Roteiro Tailândia: Itinerário de 2 semanas para férias perfeitas

Planejar uma viagem para a Tailândia pode ser um verdadeiro quebra-cabeça. Como encaixar uma metrópole pulsante, os templos do norte e aquelas praias perfeitas de cartão-postal, sem passar metade das férias dentro de um ônibus? Se você está procurando o roteiro Tailândia mais eficiente, chegou ao lugar certo.

Montamos este roteiro Tailândia de forma que você veja o que há de mais imperdível, mas ainda tenha tempo para tomar um café gelado em Chiang Mai ou saborear um coco na praia. Esqueça a correria desenfreada. Viajar pela Tailândia tem que ser sabai sabai – ou seja, de boa e sem estresse.

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Resumo

  • Atenção às novas regras de visto (ETA): A partir de 2025/2026, pode ser exigida a autorização eletrônica (ETA) ou o cartão de chegada digital (TDAC) para entrar no país. Brasileiros devem verificar as regras atualizadas e solicitar online pelo menos 3 dias antes do embarque.
  • Dinheiro é rei (mas QR codes dominam): Embora cartões sejam aceitos no 7-Eleven, nos mercados e barraquinhas de Pad Thai você vai precisar de dinheiro vivo. Uma mão na roda é pagar via QR codes se tiver um app de banco tailandês, mas como turista, conte com saques em caixas eletrônicos (a taxa do ATM é cerca de 220 THB, aproximadamente 6 €).
  • Baixe o Grab e o Bolt: Pechinchar com motoristas de tuk-tuk é uma experiência, mas para se deslocar de verdade, use os apps Grab ou Bolt. São mais baratos, mais seguros e você já sabe o preço antes.
  • Escolha o mar certo: No verão brasileiro (julho-agosto), chove no litoral do Andaman (Phuket, Krabi), então prefira as ilhas do Golfo da Tailândia (Koh Samui, Koh Tao). No inverno brasileiro, é o contrário.
  • Respeite a cultura: Nos templos, sempre com ombros e joelhos cobertos. Nunca pise em dinheiro (tem a imagem do rei) e não levante a voz – os tailandeses consideram perder o controle uma grande vergonha.
O que ver e fazer em Bangkok
O que ver e fazer em Bangkok

Como se preparar antes de começar seu roteiro Tailândia

Antes de jogar as havaianas na mala, precisamos resolver a burocracia. A Tailândia costumava ser um destino onde bastava desembarcar com o passaporte. Mas as coisas mudaram um pouco. Para 2026, fique de olho no novo sistema ETA (Electronic Travel Authorization), que simplifica o processo de imigração, mas exige cadastro prévio. Brasileiros atualmente podem entrar sem visto para estadias de até 60 dias, mas verifique sempre as regras atualizadas antes de viajar. Também não esqueça do Thailand Digital Arrival Card (TDAC), que substituiu os antigos formulários em papel. Sem esses documentos, seu tão sonhado roteiro Tailândia pode desmoronar já no aeroporto.

Quanto à saúde, a vacinação não é obrigatória, mas é altamente recomendável tomar hepatite A e B, além de febre tifoide. Se você planeja ficar apenas nas áreas turísticas, não precisa se preocupar com malária, mas um repelente de qualidade contra mosquitos (compre lá mesmo no 7-Eleven, os brasileiros não funcionam contra os mutantes tailandeses) é essencial por causa da dengue. Seguro viagem é absolutamente indispensável – os hospitais tailandeses são de primeira, mas as contas de tratamento também. Uma boa dica para brasileiros é contratar um chip de internet local com a Holafly ou Yesim, assim você já chega conectado.

O que ver e fazer em Bangkok
O que ver e fazer em Bangkok

Dias 1–3: Bangkok – A Cidade dos Anjos que nunca dorme

Seu roteiro Tailândia começa logicamente em Bangkok. Muita gente sai correndo de lá, e isso é um erro enorme. Dê uma chance a essa cidade e ela vai te recompensar. Hospede-se preferencialmente perto do rio Chao Phraya ou na região de Sukhumvit, para ficar perto do metrô de superfície BTS (Skytrain).

Dedique o primeiro dia à aclimatação e ao “tour obrigatório”. O Grand Palace e o Wat Phra Kaew (Buda de Esmeralda) são de tirar o fôlego, mas prepare-se para as multidões. Dica: logo ao lado fica o Wat Pho com o Buda Reclinado. É mais tranquilo e abriga a escola de massagem mais antiga do país. Deixar que massageiem suas costas travadas do voo bem ali é uma experiência inesquecível. À noite, pegue um barco e vá até o templo Wat Arun ao pôr do sol – a vista é mágica.

No segundo dia, mergulhe na Chinatown. É um paraíso gastronômico. Sente-se numa cadeira de plástico, peça uma sopa de macarrão ou camarões grelhados e observe o caos ao redor. À noite, tome um drink em um dos bares no terraço (os famosos Sky Bars), de onde se vê Bangkok inteira. Para os corajosos, tem a sempre agitada Khao San Road, onde dá para experimentar escorpião frito, se você tiver coragem suficiente (e álcool no sangue).

Dica de hospedagem: Se você quer um hotel de luxo, confira o Ascott Embassy Sathorn Bangkok. Para um hostel baratinho mas incrível, tem o Khao San Social Capsule. E o meio-termo dourado? Provavelmente o Naga Residence.

Bangkok Wat Arun - O que ver em Bangkok

Dias 4–5: Ayutthaya e uma viagem ao passado

Na manhã do terceiro dia, pegue o trem na estação Krung Thep Aphiwat (antiga Bang Sue) e siga para o norte. O destino é Ayutthaya, a antiga capital do Sião, que foi incendiada pelos birmaneses em 1767. A viagem de trem dura apenas cerca de uma hora e meia e custa pouquíssimo. É uma experiência autêntica – janelas abertas, ventiladores no teto e vendedores oferecendo bebidas geladas dentro do vagão.

Em Ayutthaya, alugue uma bicicleta ou contrate um tuk-tuk por algumas horas. Pedalar entre as ruínas de tijolos dos templos, como o Wat Mahathat (sim, aquele da famosa cabeça de Buda entre as raízes da árvore), tem uma atmosfera única. Diferente de Bangkok, aqui reina a calma e o espaço para respirar.

Se quiser adicionar uma dose de aventura ao seu roteiro Tailândia, não continue de ônibus – embarque no trem-leito noturno de Ayutthaya até Chiang Mai. É lendário entre mochileiros. As camas são surpreendentemente confortáveis e limpas, e de manhã você acorda com a vista das montanhas enevoadas do norte tailandês. Mas compre as passagens com muita antecedência pela internet, pois costumam esgotar semanas antes.

Dica de hospedagem: Se quer algo mais em conta, dê uma olhada no Auntie House985. Prefere algo mais sofisticado? Experimente o Baan Canalee.

Ruínas de Ayutthaya na Tailândia

Dias 6–9: Chiang Mai – Coração do norte e lar dos nômades digitais

Bem-vindo a Chiang Mai, uma cidade com uma energia completamente diferente de Bangkok. Aqui ninguém tem pressa. A cidade antiga é cercada por um fosso e restos de muralhas, e por dentro você encontra centenas de templos. Wat Chedi Luang e Wat Phra Singh são obrigatórios, mas tente encontrar também templos menores e escondidos, onde você ficará sozinho. O norte da Tailândia também é a terra do café excelente – a cultura de cafeterias aqui é de nível mundial.

Algo que você precisa incluir nessa etapa do roteiro Tailândia é a comida. A especialidade do norte, Khao Soi (sopa de curry com macarrão de ovo e frango), é um orgasmo gastronômico absoluto. Experimente no restaurante Khao Soi Khun Yai, se conseguir pegar aberto.

Reserve um dia para uma excursão às montanhas. Você pode visitar o Doi Suthep, o templo dourado que se ergue sobre a cidade, ou seguir mais longe até o Parque Nacional Doi Inthanon, o “teto da Tailândia”. Se quiser ver elefantes, por favor, escolha com cuidado. Fuja de lugares onde se monta nos elefantes. Opte por santuários éticos, onde os animais são cuidados, alimentados e não têm seu espírito quebrado para entretenimento de turistas.

Dica de hospedagem: Uma opção econômica é o Tree Boutique Resort, ou algo bem mais luxuoso com piscina de borda infinita: Astra Sky River Chang Khlan Chiang Mai.

Chiang Mai

Dias 10–14: Sul da Tailândia – relaxamento merecido no paraíso

Agora vem a escolha mais difícil do seu roteiro Tailândia: qual ilha escolher? A Tailândia tem centenas de ilhas e cada uma é diferente. Sua escolha deve depender da época do ano em que você viaja.

Novembro – Abril (Mar de Andaman)

Voe de Chiang Mai direto para Phuket ou Krabi. De lá, de barco você chega a Koh Lanta (tranquilidade, famílias, praias longas), Koh Phi Phi (festa, cenários deslumbrantes, mas multidões) ou à península de Railay (escalada, inacessível por terra). O mar estará calmo e o céu azul.

Maio – Outubro (Golfo da Tailândia)

Nessa época, chove no lado oeste. Escolha então as ilhas do leste: Koh Samui (luxo, aeroporto, agitada), Koh Phangan (não é só Full Moon Party, mas também centros incríveis de ioga e o tranquilo norte) ou Koh Tao (paraíso de mergulhadores e snorkel). O clima aqui é muito mais estável nesse período.

Imagine passar os últimos dias com os pés na areia, bebendo coco fresco e tendo como única preocupação decidir se faz a massagem antes ou depois do almoço. Recomendo não deixar a volta para Bangkok para a última hora. Voltar para a capital um dia antes do voo de retorno ao Brasil é uma garantia que vai poupar seus nervos.

Praia em Koh Samui na Tailândia

Transporte e dicas práticas para uma viagem tranquila

Para que seu roteiro Tailândia funcione como um relógio, aproveite a tecnologia. Para deslocamentos longos (trens, ônibus, ferries), o site 12Go Asia é uma verdadeira mão na roda. Lá você encontra horários, preços e compra as passagens na hora.

Nas cidades, evite ficar na beira da estrada acenando para táxis, a menos que queira ouvir um preço absurdo “para turistas”. Os aplicativos Grab e Bolt funcionam perfeitamente. No Bolt, inclusive, dá para pegar uma mototáxi (você senta atrás do piloto), que é o jeito mais rápido e barato de andar nos congestionamentos de Bangkok. Só não esqueça de pegar o capacete!

E um alerta importante: se alguém na frente de um templo disser que está “fechado hoje” e oferecer um passeio barato de tuk-tuk para outro lugar, não acredite. É o golpe mais antigo do mundo. Os templos estão abertos e você não precisa cair nessa.

Quanto custa? Orçamento para seu roteiro Tailândia

A Tailândia já não é tão barata como há dez anos, mas ainda oferece um excelente custo-benefício. Aqui vai uma estimativa realista para 2026:

  • Hospedagem: Um bom quarto duplo em guesthouse ou hotel 3 estrelas sai entre 800 e 1500 THB (cerca de 20 a 40 €).
  • Comida: Street food (Pad Thai, arroz com carne) custa 60–100 THB (1,50–2,50 €). Uma refeição em restaurante com ar-condicionado sai por 200–400 THB (5–10 €).
  • Transporte: Voos internos entre norte e sul (ex.: AirAsia) custam, comprando com antecedência, entre 25 e 50 €.
  • Orçamento total: Para férias confortáveis sem contar cada baht, prepare aproximadamente 600 a 850 € por pessoa para 14 dias (sem a passagem aérea internacional saindo do Brasil). Dá para gastar menos no modo “mochilão raiz”, mas também muito mais em resorts de luxo.

FAQ – Perguntas frequentes

É seguro comer comida de rua na Tailândia?

Sim, e muitas vezes é até mais seguro do que em restaurantes, porque você vê o preparo dos ingredientes bem na sua frente. Os insumos giram rápido graças ao grande volume de clientes. Apenas evite gelo em regiões muito remotas e água da torneira – beba sempre água engarrafada.

Que roupa devo usar nos templos?

O respeito é fundamental. Homens e mulheres devem cobrir ombros e joelhos. Nada de regatas, nada de shorts curtos. O ideal é levar na mochila um lenço leve (sarong) para enrolar antes de entrar. Ao entrar no santuário, sempre tire os sapatos.

Posso alugar uma scooter na Tailândia?

Pode, mas tem um porém. A polícia nas áreas turísticas (Phuket, Chiang Mai, Samui) fiscaliza turistas diariamente. Você precisa da Permissão Internacional para Dirigir (PID) com habilitação para motocicleta (categoria A). A CNH brasileira comum para carro não serve para scooter na Tailândia, e o seguro não vai cobrir nada em caso de acidente. Se você não tem experiência, o trânsito tailandês não é lugar para aprender.

Qual a melhor época para visitar a Tailândia?

De modo geral, a alta temporada vai de novembro a fevereiro, quando o clima é seco e as temperaturas mais agradáveis (por volta de 30 °C). De março a maio faz um calor extremo. Se você só pode viajar no meio do ano brasileiro (julho/agosto), vá para as ilhas do Golfo da Tailândia (Koh Samui), onde chove menos do que em Phuket.

Cartões de crédito funcionam na Tailândia?

Em grandes hotéis, supermercados e shopping centers, sim. Em todo o resto (mercados, tuk-tuks, restaurantes pequenos, ingressos de parques), o dinheiro manda. Caixas eletrônicos existem por toda parte, mas cobram uma taxa de saque (cerca de 220 THB, aproximadamente 6 €), então vale a pena sacar valores maiores de uma vez. Para brasileiros, cartões internacionais como Wise ou C6 Global costumam ter taxas melhores.

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