Desde 1º de janeiro de 2026, a Bulgária paga em euro, então você pode viajar para lá pela primeira vez na história sem cálculos demorados nem correr atrás de casas de câmbio. Assim terminou a era do lev e também dos tradicionais golpes de câmbio contra turistas, que antes custaram dinheiro extra a mais de um visitante.
Ficou mais caro? Sim, os preços subiram nos últimos anos, mas, surpreendentemente, a culpa não é da adoção do euro. Mesmo com a inflação recente, continua valendo que a Bulgária ainda oferece de longe o mar mais barato de toda a União Europeia.
Vamos passar pelos preços atuais de comida, hospedagem e serviços de praia e mostrar qual orçamento preparar para uma semana de estadia no Mar Negro.

Resumo para quem não tem tempo de ler o artigo inteiro
- Com o que se paga: Desde 2026, a única moeda oficial é o euro; os antigos levs já não são aceitos nas lojas.
- Câmbio e troca: A taxa foi fixada há muito tempo em 1,95583 lev por euro. Se sobraram cédulas antigas com você, dá para trocá-las nos bancos búlgaros.
- Quanto levar para uma semana: Viajantes mais econômicos se viram com um orçamento de cerca de 350 a 450 euros; o meio-termo dourado sai por volta de 500 a 850 euros por pessoa.
- Praias e espreguiçadeiras: Os preços das espreguiçadeiras são sempre por unidade, não pelo conjunto, e metade de cada praia deve ser gratuita por lei para quem leva a própria canga.
- Preços da comida: Nos balneários você come muito barato; um ótimo jantar sai tranquilamente por até quinze euros.
- Comparação com o sul: Frente à Grécia ou à Croácia, o litoral búlgaro ainda é bem mais barato, tanto nos restaurantes quanto na conta dos hotéis.
| Item | Preço em euros | Aprox. em R$ |
|---|---|---|
| Chope no balneário (0,5 l) | 2–3 € | R$ 13–19 |
| Café (espresso / cappuccino) | 1,20–3,15 € | R$ 8–20 |
| Almoço numa mehana tradicional | 7–15 € | R$ 45–95 |
| Jantar para dois com bebida (balneário) | 30–45 € | R$ 190–290 |
| Espreguiçadeira na praia (1 unidade) | 0,60–6 € | R$ 4–40 |
| Passagem de transporte público em Sófia | 0,80 € | R$ 5 |
| Litro de gasolina | 1,55 € | R$ 10 |
| Selo de pedágio semanal | 10 € | R$ 65 |

Euro na Bulgária: o que mudou para os turistas
Em 1º de janeiro de 2026, a Bulgária se tornou o vigésimo primeiro membro da zona do euro e adotou oficialmente o euro. A taxa de conversão foi fixada com muita antecedência em 1,95583 lev por euro. A circulação dupla em dinheiro, em que dava para pagar nas duas moedas, durou só até o fim de janeiro, então hoje você paga em toda parte apenas na moeda europeia.
A obrigação de os comerciantes exibirem etiquetas duplas terminou em 8 de agosto de 2026. Desde então você vê nos supermercados e restaurantes preços exclusivamente em euros, embora alguns vendedores mantenham voluntariamente as etiquetas antigas para os moradores locais se orientarem melhor. Para o turista brasileiro isso é um enorme alívio, já que você troca o dinheiro com tranquilidade ainda no Brasil ou simplesmente saca num caixa eletrônico por lá.
Se você ainda achar em casa levs búlgaros antigos de viagens passadas, não precisa jogá-los fora. O Banco Nacional da Bulgária (BNB) os troca de graça e sem prazo. Os bancos comerciais trocam até 31 de dezembro de 2026, mas conte que, a partir de meados do ano, eles já podem cobrar uma taxa de manuseio por isso.
Toda a situação lembra muito a transição da Croácia para o euro em 2023, quando também desapareceu o espaço para as casas de câmbio desonestas nos balneários, que antes seduziam com taxas ruins ou taxas ocultas. Agora você sabe exatamente quanto cada coisa custa e pode comparar os preços facilmente com outros destinos europeus.
A própria mudança para a nova moeda transcorreu de forma surpreendentemente tranquila. Os moradores se acostumaram rápido com as novas moedas e os comerciantes adaptaram os sistemas de caixa às regras europeias, o que, por sinal, reduziu bastante a economia informal e as práticas fraudulentas com que os turistas às vezes se deparavam.
💡 DICA: Compre os euros tranquilamente ainda no Brasil, no seu banco; a cotação será a mesma que a de uma viagem para a França ou a Espanha. Dá para esquecer de vez, e de cabeça erguida, as casas de câmbio armadilhosas do balneário. 😁

A Bulgária ficou mais cara depois do euro?
Na internet circulam muitas histórias exageradas sobre o aumento de preços, mas a realidade é bem mais equilibrada. Os preços na Bulgária realmente subiram, mas o culpado não é a adoção do euro. Especialistas calcularam que a própria troca de moeda elevou o nível de preços em irrisórios 0,3 a 0,4 ponto percentual.
O principal motivo da comida mais cara nos restaurantes é o retorno da alíquota do IVA. Durante a covid, o imposto na gastronomia foi reduzido para 9 por cento, mas desde 1º de janeiro de 2025 voltou aos 20 por cento. A isso se somou a inflação, que na Bulgária este ano fica em torno de cinco por cento.
Segundo o instituto de estatística NSI, restaurantes e hotéis ficaram 9,3 por cento mais caros na comparação anual, sendo que nos últimos dois anos os preços do turismo dispararam de 20 a 30 por cento. Mas não se assuste com artigos virais que adoram mostrar contas de um café de luxo com bolo por 27 euros ou de uma lagosta por 160 euros. São extremos de clubes de praia de luxo, que não têm nada a ver com uma viagem comum.
Quando você olha os dados concretos do Eurostat, descobre que a Bulgária ainda é imbatível em preço. Os preços de hotéis e restaurantes por lá chegam a apenas 53 por cento da média da União Europeia, o que faz dela claramente o destino de praia mais acessível. Para comparar, a vizinha Grécia gira em mais de 87 por cento da média europeia, e o nível geral de preços na Bulgária é de cerca de 63 por cento do padrão da UE.
💡 DICA: Não se deixe desanimar pelas manchetes sobre aumentos estratosféricos. Uma mehana comum, uma praia mediana, o supermercado local e você sai bem mais barato do que na Grécia ou na Croácia.

Quanto custa comida e bebida
A alimentação na Bulgária é o lugar onde a sua carteira dá risada de alívio — pelo menos se você sabe aonde ir. Mas os preços variam bastante dependendo de onde você está. Enquanto o interior e os balneários menores mantêm preços muito baixos, a capital, Sófia, já alcançou a Europa Central em alguns aspectos.
| Item | Preço em euros |
|---|---|
| Prato principal no balneário (mehana) | 7–15 € |
| Jantar para dois (três pratos, balneário) | 30–45 € |
| Restaurante barato em Sófia | 15 € |
| Restaurante barato em Burgas | 12,39 € |
| Salada shopska tradicional | 3–5 € |
| Torta salgada banitsa de padaria | 1–2,50 € |
| Chope no balneário | 2–3 € |
| Cerveja no supermercado | 0,89–1,07 € |
| Espresso / Cappuccino | 1,22 € / 2,61–3,15 € |
| Coquetel na praia | 4–7 € |
Se você ama legumes e queijos, definitivamente experimente a excelente salada shopska, a sopa fria tarator ou os pimentões assados com queijo balcânico. Para um café da manhã rápido, você compra em cada esquina uma banitsa fresquinha, uma massa folhada recheada de queijo que no interior sai tranquilamente por um euro. O clássico local de carne é o kebapche ou diversos tipos de peixes grelhados, que você encontra principalmente nos cardápios dos restaurantes à beira-mar.
Um paradoxo curioso deste verão é comparar Sófia com uma grande capital. Uma refeição simples num restaurante barato em Sófia custa em média 15 euros, o que já é um pouco mais do que em muitas capitais europeias, onde uma refeição parecida fica abaixo dos dez euros. Já a litorânea Burgas mantém um preço mais simpático, em torno de 12,39 euros, e oferece uma ótima relação custo-benefício.
Entre os balneários também há diferenças consideráveis. As populares Primorsko e Kiten estão entre as regiões mais baratas, onde você come por uma pechincha e o chope costuma custar cerca de dois euros. Mas se você for para a histórica Sozopol ou para Lozenets e sentar num lugar com vista para o mar, a conta de frutos do mar frescos vai se aproximar mais dos padrões gregos.
Para as compras do dia a dia, vale a pena ir aos supermercados clássicos, onde os preços dos alimentos são bem amigáveis. Um pão comum sai por cerca de um euro, o litro de leite custa quase dois euros e as frutas frescas na temporada são incrivelmente baratas. Um quilo de melancia suculenta sai por um único euro e os ótimos pêssegos locais custam só um pouquinho mais. Assim, combinando cozinhar em casa e comer fora, o orçamento diário de comida se mantém facilmente entre 15 e 30 euros por pessoa.

Preços na praia: espreguiçadeiras, guarda-sóis e atividades
O serviço de praia na Bulgária passou por uma grande regulação, graças à qual você não terá surpresas desagradáveis. É importante saber que as etiquetas de preço na entrada da praia sempre indicam o valor por unidade de equipamento. Portanto, se você quer o clássico conjunto de duas espreguiçadeiras e um guarda-sol, precisa multiplicar o item da tabela por três.
| Praia e localidade | Preço por UNIDADE (guarda-sol ou espreguiçadeira) |
|---|---|
| Sunny Beach (sul) | 5,11 € |
| Golden Sands | 5–6 € |
| Nesebar (sul) e Sozopol (Harmani) | 4,09 € |
| Sozopol (praia central) e Varna | 3,58 € |
| Burgas (norte) | 0,60 € |
Uma grande vantagem do litoral búlgaro é a lei rígida que determina que ao menos 50 por cento da área de cada praia deve ser gratuita. Essas zonas livres são sempre bem sinalizadas e você pode, sem preocupação, estender a própria canga ou fincar um guarda-sol comprado no supermercado. Além disso, dá para conferir de antemão os preços atuais e oficiais das espreguiçadeiras no mapa oficial do site do ministério do turismo, o que evita eventuais discussões com os locatários.
Os preços do equipamento de praia permaneceram basicamente iguais ao ano passado, pois estão sujeitos a contratos de concessão de longo prazo. Assim, um conjunto completo nas principais praias sai por cerca de 10 a 15 euros pelo dia inteiro. Isso é uma diferença enorme em relação às populares ilhas gregas, onde por um conforto parecido você paga a partir de 20 euros e, em plena temporada, os operadores muitas vezes ainda exigem consumo obrigatório de dezenas de euros.
Quando cansar de ficar deitado, há muitas opções: alugar um jet ski por dez minutos sai por cerca de 45 euros e os populares passeios de barco ao longo do litoral saem entre 15 e 35 euros. Famílias com crianças costumam ir aos parques aquáticos: o ingresso de dia inteiro no principal parque de Sunny Beach custa na alta temporada 37 euros para adulto e 23 euros para criança, mas comprando os ingressos online você ainda economiza alguns euros.
💡 DICA: Se você planeja passar dias inteiros à beira-mar, vale a pena investir num guarda-sol próprio e em espreguiçadeiras dobráveis logo no primeiro dia, no supermercado local. Você aproveita as zonas gratuitas e o investimento inicial se paga já no segundo dia de estadia.

Onde se hospedar
💡 Dica de hospedagem e experiências: Preferimos procurar hospedagem no Booking.com, onde costumam estar as melhores condições de cancelamento. Já ingressos, passeios e atividades vale a pena comparar e comprar pelo GetYourGuide.
A oferta de hospedagem cobre absolutamente tudo, de pensões modestas a resorts de luxo gigantescos. No auge da temporada de verão, em julho e agosto, você encontra um bom apartamento à beira-mar de 55 a 80 euros por noite. Se você não se importa com uma caminhada mais longa até a água, estúdios simples mais afastados da praia começam em pouco menos de 30 euros, o que é ideal para estudantes ou casais com orçamento limitado.
Para quem quer o máximo de conforto sem preocupações, as estadias all inclusive saem com um preço extraordinariamente bom. Por noite num resort de qualidade com pensão completa você paga de 60 a 140 euros por pessoa, e uma semana completa em cinco estrelas de luxo em julho sai a partir de 550 euros. Para viajantes com orçamento apertado, a solução absolutamente ideal é viajar em setembro, quando o mar continua deliciosamente aquecido após todo o verão, mas os preços dos hotéis caem de 30 a 40 por cento. Assim, uma semana completa num hotel três estrelas à beira-mar sai facilmente a partir de 170 euros por pessoa.
Um hotel três estrelas clássico sai por cerca de 35 a 100 euros por noite, enquanto resorts quatro estrelas mais luxuosos na própria praia cobram entre 90 e 180 euros. Se você procura um hotel bem em frente ao mar, dê uma olhada no Effect Grand Victoria Hotel – Ultra All Inclusive em Sunny Beach; as avaliações dizem tudo e a localização é de dar inveja. Já em Golden Sands recomendo conferir o popular Hotel Continental, que há tempos mantém uma ótima nota dos hóspedes.
Se você prefere uma atmosfera mais tranquila e ruelas históricas, vá para Sozopol e se hospede no agradável Selena Beach Family Hotel – All Inclusive Light. Os preços por ali se mantêm dentro do razoável e o serviço é elogiado por praticamente todo mundo que chega com crianças. Se o seu voo começa ou termina na capital, você pode aproveitar os hostels baratos e, se quiser sossego na viagem, uma ótima escolha para pernoitar em Sófia é o moderno Aurora Sofia Hotel. Uma cama em quarto compartilhado nas hospedagens mais baratas sai de 7 a 12 euros.
💡 DICA: A hospedagem nas férias de verão some num ritmo absurdo. Reserve seu hotel com bastante antecedência, tranquilamente já no início da primavera europeia, porque as melhores ofertas com boa relação custo-benefício costumam esgotar primeiro.

Transporte e gasolina
Circular pela Bulgária é barato e surpreendentemente bem organizado. Se você chega em Sófia, a passagem do metrô moderno direto do aeroporto custa só 0,80 euro e vale trinta minutos inteiros, incluindo baldeações. No transporte público, aliás, basta aproximar o cartão de crédito por aproximação bem na catraca; o teto diário é de no máximo dois euros e a passagem de 24 horas sai por três euros.
Com os táxis, tenha muito cuidado e use apenas carros oficiais ou aplicativos confiáveis. O Uber e o Bolt tradicionais não operam na Bulgária, mas o aplicativo local TaxiMe funciona de forma totalmente confiável, assim como os carros da empresa OK Supertrans. A bandeirada gira em torno de 1,50 euro e cada quilômetro durante o dia custa cerca de 0,75 euro. Assim, o trajeto do aeroporto até o centro de Sófia não deveria passar de 14 euros, enquanto os aliciadores de rua costumam cobrar até vinte vezes mais.
Com um preço de cerca de 1,53 a 1,56 euro por litro de gasolina, a Bulgária está entre os três países mais baratos da UE; o diesel fica logo abaixo de 1,80 euro, então um roadtrip por lá não dói mesmo no bolso. Mas não esqueça de comprar antes o selo de pedágio eletrônico (vinheta das rodovias europeias), cuja versão de fim de semana custa 6,60 euros e a variante semanal sai por 10 euros. Você compra facilmente online no site oficial bgtoll.bg.
O deslocamento entre cidades é feito por uma rede densa de linhas de ônibus, que são limpos e pontuais. Por exemplo, a passagem na movimentada rota de Sófia a Plovdiv costuma custar de 6 a 12 euros, dependendo da empresa. Os trens são uma opção um pouco mais barata, mas a frota costuma ser do século passado e a viagem demora bem mais. Para trajetos mais longos, você também pode alugar um carro sem problemas direto no aeroporto de Sófia ou Burgas, onde atuam a maioria das locadoras internacionais e locais consolidadas. Os preços do aluguel de um carro pequeno por dia começam, fora da alta temporada, a partir de 20 euros.
💡 DICA: Se você precisar pegar um táxi amarelo clássico no aeroporto, procure exclusivamente o ponto oficial em frente ao terminal e ignore todas as pessoas que oferecerem carona já no saguão de desembarque. A garantia é sempre pedir o carro pelo aplicativo.

Quanto dinheiro levar: orçamentos-modelo
O planejamento do orçamento depende principalmente do estilo de viagem que você prefere. Abaixo você encontra três situações-modelo orientativas para uma semana de estadia de uma pessoa, que não incluem a viagem até a Bulgária, mas cobrem todos os custos no local.
| Tipo de viajante | Hospedagem por 7 noites | Comida e atividades | Total por pessoa |
|---|---|---|---|
| Budget (apartamento, cozinhar, praias gratuitas) | 100–170 € | 200–280 € | 300–450 € |
| Meio-termo (hotel 3*, restaurantes, espreguiçadeiras) | 200–350 € | 320–490 € | 500–850 € |
| All inclusive (resort 4–5* com pensão completa) | 420–1.100 € | incluso na hospedagem | 420–1.100 € |
Comparada a outros destinos populares, a Bulgária é a vencedora clara para o bolso. Enquanto aqui você paga por um bom hotel três estrelas cerca de 55 a 100 euros por noite, na Grécia ou na Croácia por um padrão parecido você paga normalmente o dobro, de 110 a 200 euros. O sul da Itália, então, na alta temporada fica ainda um pouco acima, geralmente entre 100 e 170 euros por uma única noite.
Você também vai sentir a diferença enorme nas próprias praias. Enquanto o conjunto búlgaro de duas espreguiçadeiras e um guarda-sol sai em média por 10 a 15 euros por dia, na popular Chalkidiki grega você paga a partir de 20 euros, e nos lugares mais badalados prepare-se para até 50 euros. Em uma palavra: a Bulgária ainda bate todos os outros. Mais luxo, menos dor de cabeça com a carteira.
Viajantes budget, que escolhem apartamentos com cozinha e compram nos supermercados, conseguem reduzir os custos ao mínimo absoluto. Se você usa as zonas gratuitas das praias e cozinha de vez em quando, cabe com folga na faixa de 300 a 450 euros por semana. Já quem quer se dar ao luxo de jantar todos os dias em restaurantes e alugar espreguiçadeiras deve contar com o meio-termo dourado, em torno de 500 a 850 euros.
💡 DICA: Não esqueça de incluir no orçamento total também o seguro-viagem e eventuais passeios pela região. Embora as entradas em monumentos e os bilhetes de barco sejam muito baratos, numa viagem em família essas pequenas despesas se somam rapidinho.

Como pagar na Bulgária: cartões, gorjetas e armadilhas
Os pagamentos com cartão já são padrão absoluto em todos os supermercados, hotéis maiores e restaurantes modernos. Em Sófia você até paga com cartão direto nas catracas do metrô, o que facilita incrivelmente circular pela cidade. Ainda assim, leve sempre um pouco de dinheiro em euros, porque nas pequenas mehanas litorâneas, nas feiras ou nos quiosques de sorvete o cartão de plástico muitas vezes não resolve.
Ao sacar no caixa eletrônico ou pagar com cartão, tenha muito cuidado com a chamada armadilha do DCC (Dynamic Currency Conversion). Se o terminal perguntar se você quer cobrar o valor em reais, fique atento. Se você escolher reais, o terminal usa um câmbio extremamente desvantajoso do operador; por isso recuse sempre essa oferta e escolha o pagamento em euros.
A cultura da gorjeta no país é profundamente enraizada e o pessoal conta com ela. Nos restaurantes costuma-se deixar cerca de 10 por cento do total da conta se você ficou satisfeito com o serviço, sendo 5 por cento o mínimo absoluto e 15 por cento por um atendimento excepcional. O importante é que a gorjeta raramente pode ser adicionada direto na maquininha, então o ideal é deixar o valor correspondente em dinheiro sobre a mesa.
Graças à transição para o euro, você não vai mais precisar temer as casas de câmbio fraudulentas, que antes atraíam com enormes letreiros de “sem taxas”, mas na verdade ofereciam câmbios trágicos. Todos os levs antigos que você porventura achar em casa serão trocados pelo Banco Nacional da Bulgária sem nenhuma taxa e sem prazo, então você definitivamente não perde suas economias antigas. Para os bancos comerciais, essa obrigação termina no último dia de 2026.
💡 DICA: Para saques em caixas eletrônicos, use exclusivamente os caixas de bancos grandes e conhecidos, que você encontra fixados diretamente nas agências. Evite os caixas suspeitos, avulsos, com letreiros ATM ou Euronet, que costumam cobrar altas taxas ocultas por saque.
Para onde ir depois
- Férias na Bulgária: os 30 lugares mais bonitos – Preparamos para você um guia com os lugares mais lindos que não podem faltar na sua viagem.
- O que levar para uma viagem à Bulgária – Uma lista prática de mala para a família toda.
- Para onde viajar em setembro – Dicas de destinos onde, mesmo depois das férias de verão, ainda faz um calor delicioso e os preços despencam.
- Para onde viajar na Grécia: 32 dicas – Nossa alternativa favorita ao litoral búlgaro, se você prefere a culinária mediterrânea e centenas de pequenas ilhas.
Perguntas frequentes
A Bulgária usa o euro?
Desde 1º de janeiro de 2026, a Bulgária se tornou o vigésimo primeiro membro da zona do euro, e se tudo correr conforme o planejado, o euro será a única moeda oficial. Todos os preços em lojas, hotéis e restaurantes serão apresentados exclusivamente em moeda europeia. Os antigos leva já não estarão mais em circulação após o período de transição e as etiquetas duplas de preços desaparecerão em agosto do mesmo ano.
O que fazer com os antigos leva búlgaros?
Se você tem notas de anos anteriores em casa, pode trocá-las gratuitamente e sem qualquer limite de tempo nas agências do Banco Nacional da Bulgária (BNB). Os bancos comerciais do país deverão realizar essa troca apenas até o final de 2026, podendo cobrar uma taxa de manuseio pela operação.
Quanto dinheiro levar para uma semana?
Viajantes mais econômicos hospedados em apartamentos, que cozinham de vez em quando e aproveitam as áreas livres nas praias, gastam cerca de 300 a 450 euros por semana. Se você quiser desfrutar de jantares diários em restaurantes e aluguel de espreguiçadeiras, calcule um meio-termo com orçamento em torno de 500 a 850 euros por pessoa. A regra de ouro é levar consigo aproximadamente cem euros em dinheiro por pessoa para pequenas despesas em feiras e mercados, mantendo o restante no cartão de pagamento.
A Bulgária ficou mais cara após a adoção do euro?
Os preços subiram cerca de 20 a 30 por cento nos últimos dois anos, mas o motivo não foi a mudança de moeda, que segundo estimativas elevou os preços apenas em frações insignificantes de um por cento. O aumento se deve principalmente ao retorno do IVA na gastronomia para 20 por cento a partir de janeiro de 2025 e à inflação geral. Segundo dados do Eurostat, com preços em 53 por cento da média da UE, ainda é o país mais barato do continente.
A Bulgária é mais barata que a Grécia ou a Croácia?
Sem dúvida, sim. Tanto a hospedagem em hotéis quanto as refeições em restaurantes ou o aluguel de serviços de praia saem consideravelmente mais baratos na Bulgária. Enquanto aqui você encontra um hotel três estrelas decente de 55 a 100 euros, nos destinos populares da Grécia ou Croácia você paga normalmente o dobro por padrão semelhante. Nos restaurantes, as diferenças são frequentemente ainda maiores, especialmente com frutos do mar.
Quanto custa uma espreguiçadeira na praia?
Os preços são cotados por unidade e variam de 0,60 euro no norte de Burgas até 6 euros em Areias Douradas. Um set completo com duas espreguiçadeiras e guarda-sol custará aproximadamente 10 a 15 euros por dia. Além disso, por lei, metade de cada praia é obrigatoriamente reservada para uso livre com sua própria toalha, totalmente grátis.
Quanto custam cerveja e comida em restaurante?
Por meio litro de chope em um resort você paga agradáveis 2 a 3 euros. Um excelente almoço em uma mehana tradicional sai por 7 a 15 euros, e um jantar de três pratos para dois com bebidas geralmente fica entre 30 e 45 euros. Nos supermercados você compra ainda mais barato, cerveja por cerca de um euro. E para quem ama vinho, temos boas notícias: a produção local é excelente e você consegue uma garrafa no supermercado a partir de quatro euros.
Aceitam cartões de pagamento em todos os lugares na Bulgária?
Em supermercados, hotéis e restaurantes maiores você paga com cartão sem qualquer problema, e em Sofia você pode até passar o cartão na catraca do metrô. Porém, você precisará necessariamente de dinheiro em espécie em pequenas barracas, mercados e botecos locais menores, onde terminais de pagamento frequentemente não existem.
Quanto se dá de gorjeta?
O padrão é deixar para o atendimento cerca de 10 por cento do valor total da conta, sendo 5 por cento considerado o mínimo absoluto. A gorjeta geralmente não pode ser adicionada no terminal de pagamento ao pagar com cartão, então o melhor é deixar alguns euros em dinheiro diretamente na mesa. Se você ficou realmente impressionado com o atendimento, quinze por cento certamente não ofenderá ninguém.
Vale a pena ir para um all inclusive?
Os resorts all inclusive oferecem excelente relação custo-benefício, você consegue um hotel cinco estrelas de qualidade por uma semana a partir de 550 euros por pessoa. Porém, a Bulgária é tão barata no geral que também vale muito a pena uma estadia mais flexível em apartamento com refeições nas mehanas tradicionais locais, através das quais você conhecerá o país de forma muito mais autêntica.
