seu peludo, leve toalhas velhas para a volta ao carro. Caso contrário, o aluguel inteiro vai ficar tingido de vermelho-tijolo.

7. Existem ursos no parque e preciso de sininho?

Sim, ursos-negros vivem na região, e embora encontros nas trilhas principais não sejam frequentes, um pouco de cautela é sempre necessário. Sininhos geralmente não são obrigatórios, mas recomenda-se fazer barulho ao caminhar em florestas densas para que os animais saibam da sua presença e não sejam pegos de surpresa. O mais importante é nunca deixar comida cheirosa nas barracas e fechar o lixo nos campings usando os contêineres especiais à prova de urso. Os guardas canadenses levam isso muito a sério e, graças a isso, todos os visitantes ficam completamente seguros.

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