Na maioria das grandes cidades chinesas, todo mundo vive correndo. Em Chengdu (nome usado em inglês e nos mapas), as pessoas tomam chá. No Parque do Povo, você pede uma xícara por algumas dezenas de yuans à beira do lago, recebe uma garrafa térmica com água quente para reabastecer o chá e, na mesa ao lado, alguém pode estar limpando os ouvidos. Na base de criação, os pandas-gigantes despertam para o bambu durante a alimentação da manhã. À noite, no palco da ópera de Sichuan, os artistas trocam de máscara tão rápido que você mal consegue piscar. A capital da província de Sichuan tem fama de ser a metrópole mais tranquila da China e, depois de alguns dias, você provavelmente vai entender o motivo.
Mas não espere a mesma tranquilidade na hora de resolver ingressos e vistos. Em 2026, você só poderá visitar os pandas com uma reserva feita com seu nome e número do passaporte (a exceção vale para pessoas com mais de 60 anos e crianças pequenas). A reserva só abre 14 dias antes da visita; os ingressos não ficam disponíveis com mais antecedência, e é preciso escolher um horário de manhã ou à tarde. Às segundas-feiras, o pavilhão nº 6 também fecha. Segundo visitantes, é lá que costuma ficar o panda mais famoso. De acordo com notícias chinesas, os ingressos para o Grande Buda de Leshan são vendidos apenas online. E, ao contrário dos eslovacos, brasileiros também precisam verificar as regras de visto aplicáveis ao seu passaporte antes de viajar. Neste artigo, você encontra 22 dicas do que ver e fazer em Chengdu e arredores, dos pandas e do mosteiro budista Wenshu às casas de chá e à ópera com troca de rosto. Também incluímos passeios ao Grande Buda, ao monte sagrado Emei e a um sistema de irrigação com mais de 2.200 anos.

Resumo
- Entrada: Em 2026, brasileiros devem conferir se precisam de visto para entrar na China de acordo com o tipo de passaporte e as regras vigentes. Outra possibilidade pode ser o trânsito sem visto de 240 horas, mas ele só vale para quem segue viagem a um terceiro país ou região, não para uma viagem de ida e volta de São Paulo a Chengdu, e apenas dentro da área autorizada. Jiuzhaigou não está incluída.
- Pandas: Reserve online o ingresso para a base de criação por 55 CNY (cerca de R$ 45), com o nome e o número do passaporte. A reserva abre no máximo 14 dias antes. Chegue na abertura e evite as segundas-feiras: o pavilhão nº 6, onde costuma ficar o panda mais famoso segundo os visitantes, fecha nesse dia.
- Voos e aeroportos: Não há voo direto de São Paulo. Chengdu tem dois aeroportos internacionais, separados por cerca de 50 km: Tianfu (TFU) e Shuangliu (CTU). Segundo a Wikipedia, desde o verão de 2026 os voos para Hong Kong foram transferidos para CTU.
- Pagamentos e metrô: No metrô, você pode pagar diretamente com cartão por aproximação Visa, Mastercard ou Amex. Outra opção é usar Alipay ou WeChat Pay vinculados ao seu cartão.
- Quando ir: As épocas mais agradáveis são a primavera (março a maio) e o outono (setembro a novembro). Julho é o mês mais chuvoso. Evite o feriado nacional de 1º a 7 de outubro, conhecido como Semana Dourada, quando as atrações ficam lotadas.
- Passeios de trem: De trem-bala, você chega a Leshan em cerca de uma hora; para visitar o Grande Buda, ainda será necessário pegar um ônibus. Da estação Xipu, são cerca de 30 minutos até Dujiangyan ou até a região do monte Qingcheng.
- Comida vegetariana: Restaurantes budistas são a opção mais confiável. Há, por exemplo, um bufê perto do mosteiro Wenshu por cerca de 35 CNY (aproximadamente R$ 30), além do restaurante vegetariano e casa de chá Mi Xun Teahouse, premiado com uma estrela Michelin.
O guia completo do destino: Ásia — guia e o que ver
Quando ir a Chengdu e informações práticas
Antes de começar a planejar a visita aos pandas e às casas de chá, vale entender as regras de visto, passagens, pagamentos e internet. A China tem exigências próprias e, em Chengdu, você ainda precisa lidar com dois aeroportos e uma culinária bastante apimentada.
Clima e melhor época: A primavera, de março a maio, e o outono, de setembro a novembro, são considerados os períodos mais agradáveis, com máximas durante o dia entre cerca de 17 e 27 °C. O verão é quente e abafado. Em julho e agosto, os termômetros passam dos 30 °C; julho registra cerca de 238 mm de chuva, o maior volume do ano. O inverno é cinzento, mas ameno (em janeiro, a temperatura fica em torno de 10 °C durante o dia), e a neve é rara. Chengdu está entre as grandes cidades com menos horas de sol: em dezembro e janeiro, são apenas cerca de 38 horas por mês. Um ditado chinês também fala disso: os cães de Sichuan latem para o sol porque o veem muito raramente.
Feriados e multidões: O maior risco de viajar a Chengdu não são os golpes, mas as multidões durante os feriados chineses. A Semana Dourada, de 1º a 7 de outubro, o Dia do Trabalho, no começo de maio, e o Ano-Novo Chinês (em 2027, celebrado em 6 de fevereiro) deixam as atrações lotadas e podem elevar bastante os preços de alguns hotéis no centro. No Ano-Novo, o santuário Wuhou recebe uma grande feira religiosa; em 2026, ela terminou em 3 de março, no Festival das Lanternas.
Voos saindo do Brasil: Atualmente, não há voos diretos de São Paulo para Chengdu. A Sichuan Airlines voava de Praga para cá desde 2016, mas, segundo a Wikipedia, hoje essa rota é atendida apenas por aviões de carga. Saindo de São Paulo, você precisará fazer conexão. A Air China voa para o aeroporto de Tianfu três vezes por semana a partir de Bruxelas (desde 26 de março de 2026) e, segundo a lista da Wikipedia, também de Milão e Paris. A Sichuan Airlines deve operar voos de Madri e Atenas. A Turkish Airlines prevê iniciar a rota de Istambul em 11 de novembro de 2026, e a Etihad, a de Abu Dhabi em 6 de março de 2027. Também é possível fazer conexão em um voo doméstico em Pequim ou Xangai.
Dois aeroportos: A maioria dos voos internacionais chega ao novo aeroporto Tianfu (TFU), inaugurado em junho de 2021. Ele fica a cerca de 51 km a sudeste do centro. O aeroporto mais antigo, Shuangliu (CTU), fica mais perto, a sudoeste da cidade. Segundo a Wikipedia, desde o fim de julho de 2026 os voos para Hong Kong, Macau e Taipei foram transferidos de Tianfu para cá. Portanto, se você seguir viagem para Hong Kong, provavelmente sairá de CTU. A linha direta 19 do metrô liga os dois aeroportos em cerca de 30 minutos. Mesmo assim, confira sempre o código do aeroporto na passagem.
Do aeroporto ao centro: Do aeroporto de Tianfu, pegue a linha expressa 18 do metrô até a estação Chengdu South e, de lá, faça conexão com a linha 1. O trajeto até a estação leva de 45 a 55 minutos; até a Praça Tianfu, no centro, leva cerca de uma hora e 15 minutos. A passagem até o centro custa aproximadamente 10 CNY (cerca de R$ 25). Um táxi ou Didi, o equivalente chinês do Uber, custa por volta de 150 a 260 CNY (aproximadamente R$ 120 a R$ 215). Do aeroporto de Shuangliu, você chega ao centro pela linha 10 do metrô, com baldeação para as linhas 3 ou 7.
Metrô e táxi: O metrô de Chengdu tem 17 linhas e 447 estações, então dá para chegar a quase todos os lugares. Desde 28 de julho de 2025, você pode pagar diretamente na catraca com cartão por aproximação Visa, Mastercard ou Amex, desde que ele permita pagamentos sem senha. A tarifa varia conforme a distância. Outra opção é usar um QR code no aplicativo Alipay. Para trajetos curtos, o Didi é prático e também funciona em inglês.
Passeios de trem: A maioria dos passeios saindo de Chengdu pode ser feita de trem-bala. Para chegar a Leshan e visitar o Grande Buda, são de 55 a 65 minutos partindo das estações Chengdu East ou Chengdu South. Até Dujiangyan e a região do monte Qingcheng, o trem leva cerca de meia hora saindo da estação Xipu. De Chengdu East ou South, são de 18 a 20 minutos até a estação Guanghan North; de lá, você segue de táxi até o Museu Sanxingdui. Compre as passagens pelo aplicativo 12306 (é necessário se cadastrar com o passaporte) ou pelo Trip.com, que cobra uma pequena taxa. O passaporte é escaneado na estação, então mantenha-o sempre com você.
Visto para brasileiros: Atenção: muitos sites podem apresentar informações confusas. As regras de entrada sem visto na China variam conforme a nacionalidade e o tipo de passaporte; brasileiros devem consultar as orientações oficiais atualizadas antes da viagem. A entrada sem visto por 30 dias, prorrogada até 31 de dezembro de 2026, vale para Eslováquia, Polônia, Hungria, Áustria, Alemanha e outros países, mas a República Tcheca não está na lista. O Ministério das Relações Exteriores tcheco informa que cidadãos tchecos precisam de visto, a menos que usem o trânsito sem visto de 240 horas. O visto de turismo L é solicitado pelo Centro de Serviços de Visto Chinês em Praga (Futurama, Sokolovská 663/136 A, Praga 8), com formulário online em visaforchina.cn. Até 31 de dezembro de 2026, a taxa consular está reduzida a 1.100 CZK (cerca de R$ 285); o processamento leva quatro dias úteis, e o serviço expresso custa mais 600 CZK (cerca de R$ 155).
Trânsito de 240 horas: Você pode ficar até 10 dias na China sem visto se seguir viagem para um terceiro país ou região. É preciso ter uma passagem de avião ou trem com data e destino definidos fora da China continental, por exemplo, para Seul, Bangkok ou Hong Kong (considerado uma terceira região). Uma viagem de ida e volta de São Paulo a Chengdu não atende aos requisitos. Você pode entrar pelos dois aeroportos de Chengdu, mas só pode circular dentro da área autorizada. Na província de Sichuan, a tabela do Ministério das Relações Exteriores tcheco inclui 11 cidades, entre elas Leshan (com o monte Emei) e Deyang, onde fica o Museu Sanxingdui. Jiuzhaigou fica fora da área, então não vá para lá usando o trânsito sem visto. Antes de viajar, consulte a tabela atualizada de regras de trânsito no site do Ministério das Relações Exteriores do seu país.
Outras exigências: Preencha o cartão de chegada online pelo site ou aplicativo do serviço de imigração chinês. Você só pode enviá-lo a partir de 72 horas antes da chegada. A estadia deve ser comunicada à polícia em até 24 horas; no hotel, a recepção cuida disso para você. Desde 15 de setembro de 2026, está em vigor uma nova regra de entrada e saída. Segundo ela, as autoridades chinesas de vistos e imigração podem solicitar dados eletrônicos para verificar a identidade e o objetivo da viagem. Consulte o site do Ministério das Relações Exteriores do seu país para saber o que isso significa na prática para turistas.
Pagamentos: O dinheiro em espécie é pouco usado na China, e o Ministério das Relações Exteriores tcheco alerta para notas falsas. Quase tudo é pago por Alipay ou WeChat Pay, vinculando seu cartão Visa ou Mastercard. O WeChat é um aplicativo chinês de mensagens e pagamentos, que também oferece pequenos aplicativos de serviços públicos e atrações, chamados mini-programas. O Alipay é outro aplicativo de pagamentos semelhante. Um yuan (CNY) equivale a cerca de R$ 0,85. Pagamentos de até 200 CNY (aproximadamente R$ 170) não têm taxa; acima desse valor, você paga 3% sobre o total. Por isso, pague hotéis e ingressos para a ópera diretamente com cartão ou antecipadamente por uma plataforma de reservas. É possível comprar ingressos no Trip.com com cartão internacional, enquanto os mini-programas oficiais do WeChat muitas vezes exigem um método de pagamento chinês. Para estrangeiros, o Trip.com costuma ser a opção mais confiável para comprar ingressos.
Internet e mapas: Google, Facebook, YouTube e WhatsApp são bloqueados na China, e, segundo o Ministério das Relações Exteriores tcheco, usar VPN sem autorização é ilegal. Antes de viajar, baixe mapas que funcionem na China, como Amap (Gaode) ou Apple Maps, pois o Google Maps costuma ser impreciso por lá. Um tradutor com chinês disponível offline também será útil.
Comida apimentada: A culinária de Sichuan gira em torno do sabor ma-la. “Ma” é a sensação de formigamento e leve dormência na língua provocada pela pimenta-de-Sichuan; “la” é a ardência da pimenta chili. Para evitar chorar a cada refeição, diga “wei la” (pouco apimentado) ou “pu yao la” (sem pimenta chili). Se quiser evitar a pimenta-de-Sichuan, diga “pu yao hua-jiao”. Ainda assim, lembre-se de que o “pouco” dos moradores pode ser bastante forte para quem não está acostumado.
Segurança e saúde: O Ministério das Relações Exteriores tcheco não atribui um nível numérico de risco à China; alerta principalmente para golpes, notas falsas e a proibição de fotografar instalações militares. O atendimento médico deve ser pago antecipadamente, então contrate um seguro que cubra o transporte de volta ao Brasil. Não beba água da torneira. Os números de emergência são 110 para a polícia, 120 para ambulância e 119 para os bombeiros. A República Tcheca não tem representação diplomática em Chengdu. Em caso de emergência consular envolvendo cidadãos tchecos, ligue para a linha 24 horas do Ministério das Relações Exteriores tcheco: +420 222 420 222.
Fuso horário, tomadas e gorjetas: A China não adota horário de verão. Chengdu fica 11 horas à frente de São Paulo durante o horário de Brasília e 10 horas à frente quando o Brasil está no horário padrão, sem horário de verão. Não se deixa gorjeta. Guias indicam tomadas dos tipos A, C e I e tensão de 220 V.
Quantos dias ficar e quanto custam os ingressos: Reserve de três a quatro dias para Chengdu: um para os pandas e o centro histórico; outro para os templos, uma casa de chá e a ópera à noite; e mais um ou dois para passeios a Leshan, Dujiangyan e ao monte Qingcheng. O monte Emei pede mais um dia, de preferência dois. Os ingressos para os pandas com o trenzinho, o santuário Wuhou, a casa de palha de Du Fu (Du Fu Caotang), a ópera, Leshan com passeio de barco, Dujiangyan, Qingcheng e Sanxingdui custam, juntos, cerca de 720 CNY (aproximadamente R$ 610) por adulto. Esse total inclui cerca de 150 CNY (aproximadamente R$ 130) pela ópera, mas não inclui transporte nem o monte Emei.
Onde se hospedar em Chengdu
O centro de Chengdu é enorme, mas a rede de metrô, bem extensa, leva você praticamente a qualquer lugar. Ao escolher o hotel, leve em conta também uma particularidade da China. Na prática, nem todo hotel pequeno, pousada ou apartamento na China aceita estrangeiros, porque não consegue cadastrar o passaporte no sistema policial. Por isso, prefira uma rede internacional ou um hotel com avaliações recentes de hóspedes estrangeiros.
Chunxi Road e Taikoo Li são o coração da cidade e a opção mais prática para uma primeira visita. Você terá a área de pedestres, lojas, o templo Daci e o metrô logo ali. Para realizar o sonho de se hospedar no luxo, o Upper House Chengdu (antigo The Temple House), junto ao templo Daci, é uma escolha certeira. O hotel também abriga o restaurante vegetariano e a casa de chá Mi Xun Teahouse. Na torre do shopping IFS, famosa pelo panda na fachada, fica o Niccolo Chengdu.
Na praça Tianfu, as linhas de metrô se cruzam em todas as direções, e você pode caminhar até o Parque do Povo e a Chunxi Road. O Holiday Inn Express Chengdu Tianfu Square oferece uma tarifa razoável nessa região. A partir das ruas Largas e Estreitas (Kuanzhai Xiangzi), você chega rapidamente ao Parque do Povo, com suas casas de chá. Uma opção de hospedagem por ali é o Wenjun Courtyard Hotel Chengdu. É um hotel em estilo chinês, com funcionários que falam inglês, mas sem elevador.
Para quem busca tranquilidade e quer ter um restaurante vegetariano logo na esquina, o bairro ao redor do mosteiro Wenshu é uma ótima escolha. Ali fica o Buddha Zen Hotel Chengdu, com decoração inspirada no budismo. Mochileiros e viajantes solo podem escolher o hostel Chengdu Mix Hostel. Para curtir a vida noturna e os bares às margens do rio, vá ao calçadão do Jinjiang (Jinjiang), onde está o grande Shangri-La Hotel, Chengdu. Para viagens de negócios, a Hi-Tech Zone é uma boa opção: esse distrito comercial e tecnológico tem hotéis corporativos de 8 a 12 km ao sul do centro. Se o voo sair cedo, vale a pena ficar em um hotel perto do aeroporto. Antes, porém, confira de qual dos dois aeroportos você vai partir.
Uma visão detalhada dos bairros, dos preços e de 18 hotéis específicos está no artigo Onde se hospedar em Chengdu.
💡 Neste mapa, você compara o que está disponível no momento — e já vê quanto o preço muda a poucos quarteirões de distância.
22 dicas do que fazer e conhecer em Chengdu e arredores
As dicas começam com os pandas, passam pelo centro histórico, com seus templos e casas de chá, pela Chengdu noturna e pelos museus, e terminam com passeios pelos arredores. A maioria dos destinos fica a cerca de uma hora de trem-bala; O-mei e Jiuzhaigou exigem mais tempo. Na China, os ingressos quase sempre são reservados com o nome e o número do passaporte, que é escaneado na entrada. Por isso, leve sempre o passaporte original com você. Considere aproximados os preços dos passeios fora da cidade. Os horários de funcionamento e os preços mudam, então confirme tudo antes da visita.

1. Centro de criação de pandas-gigantes
É por causa deste lugar que pessoas do mundo inteiro viajam para Chengdu. O Centro de Pesquisa e Criação de Pandas-Gigantes de Chengdu (Chengdu Research Base of Giant Panda Breeding) é uma grande área com recintos onde os pandas mastigam bambu pela manhã, durante a alimentação, e se escondem em pavilhões climatizados quando faz calor. A moradora mais famosa é a panda Hua Hua, que atrai longas filas. Segundo os visitantes, ela costuma ficar no pavilhão nº 6, fechado às segundas-feiras (exceto em feriados nacionais), para que os animais possam descansar. O Panda Art Museum também não funciona às segundas-feiras, mas o restante do complexo permanece aberto. Os pandas-vermelhos vivem em recintos onde os visitantes podem entrar, e a base pede que você mantenha uma distância de 3 metros deles.
O ingresso adulto custa 55 CNY (cerca de R$ 140), o de estudante custa 27 CNY (cerca de R$ 70), e pessoas com mais de 60 anos, crianças de até 6 anos ou com até 1,3 m de altura entram de graça e sem reserva. Os demais precisam reservar o ingresso online, informando nome e passaporte. A reserva pode ser feita no máximo 14 dias antes da visita, de preferência pelo Trip.com ou, como alternativa, pela conta oficial no WeChat. O ingresso vale apenas para o horário escolhido. De março a outubro, a entrada da manhã funciona das 7h30 às 12h, e a da tarde, das 12h às 17h. De novembro a fevereiro, os horários são das 8h às 12h e das 12h às 16h30. O trenzinho que circula pelo complexo custa 30 CNY (cerca de R$ 80) pelo dia inteiro. Reserve de três a quatro horas para a visita.
Pegue a linha 3 do metrô até a estação Panda Avenue e, de lá, o ônibus 408 até o Portão Sul; outra opção é descer na estação Junqu General Hospital e pegar o ônibus 409 até o Portão Oeste. Os ônibus turísticos circulares que saem da Chunxi Road e das ruas Largas e Estreitas levam você diretamente à base, sem baldeação. Um táxi da Chunxi Road custa, segundo a base, cerca de 40 CNY (aproximadamente R$ 105) e leva de 25 a 35 minutos. Se você quiser ver pandas sem enfrentar multidões, considere o Panda Valley, em Dujiangyan (dica 17).
💡 Dica: um usuário do Reddit recomenda entrar pelo Portão Oeste e atravessar o complexo em direção ao Portão Sul, por onde chegam as excursões. Assim, você caminha no sentido contrário ao fluxo. Não pague aos revendedores por uma “entrada rápida sem fila”: a própria base alerta contra esse tipo de oferta.

2. Mosteiro Wenshu
O mosteiro budista Wenshu não é um museu, mas um mosteiro ativo, onde as pessoas continuam rezando até hoje. Segundo fontes chinesas, ele foi fundado durante a dinastia Sui e restaurado sob o imperador Kangxi. A entrada é gratuita e não exige reserva. Em geral, fica aberto das 8h às 17h, com a última entrada às 16h30. Dizem que incensos são distribuídos gratuitamente na entrada.
Para vegetarianos, Wenshu é provavelmente o endereço mais importante da cidade. Bem ao lado do mosteiro, o restaurante vegetariano budista Xiangyuan, no endereço 6 Wenshuyuan Jie, serve refeições sem carne. O buffet custa cerca de 35 CNY (aproximadamente R$ 90) e, segundo relatos, quando você termina o prato recebe 5 CNY (cerca de R$ 40) de volta. O arroz com cogumelos custa aproximadamente 18 CNY (cerca de R$ 45). A culinária budista não usa carne, alho nem cebola. Isso não significa, porém, que seja sempre vegana: ovos ou leite podem aparecer, por exemplo, em pães e outros produtos assados.
Ao redor do mosteiro fica o bairro de pedestres Wenshufang, com lanchonetes e lojinhas. Para chegar, pegue a linha 1 do metrô até a estação Wenshu Monastery.
💡 Dica: segundo uma avaliação de 2023, o restaurante não serve comida às segundas-feiras. Por isso, é melhor programar o almoço para outro dia.

3. Ruas Larga e Estreita
Segundo os guias, três ruas paralelas, a Larga, a Estreita e uma terceira chamada Poço, são ladeadas por casas com pátios no estilo da dinastia Qing. Hoje, elas abrigam lojas de souvenirs, artesanato tradicional, cafés e restaurantes. A entrada é gratuita, e à noite as ruas ficam iluminadas.
Considere o local um passeio bonito, mas bastante turístico. Nos fins de semana, as pessoas se espremem lado a lado. Se você quiser tirar fotos sem multidões, vá durante a semana. As ruas ficam perto do Parque do Povo, então dá para combinar os dois lugares em uma única tarde.

4. Santuário Wuhou e rua Jinli
O santuário Wuhou é dedicado a duas figuras do período dos Três Reinos. Ali são venerados o estadista Zhuge Liang e o governante Liu Bei, do estado de Shu-Han, abreviado como Shu. O complexo também abriga o túmulo de Liu Bei. Se você conhece os Três Reinos por jogos como Total War ou Dynasty Warriors, vai gostar muito da visita. A entrada do santuário custa 50 CNY (cerca de R$ 130), ou metade do valor com desconto. Pegue a linha 3 do metrô até a estação Gaoshengqiao.
Logo ao lado começa a rua Jinli, uma área comercial em estilo antigo, com souvenirs e comida de rua. A entrada é gratuita, e as lanternas se acendem à noite. Ao comprar comida de rua, vale a pena perguntar o que há em cada prato, porque a culinária de Sichuan costuma usar banha de porco e caldo de carne.
Quem quiser se aprofundar nos Três Reinos e no estado de Shu pode acrescentar ao passeio pelo Wuhou o Museu do Brocado e dos Bordados de Shu.

5. Casa de Palha de Du Fu
O poeta Du Fu, da dinastia Tang, viveu em Chengdu de 759 a 763. Hoje, você encontra ali um parque de cerca de 20 hectares, com uma réplica de sua cabana e cópias de suas obras. Em outubro e novembro, assim como no mosteiro Wenshu, os ginkgos ficam amarelos.
O ingresso inteiro para a casa também custa 50 CNY (cerca de R$ 130), e o ingresso com desconto custa 25 CNY (cerca de R$ 65); na baixa temporada, o preço pode ser menor. Em geral, o local fica aberto aproximadamente das 9h às 18h, e a bilheteria fecha às 17h. Você pode reservar o ingresso pelo WeChat, no máximo 14 dias antes da visita.
O Museu de Sichuan (dica 13) e o Parque Cultural, com o teatro de ópera Shufeng Yayun (dica 10), ficam a uma curta distância daqui, e você pode montar um passeio agradável para o dia inteiro. Visite o museu pela manhã, a Casa de Palha de Du Fu à tarde e assista à ópera à noite. Apenas não planeje esse roteiro para segunda-feira, quando o museu fecha.

6. Parque do Povo e casa de chá Heming
Se existe um lugar onde você entende por que Chengdu é chamada de cidade tranquila, é aqui. O Parque do Povo (People’s Park) é gratuito e, segundo relatos de viagem, as pessoas cantam e dançam por lá, enquanto os pais penduram anúncios sobre os filhos adultos no chamado “mercado de casamentos”. O parque também abriga um memorial aos heróis do movimento pela proteção das ferrovias.
O destaque, porém, é a casa de chá Heming, junto ao lago, que aparentemente funciona há mais de 120 anos. Um chá comum custa de 16 a 35 CNY (R$ 15 a R$ 30), e o premium, de 58 a 68 CNY (R$ 50 a R$ 55). Com a xícara, você recebe uma garrafa térmica com água quente e pode completar o chá sozinho. Também é oferecida limpeza de ouvidos por 30 a 50 CNY (R$ 10 a R$ 15), mas combine o preço antes.
Você chega ao parque pela linha 2 do metrô, descendo na estação People’s Park. O chá e a observação das pessoas ao redor podem ocupar tranquilamente uma tarde inteira.

7. Templo Daci, Taikoo Li e Chunxi Road
Este é um resumo de Chengdu. No meio dos prédios baixos do luxuoso distrito comercial Sino-Ocean Taikoo Li, construído em estilo tradicional, fica o templo budista Daci. Boutiques de luxo e um templo budista estão separados por apenas alguns passos.
Logo ao lado fica a Chunxi Road, principal rua de compras da cidade, com área exclusiva para pedestres, lojas e restaurantes. Um dos alvos preferidos das câmeras é o panda gigante escalando a fachada do shopping center IFS.
💡 Dica: digite “Chengdu IFS” no navegador. Se você pesquisar apenas “panda”, o mapa provavelmente encontrará uma base de criação.

8. Palácio Qingyang
Enquanto Wenshu e Daci pertencem ao budismo, o palácio Qingyang (Qingyang Gong) é um templo taoista. Em Chengdu, você encontra o budismo e o taoismo lado a lado. O palácio é conhecido pelas duas estátuas pretas de bronze de cabras.
Ele fica aberto das 8h às 18h, e a entrada custa cerca de 10 CNY (R$ 5).
💡 Dica: o palácio, o Parque Cultural e a ópera Shufeng Yayun ficam perto uns dos outros. Por isso, você pode passar a tarde e a noite por ali sem precisar se deslocar novamente.

9. Ponte Anshun e orla do rio Jinjiang
A coberta ponte Anshun (Anshun Bridge), sobre o rio Jinjiang, é um dos cartões-postais famosos da cidade e fica iluminada depois que escurece. Dentro da ponte há um restaurante sofisticado. Mas ela não é uma ponte antiga. A ponte original foi destruída várias vezes pelas enchentes e reconstruída em diversas ocasiões. A ponte concluída em 1978 desabou durante uma enchente em 1981, e a cidade construiu uma nova. Portanto, a estrutura atual é moderna.
A partir da ponte, você pode continuar caminhando pela orla até o distrito de bares Jiuyanqiao.
Também há barcos panorâmicos no rio; os preços e horários de saída podem ser consultados diretamente na orla. Quem quiser ficar perto dos bares também pode se hospedar na orla do Jinjiang (veja Onde se hospedar).

10. Ópera de Sichuan e a mudança de rosto
O ator balança a manga e, num instante, está usando uma máscara completamente diferente. A mudança de rosto (bianlian) é um dos números mais famosos da ópera de Sichuan, e dizem que a técnica está entre os segredos protegidos pelo Estado. As apresentações noturnas para visitantes duram cerca de 90 minutos. Além da mudança de rosto, elas costumam incluir cuspidores de fogo, teatro de sombras, marionetes, uma cena cômica e música de erhu, um instrumento chinês de duas cordas.
Para visitantes, o teatro Shufeng Yayun, no número 132 da Qintai Lu, no Parque Cultural, ao lado do palácio Qingyang, oferece apresentações. Elas geralmente começam às 20h, e em alguns dias também às 18h. Os ingressos custam aproximadamente de 120 a 320 CNY (R$ 40 a R$ 85), dependendo do assento.
Teatros menores saem mais em conta, com lugares a partir de cerca de 30 a 80 CNY (R$ 10 a R$ 35). O Shuyi Theater, por exemplo, oferece mudança de rosto com chá por 54 a 73 CNY (R$ 25 a R$ 30). Se você prefere uma ópera completa, em vez de um programa para turistas, o grupo estatal apresenta-se no Sichuan Opera Theater, no número 27 da Hongzhaobi Jie. A programação está disponível no site sc-opera.com.

11. Gastronomia de Sichuan para vegetarianos
Segundo os guias, Chengdu é uma Cidade Criativa da Gastronomia da UNESCO, e a comida é um assunto importante por aqui. Para vegetarianos, porém, a experiência pode ser um pouco complicada. As especialidades locais mais famosas levam carne. O hot pot (huoguo) é preparado com sebo bovino, o mapo tofu originalmente leva carne moída, o kung pao é feito com frango e o macarrão dan dan leva carne de porco. Cabeças de coelho estão entre as supostas iguarias locais. Até pratos “de legumes” em restaurantes comuns costumam conter banha, caldo de frango ou molho de ostra.
O mais seguro é comer em restaurantes budistas e vegetarianos. Além do refeitório junto ao mosteiro Wenshu (dica 2), há a Mi Xun Teahouse, no hotel Upper House Chengdu (81 Bitieshi Jie). Este restaurante e casa de chá vegetariano tem uma estrela Michelin, inclusive na edição mais recente de 2027, e funciona das 12h às 22h. Outro endereço é o Zaozishu (Jujube Tree), no distrito de Luomashi, que prepara imitações de carne com seitan e tofu e fica aberto das 10h às 22h. Um usuário do Reddit o classificou como um clássico entre os estabelecimentos vegetarianos. O Yiyeyi World, no número 46 da Nankangshi Jie, perto da Chunxi Road, oferece, segundo a própria descrição, um hot pot de Sichuan totalmente vegano. Outro restaurante vegetariano é o Wuxiang Zenjoy, no número 6 da Changshou Lu.
Se quiser provar os pratos locais em outro lugar, peça acrescentando “pu yao rou” (sem carne). O feijão-verde frito e a berinjela yuxiang, chamada de “berinjela com sabor de peixe”, embora não leve peixe, normalmente são preparados com carne de porco moída. Você também pode experimentar macarrão frio, macarrão de trigo-sarraceno ou bolinhos doces de arroz com açúcar mascavo.
💡 Dica: salve previamente no tradutor a frase “Sou vegetariano, não como carne, frutos do mar nem gordura animal” em chinês e mostre-a em todos os restaurantes.

12. Yulin e Dongjiao Memory
Se, depois de visitar templos e pandas, você quiser conhecer o cotidiano atual de Chengdu, vá ao distrito de Yulin. A região é cheia de bares e cafés e ficou famosa por uma música do cantor Zhao Lei, simplesmente chamada “Chengdu”, lançada em 2016.
Outra dica para conhecer a Chengdu contemporânea é o Dongjiao Memory, um complexo cultural instalado em uma antiga fábrica.
Os dois lugares combinam mais com a noite e com quem tem vários dias em Chengdu e já conheceu os principais pontos turísticos.
💡 Dica: procure Dongjiao Memory no aplicativo chinês Amap. No Google, esse nome encontra um bar completamente diferente, em outra parte da cidade.

13. Museu de Sichuan
A história da província é apresentada no Museu de Sichuan (Sichuan Museum), no número 251 da Huanhua Nanlu, a uma curta caminhada da Casa de Palha de Du Fu. A entrada é gratuita, mediante reserva nominal, e estrangeiros fazem a reserva com o passaporte. O museu abre de terça a domingo, das 9h às 17h, com última entrada às 16h, e fecha às segundas-feiras, exceto em feriados.
O acervo inclui bronzes, esculturas budistas e uma galeria do pintor Zhang Daqian, com suas cópias dos afrescos das grutas de Dunhuang. Em 2026, está em cartaz uma exposição sobre a arquitetura do palácio Yongle Gong.
Se você pretendia visitar o museu do sítio de Jinsha (Jinsha Site Museum), saiba que ele está fechado de 5 de dezembro de 2025 a 30 de abril de 2027 para reformas, embora o Google Maps continue mostrando o local como aberto. Porém, você pode ver os bronzes da antiga cultura dessa região no museu Sanxingdui (dica 19).
💡 Dica: se não conseguir fazer a reserva, segundo um site de viagens, talvez deixem você entrar no Museu de Sichuan apresentando o passaporte na entrada. Ainda assim, é mais seguro reservar com antecedência.

14. Museu de Chengdu
O Museu de Chengdu (Chengdu Museum) fica junto à Praça Tianfu, onde as linhas 1 e 2 do metrô se cruzam. A entrada é gratuita mediante reserva, e o museu costuma abrir de terça a domingo, das 9h às 17h. Ele é conhecido pelo acervo de teatro de sombras e marionetes. Portanto, se as marionetes chamaram sua atenção na ópera, aqui você verá muitas outras.
Na Praça Tianfu há uma estátua de Mao Tsé-Tung, e de lá você pode caminhar até o Parque do Povo.
Para famílias com crianças, o Chengdu Natural History Museum também é uma boa opção. A entrada é gratuita e, desde 1º de setembro de 2026, o horário de funcionamento é de terça a domingo, sempre das 9h às 17h.
💡 Dica: o Google Maps mostra um endereço diferente para o Museu de Chengdu. Por isso, digite Tianfu Square no navegador e caminhe até o museu.

15. Grande Buda de Leshan
O Grande Buda de Leshan tem 71 metros de altura e foi esculpido na rocha entre 713 e 803, durante a dinastia Tang. Desde 1996, ele e o Monte Emei fazem parte da lista da UNESCO.
Segundo informações chinesas de outubro de 2026, os ingressos são vendidos somente online; não é possível comprá-los no local. A reserva é nominal e feita para horários específicos, com antecedência máxima de 7 dias. Para estrangeiros, a opção mais simples é comprar pelo Trip.com. O canal oficial é o miniprograma “Dafo Lüyou”, no WeChat ou no Alipay. O passeio pela parte de cima, com descida até os pés do Buda, custa cerca de 80 CNY (R$ 20,65). O passeio de barco, que permite ver a estátua inteira do rio, custa 70 CNY (R$ 18,15). Pessoas com mais de 65 anos não pagam entrada.
O trem de alta velocidade sai das estações Chengdu East ou South e chega a Leshan em 55 a 65 minutos. A passagem custa de 28 a 55 CNY (R$ 7,20 a R$ 14,15). Da estação, pegue o ônibus número 3, que leva cerca de 40 minutos e custa 1 CNY (R$ 0,25), ou vá de táxi.
💡 Dica: aos fins de semana e na alta temporada, a fila para descer as escadas ao lado da estátua pode durar de uma a três horas. Chegue logo cedo ou escolha o passeio de barco.

16. Monte Emei
O Monte Emei é uma das quatro montanhas sagradas do budismo chinês e entrou para a lista da UNESCO junto com o Grande Buda (dica 15). Seu ponto mais alto é o Pico Dourado (Jinding), a 3.099 metros de altitude. Segundo os guias, ali há uma estátua dourada do bodisatva Samantabhadra. A montanha também abriga os templos Baoguo e Wannian. Macacos-rhesus vivem pelas trilhas e, dizem, costumam roubar comida. Por isso, não deixe os lanches à mostra.
Na alta temporada, de 16 de janeiro a 14 de dezembro, a entrada custa cerca de 160 CNY (R$ 41,10); no restante do ano, 110 CNY (R$ 28,25). A passagem de ida e volta de ônibus até Leidongping, na montanha, custa 90 CNY (R$ 23,15). O teleférico até o Pico Dourado custa 65 CNY (R$ 16,70) na subida e 55 CNY (R$ 14,15) na descida. Assim, um dia na montanha sai por cerca de 370 CNY (R$ 95,10), sem contar a passagem de trem. Desde 10 de março de 2026, é preciso reservar horários nominais nos ônibus para a área de altitude elevada, e o Pico Dourado recebe no máximo 8.000 pessoas por dia.
O trem de alta velocidade de Chengdu até a estação Emeishan leva cerca de 70 minutos e custa aproximadamente 65 CNY (R$ 16,70). Da estação, o ônibus até a montanha demora mais ou menos 1 hora e 40 minutos. É muita coisa para fazer em um dia; o melhor é passar a noite por lá e dividir o passeio em dois dias.
💡 Dica: Leshan fica a cerca de 30 km do Monte Emei, então dá para combinar os dois destinos em um passeio de dois dias.

17. Dujiangyan
O sistema de irrigação de Dujiangyan foi construído por volta de 250 a.C. e continua funcionando até hoje. Portanto, tem mais de 2.200 anos e, segundo a tradição, foi projetado por Li Bing. Desde 2000, faz parte da lista da UNESCO junto com o Monte Qingcheng.
Na alta temporada, a entrada custa cerca de 80 CNY (R$ 20,65); na baixa temporada, 60 CNY (R$ 15,45). O ingresso com desconto custa 40 CNY (R$ 10,30), e pessoas com mais de 65 anos têm entrada gratuita mediante reserva. Visitantes estrangeiros precisam comprar uma modalidade específica para quem não tem cidadania da China continental, oferecida pelo site chinês Qunar por 80 CNY (R$ 20,65). A reserva é nominal e feita para horários determinados.
Da estação Xipu, que atende às linhas 2 e 6 do metrô, um trem suburbano direto chega à estação Liduigongyuan, perto do complexo, em 26 a 30 minutos. A passagem custa a partir de 10 CNY (R$ 2,60). Dujiangyan também abriga o Panda Valley, onde, segundo um blog de viagem, costuma haver muito menos visitantes perto dos pandas do que em Chengdu. Os ingressos do Panda Valley são vendidos apenas online; podem ser reservados com no máximo 7 dias de antecedência e não há bilheteria no local. De maio a outubro, o parque abre das 7h50 às 17h30; de novembro a abril, das 8h10 às 17h.
💡 Dica: dá para conhecer Dujiangyan e o Monte Qingcheng (dica 18) no mesmo dia. O GetYourGuide também vende um ingresso combinado para os dois lugares.

18. Monte Qingcheng
O Monte Qingcheng é um dos berços do taoismo e faz parte da lista da UNESCO junto com o sistema de Dujiangyan (dica 17). A montanha se divide em duas áreas: a Montanha da Frente, com templos, e a Montanha de Trás, conhecida pela natureza e pelas cachoeiras.
A entrada para a Montanha da Frente custa cerca de 80 CNY (R$ 20,65), e a da Montanha de Trás, 20 CNY (R$ 5,15). O teleférico na Montanha da Frente custa de 30 a 35 CNY (R$ 7,70 a R$ 9) só para subir, ou de 55 a 60 CNY (R$ 14,15 a R$ 15,45) ida e volta.
O trem de alta velocidade sai da estação Xipu e chega à estação Qingchengshan em 27 a 30 minutos. As passagens custam a partir de 10 CNY (R$ 2,60). Da estação até o portão, os ônibus 101 ou 102 levam você por 2 CNY (R$ 0,50).
💡 Dica: segundo sites de viagem, mais de 30 trens por dia fazem o trajeto de Xipu à estação Qingchengshan, aproximadamente das 6h até a noite. Dá para sair cedo. Confira os horários da ida e da volta no aplicativo 12306.

19. Museu Sanxingdui
As cabeças de bronze com olhos esbugalhados parecem ter vindo de outro planeta, por isso ganharam na internet o apelido de “alienígenas”. Uma das teorias as relaciona ao lendário rei Cancong. O Museu Sanxingdui fica em Guanghan, cidade da prefeitura de Deyang, a cerca de 40 km de Chengdu. Os primeiros achados são de 1927; a grande descoberta aconteceu em 1986 e, entre 2020 e 2022, arqueólogos abriram seis novas fossas de oferendas. Só em março de 2021, retiraram de lá mais de 500 objetos, entre eles uma máscara de ouro.
O ingresso custa cerca de 72 CNY (R$ 18,50), e a visita exige reserva para um horário de manhã ou à tarde, por exemplo, pela conta oficial no WeChat. Informe o número do passaporte com atenção: dizem que não é possível corrigi-lo na entrada. O site Wander in China recomenda usar o portão onde os funcionários conferem os passaportes.
O trem de alta velocidade sai das estações Chengdu East ou South e chega à estação Guanghan North em 18 a 20 minutos. A passagem custa de 18 a 25 CNY (R$ 4,65 a R$ 6,45). De lá, um táxi até o museu custa de 15 a 20 CNY (R$ 3,85 a R$ 5,15). O ônibus turístico sai do centro da cidade, leva de 70 a 90 minutos e custa cerca de 30 CNY (R$ 7,70).
💡 Dica: guias mais antigos mencionam um ingresso combinado para Sanxingdui e o Museu Jinsha. Ele não está mais disponível, e Jinsha está fechado (veja a dica 13).

20. As cidades antigas de Huanglongxi e Luodai
Se você tiver um dia livre e quiser conhecer cidades chinesas históricas, vá a Huanglongxi, a cerca de 40 km ao sul de Chengdu. O lugar tem ruas de pedra, casas sobre palafitas da época das dinastias Ming e Qing, templos antigos e um moinho de água.
Outra opção é Luodai, no distrito de Longquanyi, uma cidade antiga da comunidade Hakka.
A entrada nas ruas das duas cidades antigas é gratuita, segundo relatos. Mas prepare-se para encontrar lugares bastante comerciais: não espere um recanto tranquilo e intocado.
💡 Dica: Huanglongxi fica no mesmo distrito de Shuangliu que o antigo aeroporto CTU, então é uma boa opção para o último dia antes de um voo saindo de CTU.

21. Complexo de Museus Jianchuan
Na cidade de Anren, no distrito de Dayi, fica o complexo privado de museus Jianchuan. São dezenas de museus, dedicados principalmente à guerra contra o Japão e à Revolução Cultural.
Anren é uma cidade antiga, com residências históricas, então dá para combinar uma caminhada pelo local com a visita aos museus. Consulte os preços dos ingressos e os horários de funcionamento em jc-museum.cn.
O complexo é uma boa escolha para quem se interessa mais pela história chinesa do século XX do que por templos antigos.

22. Jiuzhaigou
O vale de Jiuzhaigou, na prefeitura de Ngawa, é um destino para uma viagem mais longa, não para um bate e volta saindo de Chengdu. Você pode chegar de avião ou de trem de alta velocidade até a estação Huanglong Jiuzhai. O parque funciona das 7h30 às 18h. Consulte as informações atualizadas sobre funcionamento e ingressos no site oficial, jiuzhai.com.
Atenção: Jiuzhaigou fica fora da área autorizada para o trânsito de até 240 horas. Se você entrar na China sem visto pelo regime de trânsito, não vá até lá. É necessário ter um visto de turismo tipo L.
Se você tiver visto, reserve o transporte e os ingressos com antecedência e evite viajar durante os feriados chineses.
Para onde ir depois de Chengdu
Se você tiver mais tempo na China, pode seguir de Chengdu a Chongqing de trem de alta velocidade. A viagem leva de uma hora a uma hora e meia. Prefere conhecer uma metrópole litorânea? Confira o artigo O que ver em Xangai.
Se você estiver usando o trânsito de até 240 horas, Hong Kong pode ser uma boa opção de “terceira região” para seguir viagem a partir de Chengdu. Segundo a Wikipédia, desde o fim de julho de 2026 os voos para Hong Kong partem do aeroporto de Shuangliu (CTU), mas confira o aeroporto indicado na sua passagem. Veja o que fazer em Hong Kong no artigo O que ver em Hong Kong. Para escolher onde ficar em Chengdu, consulte também o guia Onde se hospedar em Chengdu.
Perguntas frequentes
Preciso de visto para Chengdu?
Sim. Brasileiros não estão incluídos no regime de isenção de visto de 30 dias da China vigente em outubro de 2026. Você pode solicitar um visto de turista L através do Centro de Serviços de Visto Chinês no Brasil (até o final de 2026 por aproximadamente R$ 380), ou utilizar o trânsito sem visto de 240 horas. Porém, este último só é válido quando você está viajando para um terceiro país ou região, não para voltar para casa, e apenas na área permitida — Jiuzhaigou não está incluída.
Quantos dias são suficientes para Chengdu?
Três a quatro dias. Um para os pandas e o centro antigo, um para templos, casa de chá e ópera noturna, e um ou dois para passeios a Leshan, Dujiangyan e à Montanha Qingcheng. Se incluir a Montanha Emei, conte com mais um ou dois dias.
Como comprar ingressos para os pandas?
Online, com nome e número de passaporte, preferencialmente pelo Trip.com ou pela conta oficial no WeChat. A reserva pode ser feita com até 14 dias de antecedência. O ingresso é válido para o período da manhã ou da tarde e custa 55 CNY (aproximadamente R$ 45) para adultos. Chegue na abertura às 7h30 (no inverno às 8h00) e não vá às segundas-feiras, quando o pavilhão nº 6 fica fechado — segundo visitantes, é lá que fica o panda mais famoso.
Como chegar do aeroporto ao centro?
A maioria dos voos internacionais chega ao aeroporto Tianfu (TFU), cerca de 51 km do centro. De lá, pega-se o metrô expresso linha 18, que chega à estação Chengdu South em 45 a 55 minutos. Lá você faz conexão com a linha 1 e chega à Praça Tianfu em cerca de uma hora e quinze minutos no total; a passagem custa cerca de 10 CNY (aproximadamente R$ 8). Voos para Hong Kong, Macau e Taipei operam, segundo a Wikipédia, desde o verão de 2026 no aeroporto Shuangliu (CTU), mais próximo.
Dá para comer vegetariano em Chengdu?
Sim, mas é bom saber onde ir. Os lugares mais seguros são os restaurantes budistas, como o bufê do Mosteiro Wenshu por cerca de 35 CNY (aproximadamente R$ 30), e o restaurante vegetariano e casa de chá Mi Xun Teahouse, com estrela Michelin. Em restaurantes comuns, até os vegetais costumam ser preparados com banha ou caldo de carne — ajuda ter uma frase em chinês salva no tradutor.
Qual a melhor época para ir a Chengdu?
Na primavera, de março a maio, e no outono, de setembro a novembro. O verão é quente e chuvoso, com cerca de 238 mm de precipitação em julho. O inverno é cinzento com mínimo de sol. Evite os feriados chineses, principalmente a Semana Nacional de 1º a 7 de outubro.
Quão picante é a comida em Chengdu?
Muito, e além disso “formigante” por causa da pimenta sichuanesa. Diga “wej la” (apenas um pouco picante) ou “pu jao la” (sem pimenta). Mas mesmo “um pouco picante” costuma ser intenso para o paladar ocidental.





