Compras em Nova York: 20 lojas e lugares (5th Avenue, SoHo, outlets) 2026

Nova York oferece experiências em cada esquina, mas poucas se comparam à sensação de caminhar com um café na mão pelas famosas avenidas de Manhattan, descobrindo as lojas locais. A cidade que nunca dorme dita as tendências mundiais, e você tem a oportunidade única de estar bem na fonte. Seja procurando casas de moda icônicas, butiques escondidas cheias de estilistas independentes ou outlets gigantescos, fazer compras em Nova York atende às expectativas até dos viajantes mais exigentes. Vitrines brilhantes, prédios históricos e possibilidades infinitas transformam o simples ato de gastar dinheiro em um verdadeiro evento cultural.

Na primeira ou segunda visita, a oferta enorme pode parecer um pouco confusa, principalmente se você viaja em família ou com o parceiro e precisa aproveitar bem o tempo. As distâncias em Manhattan enganam, e sem preparo é fácil terminar com a carteira vazia e a sensação de que passou batido pelos melhores lugares. Você não precisa gastar milhares de dólares para levar peças originais para casa, basta saber para quais ruas ir e quais regras as lojas daqui seguem.

Este guia cobre as principais zonas de compras, da luxuosa Quinta Avenida às vielas estilosas do bairro SoHo, passando pelos mercados de pulgas do Brooklyn. Você vai encontrar grandes lojas de departamento e outlets fora da cidade, além de uma explicação precisa do sistema tributário americano, para não ter surpresas desnecessárias no caixa. É melhor começar a arrumar a mala só depois de pousar.

Resumo para quem não tem tempo de ler tudo

  • O preço da etiqueta não é o final, o sales tax de 8,875% é somado no caixa, sempre conte com esse acréscimo
  • Roupas e calçados de até US$ 110 por peça são isentos de imposto em Nova York, você paga exatamente o da etiqueta
  • Tax Free para turistas como na Europa não existe nos EUA, o imposto pago não é reembolsado
  • Woodbury Common Premium Outlets: uma hora de ônibus de Manhattan, mais de 250 marcas, o melhor outlet da região
  • Não compre lembranças na Times Square, alguns quarteirões adiante ou na Chinatown você acha as mesmas coisas pela metade do preço
  • Com eletrônicos, fique de olho no limite alfandegário ao voltar ao Brasil e nas tomadas americanas de 120 V
  • Quinta Avenida: marcas de luxo Saks, Bergdorf Goodman, Tiffany, Apple Store (o cubo de vidro) e FAO Schwarz perto do Rockefeller Center

5th Avenue e compras de luxo

A famosa Quinta Avenida funciona como uma vitrine da moda mundial, e caminhar por ela é item básico de qualquer roteiro nova-iorquino. O trecho mais interessante se estende da Rua 49 em direção ao norte, até o Central Park, onde ficam as marcas mais prestigiadas. Mesmo que você não planeje gastar milhares de dólares em peças de grife, visitar as lojas-conceito daqui é uma experiência visual comparável a passear por uma galeria moderna. A arquitetura dos prédios, o arranjo preciso das vitrines e o atendimento de primeira criam uma atmosfera que você não vive em nenhum outro lugar.

A icônica loja de departamento Saks Fifth Avenue (611 Fifth Ave) domina a região de Midtown com seus dez andares de moda de luxo, cosméticos e acessórios. Os clientes vêm aqui não só pela enorme seleção de estilistas mundiais, mas também pelo lendário departamento de calçados, que tem até o próprio código postal. Durante o inverno, a fachada do prédio se transforma em um espetáculo natalino mágico de vitrines, acompanhado de projeções de luz e música que param o trânsito num raio considerável. Lá dentro, você encontra uma equipe solícita pronta para ajudar na escolha, seja um perfume exclusivo ou um vestido de festa.

Bem na ponta sudeste do Central Park fica a Bergdorf Goodman (754 Fifth Ave), sinônimo do ápice absoluto do luxo nova-iorquino. Essa loja de departamento tem uma atmosfera mais intimista e elegante que as concorrentes, e dos andares superiores oferece uma vista de tirar o fôlego das árvores do parque. Consultores privados ajudam os clientes a montar guarda-roupas completos, e o departamento de decoração lembra mais uma exposição de museu. A seção masculina fica num prédio separado, do outro lado da rua, o que garante o máximo de conforto e espaço para os dois departamentos.

Os amantes de joias não podem perder a visita à Tiffany & Co (725 Fifth Ave), a lendária joalheria que passou por uma ampla reforma e agora leva o subtítulo The Landmark. Os interiores deslumbrantes combinam elementos históricos com arte moderna e exibem, em vários andares, os diamantes mais brilhantes do mundo. No último andar, você pode visitar o famoso Blue Box Cafe e saborear um café da manhã vegetariano no estiloso ambiente turquesa, exatamente nos passos da célebre heroína do cinema. Recomendo reservar a mesa com bastante antecedência, porque o interesse de turistas do mundo todo não dá trégua.

Os entusiastas de tecnologia vão direto à loja Apple Store Fifth Avenue, que você reconhece facilmente pelo icônico cubo de vidro na praça em frente ao hotel Plaza. Essa joia arquitetônica funciona em regime 24 horas por dia, 7 dias por semana, então dá para testar um celular ou fones novos tranquilamente às três da manhã. A loja subterrânea oferece um espaço enorme cheio de luz, árvores vivas e centenas de aparelhos expostos prontos para testar. Um pouco mais adiante, em direção ao Rockefeller Center, as famílias com crianças encontram a loja de brinquedos FAO Schwarz (30 Rockefeller Plaza), famosa pelo piano gigante de chão do filme “Quero Ser Grande”, em que você pode dançar e tentar tocar sua melodia favorita.

SoHo Nova York e NoLita: butiques e lojas-conceito

O bairro SoHo (South of Houston Street) é o total oposto dos arranha-céus e da agitação ao redor da Times Square. A típica arquitetura de ferro fundido, os prédios históricos e a calçada de paralelepípedos da Prince Street criam um cenário único para um dos melhores centros de compras a céu aberto do mundo. Originalmente um bairro industrial cheio de ateliês de arte, o SoHo virou com o tempo lar de marcas mundiais, mantendo seu caráter boêmio e visualmente atraente. Caminhar pelas ruas daqui diverte até quem não pretende comprar nada, porque as vitrines parecem instalações de arte moderna.

Os apaixonados por esporte vão para a loja de cinco andares Nike SoHo (529 Broadway), que ultrapassa os limites de uma compra comum. Não são só prateleiras cheias de tênis: lá dentro você encontra uma quadra de basquete própria, esteiras para corrida e zonas para testar chuteiras. No quinto andar funciona um laboratório especial de personalização, onde especialistas customizam seus tênis ou roupas exatamente do seu jeito, com patches, estampas e cadarços exclusivos. A experiência é completada por uma equipe profissional que domina as tecnologias e os materiais de cada produto.

A poucos quarteirões fica a Apple SoHo (103 Prince St), instalada num lindo prédio histórico de um antigo correio. Comparada ao agitado cubo de vidro da Quinta Avenida, aqui o ritmo é bem mais tranquilo: o interior tem paredes originais de tijolo e uma generosa claraboia que deixa entrar uma luz suave. A unidade local costuma realizar workshops gratuitos sobre fotografia, criação de música ou programação. Para comprar eletrônicos ou consultar o suporte técnico, este local é uma alternativa bem mais agradável e menos estressante.

A área vizinha, NoLita (North of Little Italy), continua naturalmente o SoHo, mas oferece uma atmosfera mais intimista e aconchegante. Ruas como Mott Street ou Elizabeth Street são margeadas por árvores, casas de tijolo e dezenas de butiques independentes de estilistas locais, onde você compra joias originais, roupas costuradas à mão ou itens de decoração exclusivos. As lojas daqui focam em qualidade, sustentabilidade e edições limitadas, então a chance de cruzar com alguém usando o mesmo casaco é praticamente zero. As calçadas estreitas e a ausência de grandes redes multinacionais dão ao bairro o ar de uma pequena vila europeia no meio de uma metrópole enorme.

Explorando o NoLita, você vai topar com a loja de cosméticos premium Aesop, que te puxa para dentro com seu característico aroma de ervas. O interior respeita a história do bairro, combinando materiais brutos com elegantes pias de latão onde dá para testar todos os produtos na própria pele. Depois de uma sessão intensa de prova de roupas e cosméticos, recomendo uma parada na concept store francesa La Mercerie. Esse espaço encantador une uma loja de móveis de design a um café elegante, onde servem ótimos quiches vegetarianos, pães frescos e café especial em uma louça de cerâmica linda.

Grandes lojas de departamento

As lojas de departamento americanas definem a cultura de compras há mais de um século, e uma visita a Nova York não estaria completa sem elas. A Macy’s Herald Square (na Rua 34) ocupa um quarteirão inteiro e carrega com orgulho o título de maior loja de departamento do mundo. O prédio histórico abriga dez andares cheios de moda, cosméticos, acessórios e artigos para casa de centenas de marcas diferentes. Até hoje funcionam as escadas rolantes originais de madeira dos anos 1920, que levam os clientes aos andares superiores e dão ao lugar um toque nostálgico que você não encontra em outra loja.

Para os turistas estrangeiros, a Macy’s tem um bônus muito agradável na forma de um cartão de desconto. Basta levar o passaporte ao centro de visitantes no mezanino ou ao balcão de informações, onde você ganha um cartão que dá 10% de desconto na maior parte dos produtos. Esse desconto vale por trinta dias e pode ser usado até em itens já reduzidos nas promoções em andamento. 💡 Dica: se você baixar o aplicativo da loja ou visitar o site deles, costuma receber um código de desconto eletrônico direto no celular, o que economiza o tempo de espera na fila do centro de atendimento.

Outro ícone do varejo nova-iorquino é a Bloomingdale’s (1000 Third Ave), que ocupa a lucrativa esquina da Rua 59 com a Lexington Avenue. Essa loja de departamento ficou famosa principalmente pelas icônicas sacolas marrons com a inscrição Little Brown Bag, que por si só viraram lembrança queridinha. O térreo impressiona com um enorme departamento de cosméticos e perfumes, e acima dele se estendem andares cheios de moda premium para o dia a dia e para a noite. O piso xadrez preto e branco e a iluminação luxuosa criam um ambiente elegante que convida a longas sessões de compras e à descoberta de novas coleções de grife.

Se você procura a abordagem mais moderna ao cliente, vá até a loja-conceito da Nordstrom (225 W 57th St), construída perto do Central Park. O prédio de sete andares com fachada de vidro ondulado deixa entrar o máximo de luz natural e oferece um interior arejado e sem excessos. A Nordstrom ficou famosa pela maior seleção de calçados de toda Nova York, por um amplo departamento de tratamentos cosméticos e pelo atendimento de altíssimo nível. Dentro da loja funcionam vários restaurantes e bares, então, entre provar casacos e escolher bolsas, você descansa fácil com uma taça de vinho ou um sanduíche vegetariano leve, sem precisar sair do prédio.

Descontos e outlets

Conseguir roupas de marca por uma fração do preço original é o principal objetivo de muitos viajantes em Nova York. A lendária loja Century 21 (22 Cortlandt St), no Financial District, em frente ao memorial do World Trade Center, realiza esses sonhos há décadas. Após a falência forçada em 2020, a loja felizmente reabriu e voltou a oferecer peças de grife a preços de outlet bem em Manhattan. O sistema de compra exige paciência: você precisa vasculhar araras e prateleiras densamente abarrotadas, mas a recompensa são vestidos de luxo, bolsas ou ternos masculinos com desconto que muitas vezes chega a sessenta ou oitenta por cento.

Uma ótima alternativa para compras vantajosas dentro da própria cidade é a Nordstrom Rack, a divisão off-price da famosa loja de departamento, que tem várias unidades em Nova York. Aqui você encontra coleções antigas, excesso de estoque ou mostruários da Nordstrom principal por preços bem mais baixos. Diferente da loja-mãe, impecavelmente organizada, na Rack reina um leve caos: os sapatos ficam ordenados por tamanho em longos corredores e as roupas penduradas às centenas em araras compridas. Mas quem tem olho aguçado e tempo para procurar acha marcas premium de jeans, acessórios de couro de qualidade e equipamentos esportivos de marca.

Para a maior experiência de outlet, porém, você precisa sair da cidade rumo aos Woodbury Common Premium Outlets. Esse complexo enorme na região de Central Valley lembra uma vilazinha arrumadinha e reúne mais de 250 marcas, de fabricantes esportivos acessíveis às mais luxuosas casas de moda europeias. A viagem de ônibus a partir do terminal Port Authority, em Manhattan, leva cerca de uma hora, e recomendo comprar as passagens online com antecedência. Ao chegar, vá direto ao centro de atendimento, onde, ao apresentar o passaporte, você ganha um caderno de descontos VIP que soma mais dez a vinte por cento aos preços já reduzidos em lojas selecionadas.

Planejar um dia no Woodbury Common exige estratégia, porque não dá para percorrer o complexo em poucas horas. A chave do sucesso é chegar logo no horário de abertura, quando as lojas estão recém-arrumadas, os tamanhos disponíveis e não há filas nos caixas. Pegue um mapa do complexo na entrada, marque suas marcas prioritárias e avance de forma sistemática pelas zonas coloridas. No centro do complexo há um amplo parque com cafeteria e uma praça de alimentação, onde você recarrega as energias para mais uma rodada de provas, e os restaurantes locais oferecem também uma boa variedade de pratos totalmente vegetarianos.

Se você não quiser viajar uma hora de ônibus, há uma opção mais nova e acessível: o Empire Outlets, em Staten Island. Você chega a esse complexo, na Richmond Terrace, pela icônica balsa laranja Staten Island Ferry, que sai do baixo Manhattan de graça e ainda dá uma linda vista da Estátua da Liberdade. Esse outlet não tem o tamanho do Woodbury e foca em marcas mais comuns e esportivas, mas a arquitetura moderna, as belas vistas do skyline de Manhattan e a ausência de uma longa viagem fazem dele um passeio perfeito de meio dia para a família toda.

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Vintage, mercados e livros

Nova York não é só de grandes marcas e vitrines reluzentes: a cultura de itens de segunda mão tem enorme popularidade por aqui. Os amantes de literatura precisam ir até a Union Square, onde fica a lendária Strand Bookstore (828 Broadway). Essa loja independente ficou famosa pelo slogan das dezoito milhas de livros e guarda em seu interior mais de dois milhões e meio de volumes novos, usados e raros. A icônica placa vermelha sobre a entrada recebe leitores do mundo todo, que podem passar horas se perdendo nos corredores estreitos cheios de prateleiras, folheando publicações de arte ou caçando raras primeiras edições no setor especial de colecionadores.

Quem procura peças únicas e cultura local encontra o paraíso nos mercados de fim de semana. O Brooklyn Flea muda de local conforme a estação; no verão, costuma ganhar vida sob o arco da Manhattan Bridge, no bairro DUMBO, ou em Williamsburg. Dezenas de vendedores estendem suas mesas cheias de antiguidades, roupas retrô, mapas antigos, joias e caixas lotadas de discos de vinil. A atmosfera ganha tempero com as barracas de excelente street food vegetariano, a música tocando e a mistura colorida de moradores que vêm aqui passar tardes preguiçosas de fim de semana e pechinchar por raridades.

Um conceito parecido, mas coberto e com mais foco em criadores independentes, é o Artists & Fleas. Eles têm unidades fixas no Chelsea Market e no endereço 70 N 7th St, em Williamsburg. Os vendedores daqui oferecem sabonetes artesanais, gravuras originais, moda upcycled e joias autorais. A vantagem desse mercado é o contato direto com os criadores, que adoram explicar o processo de produção e a história por trás de cada produto. É o lugar ideal para comprar lembranças e presentes com significado, que não saíram de uma fábrica do outro lado do mundo, mas dos próprios ateliês de artistas nova-iorquinos.

Para os fãs de moda de segunda mão, o Brooklyn é a terra prometida, e o Beacon’s Closet (88 N 11th St, em Williamsburg) é o templo principal. Esse galpão enorme funciona no esquema de compra e venda, então os trendsetters locais trazem suas peças de grife descartadas e a loja as revende na sequência. O interior se caracteriza por fileiras infinitas de roupas ordenadas por cor, dos tons pastel ao preto intenso, o que torna a busca surpreendentemente rápida. Você pode topar com sapatos quase novos de estilistas famosos ou jaquetas de couro vintage dos anos 1980 por valores muito acessíveis.

Se você busca peças retrô em conta em vez de marcas de luxo, visite alguma das unidades da rede L Train Vintage, espalhadas principalmente pelo Brooklyn. Essas lojas são especializadas em importar uma quantidade enorme de roupas usadas, vendidas por preços bem baixos, muitas vezes próximos de uma compra por peso. As prateleiras transbordam de camisas de flanela clássicas, jeans gastos de marcas americanas, jaquetas esportivas retrô e camisetas com estampas de bandas antigas. Vasculhar as pilhas de roupa exige tempo e energia, mas a sensação de achar uma jaqueta jeans que caia perfeitamente por poucos dólares vale a pena.

Um capítulo específico das compras nova-iorquinas é a lendária loja B&H Photo Video (420 9th Ave, em Midtown). É uma das maiores lojas de câmeras, eletrônicos e equipamentos de áudio do mundo. Você reconhece a loja de longe pelos toldos verdes, e lá dentro vai se impressionar com o sistema logístico único. Acima da cabeça dos clientes, cestas com mercadorias circulam por um engenhoso sistema de esteiras direto dos depósitos até os caixas. A loja pertence e é operada por uma comunidade de judeus hassídicos, então confira o horário de funcionamento antes de visitar: durante os feriados judaicos e da tarde de sexta-feira à noite de sábado, as portas ficam terminantemente fechadas.

Impostos, preços e como economizar

Para o turista, o maior choque costuma ser o sistema americano de exibir preços. O valor que você vê na etiqueta da loja ou no cardápio nunca inclui o imposto sobre vendas. Em Nova York, somam-se ao preço no caixa o chamado sales tax de 8,875%. Essa alíquota se divide em três partes: imposto municipal (4,5%), imposto estadual (4%) e uma taxa especial de transporte, a MCTD (0,375%). Ou seja, se você escolher na prateleira um perfume de cem dólares redondinhos, o vendedor vai cobrar 108 dólares e 88 centavos no caixa. Você precisa contar com esse acréscimo ao planejar cada compra, para não estourar o orçamento.

A cidade de Nova York, porém, tem uma exceção fantástica que agrada a todos os amantes de moda. Roupas e calçados de até US$ 110 por peça são isentos de imposto em Nova York. Esse mecanismo funciona estritamente por peça, não pelo total da compra. Se você colocar no carrinho três calças, cada uma a 95 dólares, não paga um centavo de imposto, mesmo que a conta total passe dos cento e dez dólares. Mas, assim que você adicionar um casaco de inverno por 115 dólares, sobre essa peça específica o imposto cheio de 8,875% é cobrado. Esse sistema favorece muito as compras em promoções e outlets, onde a maior parte das roupas comuns fica abaixo do limite.

Diferente de muitos países europeus ou asiáticos, nos Estados Unidos não existe o sistema Tax Free para turistas. Você procuraria em vão por formulários de devolução de imposto no aeroporto: o imposto sobre vendas pago fica com as autoridades americanas e não há jeito legal de recuperá-lo. Esse fato é compensado por enormes promoções sazonais. As maiores quedas de preço acontecem na Black Friday, no fim de novembro, depois do Natal, ou durante feriados prolongados como o Memorial Day e o Labor Day. No bairro da moda Garment District, ainda há os chamados sample sales, onde os estilistas liquidam mostruários de desfile por preços irrisórios.

Ao pagar com cartão nas lojas americanas, você vai topar com outra armadilha sutil. As maquininhas, com um cartão estrangeiro, muitas vezes oferecem a chamada conversão dinâmica de moeda (DCC) e perguntam se você quer lançar a transação em dólares ou em reais. Sempre, sem exceção, escolha pagar na moeda local, ou seja, em dólares americanos. Se você escolher reais, a maquininha usa uma taxa de câmbio extremamente desvantajosa do banco intermediário e a compra fica mais cara à toa. Seu banco no Brasil ou cartões de viagem modernos, como o Wise ou o Nomad, convertem os dólares por uma taxa bem mais justa.

Um último conselho para os viajantes econômicos é sobre as lembrancinhas clássicas. Evite comprar ímãs, camisetas com a frase I Love NY e estatuetas em miniatura da Liberdade direto na Times Square ou bem perto das principais atrações. Os comerciantes dessas áreas pagam aluguéis astronômicos, e os preços das lembranças refletem isso. Basta andar três quarteirões para o lado, em direção à oitava ou nona avenida, ou ir direto ao bairro de Chinatown, ao redor da Canal Street. Nesses locais você encontra produtos idênticos, mas pela metade, e muitas vezes pela terça parte do preço, e ainda dá para pechinchar nas compras maiores na Chinatown.

Dicas e experiências de viajantes

  • O preço da etiqueta não é o final, conte com o acréscimo do sales tax de 8,875% no caixa
  • A isenção de roupas de até US$ 110 por peça economiza dinheiro principalmente nas promoções
  • Tênis e marcas americanas saem bem mais baratos no Woodbury do que no Brasil
  • Fique de olho no limite alfandegário ao voltar ao Brasil, sobretudo com eletrônicos caros, e guarde as notas fiscais
  • Lembranças fora da Times Square você compra pela metade na Chinatown ou alguns quarteirões adiante

Para informações atualizadas sobre lojas temporárias, butiques pop-up e promoções sazonais, acompanhe o site oficial de turismo de NYC. Lá você encontra o calendário de eventos, mapas dos bairros e dicas práticas para se orientar com facilidade na cidade, o que ajuda a planejar seus dias de compras com o máximo de eficiência.

Onde se hospedar para fazer compras

Escolher o bairro certo para se hospedar economiza muito tempo e poupa os pés, porque carregar sacolas cheias no metrô lotado perde o encanto rapidinho. A região de Midtown Manhattan tem, nesse quesito, uma vantagem imbatível. Ficar perto das ruas 34 a 50 significa ter a famosa Quinta Avenida, a gigante Macy’s e dezenas de outras lojas queridinhas a pé. Quando suas mãos enchem de sacolas, é fácil dar um pulo no hotel, largar as compras, descansar um pouco e sair para mais uma rodada sem precisar atravessar a cidade toda.

Midtown é um ponto estratégico mesmo se você planeja passeios fora de Manhattan. A pé você chega ao enorme terminal de ônibus Port Authority, de onde saem linhas diretas para o outlet Woodbury Common, e à estação Penn Station, para viagens a Nova Jersey. Essa parte central da cidade ainda transborda de hotéis de todas as categorias, dos luxuosos complexos cinco estrelas aos hotéis-butique acessíveis, então tem opção para família com crianças e para casal em busca de um cantinho romântico para a estadia em Nova York.

Para fazer compras com conforto, vale a pena ficar perto das lojas. Dê uma olhada nos hotéis em Midtown, perto da Quinta Avenida e da Macy’s, ou compare todas as hospedagens em Nova York.

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Perguntas frequentes

Onde fazer compras em Nova York?

As marcas de luxo mais exclusivas ficam na Quinta Avenida, no trecho abaixo do Central Park. Butiques independentes e lojas de design você encontra nos bairros de SoHo e NoLita, enquanto as grandes lojas de departamento como Macy’s e Bloomingdale’s cobrem a região de Midtown. Para compras com preços mais em conta, vale a pena dar um pulo nas lojas Century 21 ou no outlet Woodbury Common.

Qual é a taxa de imposto nas compras em Nova York?

O imposto básico sobre vendas é de 8,875 por cento e é adicionado ao preço dos produtos apenas no caixa. Porém, roupas e calçados com preço de até 110 dólares por peça são totalmente isentos deste imposto. Este limite é avaliado para cada peça separadamente, não pela compra total no carrinho.

Onde ficam os outlets nos arredores de New York?

O mais famoso e maior complexo, o Woodbury Common Premium Outlets, fica a cerca de uma hora de ônibus de Manhattan e oferece mais de 250 marcas. Mais perto da cidade, você encontra o Empire Outlets em Staten Island, aonde se chega facilmente por uma balsa gratuita. Já em Manhattan funcionam as lojas de descontos Century 21 e Nordstrom Rack.

Vale a pena comprar roupas e tênis em Nova York?

Marcas americanas como Nike, Levi’s, Calvin Klein ou Tommy Hilfiger você consegue bem mais baratas nos Estados Unidos do que na Europa. A maior economia você vai perceber comprando em outlets ou durante as grandes liquidações. Em roupas e calçados de até 110 dólares por peça você ainda economiza mais graças à isenção do imposto local.

Funciona o Tax Free para turistas nos EUA?

Os Estados Unidos não operam um sistema de reembolso de impostos para turistas estrangeiros, como você está acostumado nos aeroportos europeus. O imposto sobre vendas pago não pode ser recuperado de forma alguma. Essa desvantagem é compensada pelas lojas com promoções frequentes e isenção generalizada de impostos para roupas mais baratas.

O que trazer de Nova York?

Além de roupas de marca e cosméticos com bom preço, foque em produtos locais de criadores independentes das feiras de Brooklyn. Lembranças incríveis também são os livros raros da lendária livraria Strand ou discos de vinil das feiras locais. Compre souvenirs baratos em Chinatown em vez da Times Square.

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