A Suécia provavelmente já está na sua cabeça há algum tempo. A aurora boreal sobre a Lapônia coberta de neve, uma cabana de madeira à beira de um lago, vilarejos de pescadores na costa oeste ou Estocolmo espalhada por quatorze ilhas. E aí vem aquela incerteza prática: quando ir de fato, quanto vai custar (a Suécia não é das mais baratas) e se dá para fazer por conta própria ou é melhor com uma agência.
Neste guia você encontra tudo num só lugar. Preparamos três coisas para você: preços atuais de pacotes e passagens, que atualizamos toda manhã, nossas dicas concretas das nossas próprias viagens e um plano de quando e o que reservar, para você não pagar mais do que precisa.

O que ver e fazer em Suécia
A Suécia é enorme e dá para conhecê-la de muitas formas. Nós gostamos de dividi-la em três mundos: o sul urbano, as ilhas e o norte selvagem. Seja lá o que te atrai, aqui vão os lugares pelos quais colocamos a mão no fogo.
- Estocolmo e a ilha de Djurgården – o coração da metrópole com seus museus, incluindo o famoso Museu Vasa, com um navio preservado do século 17. Vale a pena também a visita ao palácio Drottningholm, o Versalhes sueco.
- Arquipélago de Estocolmo – milhares de ilhotas a uma viagem de barco do centro, ideais para um passeio ou até pernoite.
- Lapônia sueca, acima do Círculo Polar Ártico – aurora boreal no inverno, sol da meia-noite no verão e o lendário Icehotel em Jukkasjärvi.
- Gotemburgo e Malmö – a segunda e a terceira maiores cidades, ambas ótimas como porta de entrada para a Suécia.
- As ilhas de Gotland, com a cidade hanseática de Visby e a ensolarada Öland, apelidada de riviera sueca.
- A costa oeste de Bohuslän e Fjällbacka, com camarões e falésias de granito, o sul de Ystad e Skåne e Småland com o Reino do Vidro.
- Para os amantes da natureza, a Kungsleden – a Trilha Real e a possibilidade de alugar uma cabana (stuga) à beira de um lago.

Quando ir para Suécia
A Suécia vale a pena o ano inteiro, você só precisa deixar claro o que quer da viagem. O verão (junho–agosto) é sem dúvida a época mais agradável para viajar – dias longos, sol da meia-noite no norte, temperaturas agradáveis de 18–25 °C no sul e toda a infraestrutura funcionando. É também a estação mais cara e movimentada, principalmente por volta da festa de Midsommar, na segunda quinzena de junho.
O inverno (dezembro–março) pertence ao norte: aurora boreal, passeios de snowmobile, trenós puxados por cães e o Icehotel. No sul, o inverno é mais escuro e úmido. A primavera e o outono são estações de transição mais baratas – maio e setembro são nossos meses preferidos para conhecer cidades e natureza sem multidões.
Um detalhamento completo do clima e do que vale a pena em cada época a gente reuniu no artigo Quando ir para a Suécia.












Como chegar a Suécia
Do Brasil, a forma mais comum de chegar à Suécia é de avião – voos diretos e com conexão levam principalmente a Estocolmo e, além disso, a Gotemburgo e Malmö (aonde também dá para chegar de trem a partir da Europa continental, via Copenhague). Para quem viaja a partir de países europeus, o voo direto até Estocolmo dura cerca de 2 horas; com conexão, conte com meio dia.
Quem quer ter o próprio carro e tempo pode ir de balsa (as linhas populares saem da Alemanha ou da Polônia) ou de carro pela Dinamarca e pela ponte de Öresund. Dentro da Suécia, dá para viajar muito bem de trem, inclusive nos trens noturnos rumo ao norte.
Aluguel de carro
Alugar carro na Suécia faz sentido quando você planeja um roadtrip pelo interior, pela costa ou pelo norte – por exemplo, por Bohuslän, Småland ou acima do Círculo Polar Ártico, onde o transporte público é escasso. Já em Estocolmo, Gotemburgo e entre as grandes cidades, o carro é mais um estorvo. O estacionamento é caro e os trens funcionam muito bem. Os detalhes sobre rotas e regras estão no artigo Suécia de carro.
- Reserve com antecedência por meio de comparadores de locadoras – na temporada, a oferta no local é cara e limitada.
- Fique de olho no seguro e no valor da caução (o bloqueio no cartão pode ser alto), considere a cobertura total.
- Conte com pedágio em Estocolmo e Gotemburgo, além de taxas de pontes e balsas.
Onde se hospedar em Suécia
Onde se hospedar depende muito do tipo de viagem. Nas cidades, opte por hotéis e apartamentos no centro ou perto das paradas de transporte público. Para Estocolmo, reunimos um panorama de bairros e hotéis conforme o tipo de viagem. No interior e à beira dos lagos, a opção mais autêntica é alugar uma stuga – a cabana sueca.
- Cidades – reserve hotéis e apartamentos com antecedência, principalmente no verão.
- Natureza e lagos – stugas, campings e a possibilidade de acampamento livre graças ao allemansrätten.
- Norte e Lapônia – cabanas de montanha na Kungsleden, wilderness lodges e hospedagens de experiência como o Icehotel.

Pacote ou por conta própria?
O pacote vale a pena quando…
- você quer ir atrás da aurora boreal na Lapônia e não quer se preocupar com logística nem com o clima,
- você se interessa por um programa de experiências (trenós de cães, snowmobiles, Icehotel) com atividades já garantidas,
- é sua primeira vez e você quer ter tudo, do transporte à hospedagem, num pacote único e sem preocupações.
Vá por conta própria quando…
- você planeja conhecer cidades, ilhas ou fazer um roadtrip – a Suécia é segura, você se vira em inglês e o transporte funciona bem,
- você quer flexibilidade e o seu próprio ritmo (por exemplo, uma stuga à beira de um lago e acampamento),
- você está de olho no orçamento e quer montar a viagem do seu jeito.
Nós dois viajamos pela Suécia quase sempre por conta própria – é um dos países mais fáceis de percorrer na Europa. Só consideraríamos um pacote para a Lapônia no inverno, onde ele poupa muita dor de cabeça com organização e clima.
Orçamento: custo diário em Suécia
| Nível | Hospedagem | Comida | Transporte e atividades | Total/dia |
|---|---|---|---|---|
| Mochileiro | 320 kr–450 kr (hostel, camping) | 180 kr–270 kr (cozinhar por conta própria, supermercado) | 135 kr–230 kr | aprox. 680 kr–950 kr |
| Padrão | 820 kr–1 360 kr (hotel 3*, apartamento) | 360 kr–550 kr (almoço num restaurante, jantar) | 270 kr–550 kr | aprox. 1 450 kr–2 500 kr |
| Conforto | 1 820 kr+ (hotel 4*, hospedagem de experiência) | 680 kr+ (restaurante) | 680 kr+ | aprox. 3 200 kr+ |
Os preços são aproximados por pessoa e por dia e não incluem o transporte até a Suécia. A Suécia está entre os destinos mais caros, mas dá para economizar bastante — veja mais no nosso artigo Preços na Suécia.
Como economizar no planejamento
- Passagens para a Suécia, o ideal é comprar com 2 a 4 meses de antecedência. Para o verão e para as datas de Natal/inverno na Lapônia, pode ser ainda mais cedo. Em cima da hora você costuma pagar mais. Procure passagens no nosso buscador.
- Hospedagem nas cidades e stugas no verão somem rápido – reserve tranquilamente com meio ano de antecedência, especialmente perto do Midsommar. Nossas dicas de hospedagem.
- Pacotes para o norte em busca da aurora boreal valem a pena comprar em first minute. Last minute para a Suécia costuma ser exceção. Confira os pacotes atuais.
- Atividades e experiências (Icehotel, trenós de cães, visitas guiadas) na alta temporada costumam esgotar – reserve com antecedência. O que reservar com antecedência.
- O que mais pesa no bolso é a comida em restaurantes e o álcool. Cozinhar por conta própria e comprar no supermercado pode economizar até a metade; saiba mais no artigo sobre preços.
Informações práticas
- Idioma: sueco, mas você se vira em inglês praticamente em qualquer lugar e sem problema nenhum.
- Pagamentos: a Suécia é um país quase sem dinheiro físico – você paga com cartão em qualquer lugar, quase não precisa de dinheiro vivo. A moeda é a coroa sueca (SEK).
- Conectividade: a cobertura é excelente até no norte. Você economiza com um eSIM, que dá para ativar antes mesmo de embarcar.
- Segurança: a Suécia está entre os países mais seguros, basta tomar os cuidados de sempre com seus pertences nos centros turísticos.
- Natureza: graças à regra do allemansrätten, você tem livre acesso à natureza, mas é preciso respeitar as regras e a privacidade.
