Tbilisi, capital da Geórgia e frequentemente chamada de pérola do Cáucaso, é daqueles destinos que conquistam qualquer viajante. Neste guia sobre Tbilisi, Geórgia, você vai descobrir tudo o que essa cidade fascinante tem a oferecer. Fundada no século V pelo rei Vakhtang Gorgasali, a cidade foi por séculos um cruzamento de rotas comerciais, e até hoje igrejas ortodoxas, mesquita e sinagoga convivem lado a lado a poucos passos umas das outras.
Tbilisi tem uma cidade velha encantadora, cheia de ruelas sinuosas, monumentos históricos e tradicionais banhos termais de enxofre, além de arquitetura moderna surpreendente. Se você é apaixonado por gastronomia, a culinária georgiana vai te conquistar de vez.
Neste artigo, você vai descobrir o que ver e fazer em Tbilisi e onde se hospedar.

Resumo
- Os melhores mirantes da cidade ficam na Fortaleza Narikala, acessível por teleférico a partir do Rike Park, e na estátua da Mãe Geórgia, que simbolicamente recebe os amigos com uma taça de vinho e afasta os inimigos com uma espada.
- Não deixe de visitar os tradicionais banhos termais de enxofre no bairro histórico de Abanotubani – você pode escolher os banhos públicos ou alugar uma sala privativa (15–25 €).
- Experimente as especialidades georgianas como khinkali (bolinhos recheados com carne), khachapuri (pães recheados com queijo) ou pkhali (entradas de vegetais com pasta de nozes).
- Explore os contrastes da cidade: da cidade velha com suas ruelas sinuosas à futurista Ponte da Paz, das igrejas ortodoxas aos cafés descolados na antiga fábrica Fabrika.
- Para um bate-volta, visite a vizinha Mtskheta com seus patrimônios da UNESCO, ou a região vinícola de Kakheti para degustar os tradicionais vinhos georgianos.
Quando ir a Tbilisi?
Qual a melhor época para visitar Tbilisi? A primavera (abril–maio) é provavelmente o período mais bonito para conhecer a cidade. As temperaturas são agradáveis, entre 15 e 25°C, a cidade fica verdejante e florida. Além disso, há bem menos turistas do que no verão, então dá para curtir os pontos turísticos e a atmosfera local com tranquilidade.
No verão, as temperaturas ultrapassam os 30°C. A cidade fica cheia de turistas, mas em compensação ferve com festivais. Se você gosta de passear à noite e curtir terraços ao ar livre, vai adorar. E se pretende ir às montanhas para trilhas de verão, o ideal é viajar entre junho e início de setembro.
No outono (setembro–novembro), as temperaturas caem gradualmente do calor do verão para agradáveis 15–20°C, e a cidade se veste com lindas cores outonais. É época da vindima e dos festivais de vinho, muito importantes na Geórgia, já que o país tem a tradição vinícola mais antiga do mundo. Em novembro já pode chover bastante, então eu pessoalmente escolheria setembro ou a primeira metade de outubro.
O inverno (dezembro–março) em Tbilisi é relativamente ameno, com temperaturas em torno de 5–10°C, ocasionalmente abaixo de zero. Neve é rara, mas quando acontece, a cidade ganha um charme romântico. É a época mais barata e o clima natalino em Tbilisi é maravilhoso. No inverno, o foco são museus, galerias, banhos termais e restaurantes e bares de vinho aconchegantes.
Onde se hospedar em Tbilisi
Depende do que você procura. A Cidade Velha (Abanotubani) é o coração histórico de Tbilisi e o lugar ideal para quem quer ficar perto dos principais pontos turísticos e dos tradicionais banhos termais. As hospedagens aqui costumam ter o charme típico georgiano, com varandas de madeira e vistas para as ruelas sinuosas. Uma ótima opção é o Old City Apartment em Tbilisi.
O bairro Sololaki fica ao lado da Cidade Velha e oferece hospedagens elegantes em casarões art nouveau do século XIX. É uma área mais tranquila, mas ainda a uma curta caminhada das principais atrações. Aqui você encontra hotéis boutique charmosos que preservam elementos arquitetônicos originais. Recomendamos a hospedagem de luxo Pomegranate in Old Tbilisi.
A região ao redor da Praça da Liberdade e da Avenida Rustaveli é o centro moderno da cidade, com boas conexões de transporte público. Aqui ficam redes hoteleiras internacionais e hotéis independentes menores. É uma localização vantajosa para quem quer estar perto de lojas, restaurantes e instituições culturais como a Ópera ou o Museu Nacional. Perto da Rustaveli, uma bela opção de hospedagem é o Rivendell Boutique By Umbrella.
O bairro Vera é popular entre viajantes mais jovens e artistas. Aqui você encontra muitos cafés descolados, galerias e bares. As hospedagens nessa área costumam ser mais acessíveis do que no centro propriamente dito, incluindo diversos hostels e apartamentos. Um hostel barato e bacana é o The Tbilisi Pod.
Pontos turísticos, mirantes e dicas do que ver em Tbilisi
Vamos ver o que você não pode perder em Tbilisi.
Fortaleza Narikala – Ícone da cidade e melhor mirante
Esta antiga fortaleza fundada no século IV fica sobre um penhasco rochoso acima do rio Kura (Mtkvari). Até hoje se conservam as imponentes muralhas defensivas e a recém-restaurada igreja de São Nicolau dentro do complexo. Dá para subir a pé pelas ruelas estreitas da cidade velha, ou de forma mais confortável pelo moderno teleférico a partir do Rike Park (passagem cerca de 0,60 €). Das muralhas de Narikala se abre uma vista panorâmica de toda a cidade, especialmente impressionante ao pôr do sol.

Catedral da Santíssima Trindade (Sameba)
A monumental catedral ortodoxa, concluída apenas em 2004, é uma das mais altas igrejas ortodoxas do mundo (86 metros de altura). Ergue-se sobre uma colina na margem esquerda do rio e forma uma silhueta inconfundível no panorama da cidade. No complexo da catedral você encontra jardins bem cuidados, e do terraço junto ao templo há mais uma bela vista de Tbilisi. A Sameba é símbolo da Geórgia moderna e, ao mesmo tempo, um exemplo da arquitetura sacra tradicional.

Estátua da Mãe Geórgia (Kartlis Deda)
A estátua de alumínio de uma mulher com uma espada e uma taça de vinho, que observa a cidade da encosta ao lado de Narikala, tornou-se a personificação de Tbilisi. Foi erguida em 1958 para celebrar o 1500º aniversário da cidade e mede 20 metros. Em uma mão segura uma taça de vinho para dar as boas-vindas aos amigos, na outra uma espada para se defender dos inimigos – expressando simbolicamente o caráter nacional georgiano. Para chegar à estátua, basta uma curta caminhada a partir da Fortaleza Narikala pelo cume da colina Sololaki.

Cidade velha e monumentos religiosos
No bairro histórico de Abanotubani e nos arredores da Praça da Liberdade (Freedom Square) se reflete a herança multicultural de Tbilisi. Lado a lado estão antigas igrejas georgianas (como a Catedral de Sioni, do século VI, com relíquias de Santa Nino, ou a Igreja Metekhi sobre o rochedo à beira do rio), uma igreja armênia, uma mesquita e uma sinagoga – tudo a poucos minutos a pé.
Na Praça da Liberdade (Tavisuplebis Moedani), no coração da cidade, ergue-se uma coluna dourada com a estátua de São Jorge celebrando a independência – instalada no lugar de uma antiga estátua de Lenin, derrubada em 1991. A praça e o bulevar Rustaveli adjacente formam o eixo principal do centro.

Avenida Rustaveli e arredores
A imponente Avenida Rustaveli, com 1,5 km de extensão, é ladeada por edifícios importantes e instituições culturais. Aqui você encontra o suntuoso prédio da Ópera Nacional em estilo oriental, o Teatro Acadêmico Estatal Rustaveli, o antigo edifício do Parlamento, o Museu Nacional da Geórgia (com ricas coleções arqueológicas e uma exposição sobre a ocupação soviética), além de cafés elegantes e lojas com estilo ocidental.
Ao caminhar pela Rustaveli, você também se depara com pracinhas charmosas (como a Gudiashvili) e vários museus e galerias menores. Não muito longe, depois da Praça da Liberdade, começa o bairro Sololaki com seus casarões art nouveau preservados e o mercado de pulgas na Dry Bridge, onde é possível comprar antiguidades e souvenires.
Ponte da Paz (Bridge of Peace)
A moderna passarela de vidro para pedestres sobre o rio Kura, inaugurada em 2010, tornou-se um dos novos símbolos de Tbilisi. À noite, a ponte é espetacularmente iluminada por centenas de LEDs e realiza seu próprio show de luzes. Com seu design ousadamente futurista, gera controvérsia por contrastar com o caráter histórico dos arredores. A ponte conecta o Rike Park na margem esquerda à cidade velha na margem direita e é um local muito procurado para caminhadas noturnas.

Jardim Botânico Nacional e cachoeira no desfiladeiro Legvtakhevi
Vale a visita também o Jardim Botânico Nacional abaixo das muralhas de Narikala, que em uma área de 161 hectares cultiva mais de 4.500 espécies de plantas (ingresso cerca de 1 €). Bem no centro da cidade fica também a cachoeira de enxofre no desfiladeiro Legvtakhevi, perto dos banhos – um pequeno recanto natural onde uma nascente mineral quente cai em cascata até o riacho.
Mesquita de Sexta-feira
A única mesquita preservada em Tbilisi (chamada de Mesquita de Sexta-feira, do século XIX) fica perto da cachoeira; você a reconhece pelo minarete de tijolos vermelhos. É aberta a visitantes (é preciso tirar os sapatos antes de entrar).
Banho nos tradicionais banhos termais de enxofre
Tbilisi é famosa por seus banhos termais de enxofre no bairro histórico de Abanotubani. Sob a terra brotam fontes minerais quentes (38–45 °C) com alto teor de enxofre, graças às quais a cidade ganhou seu próprio nome (“tbili” significa “quente” em georgiano antigo). As típicas casas de banho com cúpulas de tijolo oferecem banhos terapêuticos que supostamente ajudam em problemas de pele e reumatismo.
Você pode optar pelos banhos públicos (separados para homens e mulheres, entrada cerca de 1,50 €) ou alugar uma sala privativa com piscina própria por hora (cerca de 15–25 € dependendo da qualidade do estabelecimento). Por um valor adicional, também estão disponíveis os tradicionais peelings kisa e massagens.
Dica: a água costuma ser bem quente – se for demais para você, é possível misturar água fria, mas atenção com as torneiras: a água fria costuma estar paradoxalmente marcada com a torneira vermelha! Depois do banho relaxante, aproveite para experimentar um chá ou café local em alguma das casas de chá vizinhas para se reidratar.

Folclore e cultura tradicional
O folclore georgiano é famoso por suas danças enérgicas e pelo canto polifônico único. Em Tbilisi é possível assistir a apresentações do balé nacional Sukhishvili ou de grupos folclóricos que executam deslumbrantes danças caucasianas em trajes coloridos. Frequentemente, esses espetáculos fazem parte de eventos culturais ou são oferecidos por restaurantes durante o jantar.
Muito popular é também o teatro de marionetes Rezo Gabriadze, que funciona em um encantador Teatro de Marionetes com uma torre de relógio de aparência de conto de fadas – todos os dias ao meio-dia e às 19h, um anjinho sai da torre e toca um sino em uma breve apresentação chamada “Círculo da Vida”. Uma experiência que encanta especialmente famílias com crianças.
Ao caminhar pela cidade velha, você pode se deparar com músicos de rua tocando panduri (alaúde tradicional) e cantando antigas canções georgianas, ou visitar alguma das galerias de arte folclórica e artesanato. Os georgianos valorizam muito sua cultura – tente aprender algumas palavras em georgiano (como “gamarjoba” = olá, “madloba” = obrigado). Os locais vão adorar!
Mercados e bazares
A verdadeira atmosfera de um mercado caucasiano se sente nos mercados locais. O maior é o Dezerter Bazaar, um enorme mercado de alimentos frescos perto da estação central. Logo na entrada, você é surpreendido por montanhas de especiarias aromáticas – cúrcuma, feno-grego azul, sumaque – e pilhas de vegetais e frutas frescas (na temporada, por exemplo, romãs, melões, uvas).
Os locais vendem aqui também queijos caseiros, conservas, ervas e, claro, churchkhela – doces tradicionais feitos de nozes mergulhadas em mosto de uva. No mercado é possível pechinchar e provar tudo, o que já é uma experiência por si só.
Outro lugar muito procurado é o Mercado de Pulgas na Dry Bridge, onde você encontra velharias, antiguidades, insígnias militares, câmeras antigas, discos de vinil e quadros de artistas locais. Para os amantes de comida de rua, o recomendado é o mercado noturno (barracas de comida do Deserter Market), onde você pode experimentar espetinhos grelhados, pães recheados e outras delícias.

Bairros modernos e cultura de café
Tbilisi não é só ruelas históricas – a cidade também abriga espaços hipster modernos e cafés incríveis. Um ótimo exemplo é o centro criativo Fabrika – uma antiga fábrica têxtil soviética transformada em hostel estiloso com um pátio interno cheio de bares, cafés, ateliês de arte e grafite. À noite, o lugar pulsa com shows e projeções ao ar livre; durante o dia, você encontra jovens artistas trabalhando no laptop tomando café.
Outro lugar tendência é a zona de pedestres da Avenida Aghmashenebeli, na margem esquerda, onde após a reforma das fachadas surgiram novos bares, bistrôs e butiques – chamam-na de Nova Tbilisi. Os bairros Vake e Vera, antes residenciais, também estão se transformando em áreas repletas de cafés estilosos e wine bars. Vale conhecer, por exemplo, o café Stamba, no espaço de uma antiga gráfica (parte de um hotel design), onde você toma um excelente café com doces sob o teto alto de um galpão industrial.
Tbilisi tem uma forte cultura de café – os locais adoram ficar sentados tomando um café turco ou chá com vista para a rua, e muitos estabelecimentos têm mesas ao ar livre na calçada ou no quintal.

Mirantes, teleféricos e atrações em parques
Graças ao terreno montanhoso, Tbilisi oferece uma série de vistas deslumbrantes. Um destino de passeio muito popular é o Mtatsminda Park, no topo da colina acima da cidade. Você chega lá pelo histórico funicular a partir da rua Chonkadze, o que já é uma experiência em si. No alto, há um parque de diversões com roda-gigante, montanha-russa e outras atrações, além de um terraço panorâmico e um restaurante com uma vista incrível de Tbilisi – lugar ideal para jantar ao pôr do sol. Os preços no restaurante do Mtatsminda são surpreendentemente acessíveis, sem pegadinhas.
Outro teleférico leva você do Rike Park até a Fortaleza Narikala, como já mencionamos – o bondinho cruza o rio e durante o trajeto oferece uma vista aérea da cidade velha. Em dias bonitos, vale a pena também subir no teleférico de cadeiras do Parque Vake até o Lago das Tartarugas (Kus Tba) – um pequeno lago recreativo assim batizado por causa das tartarugas que vivem ali. Os locais vão até lá para piqueniques, e no verão acontecem shows ao ar livre.
Se você prefere caminhadas, vá até a estátua da Mãe Geórgia e desça a pé até o centro – no caminho, você passa pelos antigos banhos persas, jardins e recantos escondidos da velha Tbilisi.

Gastronomia: o que provar e onde comer em Tbilisi
Tbilisi é um paraíso para quem ama boa comida. A culinária georgiana é famosa pela combinação de sabores marcantes, ingredientes frescos e especiarias aromáticas. São típicos tanto os pratos fartos de carne quanto a diversa cozinha vegetariana – tem para todos os gostos. Entre os ingredientes fundamentais estão nozes, berinjela, feijão, milho, queijo sulguni, ervas frescas como coentro e temperos como feno-grego azul e adjika.
Especialidades georgianas que você precisa provar
Khinkali são grandes bolinhos recheados com uma suculenta mistura de carne, cozidos e servidos polvilhados com pimenta. São chamados também de “raviólis georgianos” ou soup dumplings, porque dentro deles se forma um caldo – a maneira correta de comer khinkali é com as mãos: primeiro morda e sorva o caldo, depois coma o resto (o nó de massa no topo tradicionalmente não se come). O recheio mais comum é uma mistura de carne bovina e suína com ervas (estilo kalakuri, ou “urbano”); nas montanhas também se fazem de cordeiro, e existem variantes com cogumelos, queijo ou batata. Khinkali é o auge da culinária georgiana – geralmente se pede uma travessa inteira para compartilhar.
Khachapuri é literalmente “pão com queijo”, o prato nacional da Geórgia. Trata-se de uma massa levedada recheada com queijo sulguni derretido, frequentemente em formato de barquinho com um ovo no centro (adjáruli, da região de Adjara) ou em formato redondo parecido com pizza (imeruli, da região de Imerétia). Há inúmeras variações regionais. O khachapuri quente é incrivelmente farto e saboroso – experimente no café da manhã ou como comida de rua. Uma versão popular de street food é o penovani – khachapuri de massa folhada. Quem adora queijo vai se apaixonar pelo khachapuri.
Mtsvadi (churrasco georgiano) são pedaços de carne marinada (porco, boi ou frango) espetados e grelhados sobre carvão. O espetinho georgiano costuma ser servido com cebola crua fatiada, salpicado com sementes de romã e acompanhado do molho picante tkemali, feito de ameixa. Para completar, pão shoti fresco e salada de tomate com pepino. O mtsvadi está no cardápio de praticamente qualquer restaurante tradicional – é um clássico caucasiano similar ao kebab turco.
Pkhali e badrijani são entradas frias feitas de vegetais cozidos ou assados triturados e misturados com uma pasta de nozes temperada. Os pkhali são pequenas porções em formato de bolinha ou rolinho – as versões mais populares são de espinafre, beterraba ou repolho, sempre com nozes, alho e coentro. Badrijani nigvziani são rolinhos de berinjela grelhada recheados com pasta de nozes e decorados com sementes de romã. Essas entradas são veganas e incrivelmente saborosas. Junto com os pães de milho mchadi e conservas de vegetais, formam o prato tradicional de entradas que harmoniza perfeitamente com vinho.
Outras delícias georgianas
Entre os pratos típicos estão também o lobio (ensopado de feijão servido em panela de barro, geralmente com coentro e pepino em conserva), khinkali recheados com queijo ou batata (versões vegetarianas), chakapuli (cordeiro cozido com estragão e vinho branco), ostri (ragú picante de carne bovina) ou kharcho (sopa encorpada com carne e nozes).
De sobremesa, experimente a churchkhela – um colar de nozes envolvidas em suco de uva solidificado, vendido em todo mercado. Como digestivo, dê uma chance à chacha, a aguardente de uva georgiana similar à grappa italiana – é forte, mas de qualidade.
Melhores restaurantes em Tbilisi
Em Tbilisi há inúmeros restaurantes, desde estabelecimentos familiares até bistrôs modernos de fusão. Para uma primeira experiência com a culinária georgiana, vale ir ao restaurante Machakhela na Cidade Velha, que oferece pratos tradicionais com pequenas porções variadas – ideal para provar um pouco de tudo.
Para khinkali autênticos, os locais recomendam, por exemplo, o Pasanauri (com filiais no centro, famoso justamente pelos bolinhos khinkali) ou a taberna Varazi – comida excelente por preços justos.
Para uma interpretação moderna das receitas georgianas, vá ao renomado Barbarestan, que se inspira em receitas preservadas do século XIX e as serve com requinte (reserva obrigatória). Se prefere um ambiente informal, experimente o pátio do Cafe Littera na casa dos escritores, ou o popular Shavi Lomi, onde sabores tradicionais se encontram com a criatividade do chef.
Tbilisi é também o berço do vinho – a vinicultura georgiana, com mais de oito mil anos de tradição de produção em vasos de barro chamados kvevri, é patrimônio da UNESCO. Pela cidade, você encontra aconchegantes enotecas e wine bars onde pode degustar excelentes vinhos georgianos das regiões de Kakheti, Imereti ou Svaneti. Recomendados são, por exemplo, o Vino Underground ou o 8000 Vintages, onde sommeliers apresentam o melhor das variedades locais (Rkatsiteli, Saperavi e outras).
Aonde quer que vá, não hesite em pedir sugestões ao garçom – os georgianos têm muito orgulho de sua comida e bebida e adoram indicar o que experimentar.
Vida noturna e cena cultural em Tbilisi
Tbilisi ganha vida quando o sol se põe e oferece um amplo leque de entretenimento – de tradicionais adegas de vinho a bares animados e renomados clubes de techno. A vida noturna local é tão diversa quanto a própria cidade e combina a hospitalidade da cultura georgiana com tendências modernas.
Bares e botequins na Cidade Velha
No centro histórico, especialmente nos arredores da rua Shardeni e à beira do rio Kura, você encontra muitos bares, botequins e adegas de vinho com atmosfera única. Entre os favoritos está, por exemplo, o Dive Bar, escondido no porão de um dos antigos casarões – oferece um clima descontraído, frequentemente com música ao vivo e paredes de tijolos aparentes que criam um ambiente aconchegante.
Muitos estabelecimentos têm mesas ao ar livre em pátios com vista para as igrejas iluminadas e as muralhas de Narikala. Vale provar os vinhos caseiros servidos em taça ou o tradicional licor de ervas chacha. Também popular entre viajantes é o bar Warszawa, conhecido pelos drinks baratos e pelo público internacional, ou o Black Dog Bar com cerveja artesanal local.
Perambular pela velha Tbilisi à noite é geralmente seguro e agradável – as ruas ficam cheias de gente e frequentemente se ouve música saindo de janelas e pátios.
Clubes modernos e cena eletrônica
Tbilisi conquistou nos últimos anos a fama de “nova Berlim” graças à sua vibrante cena eletrônica. O clube mais famoso é o Bassiani, localizado no subsolo do estádio de futebol Dinamo Arena. Este espaço industrial com capacidade para milhares de pessoas é a meca da música techno – recebe regularmente DJs de ponta locais e internacionais e é reconhecido pela qualidade do sistema de som e pela atmosfera intensa até altas horas da madrugada.
Igualmente cultuado é o Khidi (que em georgiano significa “Ponte”), situado – como o nome sugere – sob uma estrutura de ponte (Ponte Vakhusti) à margem do rio. Inaugurado em 2016, rapidamente se tornou favorito dos fãs de techno pesado. Tem três andares, comporta até 1.200 pessoas e, além da música, aposta em arte visual e performances.
Outros lugares que merecem menção incluem o Mtkvarze – um clube na antiga casa de imprensa soviética à beira do rio, que combina shows ao vivo com noites de DJ em ambiente descolado (muito popular na comunidade de expatriados). Também bastante procurado é o estiloso Lolita Bar no bairro Vera, instalado em uma vila histórica reformada com jardim – de dia funciona como café, à noite como bar com música.
O Fabrika, que já mencionamos, além do movimento diurno de cafés oferece também eventos noturnos – shows de música alternativa, DJ sets ao ar livre e bares escuros nas vielas adjacentes com grafites. Enfim, a noite de Tbilisi consegue satisfazer tanto quem busca festas de dança animadas quanto quem prefere uma noite tranquila tomando vinho ou cerveja.
Cultura e arte após o anoitecer
Para quem prefere experiências culturais, Tbilisi tem muito a oferecer à noite. No Teatro Acadêmico Estatal Shota Rustaveli e no Teatro Marjanishvili, são apresentadas regularmente peças de teatro (frequentemente em georgiano, mas a experiência da atuação vale a pena mesmo assim).
O grandioso edifício da Ópera e Balé de Tbilisi na Avenida Rustaveli recebe apresentações de ópera e balé de altíssimo nível – se conseguir ingressos, não perca a chance de ver, por exemplo, o balé nacional georgiano em ação.
Para cinéfilos, há cinemas charmosos como o Amirani ou o Rustaveli Cinema, que ocasionalmente exibem filmes estrangeiros com legendas em inglês. Uma curiosidade é o cinema ao ar livre no parque da Prefeitura, onde no verão se projetam filmes sob as estrelas.
Uma caminhada noturna pela cidade ainda leva você até monumentos lindamente iluminados – as muralhas de Narikala, a Catedral Sameba e a Igreja Metekhi sobre o rio ficam iluminadas à noite, criando uma atmosfera romântica. E se quiser encerrar a noite de forma inusitada, pode ir por volta da meia-noite a algum dos estabelecimentos 24 horas – como o restaurante Shemoikhede Genatsvale ou o Iveria Cafe – onde você encontra comida quente ou café a qualquer hora da madrugada, perfeito para noctívagos saindo dos clubes.
Passeios bate-volta saindo de Tbilisi
Os arredores de Tbilisi são ricos em destinos atraentes que podem ser visitados em excursões de um dia. Aqui estão dicas dos lugares mais interessantes ao alcance da capital:
Mtskheta – Coração espiritual da Geórgia
A cidadezinha de Mtskheta fica a apenas ~20 km ao norte de Tbilisi e é facilmente acessível de marshrutka (micro-ônibus) a partir de Tbilisi (saem frequentemente da estação Didube, passagem cerca de 0,30 €).
Mtskheta foi a antiga capital da Ibéria caucasiana e até hoje abriga dois patrimônios da UNESCO: a majestosa Catedral de Svetitskhoveli, do século XI (a segunda maior catedral da Geórgia depois da de Tbilisi, que segundo a lenda guarda a túnica de Cristo), e o Mosteiro de Jvari (Mosteiro da Santa Cruz), sobre um rochedo no encontro dos rios Kura e Aragvi.
É justamente deste mosteiro que se tem a icônica vista de Mtskheta no vale e dos rios confluentes – os georgianos consideram Jvari um dos símbolos mais sagrados de seu país, e muitos se benzem ao contemplá-lo.
Mtskheta tem um encantador centro histórico com ruelas de pedra, onde você encontra cafés charmosos, bares de vinho e lojinhas de artesanato. A atmosfera é serena e espiritual – visitar Mtskheta é uma experiência inesquecível, especialmente se você chegar na hora de uma missa com o místico canto polifônico ecoando dentro da catedral.

Fortaleza Ananuri e represa Zhinvali
A cerca de 70 km ao norte de Tbilisi, rumo às montanhas pela Estrada Militar Georgiana, fica o pitoresco complexo de Ananuri à beira do lago turquesa de Zhinvali. Trata-se de uma fortaleza medieval do clã Aragvi, dos séculos XVI–XVII, com muralhas, torres e duas igrejas antigas decoradas com relevos preservados.
O cenário é verdadeiramente de conto de fadas – o contraste entre as águas azul-esverdeadas da represa e as montanhas florestadas ao redor com a silhueta de pedra do castelo cria um ponto fotográfico perfeito. Ananuri é um dos castelos mais visitados da Geórgia, não só pela beleza, mas também pela facilidade de acesso: a viagem desde Tbilisi leva menos de 2 horas e a maioria dos passeios em direção ao Kazbek passa por ali.
Você pode chegar de marshrutka (por exemplo, em direção a Stepantsminda) ou de carro alugado. Recomenda-se subir na torre de defesa, de onde se tem uma vista panorâmica do lago Zhinvali – especialmente em dias ensolarados, vale muito a pena. No verão, dá para tomar banho na represa ou fazer um piquenique na margem.

Cidades rupestres Uplistsikhe e Vardzia
A Geórgia é famosa por suas antigas cidades rupestres esculpidas em penhascos de arenito. A mais próxima de Tbilisi (cerca de 100 km a oeste) é Uplistsikhe, que prosperou já vários séculos antes de Cristo como uma cidade pagã e posteriormente feudal. Hoje você pode explorar dezenas de cavernas escavadas – antigos salões de templos, cômodos residenciais, adegas de vinho – conectados por túneis e escadarias. Os mais famosos são o salão rupestre tamada com inscrições esculpidas e o antigo teatro.
Uplistsikhe fica perto da cidade de Gori (cidade natal de Stalin, onde se pode visitar o Museu de Stalin, sua casa e seu vagão de trem). Em Gori há também uma fortaleza no topo de uma colina – é possível combinar a visita a Gori e Uplistsikhe em um mesmo dia. A cidade rupestre de Vardzia é outra localidade espetacular (séc. XII, época da rainha Tamara), mas fica no sul da Geórgia (cerca de 4 horas de Tbilisi) e é mais adequada para um passeio mais longo ou para quem segue viagem pelo país.
Se tiver tempo, Vardzia impressiona pela extensão do complexo (mais de 600 cômodos na rocha) e pelos afrescos preservados na igreja rupestre. Para um bate-volta de um dia, no entanto, é mais prático visitar Uplistsikhe (meio dia) ou a combinação Gori–Uplistsikhe (dia inteiro).

Kakheti – região vinícola
Amantes de vinho não devem perder o passeio a leste até a região de Kakheti, famosa como a principal área vinícola da Geórgia. Kakheti não são apenas vinhedos, mas também mosteiros antigos, cidadezinhas pitorescas e a célebre hospitalidade do povo local.
De Tbilisi, costuma-se ir a Sighnaghi, uma romântica cidadezinha no alto de uma colina apelidada de “cidade do amor”, com muralhas preservadas e vista para o vale do rio Alazani. Em Sighnaghi você pode visitar o Museu do Vinho ou degustar vinhos de pequenos produtores (por exemplo, na adega Okro’s Wines). Outro centro é Telavi, ao redor do qual há diversas vinícolas históricas – como o castelo de Tsinandali com o museu da célebre família vinicultor Chavchavadze.
Em Kakheti é possível fazer um wine tour – uma excursão por várias vinícolas com degustação. Além de vinhos (do branco Rkatsiteli ao tinto Saperavi), você experimenta churchkhela e queijos caseiros. Entre os pontos turísticos da região estão o Mosteiro de Bodbe (local de descanso final de Santa Nino) e a fortaleza de Gremi. Chega-se a Kakheti de marshrutka (por exemplo, para Sighnaghi saem da estação Samgori) ou de carro (viagem de cerca de 2 a 3 horas). O ideal é reservar pelo menos um dia inteiro para Kakheti, mas melhor ainda dois dias com pernoite, para aproveitar o ritmo tranquilo do interior e o pôr do sol sobre os vinhedos com uma taça de vinho na mão.
Kazbegi e Gergeti
Para quem sonha com cenários de montanha, o passeio pela Estrada Militar Georgiana rumo ao norte até o sopé do Monte Kazbek é inesquecível. A estrada passa pelo colo de montanha Jvari (2.379 m) e oferece paradas como o Arco da Amizade dos Povos com vista para o vale, ou a estação de montanha Gudauri (no verão possibilidade de parapente, no inverno esqui).
O destino é a vila de Stepantsminda (Kazbegi), aos pés do majestoso Monte Kazbek (5.047 m). Acima da vila, a 2.170 m de altitude, ergue-se a fotogênica Igreja da Santíssima Trindade (Tsminda Sameba) com o panorama dos picos nevados ao fundo – uma das imagens mais icônicas da Geórgia. É possível subir até a igreja de carro 4×4 a partir de Stepantsminda ou ir a pé (trilha mais exigente, cerca de 1h30).
O passeio de dia inteiro ao Kazbek é bastante longo (3 a 4 horas só de ida), mas para amantes de montanhas e natureza é absolutamente único. Como alternativa, no verão pode-se visitar os mais próximos Jinvali e Ananuri (já mencionados) e ir só até Gudauri ao arco – mesmo assim você terá um gostinho da magia do Cáucaso.

Como se locomover pela cidade
Tbilisi tem um transporte público razoavelmente eficiente – duas linhas de metrô, uma ampla rede de ônibus e micro-ônibus (marshrutkas). O metrô funciona do início da manhã até a meia-noite, e a passagem custa apenas 1 lari (cerca de 0,30 €); você precisa de um cartão plástico Metromoney (caução de 2 lari), disponível nas máquinas dentro do metrô. Os nomes das estações são escritos em georgiano e em letras latinas, e anunciados em inglês. Os ônibus usam o mesmo cartão e cobrem a maior parte da cidade, com passagem também de 1 lari.
As marshrutkas (vans numeradas) são baratas, mas podem ser mais complicadas – não têm horários fixos nem paradas em pontos turísticos, e é preciso saber para onde vão. Para turistas pode ser difícil usá-las, e muitas vezes é mais prático recorrer a táxi ou andar a pé.
Os táxis em Tbilisi estão disponíveis em toda esquina e são relativamente baratos. Recomenda-se usar aplicativos como Bolt ou Yandex Taxi, onde você vê o preço antecipadamente (uma corrida curta pelo centro costuma sair entre 1,50 e 3 €). Assim você evita negociação de preço e garante um carro oficial. Dirigir pela cidade pode ser caótico por causa do trânsito e do estilo de condução local, então se você não está acostumado, melhor não se aventurar ao volante no centro e usar transporte público ou táxi.
Alugar carro ou transporte público?
A decisão de alugar um carro em Tbilisi depende dos seus planos. O carro vale a pena se você pretende fazer passeios pelos arredores por conta própria – dá mais liberdade (por exemplo, para visitar mosteiros mais afastados, vinícolas ou ir às montanhas). As estradas de Tbilisi até os principais destinos (Mtskheta, Kazbek, Kakheti) estão em geral em bom estado.
É preciso, porém, contar com um trânsito um pouco mais selvagem: dirigir na Geórgia é “aventureiro” – os motoristas nem sempre respeitam as regras, dirigem de forma bastante agressiva e na estrada você pode encontrar vacas, cabras ou porcos. Mas, como viajantes mais experientes relatam, apesar da impressão caótica, os motoristas georgianos não são deliberadamente imprudentes – não vão te colocar em risco de propósito e, se houver algum problema, costumam ajudar. Se você tem habilidades razoáveis ao volante, dá para dirigir na Geórgia sem grandes dificuldades.
Estacionar no centro de Tbilisi é limitado – as ruas da cidade velha são estreitas e frequentemente lotadas. Existem zonas pagas (pagamento via SMS ou aplicativo) e alguns estacionamentos vigiados, mas o melhor é deixar o carro no hotel/hospedagem, se possível, e circular pela cidade a pé ou de táxi. O transporte público dentro de Tbilisi atende perfeitamente aos turistas – o metrô e os ônibus são confiáveis e melhoraram muito na última década. Por exemplo, da estação Avlabari (centro) você chega em poucos minutos à estação de ônibus Didube (ponto de partida de marshrutkas para as regiões) e assim por diante.
Segurança em Tbilisi
Tbilisi é, segundo as estatísticas, uma das capitais mais seguras da Europa. O nível de criminalidade de rua é muito baixo, crimes violentos contra turistas são raríssimos e, de modo geral, a pessoa pode se sentir segura mesmo à noite. A polícia está presente nas ruas e os georgianos são muito amigáveis e dispostos a ajudar visitantes.
Mesmo assim, é claro que convém tomar precauções básicas: ficar atento aos pertences em meio a multidões e em mercados, não andar com grandes quantias de dinheiro ou objetos de valor à mostra. Furtos de carteira não são nem de longe um problema tão sério quanto em outras cidades turísticas, mas acontecem ocasionalmente – principalmente no aperto do metrô ou ônibus, fique de olho na carteira e no celular.
Perto de estações de metrô ou no centro podem circular crianças pedintes – não é recomendável dar dinheiro a elas, pois podem ser insistentes e outras apareceriam imediatamente. É melhor oferecer comida, se for o caso. Golpes contra turistas não são comuns; talvez em alguns restaurantes turísticos no centro possam tentar cobrar preços “especiais” – sempre confira a conta e insista na correção se necessário (a maioria dos estabelecimentos é honesta). Usar táxi por aplicativo evita preços abusivos; se negociar com um taxista de rua, combine o valor antes.
A água da torneira em Tbilisi é bebida normalmente pelos locais e é oficialmente potável (vem de fontes montanhosas). No entanto, recomenda-se aos viajantes beber água engarrafada, ou pelo menos ferver a da torneira, já que a mudança de ambiente e composição da água pode causar desconforto estomacal em pessoas mais sensíveis.
Farmácias estão disponíveis pela cidade e são bem abastecidas (muitos medicamentos são vendidos sem receita em casos urgentes). A comida de rua é geralmente segura – grelhados e assados são bem aquecidos; evite talvez apenas saladas cruas em locais duvidosos.
Antes da viagem, não é obrigatória nenhuma vacinação além das de rotina, mas recomenda-se ter seguro viagem (a assistência médica em instituições privadas é de boa qualidade, porém cara sem seguro). O número de emergência unificado na Geórgia é o 112 (funciona para polícia, ambulância e bombeiros, e os operadores geralmente falam inglês).
Curiosidade: ao entrar no país, muitas vezes você recebe um folheto com o número da linha de informação turística (0-800-800-909), para a qual é possível ligar gratuitamente 24h para orientações ou ajuda em inglês. Isso faz parte do esforço georgiano para garantir segurança e conforto aos turistas.
O que saber antes de viajar para a Geórgia
A Geórgia é um país extremamente hospitaleiro – prepare-se para ser tratado como um convidado de honra. Não é raro que desconhecidos te abordem amigavelmente, puxem conversa ou até convidem para uma taça de vinho. Os georgianos têm muito orgulho de sua cultura e tradições, por isso é importante demonstrar respeito: para entrar em igrejas, use roupas discretas (mulheres devem cobrir a cabeça com lenço e os ombros, homens devem usar calças compridas); perto de mosteiros, evite falar alto ou fumar (fumar próximo a templos é considerado profanação e pode atrair problemas com a polícia).
Beber álcool em locais públicos é proibido e sujeito a multa na Geórgia, assim como fumar em muitos espaços públicos – então prefira apreciar sua garrafa de vinho em um restaurante ou terraço, e não na rua. Quanto ao trânsito, tenha cuidado ao atravessar as ruas – em Tbilisi muitos motoristas não dão preferência aos pedestres nem na faixa e nem no sinal verde. Sempre espere e confirme que os carros pararam, mesmo quando você está na faixa de pedestres.
Brasileiros não precisam de visto para a Geórgia em estadias de até um ano, o que torna o destino ainda mais acessível. Para chegar a Tbilisi saindo do Brasil, geralmente é necessário fazer uma conexão na Europa (Istambul com a Turkish Airlines é a rota mais popular e com bons preços). Ter um chip de celular com dados móveis facilita muito a viagem – considere comprar um chip local no aeroporto ou usar um eSIM internacional como o da Holafly ou Yesim.
Nos fóruns de viagem (TripAdvisor, Reddit), as pessoas também aconselham: não exagere na chacha, a aguardente georgiana, que é fortíssima – beba com calma e brinde com o tradicional “Gaumarjos!” (Saúde!). Se sair de Tbilisi, evite tentar entrar nos territórios da Abcásia e da Ossétia do Sul pelo lado georgiano – são regiões separatistas com status indefinido e a entrada é ilegal do ponto de vista das leis georgianas (além de perigoso). Na Geórgia em si, no entanto, é seguro; pedir carona é até comum, e muitas vezes os motoristas dão carona de graça ou por um valor simbólico.
E o último conselho: aproveite ao máximo! Tbilisi oferece uma mistura de antigo e novo, tranquilidade e agitação – mergulhe na atmosfera, prove tudo o que puder e deixe-se envolver pela cordialidade georgiana. Sua aventura em Tbilisi será com certeza inesquecível.
Perguntas frequentes
Quantos dias ficar em Tbilisi?
O ideal são 3 a 4 dias, mas se quiser fazer passeios bate-volta, recomendo de 5 a 7 dias.
Como ir do aeroporto ao centro de Tbilisi?
Do aeroporto internacional de Tbilisi, você pode chegar ao centro de várias formas. A mais confortável é o táxi, que custa aproximadamente 30–40 GEL (10–13 €). Recomendamos usar o aplicativo Bolt ou Yandex para ter o preço garantido. Uma opção mais barata é o ônibus nº 37, que sai a cada 30 minutos e custa 2 GEL.
Tbilisi é segura?
Sim, Tbilisi está entre as capitais mais seguras da Europa.
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