Observação de baleias na Noruega: onde ver orcas e cachalotes

Se a observação de baleias na Noruega te atrai, saiba que todo inverno chegam aos fiordes perto de Skjervøy, atrás de enormes cardumes de arenque, mais baleias do que a quantidade de habitantes dessa pequena cidade do norte norueguês. A Noruega é um dos pouquíssimos lugares da Europa onde você pode observar esses fascinantes mamíferos marinhos a poucas dezenas de metros, direto do convés de um barco. Se você está planejando uma viagem além do Círculo Polar Ártico, o safári de baleias vai ser uma das experiências mais marcantes que você vai levar dessa viagem. Preparei um guia detalhado para te ajudar a descobrir exatamente para onde ir e em qual mês você tem mais chance de sucesso.

E para que o frio ártico não te pegue de surpresa, abaixo também trago dicas de roupa, truques contra o enjoo no mar e o motivo pelo qual você realmente não deve esperar para reservar. Você também vai descobrir quanto custa toda essa maravilha ártica e por que as famosas ilhas Lofoten não são a melhor escolha para observar baleias.

Resumo

  • Duas regiões principais: na Noruega, você vai atrás das baleias ou na região de Tromsø e Skjervøy, ou no arquipélago de Vesterålen, na cidadezinha de Andenes.
  • Orcas e baleias-jubarte no inverno: ao redor de Skjervøy ficam enormes cardumes de arenque, que atraem centenas de orcas. A alta temporada aqui vai de meados de outubro ao fim de janeiro.
  • Cachalotes o ano todo: de Andenes você vai até um profundo cânion submarino, onde os gigantescos cachalotes caçam o ano inteiro. A temporada mais confortável aqui vai de maio a meados de setembro.
  • Preços dos safáris: por um passeio de dia inteiro em um barco moderno você vai pagar, na temporada 2026/2027, cerca de 1.690 NOK a 1.990 NOK (mais ou menos R$ 3.550 a R$ 4.200).
  • Alta taxa de sucesso: a chance de realmente ver baleias com operadores confiáveis fica acima dos respeitáveis 95 por cento.
  • O clima manda em tudo: as saídas para o mar aberto podem ser canceladas por causa de vento forte, então sempre deixe no seu roteiro pelo menos um ou dois dias de folga.

Onde se hospedar em Tromsø e em Vesterålen

💡 Dica de hospedagem e experiências: nós preferimos procurar hospedagem no Booking.com, onde costumam ter as melhores condições de cancelamento. Já os ingressos, passeios e atividades vale a pena comparar e comprar pelo GetYourGuide.

Se você vai fazer o safári de inverno atrás das orcas, a melhor base estratégica é a cidade de Tromsø, de onde saem os grandes catamarãs, ou de onde partem ônibus direto para o porto de Skjervøy. Tromsø é um centro ártico muito animado, e ficar hospedado bem perto do porto vai facilitar demais aquele acordar cedo. Uma ótima opção bem no centro, à beira d’água, é o Clarion Hotel The Edge. Ele oferece quartos modernos e, dizem, o café da manhã é daqueles de padrão bem acima da média norueguesa — pelo menos é o que afirma quase todo segundo comentário no Booking.com 😁. E o principal: daqui você chega ao embarque em poucos passos. Numa manhã polar congelante, você vai agradecer muito por não precisar se deslocar longe.

Se você quiser ficar mais perto das baleias, chega-se à própria cidadezinha de Skjervøy saindo de Tromsø de carro ou de barco expresso em cerca de três a quatro horas. Mas a maioria das pessoas prefere a base em Tromsø, porque ela oferece muito mais opções para a caça à aurora boreal à noite e tem restaurantes excelentes.

Para as expedições atrás de cachalotes, tanto no verão quanto no inverno, você precisa rumar para o arquipélago de Vesterålen, mais precisamente para o extremo norte dele, na cidadezinha de Andenes. Lembre-se de que, saindo das populares Lofoten, chegar aqui leva um bom tempo. O trajeto de Svolvær leva cerca de três horas e meia a quatro horas de estrada, incluindo o uso da balsa entre Fiskebøl e Melbu. Uma estrutura bem agradável em Andenes é oferecida pelo Andrikken Hotel. Ele é limpo e espaçoso, mas seu maior valor agregado é a equipe. Eles simplesmente te falam de manhã, sem rodeios, se hoje o barco sai ou não — e isso não tem preço.

Se você prefere algo mais tradicional, experimente as icônicas cabanas vermelhas rorbu do Grønnbua Rorbu Hotel. Essa hospedagem respira a verdadeira atmosfera de vila de pescadores e você tem vista para o oceano direto da janela do quarto. O porto, além disso, fica logo ali na esquina, o que faz dele um ponto de partida absolutamente ideal para a sua travessia até o cânion submarino próximo.

Onde comer

Quando você passa o dia inteiro no mar gelado, uma refeição quente de verdade é simplesmente indispensável. Os preços de restaurante na Noruega assustam, é verdade, mas depois de um dia ártico o investimento numa sopa quente vale em dobro. Vegetarianos se saem melhor no norte nas cafeterias e nas sopas sem peixe — a variedade costuma ser menor, mas existe.

Se você ancorar em Tromsø, um clássico bem no porto é o restaurante Fiskekompaniet, famoso pelos frutos do mar. Em Andenes, depois do safári você se aquece nos estabelecimentos ao redor do porto e do farol, e a sopa de peixe está praticamente em todos os cardápios.

10 coisas que você precisa saber sobre observação de baleias na Noruega

O safári de baleias é uma experiência para a vida toda, mas tem suas particularidades árticas. Preparei para você uma lista de dez coisas que você deveria saber antes da viagem. Assim você poupa um monte de estresse e de dinheiro e, principalmente, não vai passar frio à toa no barco errado.

1. Onde e quando ver baleias na Noruega

A Noruega tem, para observar esses gigantes do mar, dois destinos principais completamente diferentes, que variam não só na temporada, mas também na espécie de baleia com que você vai se deparar. A primeira região é o extremo norte do continente, ao redor da cidade de Tromsø e dos fiordes perto de Skjervøy, para onde se vai exclusivamente no inverno. A segunda localidade-chave é o arquipélago de Vesterålen, mais precisamente a cidadezinha de Andenes e a vila de pescadores de Stø, onde as baleias aparecem o ano todo.

Um erro comum de muitos viajantes é achar que dá para fazer o safári de baleias facilmente a partir das famosas Lofoten ou da cidade de Bodø. Mas nas Lofoten não há nenhum operador fixo, porque as baleias aparecem naquelas águas de forma mais irregular e aleatória. Já a cidade de Bodø é famosa mais pela observação de águias e pelas correntes marinhas — baleias só se perdem por lá em ocasiões absolutamente excepcionais.

Portanto, se você está passando férias nas Lofoten e quer ter certeza, precisa fazer um passeio de carro até o norte, justamente em Vesterålen, até Andenes. O trajeto de Svolvær leva cerca de quatro horas de estrada, incluindo a balsa. Por isso, vale muito a pena planejar pelo menos uma pernoite em Andenes, para não precisar correr para lugar nenhum e curtir o passeio com calma.

2. Tromsø e Skjervøy: o paraíso das orcas e jubartes

A região ao redor de Tromsø vive todo outono um fenômeno natural incrível, em que enormes cardumes de arenque se recolhem para passar o inverno nos fiordes profundos ao redor da cidadezinha de Skjervøy e de Kvænangen. É curioso que os arenques escolheram essa localidade específica só por volta de 2019 — antes disso, passavam o inverno um pouco mais ao sul. Atrás desse alimento fácil chegam centenas de orcas predadoras e gigantescas baleias-jubarte, que fazem ali um banquete de peixe inacreditável.

A alta temporada começa aqui por volta de meados de outubro. O popular operador Brim Explorer, por exemplo, abre suas travessias de inverno exatamente de 16 de outubro até o fim de janeiro. Ao longo de fevereiro, os arenques voltam ao mar aberto e as baleias, naturalmente, os seguem de volta às águas oceânicas profundas.

Esse espetáculo de inverno tem uma grande particularidade: a noite polar. Aproximadamente de 27 de novembro a meados de janeiro, o sol em Tromsø não chega a nascer sobre o horizonte. A observação de baleias acontece, então, naquela penumbra mágica azul-rosada, que dá a toda a experiência uma atmosfera ártica absolutamente única. Mas prepare-se: os dias são muito curtos e os barcos precisam sair cedo de manhã para aproveitar ao máximo aquelas poucas horas de luz útil.

3. Andenes e Vesterålen: cachalotes o ano todo

A cidadezinha de Andenes, no norte de Vesterålen, tem uma localização absolutamente única, porque a apenas alguns quilômetros da costa começa aqui o cânion submarino de Bleik. O fundo despenca abruptamente para uma profundidade de mais de mil metros, o que cria condições ideais para a presença de lulas de águas profundas. E são justamente elas o principal alimento dos machos gigantes de cachalote, que ficam aqui o ano todo graças à fartura de comida. É, na verdade, um dos poucos lugares da Europa onde uma observação dessas é sequer possível.

Embora você possa ver os cachalotes perto de Andenes até no meio do inverno, a temporada mais confiável e de longe mais confortável vai de maio a meados de setembro. No verão, o mar fica muito mais calmo, as temperaturas mais agradáveis e, graças ao sol da meia-noite, dá para fazer o safári tranquilamente até no fim da tarde.

Uma ótima opção é combinar a travessia com observação de aves. Alguns operadores oferecem passeios especiais de verão à meia-noite por cerca de 2.080 NOK (mais ou menos R$ 4.400), nos quais você vê tanto os cachalotes quanto os fofíssimos papagaios-do-mar nas ilhas próximas. No preço do ingresso clássico, além disso, costuma estar incluída também a visita ao centro científico local The Whale Centre, onde você descobre um monte de detalhes fascinantes sobre a vida desses mamíferos.

4. Como é o dia no barco: barcos híbridos vs. botes RIB

Na hora de escolher o safári, você vai se deparar com mais frequência com dois tipos de embarcação. Muito populares hoje são os modernos catamarãs híbrido-elétricos, operados por exemplo pela empresa Brim Explorer, de Tromsø. Esses barcos oferecem um conforto enorme, um salão aquecido com janelas panorâmicas e, a bordo, você pode comprar comida quente ou café. O passeio de Tromsø costuma durar de oito a nove horas, porque o barco precisa navegar uma distância considerável até as baleias, e a saída geralmente é antes das oito da manhã.

A segunda opção são os rápidos botes infláveis RIB, que saem principalmente de Andenes ou direto de Skjervøy. No bote RIB você senta escanchado bem rente à superfície, então fica muito mais perto das baleias e vive uma boa dose de adrenalina. Essas travessias também são bem mais curtas — tudo dura só cerca de uma hora e meia a duas horas e meia.

A água do mar te respinga direto no rosto no bote RIB e o frio ártico no inverno não perde para nada que você conheça do Brasil, ainda que o operador, por sorte, te entregue um macacão térmico grosso. Se você quiser algo entre o conforto luxuoso do catamarã e a adrenalina do bote aberto, experimente no verão, saindo de Andenes, o tradicional barco de madeira MS Reine, que mantém um ritmo agradavelmente no meio-termo.

5. A ética da observação, ou o whale watching silencioso

Na Noruega não existe nenhuma lei nacional que regule o whale watching de forma rígida, mas vale ali a proibição estrita de perturbar os animais sem necessidade. Os operadores responsáveis seguem diretrizes voluntárias. Não se pode aproximar frontalmente das baleias, os barcos não podem persegui-las e, na presença dos animais, o capitão precisa reduzir a velocidade drasticamente ou desligar totalmente o motor.

Se você se importa com o máximo de respeito à natureza, escolha o safári em um catamarã elétrico. Quando o barco se aproxima das orcas, ele muda para propulsão puramente elétrica e não perturba os animais com o barulho das hélices. Os próprios operadores chamam essa abordagem silenciosa de privilégio, e não de uma atração turística qualquer.

Os ambientalistas também recomendam evitar o snorkel comercial com orcas, às vezes oferecido perto de Skjervøy. Por mais que soe como um sonho realizado, a presença excessiva de pessoas na água estressa as baleias sem necessidade durante a caça. Muito mais respeitoso, portanto, é observar esses animais majestosos com calma do convés do barco, onde você não interfere no ambiente natural deles nem atrapalha a alimentação. Do convés você chega igualmente perto do coração, e a natureza te agradece deixando as baleias sem medo de se aproximar.

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6. Chances de sucesso e a garantia de baleias

Muitos viajantes perguntam se as baleias são garantidas. A natureza, claro, não é um zoológico, mas nas altas temporadas, tanto em Skjervøy quanto em Andenes, a taxa de sucesso das observações fica, há muito tempo, acima da respeitável marca de 95 por cento. Capitães experientes e guias formados em biologia marinha sabem muito bem onde procurar os animais e, além disso, os barcos trocam ativamente informações sobre o deslocamento dos cardumes por rádio.

Alguns operadores, como a empresa Arctic Whale Tours, chegam a oferecer o chamado Whale Pass. Se acontecer de você não ver nenhuma baleia durante a travessia, ganha uma segunda travessia totalmente de graça. Esse benefício é ótimo, mas lembre-se de que você só o aproveita de verdade se tiver reservado mais dias para aquele local no seu roteiro e não precisar, no dia seguinte, se deslocar centenas de quilômetros adiante.

Na verdade, o maior inimigo de um safári bem-sucedido não costuma ser a ausência de baleias, e sim o mau tempo. Vento forte e ondas enormes podem obrigar o capitão a cancelar totalmente a saída por questões de segurança. Por isso, é absolutamente essencial não marcar a travessia para o último dia da sua viagem. Deixe sempre pelo menos uma pequena folga no calendário para o caso de precisar remarcar.

7. Baleias vs. a travessia do Hurtigruten

A tradicional linha costeira Hurtigruten é uma forma fantástica de conhecer os fiordes noruegueses, mas de jeito nenhum pode ser considerada um substituto pleno de um safári de baleias. Os navios do Hurtigruten têm um horário fixo e uma rota exata, da qual simplesmente não podem se desviar. O capitão da balsa nunca vai reduzir a velocidade nem mudar de rota por causa de baleias.

Pode acontecer, claro, de você ter a sorte de, do convés do Hurtigruten, avistar ao longe o típico jato d’água ou uma nadadeira sumindo sob a superfície. Mas normalmente vai ser a uma respeitável distância de algumas centenas de metros. Você com certeza não vai ter a chance de observar os animais com calma durante a caça ou o descanso na superfície.

Para aquela experiência de verdade, em que você ouve a baleia respirar de perto, você precisa mesmo embarcar em uma expedição especializada. O único objetivo dessas travessias é justamente procurar e observar as baleias com respeito. Os guias a bordo, além disso, vão te explicar exatamente qual espécie você está vendo e como dá para reconhecer cada indivíduo pelo formato da nadadeira dorsal — algo que uma balsa comum simplesmente não oferece. Em resumo, a balsa do Hurtigruten é linda, mas essas duas coisas não são a mesma coisa. A bordo de um navio de linha é um bônus bacana; num safári é o sentido inteiro do seu dia.

8. Enjoo no mar e o que vestir no inverno ártico

Navegar pelo oceano Ártico pode ser bem intenso. As saídas de Andenes, em especial, seguem direto para o mar aberto, além da borda da plataforma continental, onde o balanço nas ondas é forte. Mas nem os fiordes perto de Skjervøy são sempre totalmente calmos. Leve com certeza, de forma preventiva, um remédio para enjoo como Dramin ou Cocculine, cerca de trinta a sessenta minutos antes da partida. No barco, o que mais ajuda é ficar de pé lá fora, no ar fresco, e fixar o olhar num ponto firme no horizonte.

Quanto à roupa, para o safári de inverno vale uma única regra: quanto mais camadas, melhor. A base deve ser uma boa roupa térmica de lã, um agasalho quente e uma jaqueta e calça totalmente à prova de vento e de água. Não esqueça luvas grossas, um gorro quente e um bom cachecol.

Se você for no bote RIB aberto, o operador ainda te entrega um macacão térmico especial, mas por baixo dele você precisa se agasalhar bem já a partir do hotel. Vai ser útil também uma garrafa térmica com chá quente. Os grandes catamarãs modernos até têm cabine aquecida e cafeteria própria (não é permitido levar comida sua), mas mesmo assim você vai querer passar a maior parte do tempo lá fora no convés.

9. Fotografar e por que deixar o drone em casa

Fotografar baleias na Noruega de inverno é um belo desafio, principalmente pela falta de luz. Durante a noite polar, sobretudo em dezembro e janeiro, você vai fotografar praticamente naquela penumbra azul o dia todo. Você vai precisar de uma lente bem luminosa e não tenha medo de subir o ISO para valores altos, para manter uma velocidade de obturador curta o suficiente. O ideal é mirar em pelo menos 1/1000 de segundo. As baleias emergem de forma inesperada e rápida, então uma velocidade lenta resultaria só num borrão em vez de uma nadadeira nítida.

Se você gosta de filmar do alto, aqui infelizmente vou te decepcionar. O uso de drones a partir do convés dos barcos de passeio é totalmente proibido sem uma autorização explícita e concedida com antecedência pelo operador, que, aliás, na maioria dos casos nem concede.

O principal motivo é a rígida proibição de perturbar os mamíferos marinhos. O barulho do drone voando baixo sobre a superfície estressa muito os animais e, além disso, você estaria violando as leis norueguesas de proteção à natureza. Prefira aproveitar aquele espetáculo inacreditável com os próprios olhos e deixe as fotos para uma câmera comum com uma boa teleobjetiva. Acredite: os melhores momentos, de qualquer jeito, você vai guardar principalmente na própria memória.

10. Reserva, flexibilidade e GetYourGuide

O safári de baleias é uma das atividades mais procuradas de toda a Noruega e a capacidade dos barcos é limitada. A alta temporada em torno do Natal e do Ano-Novo costuma esgotar semanas, ou até meses, antes, então de jeito nenhum deixe a reserva para depois. Assim que os operadores abrem as vagas para a temporada de inverno, as melhores datas somem num piscar de olhos. Os passeios de Tromsø você pode reservar online, de forma muito simples e segura, antecipadamente pelo popular portal GetYourGuide, onde encontra as datas exatas e as condições claras de cancelamento.

A regra mais importante para o planejamento é clara: deixe uma folga no calendário. O clima ártico é imprevisível e vento forte ou uma nevasca podem fazer o capitão cancelar a saída, sem meias-medidas, por questões de segurança. Se você reservou só um único dia para Tromsø ou Vesterålen, corre o risco de uma decepção enorme. O ideal é marcar o safári logo para o primeiro dia livre da estadia. Se por acaso o barco não sair por causa de mar agitado, você terá a chance de remarcar a travessia para os dias seguintes da sua viagem. Seria uma pena enorme voar tão longe e perder essa experiência mágica só por causa de um mau timing.

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Resumo prático e preços de referência 2026

Abaixo você encontra uma tabela clara com os principais operadores, a duração da travessia e os preços para a temporada 2026/2027. Os preços podem variar um pouco de acordo com a data específica, sendo que no período de pico do Natal, entre 11 de dezembro e 10 de janeiro, costumam ser cobradas pequenas sobretaxas. Para uma conversão rápida, considere uma cotação de referência de cerca de R$ 2,20 por 1 NOK. Economizar no operador aqui simplesmente não compensa. Com uma empresa duvidosa, você corre o risco de se perder e não ver baleia nem de longe.

Operador e localidadeTipo de barcoDuração da travessiaAlta temporadaPreço por adulto
:—:—:—:—:—
Brim Explorer (Tromsø)Catamarã híbrido-elétrico8 a 9 horas16 de outubro a 31 de janeiro1.990 NOK (cerca de R$ 4.400)
Whalesafari Andenes (Andenes)Barco tradicional MS Reine3 a 4 horasmaio a setembroa partir de 1.690 NOK (cerca de R$ 3.700)
Whalesafari Andenes (Andenes)Bote RIB rápido1,5 a 2,5 horaso ano todoa partir de 1.690 NOK (cerca de R$ 3.700)
Arctic Whale Tours (Stø/Andenes)Barcos tradicionais (garantia Whale Pass)3 a 5 horasmaio a setembrosob consulta / conforme o site

💡 Aviso importante sobre os operadores em Vesterålen: se você pesquisar em alguns guias impressos mais antigos ou em blogs, talvez encontre menções a três empresas concorrentes diferentes em Andenes. Elas se chamavam Hvalsafari, Whale2Sea e Sea Safari Andenes. Mas essa informação já não está atualizada, porque as empresas de baleias se fundiram recentemente e hoje operam juntas sob um único grande grupo, com um site unificado, o whalesafari.no. Ou seja, você não precisa comparar de forma complicada as avaliações de três empresas diferentes, já que todos os principais barcos acabam pertencendo a uma só marca. Lembre-se também de checar, na hora da reserva, se o seu ingresso de verão em Andenes inclui a entrada no The Whale Centre, um museu fascinante que complementa muito bem o contexto ainda antes da partida.

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Para onde ir depois

Se você tem vontade de explorar o norte da Noruega a fundo, preparamos um monte de outros guias úteis. Para planejar a viagem de verão atrás dos cachalotes, vai te servir nosso artigo Vesterålen: baleias e tranquilidade bem ao lado das Lofoten. Se você segue para o norte no inverno, leia com certeza o guia detalhado da cidade Tromsø: a porta do norte.

Recomendo muito não deixar de fora a ilha vizinha, descrita no artigo Senja: a vizinha mais selvagem das Lofoten, ou inspire-se no nosso grande panorama Norte da Noruega: o que ver. Também pode te interessar o Lofoten: o grande guia e, se você está pensando em pegar a balsa, dê uma olhada no artigo Hurtigruten: a travessia pela costa.

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Perguntas frequentes

Planejar uma viagem ao extremo norte sempre traz um monte de dúvidas. Aqui está um resumo breve das perguntas mais comuns sobre observação de baleias, para você ter tudo bem reunido num só lugar e sem procura desnecessária.

Quando é a melhor época para orcas?

As orcas ficam no norte da Noruega principalmente no inverno, quando chegam para caçar os enormes cardumes de arenque. A melhor época para observá-las na região de Skjervøy é do final de outubro até aproximadamente o final de janeiro. Nesse período, você tem uma chance enorme de ver dezenas ou até centenas de indivíduos juntos, caçando peixes em conjunto.

De onde partem os safáris de baleias?

As navegações de inverno para observar orcas partem geralmente do centro da cidade de Tromsø, ou do porto em Skjervøy, para onde você chega confortavelmente de ônibus saindo de Tromsø. Já para as baleias-jubarte, que podem ser vistas o ano todo, as saídas são do arquipélago de Vesterålen, principalmente do porto na cidade de Andenes, ou nos meses de verão da pequena vila de pescadores de Stø.

Quanto custa a observação de baleias na Noruega?

Os preços variam de acordo com o tipo de embarcação e a duração total do passeio. Por um passeio clássico de dia inteiro em embarcação moderna na temporada 2026/2027, você pagará aproximadamente de 1.690 a 1.990 coroas norueguesas (NOK) por adulto, o que corresponde a cerca de R$ 900 a R$ 1.050. Crianças e estudantes costumam ter desconto bastante significativo na maioria dos operadores.

Vou ver baleias com certeza absoluta?

Certeza absoluta na natureza selvagem você nunca tem, obviamente. Porém, durante as principais temporadas (inverno em Skjervøy, verão em Andenes), a taxa de sucesso com operadores confiáveis é superior a 95%. Algumas empresas, como a Arctic Whale Tours, oferecem ainda o chamado Whale Pass. Trata-se de uma garantia de que, caso excepcionalmente você não veja os animais, terá direito a outro passeio totalmente grátis.

A observação de baleias é ética?

Sim, desde que você escolha um operador responsável. Na Noruega existem regras rigorosas sobre como não perturbar os animais em mar aberto. As embarcações não podem se aproximar muito rapidamente, não podem cruzar o caminho das baleias nem persegui-las. As mais gentis com a natureza são as embarcações híbridas elétricas modernas, que mudam para modo silencioso próximo aos cardumes e assim não estressam os animais com o barulho do motor.

E se eu sofrer de enjoo?

As saídas para o mar aberto, especialmente as de Andenes em direção ao cânion submarino, podem ser bastante desafiadoras devido às ondas altas. Recomendo fortemente tomar um medicamento contra cinetose (como Dramin ou similar) com bastante antecedência antes do passeio. A bordo, ajuda ficar do lado de fora no ar fresco gelado e fixar o olhar no horizonte firme.

Dá para ver baleias na Noruega de graça da costa?

Teoricamente é possível, mas exige uma dose enorme de sorte. Às vezes orcas ou baleias-jubarte no inverno entram nos fiordes bem perto das estradas. Mas definitivamente não dá para contar com isso, então se você quer ter certeza e ver os animais realmente de perto, o safári pago de barco é basicamente a única opção que faz sentido.

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