Sass Pordoi, Dolomitas: 10 dicas do que ver e fazer

Se você está planejando uma viagem para as Dolomitas Itália, cedo ou tarde vai se deparar com fotos do Sass Pordoi — aquela montanha majestosa de topo plano que parece ter saído direto de um filme de ficção científica sobre a conquista da Lua. As Dolomitas italianas são repletas de maravilhas naturais, mas o Sass Pordoi tem um lugar absolutamente privilegiado entre elas. É um daqueles lugares que você simplesmente precisa conhecer e incluir no seu roteiro, se quiser viver uma verdadeira atmosfera de alta montanha sem precisar ser um alpinista profissional.

O Sass Pordoi é um desses pontos das Dolomitas que você não pode pular. É um destino que define completamente o conceito de “Dolomitas de bondinho”, e nós mesmos subimos de teleférico até o terraço — em uma época em que só viajava conosco nosso cachorro Kája (antes de termos a cadela Baby ou o nosso filho Jonáš). Reunimos todas as informações atualizadas para que você aproveite o passeio ao máximo.

Então, vamos ao que interessa: preparei para você 10 dicas do que ver e fazer por aqui. Desde a subida ao pico de três mil metros Piz Boè, passando pelos mirantes lendários, até o motivo pelo qual é melhor deixar o drone em casa. 😉 Também vou te ajudar com hospedagem e informações sobre o bondinho.

Vista do bondinho para o vale e as estradas de montanha perto do Passo Pordoi
Vista do bondinho para o vale e as estradas de montanha perto do Passo Pordoi

Conteúdo do artigo

Resumo para quem não tem tempo de ler o artigo todo

  • Onde fica: Sass Pordoi (2950 m de altitude) é uma plataforma rochosa no maciço Sella, localizada na fronteira entre as províncias italianas de Trentino e Belluno.
  • Como chegar: O jeito mais fácil é saindo do passo de montanha Passo Pordoi (2239 m), de onde parte um teleférico diretamente até o cume. A viagem dura cerca de 3 minutos.
  • Para quem é: Para todo mundo. O bondinho te leva lá em cima e, no próprio terraço com vista panorâmica, você pode tomar um café tranquilamente admirando a paisagem sem suar uma gota.
  • Principal atrativo: A subida ao cume Piz Boè (3152 m), um dos picos de três mil metros mais acessíveis de todos os Alpes.
  • Atenção aos drones: Na região existe uma proibição absolutamente rigorosa de voo com drones, e as multas chegam a 3.000 euros.

O que é o Sass Pordoi e o Terraço das Dolomitas

Antes de tudo, vamos entender melhor sobre qual lugar estamos falando, porque o Sass Pordoi não é um pico de montanha comum que você escala o dia todo por entre florestas densas. Imagine um bloco de pedra gigantesco que se ergue dos vales verdes ao redor como uma fortaleza medieval enorme.

Vista do planalto do Sass Pordoi (Terraço das Dolomitas) para os picos ao redor
Vista do planalto do Sass Pordoi (Terraço das Dolomitas) para os picos ao redor (Foto: Son of Groucho, CC BY 2.0, Wikimedia Commons)

O Sass Pordoi forma a ponta sul do maciço Sella, uma formação geológica fascinante. Diferentemente das torres pontiagudas que conhecemos, por exemplo, na área das Tre Cime, o maciço Sella tem a forma de uma enorme montanha de mesa. Lá em cima é uma paisagem lunar aparentemente infinita, cheia de pedras claras e cascalho, sem árvores, onde você se sente completamente desconectado da civilização lá embaixo no vale.

O cume do Sass Pordoi em si recebeu o apelido de Terraço das Dolomitas, e quando você chega lá, entende imediatamente o porquê. A 2950 metros de altitude, a sensação é de estar no telhado do mundo. O terreno lá em cima é relativamente plano, então você pode caminhar com segurança pela beira desse terraço gigante e contemplar os picos vizinhos que se estendem até o horizonte. É um lugar muito apreciado tanto por alpinistas experientes quanto por famílias com crianças, pois o teleférico de grande capacidade elimina qualquer diferença de altitude em poucos minutos.

Quando ir e como chegar ao Sass Pordoi

Se você está planejando uma viagem à Itália e pensa em qual é a melhor época para visitar esse ícone de montanha, precisa levar em conta que, a quase três mil metros de altitude, o clima é bastante rigoroso durante todo o ano. Aqui vai um panorama completo das estações e das opções de transporte para você não chegar e ficar sem saber o que fazer diante de um bondinho fechado.

Melhor época para visitar

Para caminhadas clássicas e para curtir as vistas, o período ideal vai do final de junho até meados de setembro. Nessa época há menos neve no planalto e todas as cabanas de montanha estão abertas. Porém, preciso te alertar especialmente em relação a agosto — mais especificamente à semana em torno do feriado do Ferragosto (em 2026, de 11 a 18 de agosto). Nesse período toda a Itália entra de férias e as Dolomitas ficam lotadas, então você vai encarar fila enorme no bondinho e se apertar nos mirantes.

O outono, especialmente o final de setembro e outubro, é fantástico para fotógrafos, pois o ar costuma estar mais límpido e o céu mais estável — só que você já precisa contar com vento frio e a possibilidade da primeira neve. O inverno, por sua vez, pertence naturalmente aos esquiadores, já que toda a região faz parte do gigantesco complexo de esqui Dolomiti Superski e do famoso circuito Sellaronda.

De bondinho até o céu

O jeito mais fácil e disparado mais popular de subir é o teleférico do Sass Pordoi. A estação de baixo fica diretamente no passo de montanha Passo Pordoi (a 2239 m de altitude). Se você colocar “funivia Sass Pordoi stazione a valle” no GPS, ele te leva ao grande estacionamento bem na entrada do bondinho.

Teleférico Funivia Sass Pordoi saindo do Passo Pordoi em direção ao planalto
Teleférico Funivia Sass Pordoi saindo do Passo Pordoi em direção ao planalto (Foto: Adert, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons)

A própria viagem de bondinho já é uma experiência incrível: você sobe em linha reta ao longo de uma parede rochosa quase vertical, sem nenhum mastro intermediário. São menos de três minutos para cobrir mais de 700 metros de desnível. Quanto aos ingressos, o preço do bondinho do Sass Pordoi muda levemente a cada ano, mas atualmente você pode contar com algo em torno de 28 euros para um trecho e cerca de 39 euros para o bilhete de ida e volta. Os ingressos podem ser comprados no local, mas na alta temporada de verão recomendo muito fazer a compra online para evitar fila no guichê.

De carro até o Passo Pordoi

Para chegar à estação de baixo do bondinho, você vai precisar se locomover até lá — de carro ou pelos ônibus locais. O Passo Pordoi conecta a cidade de Canazei, no vale Val di Fassa, com a vila de Arabba. De Canazei, são aproximadamente 20 minutos por uma estrada incrivelmente sinuosa, cheia de curvas em S que podem dar um pouco de tontura — mas as paisagens ao longo do caminho compensam demais.

Motorhome estacionado no passo de montanha Passo Pordoi
Motorhome estacionado no passo de montanha Passo Pordoi

Diretamente no passo há vários estacionamentos. Saiba que o estacionamento é pago (diária de aproximadamente 8 euros) e, especialmente em julho e agosto, você precisa chegar bem cedo — de preferência antes das nove da manhã — caso contrário arrisca não achar vaga e ter que estacionar quilômetros de distância na beira da estrada.

Se você quer explorar as Dolomitas: guia completo e o que fazer nas Dolomitas, o Passo Pordoi é um ponto de partida absolutamente excelente. E se você não vai de carro próprio para a Itália, nós temos ótima experiência de longa data com a DiscoverCars, que usamos pelo mundo todo.

Onde se hospedar para visitar o Sass Pordoi

Escolher a hospedagem certa nas Dolomitas é fundamental, porque embora no mapa as distâncias pareçam pequenas, cruzar os passes de montanha leva bastante tempo. Para ficar o mais perto possível do Sass Pordoi e poder pegar o primeiro bondinho logo após o café da manhã, recomendo se hospedar em uma das três áreas estratégicas ao redor do maciço Sella.

Canazei e Val di Fassa

Este vale é provavelmente a opção mais prática e animada. Canazei é uma cidade alpina encantadora e típica, com ótimos restaurantes, lojas de material outdoor e cafés agradáveis. De Canazei, você chega de carro ao Passo Pordoi em cerca de 20 minutos. O vale também está bem conectado a outros pontos turísticos e oferece uma ampla variedade de hospedagens, desde hotéis de luxo com spa até apartamentos mais acessíveis.

Nossa dica para uma estadia realmente confortável, com gastronomia excelente e design bonito, é o Hotel Locanda degli Artisti. Se você prefere um padrão intermediário confortável a um preço razoável, dê uma olhada no Albergo Alla Rosa, bem no centro da cidade. Uma semana de hospedagem para dois em Canazei na alta temporada de verão fica em torno de 1.000 a 1.600 euros, dependendo de se você optar por meia pensão e spa.

Arabba

Enquanto Canazei pulsa de vida, Arabba, do outro lado do passo, é consideravelmente mais tranquila e um pouco menor. No inverno é um paraíso absoluto para esquiadores, pois daqui parte o acesso mais rápido à geleira Marmolada — mas no verão reina uma paz e uma tranquilidade incríveis. O trajeto de Arabba até o Passo Pordoi leva cerca de 15 minutos por curvas deslumbrantes.

As hospedagens aqui são um pouco mais baratas do que no Val di Fassa. Uma experiência alpina maravilhosa é o familiar Hotel Evaldo, onde depois de uma trilha você pode relaxar na banheira de hidromassagem enquanto observa o pôr do sol sobre os picos ao redor.

Selva di Val Gardena

Uma terceira opção excelente é se hospedar na borda norte do maciço Sella, no famoso vale Val Gardena. Selva (também chamada de Wolkenstein — por aqui você vai ouvir mais alemão do que italiano) é um resort mais exclusivo, o que infelizmente se reflete imediatamente nos preços. Lukáš diria que são “um terço mais caros por princípio”, e não estaria completamente errado. 😅 Do Passo Pordoi até aqui são cerca de 30 a 40 minutos pelo Passo Sella — uma rota que já é, por si só, uma das mais panorâmicas da região.

Para a maioria dos visitantes, esse é o principal motivo de usar o teleférico do Sass Pordoi. Perto da estação superior fica o cume Piz Boè, com seus 3152 metros. Se você pesquisar “Sass Pordoi Piz Boè”, vai descobrir que é um dos picos de três mil metros mais acessíveis de todos os Alpes, justamente porque o bondinho já resolve uma parte enorme do desnível.

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9. Fotografar a Marmolada do Passo Pordoi: parada obrigatória para fotógrafos

Marmolada com turistas da Sellaronda vistos do Passo Pordoi
Foto: kallerna / CC BY-SA 4.0 / Wikimedia Commons

Nem precisa subir até o Rifugio Maria no Sass Pordoi para conseguir as fotos mais perfeitas das suas férias. O próprio passo Passo Pordoi já é um lugar fantástico para fotografia de paisagem.

De algumas curvas abaixo do estacionamento, no lado em direção a Arabba, se abre a vista mais icônica da montanha mais alta das Dolomitas: a Marmolada, com sua geleira. Tem um local específico com uma pequena cruz de madeira e um monumento à lenda do ciclismo Fausto Coppi, de onde a composição fica absolutamente mágica — especialmente logo antes do pôr do sol, quando a luz esquenta e as rochas ao redor ficam cor-de-rosa (fenômeno que os locais chamam de Enrosadira).

Aqui você vai entender por que as Dolomitas estão na lista do Patrimônio da UNESCO e por que são o paraíso de fotógrafos do mundo inteiro. Se você vier no outono, com um pouco de sorte vai pegar uma inversão térmica de manhã e ficar acima de um oceano de nuvens, do qual emergem apenas as cumes nevados mais altos.

10. Passo Sella como rota alternativa

A última dica é sobre logística de viagem, para quem está percorrendo as Dolomitas de carro e quer ver o máximo possível. Se você está voltando do Sass Pordoi e se hospeda na região de Cortina, tente não pegar o caminho mais curto — faça um pequeno desvio pelo Passo Sella.

Esse passe conecta o vale Val di Fassa ao Val Gardena e oferece, na minha opinião, a paisagem mais dramática de toda a Sellaronda rodoviária. A estrada serpenteia bem abaixo das paredes verticais de 300 metros das torres do Sassolungo. É um lugar onde você se sente minúsculo e onde vale a pena parar pelo menos um momento no estacionamento para absorver o ambiente.

O Passo Sella costuma ficar bem congestionado por ônibus e motociclistas, mas acredite: a visão dessas paredes rochosas colossais refletindo o sol do meio-dia, enquanto você está sentado num banco com um café comprado na janelinha observando enxames de escaladores lá no alto das paredes, é simplesmente impagável.

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10 dicas do que ver e fazer no Sass Pordoi e arredores

O Sass Pordoi e seus arredores definitivamente não são um lugar para uma parada rápida de meia hora. Essa parte das Dolomitas oferece atividades para vários dias, tanto para quem curte caminhadas tranquilas quanto para alpinistas entusiastas. Aqui está o meu top 10 — tem de tudo, desde programas que você consegue fazer de sandália até aqueles de adrenalina pura, que vão deixar suas mãos doendo por três dias. 😁

1. Terraço panorâmico: 360 graus de perfeição

Pordoijoch / Passo Pordoi vista panorâmica
Foto: Aconcagua / CC BY-SA 3.0 / Wikimedia Commons

Assim que você sai da estação superior do bondinho, já está no próprio Terraço das Dolomitas. Não precisa andar nem um metro a mais para ter diante de você uma vista que provavelmente vai levar pro resto da vida. Ao longo de toda a borda do penhasco há caminhos de pedra seguros e mirantes.

Num dia de céu limpo, daqui dá pra ver quase todos os principais grupos das Dolomitas. Logo à sua frente se ergue a nevosa rainha das Dolomitas, a Marmolada; com tempo bom, você avista até as icônicas rochas das Tre Cime di Lavaredo, além das paredes monumentais das montanhas Pelmo, Civetta e do grupo Catinaccio (Rosengarten).

Passar uma hora aqui só observando e fotografando é o básico de qualquer visita. Mas não esqueça de trazer uma jaqueta corta-vento, porque nesse planalto exposto bate um vento gelado, mesmo quando lá embaixo no vale faz um calor de verão tropical.

2. Rifugio Maria e Rifugio Sass Pordoi: almoço nas nuvens

Rifugio Maria no Sass Pordoi (2995 m)
Foto: Guba Zoky Rabko / CC BY-SA 3.0 / Wikimedia Commons

Trilhas de alta montanha cansam e dão fome — isso é lei. Bem perto da estação do bondinho fica o restaurante Rifugio Maria, um moderno e lindo edifício com paredes de vidro. Você pode ficar sentado quentinho com uma tigela de sopa quente na mão, com a sensação de estar flutuando acima do vale Val di Fassa. O restaurante costuma lotar no horário do almoço, então o ideal é ir mais cedo ou mais tarde, antes de descer.

Se você prefere uma atmosfera de montanha mais tradicional, basta caminhar algumas dezenas de metros pelo planalto rochoso até o histórico Rifugio Sass Pordoi. É uma cabana menor, de pedra, que parece exatamente o abrigo dos alpinistas de cem anos atrás.

Recomendo pessoalmente experimentar a polenta local com funghi porcini e queijos de montanha derretidos e, depois de uma boa refeição, não resistir a um autêntico Apfelstrudel alpino. Embora os preços nessas altitudes sejam naturalmente um pouco mais altos do que nas cidades lá embaixo, a experiência de tomar um bombardino ou um bom vinho com vista para as Dolomitas inteiras vale cada centavo.

3. Subida ao pico de três mil metros Piz Boè: paisagem lunar no caminho ao cume

Piz Boè visto do norte - pico de três mil metros no grupo Sella
Foto: Wolfgang Moroder / CC BY-SA 3.0 / Wikimedia Commons

Sass Pordoi com crianças: diversão sem estresse

Muitos pais se preocupam em levar crianças pequenas a altitudes de cerca de 3000 metros, mas o Sass Pordoi é uma exceção absoluta nesse sentido e um dos lugares mais adequados para famílias em todos os Alpes. A razão é, claro, o teleférico confortável e rápido de grande capacidade.

Como você não precisa caminhar para subir, a chegada lá em cima é totalmente sem esforço. O próprio Terraço das Dolomitas é relativamente seguro e plano — claro que você não deve deixar as crianças correrem sozinhas até as bordas íngremes do penhasco. Mas há duas coisas que não pode esquecer: em crianças muito pequenas a altitude pode causar cansaço e dor de cabeça, então não prolongue demais a estadia lá em cima; e o piso. É tudo pedra solta, então um carrinho de bebê comum é impossível — você vai precisar de um carregador ou uma mochila de bebê. Fora isso, há um grande restaurante com paredes de vidro, banheiros e espaço suficiente para a família ficar à vontade.

Cachorros podem ir ao Sass Pordoi?

Está viajando pela Itália com seu amigo de quatro patas? Então tenho uma ótima notícia. Na região do maciço Sella ninguém barra os donos de cachorros, e você pode tranquilamente levar seu pet para o passeio.

Cachorros são permitidos no bondinho, mas devem estar na coleira, e os operadores frequentemente exigem focinheira também, especialmente quando a cabine está cheia de gente — o que no verão é quase sempre. O cachorro paga uma pequena taxa extra, geralmente alguns euros. No planalto lá em cima dá pra caminhar tranquilamente com eles, mas lembre que as pedras calcárias afiadas e o cascalho podem ser bem desconfortáveis para as patinhas, caso o animal não esteja acostumado com trilhas de montanha. No calor do verão também não há nenhuma sombra nem riachos naturais lá em cima, então você precisa carregar bastante água — não só para você, mas também para o seu cachorro.

Onde comer

Sinceramente, na primeira vez eu esperava um prato de macarrão na cabana de montanha — e aí chegou a polenta, e foi uma das maiores surpresas gastronômicas de toda a viagem. A culinária local é muito influenciada pelo Tirol austríaco vizinho e foi feita para te aquecer e fornecer uma quantidade enorme de energia após um dia inteiro de esqui gelado ou de trilha de verão.

A base das cabanas de montanha, como o Rifugio Maria no Sass Pordoi, é a tradicional polenta de milho. Mas esqueça aquela versão sem tempero do refeitório escolar — aqui a polenta é mexida com uma quantidade enorme de queijo e manteiga, e servida com funghi porcini colhidos nas florestas lá embaixo e com queijos de montanha derretidos (os locais oferecem também com guisado ou ragú de caça).

Outro clássico que você simplesmente precisa experimentar são os Canederli (Knödel em alemão): bolinhos gigantes de pão duro que fazem aqui na versão de espinafre e de queijo, servidos na manteiga clarificada com parmesão por cima, ou direto num caldo encorpado. E claro, você tem que fechar tudo com um Apfelstrudel crocante cheio de passas e nozes. Para beber, prove os vinhos locais do vale Val di Fassa ou o refrescante Hugo Spritz com xarope de sabugueiro, que nas Dolomitas é muito mais popular do que o clássico Aperol Spritz.

Informações práticas e o que observar

Antes de pegar a estrada, aqui vai uma série de coisas que você precisa saber. Caso contrário, pode se deparar com um bondinho fechado ou uma multa bem desagradável. 😅

  • Proibição de drones e multas pesadas: Este é um ponto extremamente importante. Toda a região das Dolomitas, especialmente os arredores de parques nacionais e maciços movimentados como o Sella, está em zona de proibição absoluta de voo sem autorização especial. Os carabinieri italianos (polícia de montanha) fiscalizam isso muito de perto na temporada de verão e não hesitam em aplicar multas draconians. Se te peguarem com um drone no Sass Pordoi, espere confisco do equipamento e uma multa que pode chegar a incríveis 3.000 euros. Definitivamente não vale um clique para o Instagram.
  • Ingressos combinados (Dolomiti Superski e passes de verão): Se você ficará vários dias nas Dolomitas e planeja usar mais teleféricos, certamente não vale a pena comprar ingresso avulso toda vez, já que o básico sai a 28 euros só de ida ou 39 euros de ida e volta. No inverno isso é automaticamente coberto pelo grande skipass Dolomiti Superski e no verão existem passes turísticos de vários dias (como o Panorama Pass ou o SuperSummer), com os quais você pode usar livremente os teleféricos do maciço Sella e de outros lugares.
  • Roupas adequadas: Sempre pense que você vai a quase três mil metros de altitude. Lá embaixo em Canazei pode estar tempo de camiseta e shorts, mas assim que você sai da cabine do teleférico no terraço ventoso, a temperatura cai uns quinze graus e dá frio. Uma jaqueta leve de plumas ou pelo menos um corta-vento impermeável na mochila é indispensável, mesmo em pleno agosto.
  • Pagamentos: Na Itália tudo é pago em euros e na maioria dos lugares, incluindo o bondinho e as principais cabanas de montanha, cartão é aceito sem problema. O ingresso de subida por 28 euros não tem conversão para você se preocupar — só lembre de levar um pouco de dinheiro em espécie para as cabanas menores, como o Rifugio Boè lá no alto.
  • Para onde ir depois das Dolomitas

    Enquanto você estiver admirando o Terraço das Dolomitas, você tem a oportunidade incrível de visitar outras joias que ficam bem perto. Se você quer mais cenários de alta montanha, vá um pouquinho adiante e conheça a geleira gigante sobre a qual escrevemos um guia completo sobre a Marmolada. Do Passo Pordoi você chega lá em menos de uma hora.

    Se você prefere as charmosas cidades alpinas com um toque de história e sofisticação, não deixe de visitar Cortina d’Ampezzo, nossa base principal nas Dolomitas, onde você encontra pistas olímpicas fantásticas e cenários incríveis ao redor. É um pouco mais longe (cerca de uma hora e meia de estrada), mas o passeio e a atmosfera da cidade vão te conquistar completamente.

    Dicas finais para uma viagem tranquila

    Para você planejar a viagem sem estresse, listei aqui os serviços que nos acompanham há muito tempo nas nossas viagens pela Itália e pela Europa em geral, e que eu e Lukáš usamos regularmente.

    O que levar na mala

    Se você está em dúvida sobre o que levar e em qual mala caber tudo, dê uma olhada em nosso guia de como e o que levar na mala. A nossa abordagem é bem minimalista, então vai facilitar bastante as suas escolhas.

    Eu e Lukáš aprendemos que na montanha o que você realmente carrega são boas botas e camadas funcionais. Então aqueles três vestidos para o jantar podem ficar em casa sem problema.

    Onde encontrar passagens aéreas para a Itália

    Do Brasil, a maioria dos voos para o norte da Itália conecta em Veneza, Milão ou Bérgamo. Para comparar os melhores preços de passagens aéreas, use o Kiwi, nosso portal favorito para pesquisar e comparar voos.

    Sempre prestamos atenção no horário de chegada, porque cruzar passes de montanha desconhecidos à noite em direção ao hotel não é exatamente o relaxamento ideal. O melhor é chegar por volta do meio-dia.

    Aluguel de carro no destino

    Nas Dolomitas o carro é absolutamente indispensável, porque embora os ônibus locais cheguem aos passes, isso consome um tempo enorme — e para vários lugares bonitos nem ônibus existe. Eu e Lukáš temos longa e boa experiência com o comparador DiscoverCars.com, que usamos pelo mundo todo.

    Só lembre de pagar pela cobertura total. Naquelas estraduzinhas estreitas onde você se desvia de ônibus e motorhomes, uma arranhão aparece num segundo — não importa quão bom motorista você seja.

    Reserva de hospedagem

    Como já mencionei no artigo, procure hospedagem estrategicamente nos vales bem abaixo do passo. O Booking.com é nosso buscador de hotéis favorito, pois sempre tem as avaliações mais recentes e opções de cancelamento fácil.

    Especialmente na temporada de verão e no Natal, não deixe a reserva para a última hora. Os melhores hotéis familiares costumam estar esgotados até seis meses antes.

    Não esqueça o seguro viagem

    As Dolomitas são montanhas civilizadas, mas especialmente se você planeja a trilha pelo cascalho ou até mesmo uma via ferrata abaixo do Sass Pordoi, não subestime os cuidados com saúde e o seguro, pois um resgate de helicóptero na Itália pode custar uma fortuna. Para viagens mais curtas costumamos usar o AXA com 50% de desconto e para viagens mais longas ou muito ativas não abrimos mão do True Traveller.

    Especialmente na Itália, realmente não vale a pena economizar no seguro. Quando você vê um helicóptero de resgate passando depois do outro, é melhor ter a certeza de que, em caso de apuro, você não vai quebrar o banco.

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    FAQ: Perguntas frequentes sobre o Sass Pordoi

    Dado o enorme sucesso desta montanha e de todo o maciço Sella, certas dúvidas práticas se repetem sempre. Reunimos as principais para que você tenha todas as respostas importantes num só lugar.

    Para os amantes de conforto absoluto, podemos recomendar o incrível Boutique Hotel Nives, que vai te conquistar com sua gastronomia de alto nível.

    1. Onde fica o Piz Boe?

    O cume do Piz Boè (ou também Piz Boé) está localizado nos Dolomitas italianos, no maciço Sella. Fica a 3.152 metros de altitude. O acesso mais fácil é justamente pelo Terraço dos Dolomitas, a partir da estação superior do teleférico Sass Pordoi, de onde a subida leva cerca de uma hora e meia caminhando por terreno rochoso. Por isso mesmo, na alta temporada, multidões de turistas sobem até lá, então recomendo sair bem cedo pela manhã. A recompensa será aquela sensação incrível de ter conquistado um pico de três mil metros e fotos perfeitas.

    2. Quanto tempo leva o passeio de teleférico até Sass Pordoi?

    A viagem na cabine gigante suspensa da estação inferior no Passo Pordoi (2.239 m) até a estação superior Sass Pordoi (2.950 m) é super rápida e leva apenas 3 minutos, mesmo vencendo um desnível enorme de mais de 700 metros. Durante esses minutinhos, você vai se deparar com uma vista de tirar o fôlego das paredes calcárias íngremes. Então já deixe a câmera preparada assim que entrar na cabine.

    3. Quanto custa o bilhete do teleférico?

    Os preços sofrem pequenos ajustes a cada temporada, mas atualmente (para a temporada de verão) prepare-se para gastar cerca de 28 euros pela viagem só de ida e 39 euros pelo bilhete de ida e volta. O teleférico também faz parte dos grandes passes turísticos e de esqui combinados Dolomiti Superski. Crianças e idosos geralmente têm direito a desconto. Recomendo comprar os ingressos online com antecedência, assim você economiza bastante tempo e evita o estresse de ficar na fila das bilheterias.

    4. Dá para chegar ao Passo Pordoi no inverno também?

    Sim, nos meses de inverno o Passo Pordoi é uma das artérias principais do enorme circuito de esqui Sellaronda. Você pode chegar lá tanto pelas pistas preparadas quanto de carro vindo de Canazei ou Arabba. As estradas no passo são mantidas permanentemente, mas equipamento de inverno obrigatório (pneus de inverno e muitas vezes correntes no porta-malas) é absolutamente essencial. Se você não se sente muito seguro dirigindo na neve, pode usar os ônibus de esqui locais. Eles funcionam super bem na temporada e te levam até os teleféricos com total segurança.

    5. Tem restaurantes no topo do Sass Pordoi e Piz Boè?

    Sim, logo na saída do teleférico no Terraço dos Dolomitas você encontra um grande restaurante envidraçado, o Rifugio Maria, e bem pertinho dele o tradicional refúgio de pedra Rifugio Sass Pordoi. No próprio cume do Piz Boè (depois de conquistar o pico de três mil metros) tem outro refúgio menor e aconchegante, o Capanna Piz Fassa, onde você pode comprar lanches simples. Se você gosta de doces, não deixe de pedir um chocolate quente ou strudel caseiro no refúgio. Os preços são um pouco mais altos, mas vale a pena por aquela sensação de aconchego e pela vista fantástica.

    6. Posso levar um drone lá em cima para filmar?

    Definitivamente não faça isso! Toda essa área é uma zona de exclusão aérea rigorosa para drones por causa da proteção ambiental e do movimento de helicópteros de resgate. A polícia italiana fiscaliza ativamente e, se te pegarem, aplicam multas altíssimas que muitas vezes ultrapassam 3.000 euros, além de confiscarem seu equipamento. É melhor confiar na câmera tradicional ou num celular bom. Mesmo assim você vai trazer pra casa imagens fantásticas sem o risco de estragar suas férias e esvaziar a carteira.

    7. O Sass Pordoi é seguro para crianças pequenas?

    Sim, para o próprio terraço panorâmico na estação do teleférico (2.950 m) você pode levar crianças pequenas sem problemas, já que o desnível é vencido pelo teleférico sem esforço e o terreno lá em cima é amplo. O mal de altitude geralmente não aparece em visitas tão curtas, mas fique atento com os pequenininhos. Mas cuidado com as beiradas, os penhascos são íngremes e sem proteção, então com crianças pequenas não tire os olhos delas nem por um segundo. E nem tente levar carrinho, o chão de pedras soltas vai engolir ele. Canguru é essencial.

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