Tóquio, no Japão, é uma cidade que desafia por completo qualquer ideia comum sobre como uma megametrópole deveria funcionar. De um lado, você é engolido por um mar infinito de neons, casas de jogos piscando e multidões de gente, mas basta virar a esquina para encontrar uma calma absoluta num silencioso jardim zen. É uma mistura fascinante de futuro e tradições profundamente enraizadas que, na minha opinião, não tem igual em nenhum outro lugar do mundo.
Se você está planejando ir para lá, provavelmente terá a experiência de viagem mais intensa da sua vida. Preparei para você um guia detalhado que vai ajudar a se orientar nesse labirinto gigantesco e mostrar os lugares mais interessantes. Você vai descobrir para onde ir em busca da melhor vista, onde absorver a atmosfera do Japão antigo e como não ser pego de surpresa pelas regras locais.
Nas próximas linhas, vamos dar uma olhada em 25 dicas concretas do que ver e fazer em Tóquio, e ainda vou acrescentar conselhos práticos essenciais sobre transporte e hospedagem. Além disso, dou atenção especial a todos que, assim como nós, não comem carne, porque a gastronomia japonesa consegue ser inesperadamente traiçoeira com os vegetarianos.

Resumo
- Transporte é o básico: Para se locomover pela cidade, o mais útil é o cartão recarregável IC Suica, que no iPhone você adiciona facilmente direto na Apple Wallet.
- Reserve com antecedência: Atrações populares como a vista do Shibuya Sky ou as exposições do teamLab costumam esgotar semanas antes.
- Cuidado com o caldo escondido: Se você é vegetariano, tome muito cuidado com o dashi (caldo de peixe), que se esconde em quase todos os pratos, da sopa de missô ao lámen.
- Orientação básica: Tóquio é cortada pela linha circular de trem JR Yamanote, ao redor da qual ficam a maioria dos bairros mais importantes.
- Cidade de vistas: Nem sempre é preciso pagar pelas melhores vistas; o prédio do governo em Shinjuku, por exemplo, oferece um panorama fantástico totalmente de graça.
- Saia da cidade também: Tóquio é um ótimo ponto de partida para passeios de um dia ao monte Fuji, à histórica Kamakura ou aos onsens de Hakone.

Quando ir para Tóquio
A época mais bonita para visitar é, sem dúvida, a primavera e o outono. A tradicional floração das cerejeiras (hanami) costuma acontecer no fim de março e começo de abril; para 2026, estima-se o pico da floração por volta de 28 de março. É um espetáculo absolutamente mágico, mas prepare-se: os parques ficam lotados e os preços das hospedagens disparam.
Igualmente deslumbrante é o outono, aproximadamente de meados de novembro até o começo de dezembro. As árvores se tingem de tons incríveis de vermelho e dourado (momiji), as temperaturas são bem agradáveis para caminhar o dia todo e, no geral, o ar de outono é lindamente limpo. É justamente no outono e no inverno que você tem a maior chance de avistar o pico nevado do monte Fuji ao longe.
Por outro lado, eu recomendaria evitar o verão japonês. Julho e agosto trazem calor extremo e umidade enorme, quando as temperaturas facilmente chegam aos 35 graus e a sensação térmica é ainda maior. De meados de junho a meados de julho também é época de chuvas (tsuyu) e, em setembro, há risco de tufões.

Onde se hospedar em Tóquio
💡 Dica de hospedagem e experiências: Nós gostamos de procurar hospedagem no Booking.com, onde costumam ter as melhores condições de cancelamento. Já os ingressos, passeios e atividades vale a pena comparar e comprar pela GetYourGuide.
Escolher o bairro certo é absolutamente fundamental para uma estadia confortável, porque os deslocamentos de metrô tomam muito tempo. A parte oeste da cidade, em torno de Shinjuku e Shibuya, é ideal para os amantes da vida noturna, da boa comida e das compras. Se, por outro lado, você planeja viajar bastante de shinkansen para fora da cidade, vale procurar hospedagem perto da Tokyo Station.
Para quem busca uma atmosfera um pouco mais tranquila e tradicional, o histórico bairro de Asakusa é uma excelente escolha. Aqui você encontra hotéis mais em conta e ruelas com menos movimento, e chega ao centro de metrô com muita facilidade. A maioria das hospedagens é fácil de reservar pelo Booking, mas faça isso com bastante antecedência.
Aqui vão algumas dicas concretas de hotéis testados e aprovados em diferentes faixas de preço:
- The Millennials Shibuya – um hotel-cápsula estiloso e supermoderno bem no coração da agitação, onde a diária futurista sai por cerca de 3000 a 9000 JPY (aprox. 18 a 55 €).
- APA Hotel Shinjuku Gyoemmae – um representante típico dos business hotels japoneses; oferece quartos bem pequenos, mas a localização e o preço em torno de 8000 JPY (aprox. 48 €) por noite são imbatíveis.
- Park Hyatt Tokyo – o icônico hotel de luxo conhecido do filme “Encontros e Desencontros” fica em Shinjuku e reabriu em dezembro de 2025 após uma ampla reforma.
- Hoshinoya Tokyo – um lindo ryokan urbano moderno pertinho da Tokyo Station, que oferece até um onsen próprio com águas termais na cobertura.
- Prostyle Ryokan Asakusa – uma ótima opção intermediária para quem quer experimentar o tradicional dormir sobre tatami numa versão moderna, pertinho do templo Senso-ji.

25 dicas do que ver e fazer em Tóquio
Vamos dar uma olhada nos lugares específicos que não podem faltar no seu roteiro. Organizei tudo propositalmente de um jeito que facilite o seu planejamento e a exploração dessa metrópole infinita.

1. Shibuya Crossing
Esse lugar é um símbolo absoluto da Tóquio moderna e vê-lo ao vivo é realmente uma experiência forte. A travessia de pedestres mais famosa do mundo chega a ser atravessada por até 3000 pessoas em um único sinal verde, e mesmo assim não há caos algum: todos se cruzam de forma elegante. O ideal é ir até lá depois de escurecer, quando os telões e neons ao redor iluminam todo o cruzamento.
Para ter a melhor vista de cima, você não precisa necessariamente pagar entrada. Vá até o shopping Magnet by Shibuya 109, onde fica o Mag’s Park na cobertura, com uma vista sensacional direto para a travessia. Outro clássico bem popular é o andar envidraçado do Starbucks Tsutaya local, mas conseguir um lugar na janela ali exige uma boa dose de paciência.

2. Estátua do cão fiel Hachiko
Logo na saída da estação Shibuya, um pedacinho comovente da história japonesa espera por você. A pequena estátua de bronze do cão Hachiko relembra uma história de fidelidade: esse cachorrinho esperou pelo seu dono já falecido na estação por longos nove anos. Hoje é, de longe, o ponto de encontro mais popular de toda a cidade.
Prepare-se: ao redor da estátua há sempre um enorme aglomerado de gente e para tirar uma foto com o cão normalmente se forma fila. Além disso, os donos de cães locais costumam trazer seus próprios bichinhos vestidos com roupinhas variadas, o que deixa a cena ainda mais curiosa.

3. Mirante Shibuya Sky
Se você quer ver toda Tóquio de uma perspectiva de pássaro e ao ar livre, essa é atualmente a melhor opção. O terraço mirante aberto fica a 229 metros de altura, no topo do arranha-céu Shibuya Scramble Square. Em dias claros, dá para ver lindamente até o monte Fuji, e os cantos envidraçados são feitos sob medida para fotos perfeitas.
A regra básica é comprar os ingressos online com antecedência por 2500 JPY (cerca de 15 €); no local costumam ser mais caros ou já estar esgotados. Os horários mais disputados, antes do pôr do sol, somem até quatro semanas antes, então não deixe a compra para depois. Ingressos para atrações desse tipo por todo o Japão eu recomendo resolver por plataformas confiáveis como a GetYourGuide, onde tudo fica organizado e em inglês.

4. Tokyo Metropolitan Government Building
Não quer pagar milhares de ienes pelas vistas? Vá até o bairro de Shinjuku, ao gigantesco prédio do governo, que os locais chamam abreviadamente de Tochō. Tanto na torre norte quanto na sul há andares de observação a 202 metros de altura, cuja entrada é totalmente gratuita para todos os visitantes.
Costumam abrir das nove e meia da manhã até as dez da noite, então você pode admirar a cidade de dia e depois de escurecer. Lá dentro há também uma pequena cafeteria e uma loja de souvenirs e, embora às vezes se forme uma pequena fila nos elevadores, ela anda bem rápido.

5. Vielas de Golden Gai
Enquanto o resto de Tóquio cresce para cima, em Shinjuku se esconde um pequeno pedaço do passado que parece ter congelado no tempo. Golden Gai é um labirinto de seis ruelas estreitas com cerca de duzentos bares em miniatura, onde muitas vezes só cabem cinco ou seis clientes. É um lugar com uma atmosfera absolutamente única do Japão antigo do pós-guerra.
💡 Dica: ao visitar, tome muito cuidado com o chamado table charge. A maioria dos bares cobra uma taxa só pelo fato de você se sentar (muitas vezes em torno de 500 a 1000 JPY, cerca de 3 a 6 €), e as bebidas são pagas à parte. Alguns estabelecimentos nem aceitam estrangeiros; procure os que têm placa ou cardápio em inglês do lado de fora.

6. Atmosfera em Omoide Yokocho
A poucos passos da estação de trem Shinjuku fica outra famosa ruela histórica cheia de pequenos botecos chamados izakaya. O espaço aqui é tão estreito que os clientes literalmente se espremem nos balcões, com lanternas vermelhas penduradas sobre suas cabeças e o ar tomado pela fumaça da carne grelhada. Para os amantes da fotografia, é um verdadeiro paraíso.
Se você é vegetariano como nós, provavelmente não vai vir aqui para comer, já que a principal especialidade são os espetinhos de carne grelhada yakitori. Mesmo assim, recomendo fortemente pelo menos atravessar a ruela, absorver essa atmosfera incrível e observar os locais se divertindo depois do trabalho com uma cerveja e um saquê.

7. Bairro de entretenimento Kabukicho
Bem ao lado das ruelas históricas mais tranquilas se estende o maior bairro de entretenimento e da luz vermelha de Tóquio. Kabukicho ganha vida sobretudo à noite, quando se ilumina com milhares de neons coloridos e as ruas se enchem de aliciadores para os clubes. Aqui você encontra casas de pachinko, bares de karaokê e uma gigantesca cabeça iluminada do Godzilla espiando de um dos arranha-céus.
Embora o bairro tenha uma fama meio selvagem, para o turista comum passear pelas ruas principais é totalmente seguro. Mas recomendo enfaticamente ignorar todos os aliciadores de rua, que vão te chamar para drinks grátis ou shows especiais; na maioria das vezes são armadilhas turísticas superfaturadas.

8. Parque Shinjuku Gyoen
Quando quiser descansar da Tóquio maluca e neon, este parque enorme é a melhor escolha. O amplo complexo combina jardins tradicionais japonês, inglês e francês e oferece um oásis perfeito de calma em meio aos arranha-céus. A entrada é bem simbólica, cerca de 500 JPY (aprox. 3 €).
Na primavera, o parque se transforma em um dos lugares mais populares da cidade para observar as cerejeiras em flor. Aqui você encontra centenas de árvores floridas e, ao contrário de outros parques, não é permitido beber álcool, então a atmosfera continua bem tranquila e agradável mesmo no auge da temporada.

9. Complexo do templo Senso-ji
No histórico bairro de Asakusa fica o mais antigo e importante templo budista de toda Tóquio. O Senso-ji foi fundado já em 645 e até hoje é o centro espiritual da cidade, para onde afluem multidões de fiéis e de turistas. A entrada em todo o amplo complexo é gratuita o ano inteiro.
Muitos visitantes alugam um quimono tradicional e passeiam pelo complexo com roupas históricas, o que cria um cenário lindo para fotos. Não deixe de experimentar a purificação na fumaça dos incensos, junto ao grande incensário; segundo a tradição, dizem que a fumaça traz saúde e sorte.

10. Portão Kaminarimon
No caminho para o templo Senso-ji, você vai ter que passar por esse icônico portão de entrada, um dos lugares mais fotografados do Japão. Seu destaque é uma lanterna vermelha gigantesca que pesa respeitáveis 700 quilos, ladeada por estátuas dos deuses do vento e do trovão.
O espaço em frente ao portão costuma ser extremamente movimentado durante o dia, e conseguir uma foto sem centenas de pessoas é quase impossível. Se você quer curtir a arquitetura com calma, vá bem cedo pela manhã ou tarde da noite, quando as lojas já estão fechadas e o complexo do templo fica lindamente iluminado.

11. Rua de comércio Nakamise-dori
Logo depois do portão Kaminarimon começa uma ruela histórica de 250 metros que leva até o prédio principal do templo. Ela é literalmente ladeada por dezenas de lojinhas com souvenirs tradicionais, leques, máscaras e, sobretudo, comida de rua local, cujo cheiro se sente de longe.
Não deixe de provar os biscoitos de arroz senbei recém-assados ou o tradicional doce ningyo-yaki, em formato de bonequinhos, recheado com pasta de feijão vermelho. Mas lembre-se da etiqueta japonesa e não fique caminhando enquanto come: sempre pare de lado, perto da barraca onde comprou a guloseima.

12. Torre Tokyo Skytree
Essa enorme torre de televisão e observação, com 634 metros de altura, é de longe a construção mais alta de todo o Japão. A plataforma de observação básica, a Tembo Deck, fica a 350 metros de altura e a entrada sai por cerca de 1800 JPY (aprox. 11 €). Pagando mais 1400 JPY (aprox. 8 €), você pode subir até a galeria mais alta, a 450 metros.
Os viajantes costumam concordar nos fóruns que, de uma altura tão grande, a cidade já parece um pouco achatada e perde seus detalhes. Por isso, muita gente aconselha economizar na entrada e admirar a torre lindamente iluminada de fora, por exemplo, do parque à beira do rio Sumida, perto da estação Oshiage.

13. Clássica Tokyo Tower
A mais antiga torre vermelha e branca, de 1958, que lembra bastante a Torre Eiffel, tem para muitos visitantes um charme bem maior do que os arranha-céus modernos. Seu mirante principal fica a 150 metros de altura (entrada 1200 JPY, aprox. 7 €) e oferece uma vista maravilhosa, na qual você ainda está, por assim dizer, dentro do panorama urbano e vê os prédios e as ruas bem de perto.
Para os verdadeiros entusiastas, há ainda o Top Deck, mais alto, a 250 metros, por 2800 JPY (aprox. 17 €). Pessoalmente, acho que o mirante mais baixo é totalmente suficiente, e a própria torre rende as fotos mais bonitas das ruas ao redor, quando brilha na escuridão da noite com sua característica cor laranja quente.

14. Loucura eletrônica em Akihabara
O bairro conhecido abreviadamente como Akiba é uma verdadeira meca para todos os fãs de anime, mangá, videogames e eletrônicos. As ruas aqui são ladeadas por lojas de departamento de vários andares repletas de fliperamas, figuras colecionáveis e as tecnologias mais modernas. Só o passeio entre os gigantescos anúncios coloridos já é uma experiência.
Pare na lendária loja Super Potato, onde você encontra uma coleção incrível de jogos retrô e consoles antigos. O bairro também é famoso pelos seus maid cafés, onde você é atendido por garçonetes fantasiadas de empregadas domésticas, um fenômeno japonês bem específico que definitivamente não é para todo mundo.

15. Moda maluca em Harajuku
Se você quer ver até onde vai a criatividade japonesa no vestir, precisa ir ao bairro de Harajuku. O centro de toda a agitação é a rua de pedestres Takeshita-dori, onde se concentram brechós, lojas de moda extravagante e barracas com os doces mais malucos.
Uma obrigação tradicional é comer aqui uma panqueca francesa gigante recheada com chantilly, frutas e sorvete. Bem na rua ao lado, aliás, fica o elegante bulevar Omotesando, apelidado de Champs-Élysées de Tóquio, onde ficam as marcas mais luxuosas do mundo em lindos edifícios de arquitetura marcante.

16. Santuário Meiji Jingu
Bem atrás da movimentada estação de trem Harajuku se estende um mundo completamente diferente. Esse enorme santuário xintoísta fica escondido numa floresta densa, formada por incríveis cem mil árvores doadas por pessoas de todo o Japão. A entrada em todo o complexo é gratuita e reina ali uma paz divina.
Até o santuário leva um longo caminho de cascalho, ao longo do qual você com certeza vai notar uma enorme parede de barris decorados de saquê. Com sorte, você pode presenciar aqui, num fim de semana, um casamento tradicional japonês, com a noiva de quimono branco e o noivo caminhando pelo pátio do templo sob uma sombrinha vermelha.

17. Compras de luxo em Ginza
Ginza é sinônimo de luxo, elegância e as compras mais caras do Japão. Aqui você encontra grandes lojas de departamento como a Ginza Six e butiques de estilistas renomados, cujas vitrines mais parecem galerias de arte. O bairro é ainda famoso por suas cafeterias badaladas e restaurantes luxuosos.
O melhor momento para a visita é no fim de tarde de um fim de semana. A avenida principal fecha totalmente para carros nesse horário e se transforma numa enorme zona de pedestres, para onde os locais saem em passeios de descanso. A atmosfera aqui é completamente diferente da Shibuya maluca; tudo parece muito sofisticado e requintado.

18. Mercados Tsukiji e Toyosu
Embora o famoso leilão matinal de atum tenha se mudado para o novo e moderno galpão de Toyosu, a parte externa do antigo mercado Tsukiji ainda vive à sua maneira. Nas ruelas estreitas pulsa toda manhã uma energia incrível, os vendedores gritam e há um cheiro de comida de rua fresquinha.
Enquanto para os amantes de carne é um paraíso cheio de sushi fresco, para os vegetarianos há aqui ótimos doces de massa de arroz mochi, frutas japonesas perfeitas e um matchá excelente. Já no novo complexo de Toyosu você pode ir se quiser observar de graça, das passarelas envidraçadas, o mencionado leilão matinal de peixe, mas prepare-se para acordar bem cedo.

19. Arte digital teamLab
Isto não é uma galeria comum, mas uma experiência interativa totalmente envolvente, que quebra as fronteiras entre artista e espectador. As exposições de arte digital do teamLab usam luzes, espelhos e projeções para literalmente puxar você para dentro de outro mundo. Em Tóquio, você tem duas localizações principais para escolher.
A exposição teamLab Planets, em Toyosu (aberta até 2027), é única porque você a percorre totalmente descalço e, em alguns pontos, atravessa água até os joelhos. Já a mais nova teamLab Borderless, em Azabudai, é um enorme labirinto sem fronteiras fixas. Os ingressos custam cerca de 3200 a 4800 JPY (aprox. 19 a 29 €) e você obrigatoriamente precisa comprá-los online com várias semanas de antecedência.

20. Parque Ueno e seus museus
O amplo parque Ueno, no norte da cidade, é o coração cultural de Tóquio. Aqui você encontra uma enorme concentração dos melhores museus do país, incluindo o imponente Museu Nacional de Tóquio, aonde se chega por cerca de 1000 JPY (aprox. 6 €). O próprio parque é cheio de templos, lagos e vegetação, e a entrada nele é gratuita.
Muitos guias ainda atraem os visitantes ao zoológico local para ver os pandas-gigantes, mas infelizmente os últimos pandas deixaram Ueno em janeiro de 2026 e voltaram para a China. Ainda assim, o parque é maravilhoso, especialmente na primavera, quando suas principais alamedas se iluminam com milhares de cerejeiras rosadas, embora as multidões de visitantes costumem ser extremas.

21. Palácio Imperial e os Jardins do Leste
Bem no meio da selva de concreto, perto da estação Otemachi, fica a residência do imperador do Japão. O palácio interno em si fica rigorosamente fechado ao público na maior parte do ano, mas você pode fotografar de longe a icônica ponte de pedra Nijubashi, que leva até ele.
Bem mais interessante, porém, é a visita aos adjacentes Jardins do Leste (East Gardens), cuja entrada, após registro no portão, é totalmente gratuita. Os jardins se estendem sobre o local do antigo e gigantesco castelo Edo e até hoje você pode admirar ali os restos das maciças muralhas de pedra e uma paisagem japonesa lindamente cuidada.

22. Ilha artificial de Odaiba
Esse bairro ultramoderno foi construído sobre ilhas artificiais na Baía de Tóquio e você chega até lá pelo trenzinho panorâmico automático Yurikamome. Odaiba oferece a única praia de areia urbana da cidade, o ótimo museu de ciências Miraikan e uma vista incrível da iluminada Rainbow Bridge.
A maior atração aqui, por muitos anos, foi a gigantesca estátua do robô Unicorn Gundam, que se transforma, junto ao shopping DiverCity. Mas fique atento às informações atualizadas, porque a estátua ficará ali apenas até agosto de 2026, ou seja, se você for mais tarde, infelizmente já não vai vê-la nesse local.

23. Arte e vida noturna em Roppongi
O bairro de Roppongi tem duas faces completamente diferentes. Durante o dia, é um sofisticado centro de arte moderna, onde você encontra galerias incríveis como o Mori Art Museum, instalado nos andares mais altos de um arranha-céu, ou o envidraçado National Art Center, de arquitetura fantástica.
Mas assim que o sol se põe, as ruas são tomadas por clubes e bares. Roppongi é tradicionalmente o lugar com a vida noturna mais animada para estrangeiros, mas, assim como em Kabukicho, aqui também você precisa tomar muito cuidado com os aliciadores, que atraem para estabelecimentos com taxas escondidas.

24. Boêmia Shimokitazawa
A apenas alguns minutos de trem da maluca Shibuya fica um bairro que parece de uma cidade totalmente diferente. Shimokitazawa é o centro da cultura alternativa de Tóquio, cheio de lojas vintage de roupas, pequenos teatros independentes e cafés aconchegantes escondidos em ruelas sem carros.
É o lugar ideal para uma tarde tranquila, quando você simplesmente vagueia sem rumo. Os viajantes elogiam muito a atmosfera relaxada e levemente hipster daqui, que é o contraponto perfeito ao centro perfeccionista e apressado da metrópole.

25. Tempo parado no bairro de Yanaka
Se você quer viver a Tóquio como ela era há décadas, vá até um pouco além da estação Nippori. O bairro de Yanaka sobreviveu, como que por milagre, aos bombardeios e a grandes terremotos, então até hoje há ali velhas casinhas de madeira e dezenas de pequenos templos familiares encravados em ruas tranquilas.
O coração de toda a área é a rua de comércio Yanaka Ginza, onde o tempo passa bem mais devagar. Os artesãos locais vendem seus produtos aqui, você encontra um monte de gatos vira-latas e pode provar comida de rua tradicional sem ter que abrir caminho entre enormes multidões de turistas.
Para onde ir a partir de Tóquio
Tóquio é um ponto de partida absolutamente fantástico para passeios de um dia pelos arredores. Se as fontes termais e a vista do monte Fuji te atraem, pegue o trem para Hakone, onde você pode andar de teleférico e até de barco pirata pelo lago Ashi. Para os amantes da história, uma ótima escolha é a cidadezinha dos templos Nikko, tombada pela UNESCO e escondida em montanhas maravilhosas.
Outra parada popular perto da cidade é Kamakura, com sua gigantesca estátua de bronze de Buda e praias. Se você quer ver o Fuji em toda a sua beleza, incluindo a icônica foto com o pagode Chureito, pegue o ônibus até o lago Kawaguchiko.
Depois de explorar Tóquio, siga de shinkansen mais para o oeste. Leia o nosso artigo Férias no Japão: guia completo, onde você encontra um roteiro detalhado. Não deixe de conferir também as dicas de Quioto: o que ver e, se você vai à terra do sol nascente pela primeira vez, o guia Japão pela primeira vez: JR Pass e dicas práticas vai te salvar.
Perguntas frequentes
Quantos dias são ideais para visitar Tóquio?
Pro absolutní základ e absorver a atmosfera, reserve no mínimo 4 a 5 dias completos. Mas se você quiser fazer algum bate e volta nos arredores e não ficar estressado, recomendo 7 dias ou mais. Tóquio é tão gigantesca que você não vai se entediar nem depois de duas semanas.
Como se paga na cidade e preciso de dinheiro em espécie?
Embora a situação tenha melhorado significativamente após a pandemia e cartões sejam aceitos na maioria dos hotéis e lojas maiores, o dinheiro em espécie ainda é rei. Você vai precisar dele em pequenos restaurantes, mercados e barracas. Caixas eletrônicos (ATM) podem ser encontrados em cada esquina nas lojas 7-Eleven ou FamilyMart e funcionam 24 horas por dia.
O que é o cartão Suica e como conseguir um?
É um cartão IC recarregável eletrônico com o qual você paga o transporte público, comida em restaurantes self-service e máquinas de bebidas. Se você tem um iPhone, pode baixar o Suica móvel direto no Apple Wallet e recarregá-lo com seu cartão normal. Usuários de Android da UE geralmente precisam comprar um cartão físico Welcome Suica no aeroporto.
Qual é a maior armadilha para vegetarianos no Japão?
Tou a maior traição de todas é o dashi – um caldo tradicional feito com flocos de peixe katsuobushi. Ele se esconde em praticamente tudo que parece ser comida vegetariana, desde a sopa de missô até o molho do tempurá de legumes. Sempre pergunte aos atendentes usando a frase “Dashi mo dame desu” (Nem dashi posso comer) e prefira buscar restaurantes veganos seguros através do aplicativo HappyCow.
Onde comer sem carne em Tóquio?
Para vegetarianos e veganos, o restaurante T’s TanTan na estação Tokyo Station é uma salvação absoluta, onde uma tigela de ramen vegano delicioso custa cerca de 1100 JPY. Não deixe de experimentar também a culinária budista shojin ryori, que é naturalmente sem carne, ou nos self-services aposte nos triângulos de arroz onigiri recheados com ameixa salgada umeboshi ou alga marinha kombu.
Vale a pena comprar passes turísticos de metrô em Tóquio?
Se você for se deslocar bastante, pode comprar o Tokyo Subway Ticket de 24 a 72 horas (custa 1000 a 2000 JPY). Mas fique atento, porque ele vale apenas para a rede de metrô (Tokyo Metro e Toei) e não vale para a linha elevada JR Yamanote, que é super importante. Para ter máxima liberdade, muitas vezes é mais prático passar o cartão Suica, já que um dia normal de deslocamentos sai por uns 800 a 900 JPY.
É melhor a vista da Tokyo Tower ou da Skytree?
Cada torre tem algo especial. Enquanto a Skytree é ótima com suas alturas para se dar conta da extensão infinita da cidade, muitos viajantes afirmam que da Tokyo Tower, mais baixa, você tem uma relação muito mais íntima com a cidade e consegue distinguir melhor os edifícios individuais.
Quais são as regras básicas de comportamento?
Os japoneses são extremamente cuidadosos com a consideração ao seu entorno. No transporte público, silencie seu celular e não atenda ligações, não coma enquanto caminha na rua e nunca deixe gorjeta no restaurante, isso é considerado grosseria. Assoar o nariz em público também é um grande faux pas, é melhor ir ao banheiro ou apenas fungar.
