Se você está planejando uma viagem ao Peru, é bem provável que veja a capital apenas como uma escala necessária no caminho para as montanhas. Mas isso seria um grande erro, porque Lima é hoje a indiscutível capital gastronômica mundial. É aqui que você encontra o restaurante Maido, que ostenta o título de melhor estabelecimento do planeta em 2025, e nada menos que quatro restaurantes locais figuram no top 50 atual. O prestígio culinário da cidade vai culminar em 4 de novembro de 2026, quando pela primeira vez na história da América do Sul será realizada a cerimônia de premiação do The World’s 50 Best Restaurants.
Além da comida, esta metrópole de quase dez milhões de habitantes oferece condições ideais para começar sua viagem. Os bairros turísticos ficam praticamente ao nível do mar, o que os torna o ponto zero perfeito para aclimatação antes do voo desafiador para Cusco, nas montanhas. Dê a Lima pelo menos dois ou três dias e deixe-se surpreender por seus magníficos penhascos sobre o Pacífico, arquitetura colonial e bairros modernos repletos de áreas verdes.
Ao planejar sua viagem em 2026, é bom considerar algumas novidades. Desde junho de 2025, funciona o novíssimo e belíssimo terminal do aeroporto Jorge Chávez, mas as vias de acesso ainda estão em construção, então o trajeto até o centro pode levar até uma hora e meia. Ao mesmo tempo, não se assuste com as notícias sobre o estado de emergência que vigora em Lima até aproximadamente o final de outubro de 2026. Esta medida visa principalmente proteger os empresários locais contra gangues e praticamente não afeta o turista comum nos bairros seguros.

Resumo
- Transporte do aeroporto: Esqueça os atravessadores no saguão e use exclusivamente os balcões oficiais, o ônibus Airport Express ou os aplicativos Uber e Cabify com embarque no estacionamento designado E1.
- Segurança em primeiro lugar: Os bairros de Miraflores e Barranco são tranquilos durante o dia, mas ao anoitecer seja cauteloso, não mostre o celular na rua e nunca pegue táxi direto na rua.
- Paraíso gastronômico: Reservas nos melhores restaurantes como Maido ou Kjolle precisam ser feitas com vários meses de antecedência.
- Clima e vestuário: No verão você encontra sol e calor, enquanto nos meses de inverno a cidade frequentemente fica envolta pela típica neblina costeira chamada garúa.
- Dinheiro e pagamentos: Nos bairros melhores você paga com cartão, mas para mercados e compras menores vai precisar de dinheiro em soles peruanos (1 sol é cerca de R$ 1,45).
- Formalidades práticas: Brasileiros não precisam de visto e o formulário de imigração TAM já é totalmente virtual, só não esqueça de levar o passaporte ao hotel para isenção da taxa de dezoito por cento.
Quando ir a Lima
O clima em Lima é influenciado pela fria Corrente de Humboldt, graças à qual as temperaturas são relativamente amenas e caem apenas pouco mais de seis milímetros de chuva por ano. Você aproveitará mais sol e calor de dezembro a abril, quando o termômetro sobe para os ideais 25 a 28 graus e os locais passam os fins de semana nas praias. Por outro lado, de junho a setembro a cidade frequentemente fica coberta por uma densa neblina cinza chamada garúa e as temperaturas caem para 15 graus, mas é uma ótima época para os amantes de parapente graças ao vento ideal.
O ano de 2026, no entanto, é um pouco específico do ponto de vista meteorológico devido ao fenômeno El Niño Costero. O inverno foi sensivelmente muito mais quente do que o normal e os meteorologistas alertam que no verão de 2027 as temperaturas sensíveis podem chegar a 38 graus. Se você não gosta de extremos, o compromisso ideal para visitar são os meses de transição novembro, dezembro, março e abril, quando você evita tanto o maior calor quanto a principal onda de férias de verão peruanas.
Ao planejar a data da viagem, vale definitivamente a pena dar uma olhada no calendário de feriados e festivais locais. Uma experiência incrível é o feriado de outubro do Señor de los Milagros, quando uma das maiores procissões católicas do mundo sai às ruas e o centro da cidade se tinge de roxo. O final de julho é dedicado às celebrações da independência Fiestas Patrias com grandes desfiles militares e no início de fevereiro todo o país se une nas celebrações do coquetel nacional no Día del Pisco Sour.
Onde se hospedar em Lima
A escolha do bairro certo na enorme Lima é fundamental para sua sensação de segurança e experiência geral. A melhor opção para a primeira visita é definitivamente Miraflores, onde você encontra lindos penhascos sobre o oceano, excelente infraestrutura e, graças à densa rede de câmeras inteligentes, a maior tranquilidade para caminhadas noturnas. O boêmio Barranco ao lado encanta casais e amantes da vida noturna, enquanto San Isidro serve quem busca máxima tranquilidade e butiques de luxo.
Se você quer garantia de serviço fantástico, confira o Hilton Garden Inn Lima Miraflores, que ostenta a melhor avaliação da cidade e oferece uma luxuosa piscina na cobertura a poucos passos do calçadão costeiro. Amantes de história e romance não podem perder o Hotel B no coração do bairro de Barranco, uma lindamente restaurada vila da belle époque pertencente à prestigiosa rede Relais & Châteaux.
Excelente custo-benefício na faixa intermediária oferece a rede peruana com o hotel Casa Andina Premium Miraflores, onde você encontra até uma agradável piscina coberta. Se você tem um voo muito cedo pela manhã e não quer mais ir para a cidade, a escolha estratégica é o Wyndham Grand Costa del Sol Lima Airport, que está conectado ao novo terminal por uma confortável passarela coberta. Dicas mais detalhadas e análise das diferentes áreas você encontra em nosso artigo separado Onde ficar em Lima.
💡 Neste mapa você compara o que está disponível no momento — logo verá quanto o preço muda alguns quarteirões adiante.
22 dicas do que ver e fazer em Lima
Vamos ver o melhor que a metrópole peruana oferece. Idealmente, divida a exploração da cidade em blocos por bairros, para não passar metade do dia pulando em engarrafamentos.

1. Plaza Mayor e Catedral de Lima
O coração do centro histórico é a ampla Plaza Mayor (frequentemente chamada de Plaza de Armas), que forma o verdadeiro berço da cidade fundada em 1535. Todo o núcleo histórico figura na lista da UNESCO e é cercado por belos edifícios coloniais com fachadas amarelas típicas e varandas de madeira entalhada. A praça é o ponto de partida ideal para conhecer a história, mas lembre-se de que ao anoitecer a atmosfera no centro muda e é melhor voltar para os bairros mais seguros perto do oceano.
No lado leste da praça ergue-se a linda Catedral de Lima, que definitivamente vale a visita por dentro. A entrada para estrangeiros custa 30 soles (cerca de R$ 45), crianças de seis a doze anos pagam metade e por este preço você visita não apenas a nave principal, mas também o museu adjacente e as criptas misteriosas. Há também tours guiados disponíveis, que partem aproximadamente a cada vinte minutos.
Nas dependências da catedral repousam personalidades históricas importantes e supostamente ali se encontra também a tumba do próprio fundador da cidade, Francisco Pizarro. A visita leva cerca de uma hora e graças aos novos audioguias em nove idiomas você aprende muitos detalhes sobre a complexa história do catolicismo peruano.
💡 Dica: A situação do trânsito no centro costuma ser catastrófica entre as cinco e seis da tarde. Venha de preferência pela manhã cedo, para evitar ficar tempo demais sentado no táxi.

2. Palacio de Gobierno e troca da guarda
No lado norte da praça principal, o presidente em exercício reside no Palacio de Gobierno. Este palácio governamental ocupa um quarteirão inteiro e fica no local onde Francisco Pizarro mandou construir sua residência. Hoje o edifício serve como centro da vida política (desde julho de 2026 é sede da presidenta Keiko Fujimori) e o acesso ao interior é, infelizmente, bastante restrito para turistas comuns.
A maior atração para os visitantes é, sem dúvida, a tradicional troca da guarda, que você pode assistir gratuitamente de trás das grades de ferro todos os dias do ano. A cerimônia é realizada pelo histórico regimento de cavalaria Mariscal Domingo Nieto em uniformes de gala e, com um pouco de sorte, você verá toda a banda militar.
A experiência é realmente grandiosa, porque os soldados às vezes, além de marchas militares, tocam melodias tradicionais peruanas como a famosa canção El Cóndor Pasa. A cerimônia atinge seu ápice por volta do meio-dia, mas é melhor chegar à praça já por volta das onze e meia para conseguir um bom lugar junto à grade com boa visão.
💡 Dica: Embora no outono de 2026 tenham sido retomadas visitas ao palácio para escolas e famílias locais, ainda não existe um processo de reserva oficial para turistas estrangeiros, então você terá que se contentar com a vista externa.

3. Convento de San Francisco e catacumbas
A apenas alguns passos da praça principal fica o complexo conventual de São Francisco, que esconde um dos segredos mais fascinantes de toda Lima. Você só pode entrar no convento com guia e a visita dura cerca de uma hora. Adultos pagam 30 soles de entrada, estudantes 20 e crianças 10 soles, sendo que não é necessário reservar com antecedência e os ingressos são comprados diretamente na bilheteria.
A própria igreja teve que ser reconsagrada após o devastador terremoto de 1655 e possui uma linda biblioteca com vinte mil volumes históricos. Mas a principal atração está escondida nas profundezas. As catacumbas serviram como cemitério principal da cidade até 1810 e estima-se que até vinte e cinco mil pessoas estejam enterradas lá.
Caminhar pelos corredores estreitos e mal iluminados cheios de ossos cuidadosamente empilhados e crânios organizados em padrões geométricos é uma experiência realmente forte. A atmosfera no subsolo é levemente assustadora, mas envolvente, e para muitos viajantes esta é a melhor atração histórica de toda a cidade.
💡 Dica: O convento está aberto diariamente das 9h às 18h, sendo que o último grupo desce ao subsolo às cinco e meia da tarde.

4. Casa de Aliaga
Enquanto a maioria das casas históricas do centro se transformou em museus ou escritórios, a Casa de Aliaga é única. É uma das casas habitadas mais antigas de toda a América, pois a família Aliaga vive ali ininterruptamente desde o século 16. O terreno foi doado ao capitão Jerónimo de Aliaga pelo próprio fundador da cidade, Francisco Pizarro, em 1535.
Visitar esta bela residência requer um pouco de planejamento, pois a entrada só é possível com guia e mediante reserva telefônica prévia. Você pagará 35 soles pela visita e os portões abrem diariamente das nove e meia da manhã às cinco da tarde.
Lá dentro você fará uma viagem no tempo através de pátios ornamentados, salões suntuosos e lindas galerias de madeira. Cada peça de mobiliário e cada quadro aqui conta a história de uma família nobre que sobreviveu a terremotos, revoluções e o turbulento desenvolvimento moderno da metrópole peruana.
💡 Dica: A casa fica no endereço Jirón de la Unión 224, a apenas alguns passos do palácio presidencial, então pode ser perfeitamente combinada com assistir à troca da guarda.

5. Jirón de la Unión, Plaza San Martín e Gran Hotel Bolívar
Quando você sair da praça principal em direção ao sul, caminhará pela movimentada zona de pedestres Jirón de la Unión. Esta rua leva você até a Plaza San Martín, que é dominada por uma estátua equestre do libertador do Peru. A praça é cercada por imponentes edifícios brancos e em um dos cantos fica o lendário Gran Hotel Bolívar, construído em 1924 como o primeiro hotel moderno da cidade.
Este hotel já recebeu estrelas como Orson Welles e Ava Gardner e, após uma extensa reforma, no início de 2025 reabriu seu famoso Bar Catedral. Os bartenders daqui misturam o célebre pisco sour em tamanho dobrado, então tenha cuidado ao provar o drink nacional peruano.
Ao redor desta rota você encontrará outras paradas excelentes, como a Casa de la Literatura Peruana gratuita, instalada no lindo prédio da antiga estação ferroviária. Também vale a pena mencionar o convento de Santo Domingo e o museu do banco central MUCEN, que abrigam belas coleções de arte peruana.
💡 Dica: O coquetel tradicional pisco sour contém clara de ovo crua para criar uma espuma rica. Se você é vegano, peça um refrescante chilcano, que é pisco misturado com refrigerante de gengibre sem ingredientes de origem animal.

6. Barrio Chino (Calle Capón)
O Peru é o lar de mais de três milhões de descendentes de imigrantes chineses, a maior comunidade de toda a América Latina. O centro da cultura asiática em Lima é o Barrio Chino, no qual você entra através de um enorme arco vermelho de 1971 na rua Jirón Ucayali. Os primeiros chineses começaram a chegar por volta de 1849 e sua influência na cidade é enorme até hoje.
A maior atração do bairro chinês é sem dúvida a gastronomia local chamada chifa, que é uma fusão única da culinária cantonesa e peruana. Pratos populares são o arroz frito arroz chaufa ou o macarrão tallarín saltado, que eles prepararão de bom grado para você na versão vegetariana como chaufa de verduras sem pedaços de carne.
Mas é preciso observar que o próprio bairro consiste basicamente em apenas uma rua muito lotada com vendedores e lojas. Vá lá exclusivamente pela manhã, pois após o anoitecer as ruas ao redor se tornam bastante desagradáveis e definitivamente não é recomendado que turistas vão lá.
💡 Dica: Visite o bairro chinês apenas se você tiver tempo extra de sobra no centro histórico. Definitivamente não é um lugar para onde você precise correr no primeiro dia.

7. Circuito Mágico del Agua (Parque de la Reserva)
Se você está procurando o programa ideal para o fim da tarde, vá ao Parque de la Reserva. Você encontrará aqui um enorme complexo de treze fontes interativas que está registrado no Guinness Book como a maior instalação deste tipo em um parque público. A entrada custa agradáveis 7 soles e crianças até cinco anos entram gratuitamente.
O parque abre todos os dias das três da tarde às dez da noite, mas o show principal começa apenas após o anoitecer. O espetáculo de luzes e laser é projetado em uma tela de água nos horários 19h15, 20h15 e 21h10 e oferece um belo panorama da cultura e história peruana acompanhado de música tradicional.
Algumas fontes são apenas para contemplar, por exemplo a Fuente Mágica lança água a mais de 80 metros de altura e a Fuente de la Fantasía se estende por 120 metros de comprimento. Por outras fontes você pode literalmente correr, o que é uma diversão enorme não só para crianças, mas leve em conta que você não ficará completamente seco.
💡 Dica: Guias mais antigos frequentemente indicam entrada de 4 soles e dia de fechamento às segundas-feiras, mas atualmente o preço é de 7 soles e os portões do parque estão abertos a semana toda.

8. Museo Larco (Pueblo Libre)
Se você tem tempo para apenas um museu em Lima, tem que ser o Museo Larco no bairro de Pueblo Libre. É a instituição mais bem avaliada da cidade, instalada em uma belíssima mansão colonial do século 18 cercada por jardins floridos. A entrada custa 50 soles (cerca de R$ 70), idosos pagam 35 soles e estudantes e jovens 25 soles, e funciona todos os dias das nove da manhã às sete da noite.
O museu foi fundado em 1926 pelo colecionador Rafael Larco Hoyle e oferece um panorama fenomenal da história pré-colombiana com ênfase nas culturas do norte do Peru. Um dos destaques é o depósito aberto com trinta mil peças de cerâmica cuidadosamente organizadas, onde você pode ter uma ideia da enorme dimensão de toda a coleção.
Outro ponto que atrai muita atenção é a Galería Erótica, que exibe cerâmica erótica pré-colombiana ricamente detalhada. Reserve pelo menos duas horas para a visita e você pode encerrar a experiência no muito bem avaliado Café del Museo Larco, bem no pátio.
💡 Dica: O gigantesco museu estatal MUNA em Lurín, que foi construído por centenas de milhões de soles, está fechado desde o final de 2024 devido a problemas técnicos e ninguém sabe quando vai reabrir. O Museo Larco é, portanto, a opção número um clara e funcionando.

9. Huaca Pucllana (Miraflores)
Bem no meio da área urbana moderna do bairro sofisticado de Miraflores se ergue um tesouro histórico inesperado. Huaca Pucllana é uma pirâmide enorme de tijolos de adobe que foi deixada aqui pela cultura Lima por volta dos anos 200 a 700 da nossa era. Funciona de quarta a segunda-feira, o ingresso diurno custa 15 soles e a visita noturna iluminada de quarta a domingo sai por 17 soles.
A construção tem 25 metros de altura e foi erguida com uma técnica única chamada librero, em que os tijolos eram colocados na vertical com espaços entre eles para resistir melhor aos frequentes terremotos. A entrada no complexo só é permitida com guia designado, infelizmente os ingressos não podem ser comprados online antecipadamente e as visitas começam mais ou menos a cada meia hora.
Leve em conta que na alta temporada você pode esperar até uma hora pela atribuição de um guia. O complexo também abriga o caro, mas muito bem avaliado Restaurant Huaca Pucllana, mas vale a regra de que reservar uma mesa não lhe dá entrada livre ao sítio arqueológico.
💡 Dica: Se você não quiser enfrentar fila para a visita guiada, a pirâmide é lindamente visível de fora através da cerca, especialmente depois do anoitecer, quando todo o complexo está magicamente iluminado.

10. Huaca Huallamarca e Parque El Olivar (San Isidro)
O bairro vizinho de San Isidro esconde outra pirâmide semelhante chamada Huaca Huallamarca. Esta construção passou por uma reconstrução bastante radical nos anos 1960, graças à qual hoje tem uma forma muito regular com uma rampa de acesso icônica. A entrada é bem simbólica, adultos pagam 5 soles e estudantes apenas 3 soles.
Funciona de terça a sábado entre as nove e as cinco (mais o primeiro domingo do mês) e no pequeno museu você verá múmias e artefatos da época em que o local serviu como um enorme cemitério. A poucos quarteirões dali fica o lindo Parque El Olivar, que é um bosque cheio de oliveiras centenárias no meio da cidade.
Este parque tem acesso livre 24 horas por dia e oferece um oásis de tranquilidade entre os arranha-céus modernos. As árvores foram trazidas da Espanha já no século 16 e até hoje formam um lugar favorito para piqueniques de domingo e fotos de casamento dos moradores locais.
💡 Dica: San Isidro é o coração financeiro da cidade com excelente segurança durante o dia, mas à noite as ruas ao redor dos escritórios ficam vazias e podem parecer meio desertas.

11. Malecón Miraflores, Parque del Amor, Larcomar e farol
A orla marítima chamada Malecón de Miraflores é sem dúvida o lugar mais bonito para caminhadas em toda Lima. Quilômetros de calçadas cuidadas se estendem pelo topo dos penhascos bem acima do Pacífico e oferecem vistas fantásticas do oceano. No caminho você encontra o Parque del Amor, que com seus mosaicos coloridos e versos sobre amor lembra o Parque Güell de Barcelona e cuja atração principal é a estátua gigante El Beso.
Outro ponto de referência no percurso é o Faro La Marina, um farol de ferro de vinte e dois metros de altura cercado por gramados impecavelmente aparados. O ponto alto da orla é o shopping center Larcomar, que é único porque está todo encravado na borda do penhasco e praticamente invisível da rua.
No Larcomar você encontra mais de 150 lojas, cafés e restaurantes com vista fantástica para o pôr do sol. Lá embaixo desses penhascos se estendem praias rochosas como Punta Roquitas ou Waikiki, que ganham vida principalmente graças à comunidade local de surfistas.
💡 Dica: A orla é muito segura e nos fins de semana cheia de famílias, corredores e ciclistas. É o lugar ideal para limpar a cabeça depois da chegada e absorver a atmosfera litorânea.

12. Paragliding sobre os penhascos e novo teleférico Vaivén
Os penhascos de Miraflores não oferecem apenas belas vistas, mas também excelentes condições para voar. Direto na orla você encontra o Parapuerto Miraflores, de onde todos os dias das onze e meia às cinco e meia instrutores decolam com seus clientes. O voo em tandem dura cerca de dez a quinze minutos, custa entre 200 e 300 soles e no preço normalmente você recebe também um vídeo de ação gravado com câmera GoPro.
As melhores condições de vento para paragliding são paradoxalmente nos meses nublados de junho a novembro, enquanto no verão há menos voos devido ao vento fraco. A grande novidade para o deslocamento dos penhascos até a praia é o teleférico Vaivén Miraflores, que conecta o parque Domodossola à praia Redondo.
Esse teleférico mede 305 metros, o trajeto leva menos de três minutos e em cada cabine cabem quinze pessoas incluindo bicicletas e pranchas de surf. O teleférico deve começar a transportar passageiros comuns a partir do outono de 2026 e a tarifa de ida e volta estimada é de 15 a 20 soles, sendo que a tabela de preços para turistas e locais provavelmente será diferente.
💡 Dica: A operação do paragliding depende muito do vento no momento. Se você vir parapentes coloridos no céu, vá para o Parapuerto imediatamente, porque em uma hora o vento pode já ter parado.

13. Barranco: Puente de los Suspiros, Bajada de Baños, murais
Do bairro de Miraflores você chega facilmente a pé ao vizinho Barranco, que é o coração boêmio tradicional da cidade. O monumento mais conhecido aqui é a Puente de los Suspiros, ou seja, a Ponte dos Suspiros construída em 1876, sobre a qual dizem que se você atravessar inteira segurando a respiração, seu desejo secreto se realizará. Logo abaixo da ponte começa a Bajada de los Baños, uma pitoresca rua de paralelepípedos ladeada por figueiras antigas que desce até o oceano.
Na pracinha acima da ponte fica a ruína da antiga igreja Iglesia La Ermita. Em meados de 2026 começou aqui uma reforma há muito esperada, mas por enquanto você não pode entrar e a igreja só pode ser fotografada através do tapume da obra. Mas Barranco é mais sobre a atmosfera, admirar os murais de rua coloridos e sentar nos cafés locais como o popular La Bodega Verde.
Quanto à comida, este bairro é lar de restaurantes famosos como Central ou Mérito, mas também agrada quem não come carne. Delícias veganas excelentes você encontra no restaurante Florencia ou no café BioCafeta, enquanto para um drink à noite os locais recomendam uma pérola escondida chamada Lady Bee.
💡 Dica: A travessia entre Miraflores e Barranco pela orla marítima mede cerca de 3,5 quilômetros e durante o dia é segura. À noite, porém, em Barranco é melhor ficar apenas nas ruas principais e bem iluminadas como a Avenida Grau.

14. MAC Lima (Museo de Arte Contemporáneo)
Na extremidade do bairro de Barranco, na direção de Miraflores, fica um moderno centro cultural. O MAC Lima foca exclusivamente em arte contemporânea e desde sua inauguração em 2013 apresenta o melhor da criação latino-americana moderna. O prédio do museu é minimalista e moderno.
A entrada para não residentes custa 20 soles, enquanto estudantes, idosos e crianças de cinco a doze anos pagam apenas 12 soles. Abre de terça a domingo das 10h às 19h, permanecendo fechado às segundas-feiras. Se você acertar o primeiro domingo do mês, ganha 50% de desconto na entrada.
As exposições mudam com bastante frequência, em 2026 estava em cartaz, por exemplo, a exposição “Construcción de los hechos”. A visita leva cerca de uma hora e é um ótimo contraste com as onipresentes coleções arqueológicas.
💡 Dica: Sempre confira antecipadamente no site deles a programação atual de exposições e workshops, porque o museu ocasionalmente fecha por alguns dias para instalação de novas grandes exposições.

15. Museo Pedro de Osma (Barranco)
Se você seguir do centro de Barranco em direção ao sul pela avenida Pedro de Osma, vai encontrar o museu de mesmo nome. Esta instituição abriga a mais importante coleção de arte vice-real de todo o Peru e funciona em um suntuoso palácio do início do século 20, mandado construir pelo filantropo Don Pedro de Osma y Pardo.
A entrada para estrangeiros custa 35 soles, estudantes pagam 20 e idosos 30 soles, sendo que crianças até dez anos entram gratuitamente. A exposição está distribuída em quatorze lindos salões e oferece mais de 400 obras-primas, desde pinturas religiosas da chamada escola cusquenha até mobiliário colonial ricamente decorado e prataria.
Abre de terça a domingo das 10h às 18h. Por um pequeno adicional de 10 soles você pode participar de uma visita guiada, que dá a todos aqueles anjos com mosquetes e altares dourados um contexto histórico muito mais profundo.
💡 Dica: Combine a visita a este lindo palácio com um almoço em Barranco, porque da praça principal com a Ponte dos Suspiros até aqui são apenas cinco minutos a pé.

16. Parque Kennedy e seus gatos
O coração da parte moderna de Miraflores é um parque central alongado, que consiste no Parque Kennedy e no vizinho Parque 7 de Junio. Este triângulo verde é conhecido principalmente pelas mais de duzentos gatos que vivem livremente aqui, cochilam nos bancos e esperam por adoção. Voluntários da comunidade e veterinários locais cuidam de sua saúde e alimentação, então os animais estão acostumados com pessoas e se deixam acariciar de bom grado.
Além dos habitantes peludos, os arredores do parque são um ótimo lugar para vegetarianos e veganos, pois nas ruas adjacentes ficam excelentes restaurantes. Experimente o menu vegano do Raw Café, as ótimas ofertas de almoço no Sabor y Vida ou os fantásticos hambúrgueres sem carne no Seitan Urban Bistro. Se você procura uma opção mais barata com toque local, pare no bistro Sayel, que fica perto.
À noite o parque ganha vida com pintores de rua, vendedores de artesanato e barracas de doces peruanos. Experimente sem falta os picarones, que são donuts veganos perfeitos feitos de abóbora e batata-doce cobertos com calda de cana, que você acompanha com a tradicional limonada roxa de milho chicha morada.
💡 Dica: Ao explorar a culinária tradicional sem carne, preste atenção aos nomes: a popular “causa” de batata costuma ser recheada com atum (você precisa pedir a versão “de palta” com abacate) e o famoso prato “ají de gallina” sempre contém frango.

17. Mercado de Surquillo
Se você quer ver com o que cozinham os melhores chefs de Lima, precisa ir ao mercado tradicional. O Mercado Municipal N° 1 fica no bairro de Surquillo, a cerca de 15 minutos a pé do Parque Kennedy, atravessando a via expressa Vía Expresa. O mercado funciona de segunda a sábado das 7h às 19h, fechando aos domingos já à tarde.
Os galpões são cheios de cores e aromas, você encontra centenas de tipos de batata, queijos locais e principalmente frutas exóticas. Experimente sem falta os sucos frescos de frutas como lúcuma, granadilla ou a doce chirimoya, que as vendedoras batem no liquidificador na sua frente.
O vizinho, um pouco menor, Mercado N° 2 fica aberto por ainda mais tempo e oferece uma atmosfera mais tranquila. Nos mercados você também encontra muitas cevicherías tradicionais, onde os locais adoram almoçar peixe fresco marinado em suco de limão e pimenta, o que é um espetáculo por si só, mesmo que você não esteja procurando peixe.
💡 Dica: Surquillo é um bairro operário típico, que já não tem o polimento de Miraflores. Durante o dia a visita ao mercado é tranquila, mas é melhor manter câmeras e celulares caros no bolso e à noite não venha mais aqui.

18. LUM e Museo Amano
Alguns museus excelentes em Miraflores são frequentemente negligenciados injustamente pelos turistas. O LUM (Lugar de la Memoria) é um museu excepcional e gratuito que se dedica ao tema muito sensível do conflito armado interno no Peru entre 1980 e 2000. O prédio de concreto embutido na encosta do penhasco oferece histórias impactantes e abre de terça a domingo das 10h às 18h.
A segunda joia é o Museo Amano privado, que fica na tranquila rua residencial Retiro. Esta instituição abriga uma das melhores coleções de têxteis pré-colombianos do mundo, onde você verá tecidos preservados e coloridos com até milhares de anos.
Se você gosta de arte e não se importa em ir um pouco mais perto do centro, um ótimo complemento é também o MALI (Museo de Arte de Lima) no parque Parque de la Exposición. Aqui você encontra um panorama da arte peruana desde a antiguidade até o presente em um lindo edifício do século 19.
💡 Dica: O LUM é bastante denso de ler, pois trata de uma história recente complexa cheia de terrorismo e sofrimento, então reserve bastante capacidade mental para ele e tranquilamente até duas horas de tempo.

19. Pachacámac (passeio)
Cerca de trinta quilômetros ao sul do centro de Lima fica um dos sítios arqueológicos mais importantes da costa. O Santuario Arqueológico de Pachacamac funcionou como oráculo sagrado para várias culturas diferentes, desde a cultura Lima original passando pelo poderoso império Wari até os próprios Incas, que construíram aqui por volta de 1450 o enorme Templo do Sol.
O complexo tem mais de 500 hectares e a entrada para o museu moderno e as ruínas custa 15 soles para adultos, abrindo de terça a domingo. Chegar aqui por conta própria é um pouco complicado, porque não há transporte público direto e seguro, então vale a pena pegar um Uber por meio dia de Miraflores ou pagar um passeio organizado.
O museu local guarda mais de seis mil e quinhentos artefatos e explica muito bem por que peregrinos vinham aqui de todos os Andes. Recomenda-se chegar logo de manhã, porque no complexo desértico praticamente não há sombra e ao meio-dia costuma fazer muito calor.
💡 Dica: Pachacámac fica na região de Lurín, que está na lista de lugares de risco afetados pelo fenômeno climático El Niño. Se você for para lá no verão de 2027, certamente confira antecipadamente a trafegabilidade da rodovia Panamericana Sur, que ocasionalmente sofre com inundações.

20. Callao Monumental e La Punta
A cidade portuária de Callao é tecnicamente uma província independente, mas hoje já se funde completamente com Lima. A maior parte desta área é considerada muito perigosa e os turistas devem evitá-la a todo custo, porém com duas grandes exceções: a zona artística Callao Monumental e a rica península de La Punta.
Monumental Callao (também conhecido como Casa Fugaz) é um projeto fantástico de revitalização que transformou um edifício histórico e as ruelas ao redor em um centro de galerias independentes e murais coloridos. Fica aberto de terça a domingo, das 11h às 18h, e os responsáveis informam que, graças à arte, a criminalidade nas imediações caiu 90%.
Depois de ver a arte, você pode ir até a península vizinha de La Punta, com seu pitoresco calçadão Malecón Pardo. Aqui você verá belas vilas históricas e praias de seixos onde a classe mais abastada da população local passa os finais de semana.
💡 Dica: Vá ao Monumental e a La Punta exclusivamente de Uber confiável, direto da porta do seu hotel até a entrada da galeria. Explorar as redondezas a pé em Callao é realmente extremamente arriscado.

21. Islas Palomino (leões-marinhos)
Do porto de Callao partem passeios para uma das melhores experiências naturais nos arredores da metrópole. As Islas Palomino são pequenas ilhas localizadas a cerca de seis milhas náuticas da costa, que servem de refúgio para pinguins de Humboldt, pelicanos e, principalmente, uma enorme colônia de leões-marinhos. Os passeios de barco começam na Plaza Grau em Callao e você pode escolher entre sete operadores autorizados.
Os preços para este passeio de meio dia geralmente variam de 150 a 200 soles por pessoa, aos quais se somam mais 11 soles de entrada na reserva natural. O ponto alto do passeio é a possibilidade de pular na água gelada com uma roupa de neoprene emprestada e nadar por cerca de meia hora bem perto dos curiosos leões-marinhos.
É bastante emocionante, porque a água da corrente de Humboldt é realmente fria e os animais selvagens vão passar nadando a um braço de distância de você. Não esqueça de tomar uma pílula contra enjoo, pois as ondas no Pacífico aberto podem balançar bastante os iates menores.
💡 Dica: Os preços mencionados são de um levantamento de 2022 e não encontramos uma tabela oficial mais recente, então confirme o preço atual com o operador ou na recepção do hotel.

22. Chorrillos, Morro Solar e surfe em Makaha
Ao sul do bairro Barranco se estende o longo morro Morro Solar, que forma uma barreira natural de Lima. No seu topo está, desde 2010, um observatório com planetário e, no início de 2025, foi inaugurada uma passarela panorâmica de dois quilômetros, o Gran Mirador de Lima. As vistas da baía daqui são fantásticas, mas como a caminhada até o topo nem sempre é totalmente segura, vá de carro ou Uber até o mirante.
Um tipo completamente diferente de vista você terá direto do nível do oceano. Sob os penhascos de Miraflores fica a praia Playa Makaha, que é, graças às ondas suaves e longas, um lugar ideal para surfistas iniciantes.
Direto na praia (o acesso é pela estrada Bajada Balta) ficam várias escolas de surfe confiáveis como Miraflores Surf Lessons ou Mahalo. Os instrutores vão emprestar uma roupa de neoprene grossa e uma prancha grande de espuma e durante a aula provavelmente vão te ensinar a pegar sua primeira onda peruana.
💡 Dica: Se você não quiser entrar na água, vá ver o histórico píer de pescadores Muelle de Chorrillos sob o morro Morro Solar, onde os pescadores puxam suas capturas todas as tardes e os pelicanos esperam pelos restos.
Para onde ir a partir de Lima
Se você tiver um dia extra em Lima e quiser ver a cidade bem do alto, há o morro Cerro San Cristóbal no bairro de Rímac. No seu topo há uma cruz de vinte metros de altura e de mais de trezentos metros você verá toda a enorme aglomeração. Mas como Rímac é um bairro de risco, nunca vá a pé, use o ônibus turístico Mirabus ou pegue um táxi para subir e descer.
Outra escapada muito popular da cidade é o passeio de um dia inteiro a Paracas e ao oásis de Huacachina. A viagem para o sul leva algumas horas, mas você verá as “Galápagos” em miniatura nas ilhas Islas Ballestas e poderá experimentar andar de buggy nas enormes dunas de areia.
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Perguntas Frequentes
Quantos dias em Lima?
O ideal são 2 a 3 dias. Nesse tempo você consegue explorar o centro histórico, visitar o famoso Museo Larco, aproveitar os penhascos e calçadões dos bairros de Miraflores e Barranco, e ainda sobra tempo para uma excursão a Pachacámac ou para ver os leões-marinhos nas Islas Palomino.
Lima é segura em 2026?
O estado de emergência declarado pelo governo tem como alvo principalmente extorsão e gangues, então praticamente não afeta os turistas. No bairro turístico de Miraflores, os roubos de celulares caíram de trinta para apenas dois por dia graças às câmeras inteligentes. É importante seguir regras básicas: usar apenas táxi por aplicativos, não mostrar o celular na rua, ir ao centro histórico apenas durante o dia e em Callao permanecer exclusivamente na zona Monumental.
Quando é o melhor clima?
Você aproveita mais sol e temperaturas entre 25 e 28 °C de dezembro a abril. Já de junho a setembro a cidade é frequentemente coberta pela garúa (névoa costeira típica) e as temperaturas caem para 15 a 19 °C. Leve em conta que devido ao fenômeno El Niño os anos de 2026 e 2027 podem ser sensivelmente mais quentes.
Como chegar do aeroporto a Miraflores?
Ignore os abordadores no terminal e pegue um táxi oficial nos balcões dentro do terminal (cerca de 60 a 95 soles), ou use Uber ou Cabify do estacionamento E1 (45 a 75 soles). Uma alternativa mais barata é o ônibus Airport Express, que custa a partir de 15 soles. A viagem leva aproximadamente 45 a 90 minutos dependendo do horário de pico.
Quanto custam as entradas para os monumentos?
Os preços são razoáveis. Pelo Museo Larco você paga 50 soles, as catacumbas de San Francisco e a catedral custam 30 soles, o museu de arte contemporânea MAC sai por 20 soles e pela pirâmide Huaca Pucllana ou pelas ruínas de Pachacámac você paga 15 soles. O ótimo parque aquático Circuito Mágico custa apenas 7 soles e alguns museus como o LUM são até gratuitos.
Dá para comer vegetariano em Lima?
Com certeza! Você encontra vários estabelecimentos excelentes totalmente vegetarianos, como Raw Café, Sabor y Vida, Seitan Urban Bistro, Florencia ou Sayel. Da culinária peruana clássica experimente com certeza as batatas com molho de pimenta e queijo papa a la huancaína, o milho choclo con queso, os tequeños de queijo ou os donuts de abóbora picarones. Por outro lado, cuidado com o ceviche (contém peixe) e o ají de gallina (carne de frango).
Por que Lima é chamada de “capital gastronômica”?
A cidade domina há muito tempo a cena culinária mundial. O restaurante local Maido se tornou o melhor restaurante do mundo em 2025 e outros três estabelecimentos de Lima figuram no top cinquenta atual. Lima ainda confirma sua liderança em 4 de novembro de 2026, quando será a primeira cidade sul-americana da história a sediar a cerimônia de premiação do The World’s 50 Best Restaurants. Os menus degustação nesses estabelecimentos de elite custam aproximadamente entre 1.045 e 1.295 soles.
