A Toscana está no topo da listinha de quase todo mundo – colinas com ciprestes, uma taça de chianti ao pôr do sol, cidades renascentistas. Só que aí bate a realidade: quando ir, afinal, para não pegar calor nem multidão, quanto tudo isso vai custar e se vale a pena fechar um pacote ou organizar por conta própria? Foi exatamente nessa fase do “quero ir, mas não sei como” que a gente também esteve.
Nesta página você encontra três coisas: os preços atualizados de pacotes e passagens aéreas, que renovamos toda manhã; nossas dicas das próprias viagens e artigos, para você saber o que realmente vale o tempo; e um plano de quando e o que reservar, para não pagar mais do que precisa.

O que ver e fazer em Toscana
A Toscana não é só uma cidade – é uma região inteira, onde dá para passar tranquilamente duas semanas e ainda ter o que descobrir. A gente recomenda começar pelos grandes nomes e depois dar uma esticada nas cidades menores, onde reina bem mais sossego. Se você quer um roteiro completo, montamos um roteiro de 7 dias com mapa e os 30 lugares mais lindos.
- Florença – o berço do Renascimento, com o Davi, o Duomo e a Galeria Uffizi; reserve dois dias inteiros sem culpa.
- Pisa e, claro, a sua torre inclinada – compre os ingressos com antecedência, porque o número de visitantes lá dentro é limitado.
- Orvieto – uma cidadezinha sobre uma rocha de tufo, logo depois da fronteira da Toscana, parada perfeita no caminho de ida ou volta de Roma.
- As termas da Toscana – o relax que já os romanos conheciam; selecionamos 12 hotéis de bem-estar com águas termais.
- As colinas vinícolas do Chianti, entre Florença e Siena – passear de carro por entre os vinhedos já é uma experiência por si só.
Quando ir para Toscana
Na nossa opinião, a melhor época para a Toscana é maio, junho e setembro. O clima fica agradavelmente quente (muitas vezes 22–28 °C), as cidades ainda não estão lotadas e a paisagem fica ou verdinha (primavera) ou dourada após a colheita (começo do outono). Quem quer a vindima e um clima mais tranquilo, vá entre setembro e o começo de outubro.
Julho e agosto são escaldantes (passa fácil dos 35 °C) e, principalmente, cheios de gente e com preços mais altos – se não for por causa das férias escolares, fuja deles. Já o inverno é tranquilo e barato: as cidades ficam meio vazias, mas conte com horários de funcionamento mais curtos e frio. Aliás, as termas são ótimas justamente nos meses mais frios.
Nossa dica: viaje fora das férias italianas (por volta de 15 de agosto / Ferragosto a lotação é máxima) e deixe os dias de semana para as cidades mais visitadas, como Florença.
Como chegar a Toscana
A forma mais comum de chegar à Toscana é de avião – a principal porta de entrada é o aeroporto de Florença (FLR), ou então o aeroporto de Pisa (PSA), que costuma ser mais barato. Costumam existir voos sazonais diretos ou conexões por algum hub europeu; uma alternativa é voar até Milão ou Bolonha e seguir de trem. De avião, dá para chegar em meio dia.
De carro, até Florença são cerca de 1.000 km e 10–11 horas de viagem pela Áustria e pela passagem do Brennero (conte com a vinheta/pedágio austríaco e italiano). O carro vale a pena se você quer rodar pelas cidades menores e vinhedos; mas não entre de carro nos centros das grandes cidades por causa das zonas ZTL. De trem, via Munique ou Verona, também dá certo, mas com algumas baldeações.
Aluguel de carro
O carro na Toscana vale a pena se você quer rodar pelo interior – Chianti, Val d’Orcia, cidadezinhas e vinhedos praticamente não dá para percorrer com conforto sem ele. Já se você planeja só as grandes cidades (Florença, Pisa, Siena), o carro é mais um peso: o estacionamento é caro e, por causa das zonas ZTL, você nem consegue entrar nos centros. Aí o trem sai melhor.
- Reserve online com antecedência por um comparador de locadoras – na hora, em alta temporada, costuma ficar caro e os carros pequenos acabam rápido.
- Seguro e caução: fique de olho na franquia; um seguro adicional sem franquia costuma valer a pena em viagens mais longas. No cartão de crédito, conte com o bloqueio de uma caução.
- Pedágio e ZTL: nas rodovias se paga pedágio (tíquete na cancela), e não entre de carro nos centros das cidades por causa das multas das zonas ZTL.
- Retire o carro fora do aeroporto (na cidade), assim você costuma economizar nas taxas aeroportuárias.
Onde se hospedar em Toscana
Onde se hospedar depende muito do estilo da viagem. Se você aposta nas cidades e viaja sem carro, fique direto em Florença ou Siena – você tem tudo a uma curta caminhada. Quem quer sossego e paisagem, escolha um agriturismo (fazenda com hospedagem) no Chianti ou no Val d’Orcia; mas aí o carro é indispensável.
- Cidades (Florença, Siena, Lucca) – ideais sem carro, tudo a pé ou de trem; reserve com antecedência.
- Agriturismo no interior – piscina, vistas, vinho e azeite caseiros; precisa de carro, mas a experiência é a melhor.
- Resorts termais – para uma estadia de bem-estar; nossas dicas estão no artigo sobre hotéis de bem-estar na Toscana.
- Apartamentos – vantajosos para famílias e estadias mais longas, você economiza na comida graças à cozinha.


Pacote ou por conta própria?
Dá para curtir a Toscana das duas formas – depende principalmente de quanto você quer resolver por conta própria.
O pacote vale a pena quando…
- você quer ver várias cidades por um preço só, sem planejar nem dirigir;
- não quer se preocupar com transporte, hospedagem e ingressos;
- está indo pela primeira vez e valoriza ter um guia e segurança;
- viaja com os pais ou em um grupo maior.
Vá por conta própria quando…
- você quer ditar o ritmo e parar onde bem entender;
- se interessa pelo interior, pelos vinhedos e pelo agriturismo em vez de um ônibus entre cidades;
- não se importa em planejar o roteiro e as reservas (temos um roteiro pronto para isso);
- quer montar a viagem sob medida para o seu orçamento.
Nós dois preferimos a Toscana de carro, por conta própria – a liberdade de parar ao lado de uma alameda de ciprestes não tem preço. Mas se você vai pela primeira vez, não quer dirigir nem planejar, pode partir tranquilamente para um pacote; vai te poupar um monte de preocupação.
Orçamento: custo diário em Toscana
Orçamento diário estimado por pessoa (sem a passagem/transporte até o destino). Os preços são aproximados e consideram o nível atual de preços na Itália.
| Nível | Hospedagem | Comida | Transporte e atividades | Total/dia |
|---|---|---|---|---|
| Mochileiro | 30 €–40 € (hostel, apartamento barato) | 16 €–25 € (street food, supermercado) | 12 €–20 € (trens, a pé, algumas entradas) | 55 €–85 € |
| Padrão | 60 €–100 € (hotel 3*, agriturismo) | 30 €–45 € (trattoria, almoço e jantar) | 25 €–40 € (carro, entradas, vinhedos) | 115 €–185 € |
| Conforto | 140 €+ (hotel 4*, apartamento de design) | 60 €+ (restaurantes de qualidade, vinho) | 60 €+ (carro, degustações, bem-estar) | 260 €+ |
Como economizar no planejamento
- Compre as passagens com 2 a 4 meses de antecedência – para a temporada (maio, setembro) vale comprar cedo, porque depois os preços só sobem. Busque passagens no nosso buscador.
- Reserve a hospedagem nas cidades com tempo – bons apartamentos e agriturismos no Chianti somem meses antes; dê uma olhada nas nossas dicas de hospedagem.
- Pacotes: o first minute (para inverno/primavera) costuma ser o mais barato, o last minute só vale fora do pico do verão – acompanhe os pacotes atuais nesta página.
- Ingressos para os pontos mais visitados (Uffizi, torre inclinada) compre online com antecedência – você economiza tempo e estresse na fila; o que reservar está na seção o que reservar com antecedência.
- Onde se paga caro: comida bem ao lado dos monumentos e café sentado nas praças principais – ande duas ruas e pague até metade.
Informações práticas
- Idioma e moeda: italiano e euro; nos pontos turísticos você se vira em inglês, mas algumas palavrinhas em italiano abrem portas.
- Pagamento com cartão: dá para pagar com cartão em quase todo lugar, mas em vilarejos pequenos e feiras tenha também dinheiro.
- Conectividade: o mais simples é um eSIM com pacote de dados para a UE – ativa em poucos minutos e você não precisa se preocupar com roaming nem com chip local.
- Segurança: a Toscana é segura; fique de olho só nos batedores de carteira em meio à multidão (Florença, trens, filas dos pontos turísticos).
- Trânsito e ZTL: não entre de carro nos centros das cidades – as zonas ZTL são vigiadas por câmeras e a multa chega até em casa.
