Roadtrip pelos Alpes Franceses: Annecy, Chamonix e os Lagos (7 dias)

A França não é só campos infinitos de lavanda perfumada, goles lentos de pastis à sombra dos plátanos ou passeios românticos sob a Torre Eiffel em Paris. Assim que você segue para o leste, em direção às fronteiras com a Itália e a Suíça, um mundo completamente diferente se abre diante de você, dominado pelo granito, pelo gelo, pelo ar rarefeito e pela adrenalina. Os Alpes Franceses e seu sopé formam uma região singular que conquista qualquer um na hora com sua beleza bruta e implacável. Aqui você está no limiar das montanhas mais altas da Europa Ocidental, onde pode admirar ruelas renascentistas de manhã, nadar num lago cristalino ao meio-dia e observar geleiras derretendo à tarde.

Este roteiro conduz você desde a capital gastronômica, passando por lagos turquesa, até os picos alpinos de tirar o fôlego. Os franceses encaram as montanhas com enorme respeito, mas também com uma ousadia de engenharia que fez com que construíssem teleféricos até onde você só esperaria encontrar águias. Quer você sonhe com trilhas de alta montanha, ame pedalar ou simplesmente queira ver o lendário Mont Blanc com os próprios olhos, esta rota serve o melhor de toda a região. Prepare-se para uma viagem que não lhe dá nada de graça, mas cujas lembranças vão durar para sempre.

Resumo para quem não tem tempo de ler o artigo inteiro

  • Distância e tempo: O circuito completo tem cerca de 450 a 550 quilômetros e o ideal é reservar 7 dias inteiros, para não ter que correr.
  • Quando ir: As melhores condições para o roadtrip acontecem em junho e setembro, quando você evita os extremos do verão e as estradas ainda não estão tomadas por multidões de turistas.
  • Principais atrações: A gastronômica Lyon, o lago turquesa de Annecy, os maciços imponentes ao redor de Grenoble e a vista icônica do Aiguille du Midi.
  • Transporte: O mais fácil é voar até Lyon ou Genebra, na Suíça, alugar um carro e partir, lembrando que há pedágios pagos nas autoestradas.
  • Zonas ecológicas: Para circular por cidades maiores como Lyon ou Grenoble, você precisa obrigatoriamente do selo ecológico Crit’Air, ou corre o risco de uma multa salgada.
  • Atenção ao ano de 2026: Em julho, a região fica paralisada pela famosa Tour de France, e na virada de maio para junho o principal mirante fecha no Aiguille du Midi.

Quando partir para esta viagem

Escolher a data certa é absolutamente crucial nos Alpes Franceses, porque a montanha não perdoa erros de planejamento e o tempo aqui costuma ser bem imprevisível. Se você planeja um roadtrip de exploração com trilhas leves, evite os meses de inverno, quando os passos de montanha ficam soterrados pela neve e a região se transforma numa gigantesca fábrica de esqui. Deixe o período de dezembro a abril para os esquiadores fervorosos que vão aos resorts infinitos dos Trois Vallées ou à geleira de Tignes, e foque no fim da primavera ou no começo do outono.

A janela ideal para esta rota é o mês de junho ou então setembro, quando o tempo costuma ser bastante estável e os dias são longos o suficiente. Em junho os vales já estão lindamente verdes, embora ainda possa haver neve nas selas de alta montanha. Setembro, por sua vez, oferece uma luz maravilhosamente nítida para fotografias e você foge das principais férias francesas, que duram julho e agosto inteiros. No verão, um número enorme de turistas locais sobe para a montanha, os preços de hospedagem disparam e se formam filas intermináveis nos lagos e nos teleféricos.

O ano de 2026 traz uma enorme complicação na forma da Tour de France, que terá um encerramento alpino extremamente exigente. Se você não é um fã apaixonado por ciclismo, anote definitivamente a terceira semana de julho na agenda como o período em que NÃO se deve dirigir pelos Alpes. Os competidores vão enfrentar as subidas míticas do Plateau de Solaison, no dia 19 de julho, e subirão duas vezes as lendárias 21 curvas do Alpe d’Huez, nos dias 24 e 25 de julho. Durante essas etapas, o pelotão ainda vai cruzar o temido passo do Galibier. Nesses dias, as estradas ficarão completamente intransitáveis, os hotéis irremediavelmente esgotados e toda a região será tomada por uma loucura eletrizante, mas muito limitante para o viajante comum.

Informações práticas: carro, transporte e orçamento

Explorar este canto da França exige um pouco de preparação logística, porque as regras locais diferem bastante das que estamos acostumados no Brasil. Como você provavelmente virá de avião, a opção mais sensata é voar até Lyon ou Genebra e retirar o carro alugado diretamente no aeroporto. A França não usa o sistema clássico de adesivo de pedágio, e sim cabines de pedágio chamadas péages. Conte que, a cada 100 quilômetros rodados na autoestrada, você vai pagar cerca de 9,5 euros, o que pode encarecer bastante o orçamento da viagem. Em alguns trechos novos, ainda se passou para o sistema Free-Flow, sem cabines físicas, em que o pedágio deve ser pago online conforme a placa do veículo.

Uma coisa absolutamente essencial, que os turistas costumam esquecer, são as zonas de baixa emissão francesas, conhecidas pela sigla ZFE. O Tribunal Constitucional confirmou sua validade em 2026, então, se você planeja entrar no centro ampliado de Lyon ou Grenoble, precisa ter o selo ecológico Crit’Air colado no para-brisa. Esse adesivo custa apenas 5,11 euros, mas você precisa encomendá-lo online com bastante antecedência, porque não dá para comprá-lo no local. Em dias úteis, só podem entrar nas cidades carros com selo categoria 1 ou 2, enquanto os diesel mais antigos ficam de fora e arriscam uma multa de 68 a 375 euros.

Quanto ao orçamento aproximado para 2026, a França definitivamente não está entre os destinos baratos. Um menu de almoço num restaurante comum fica entre 15 e 25 euros, enquanto o jantar custa no mínimo de 20 a 35 euros por pessoa. As atrações de montanha pesam bastante: só a passagem de ida e volta no teleférico do Aiguille du Midi custa de 81 a 83 euros, dependendo da temporada. Uma hospedagem de padrão razoável sai por volta de 100 euros a diária, mas em centros turísticos como Annecy ou Chamonix conte mais com valores a partir de 130 euros, sobretudo se você não reservar com vários meses de antecedência.

Roteiro dia a dia

Este roadtrip de sete dias foi pensado para que você viva uma transição gradual da cultura urbana até a vida selvagem alpina mais bruta. Você vai se deslocar com fluidez, sem trechos longos desnecessários, e cada dia traz cenários completamente diferentes.

Dia 1: Lyon → Grenoble

Sua viagem começa em Lyon, considerada com toda razão a verdadeira barriga e a capital gastronômica da França. A cidade, no encontro dos rios Ródano e Saône, tem uma atmosfera terrena que você simplesmente não encontra em Paris. Reserve a manhã para explorar a cidade velha, a Vieux Lyon, entrecortada pelas chamadas traboules. Essas passagens e corredores renascentistas secretos atravessam o interior dos quarteirões e antigamente serviam aos tecelões de seda para transportar tecidos com segurança. Basta puxar uma maçaneta discreta e, de repente, você se vê num pátio encantador com escadaria em espiral, do qual quem passa na rua movimentada nem desconfia.

Por volta do meio-dia, não deixe de visitar uma taberna tradicional lyonesa, o bouchon, onde o almoço é servido estritamente entre 12h e 14h. O menu do almoço sai por cerca de 15 a 25 euros. Embora a cozinha local seja famosa por pratos pesados, sempre há uma alternativa vegetariana. Procure pelas excelentes especialidades de queijo ou visite o mercado Les Halles de Lyon Paul Bocuse, onde você pode provar os melhores queijos franceses e acompanhá-los com uma taça de vinho Côtes du Rhône.

À tarde, pegue o carro e siga cerca de uma hora e meia em direção ao sudeste. Seu destino é Grenoble, a orgulhosa capital dos Alpes, situada num vale plano cercado por todos os lados por paredões rochosos íngremes. O posto de turismo local se vangloria de que, direto da cidade e usando transporte público, você tem acesso a mais de 800 quilômetros de trilhas.

💡 Dica: Só podem entrar no centro de Lyon carros com selo ecológico Crit’Air 1 ou 2. A melhor estratégia é deixar o carro num estacionamento P+R na periferia da cidade e descer ao centro pelo ótimo metrô.

Dia 2: Grenoble → Aix-les-Bains

Na manhã do segundo dia, parta para descobrir o maciço de Vercors, logo nas portas de Grenoble, que parece uma fortaleza natural inexpugnável. Esse imenso planalto calcário está cheio de desfiladeiros profundos e, durante a Segunda Guerra Mundial, serviu de refúgio seguro para os guerrilheiros franceses. Se você ama paisagens, siga até o icônico Mont Aiguille, uma torre rochosa vertical e solitária que parece ter sido cortada do resto da serra por uma faca gigante.

Uma alternativa para os amantes da adrenalina é uma visita ao lago Lac de Monteynard, sobre o qual estão esticadas passarelas suspensas estilo himalaia, as chamadas passerelles. Essas pontes de aço balançam a dezenas de metros acima da água turquesa, e atravessá-las exige uma boa dose de coragem, porque a vista para baixo é literalmente de tirar o fôlego. No almoço, pare em alguma vila de montanha, onde fazem com prazer uma bela panqueca de batata com queijo local.

À tarde, você segue em direção ao norte, rumo ao lago Lac du Bourget, que detém o título de maior lago natural de origem glacial da França. O trajeto leva cerca de uma hora e meia e leva você à pequena cidade termal de Aix-les-Bains. As fontes termais medicinais daqui já eram conhecidas pelos antigos romanos e a cidade conserva até hoje a atmosfera nobre da Belle Époque.

💡 Dica: Para passar a noite em Aix-les-Bains, escolha um hotel com vista para o lago, como o Golden Tulip Aix les Bains, que oferece também um ótimo wellness para recuperar das longas trilhas de montanha.

Dia 3: Aix-les-Bains → Annecy

De manhã, despeça-se de Aix-les-Bains e parta para um curto trajeto de quarenta e cinco minutos até Annecy. Assim que chegar à cidade, vai entender na hora por que ela é apelidada no mundo todo de Veneza dos Alpes. Pelo centro histórico corre uma rede emaranhada de canais, alimentada pela água cristalina do lago vizinho. No meio do canal principal, não deixe de notar o Palais de l’Île, uma construção de pedra icônica em formato de proa de navio, que ao longo dos séculos serviu de casa da moeda, tribunal e até prisão da cidade.

O grande ímã da região, no entanto, é o próprio Lac d’Annecy, que ostenta o título de um dos lagos mais limpos de toda a Europa. A água tem uma cor turquesa incrivelmente intensa e, nos meses quentes, é um verdadeiro convite ao banho. Se você prefere descanso ativo, alugue uma bicicleta e pegue a popular ciclovia Voie Verte. Essa rota de cerca de quarenta quilômetros segue direto pela margem, totalmente separada dos carros, e dá para percorrê-la numa tarde tranquila. Os caminhantes experientes podem encarar a subida exigente ao maciço calcário de La Tournette, de onde se avista até o Mont Blanc.

No jantar, vá com certeza a um dos restaurantes nas ruelas sinuosas da cidade velha. Embora a Savoia seja conhecida por seus embutidos, é fácil encontrar aqui um excelente fondue de queijo ou uma versão vegetariana da tartiflette, que são batatas gratinadas com cebola e uma porção generosa do queijo local Reblochon.

💡 Dica: A hospedagem em Annecy se esgota rápido na temporada. Procure por hotéis-boutique menores perto do lago — costumam ter ótimas avaliações lugares como o sonho realizado chamado Les Tresoms Lake and Spa Resort.

Dia 4: Annecy → Chamonix

No quarto dia, você deixa para trás as águas tranquilas dos lagos e segue rumo às verdadeiras altas montanhas. O trajeto de Annecy a Chamonix leva pouco mais de uma hora pela autoestrada e, a cada quilômetro percorrido, o cenário fica mais dramático. Chamonix-Mont-Blanc não é um resort de montanha qualquer: é o vibrante campo-base do alpinismo europeu, sobre o qual se ergue, como uma enorme muralha branca, o maciço do próprio Mont Blanc.

Depois de se acomodar, vá até a estação de trem local e embarque na histórica cremalheira Tramway de Montenvers, em operação desde 1908. Ela leva você por florestas de pinheiros até a altitude de 1913 metros, junto à geleira Mer de Glace. Prepare-se: a vista dela é fascinante, mas ao mesmo tempo bastante triste. A geleira recua num ritmo assustador por causa das mudanças climáticas, como mostram as placas informativas nas rochas indicando o nível do gelo nas décadas passadas. Até o gelo, hoje, você desce numa gôndola completamente nova de 2024, que substituiu o antigo teleférico.

À noite, perca-se pelas ruas movimentadas de Chamonix, onde turistas japoneses se misturam a alpinistas bronzeados carregados de mosquetões. A cidade tem uma atmosfera bem mais bruta e esportiva que os resorts austríacos mais polidos. No jantar, você pode se dar ao luxo de uma boa pizza italiana — afinal, a fronteira fica logo ali, do outro lado da montanha, e as pizzarias locais oferecem ótimas opções vegetarianas assadas em forno a lenha.

💡 Dica: Para uma experiência montanhesa autêntica, hospede-se num chalé de madeira tradicional ou num hotel de estilo alpino. Uma ótima escolha é o Heliopic Hotel & Spa, estrategicamente localizado bem ao lado da estação do teleférico do Aiguille du Midi.

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Dia 5: Chamonix e Aiguille du Midi

Este é o ponto alto absoluto de todo o roadtrip, e literalmente. Se você só tem tempo para uma única atração em Chamonix, ela tem que ser o teleférico do Aiguille du Midi. Essa agulha rochosa irregular chega a 3842 metros de altitude e a subida é uma experiência intensa, física e psicologicamente. O trecho superior do teleférico vence um desnível enorme sem um único pilar de sustentação, então, quando a cabine balança sobre o abismo de mais de um quilômetro, as pessoas lá dentro costumam silenciar por um segundo.

No topo, você leva uma boa bofetada de ar rarefeito, porque há 40 por cento menos oxigênio do que ao nível do mar. Cada passo nas escadas dói, mas a vista do Mont Blanc e das geleiras ao redor é absolutamente imbatível. Não deixe de experimentar o Pas dans le Vide (Passo no Vazio), uma cabine de vidro suspensa no ar, onde só se pode entrar com pantufas especiais de feltro, para não arranhar o piso. O ingresso do teleférico custa 81 euros na primavera e 83 euros no verão, e reservar o horário exato é absolutamente obrigatório.

⚠️ Atenção ao ano de 2026: Se você planeja a viagem na virada da primavera para o verão, fique atento. A partir de 25 de maio de 2026, por 4 a 5 semanas, o principal mirante fecha completamente para uma reforma necessária. O teleférico continuará funcionando e parte do complexo ficará acessível, mas a vista mais icônica do topo estará proibida aos turistas.

💡 Dica: Depois de voltar ao vale, você provavelmente estará exausto da altitude. Dê-se uma tarde de descanso nas termas locais QC Terme.

Dia 6: Vale do Mont Blanc e vilas alpinas

Depois do extremo de altitude de ontem, hoje dê-se um dia um pouco mais tranquilo no vale do Mont Blanc. Essa região é o lar do lendário trekking Tour du Mont Blanc, que tem 170 quilômetros, vence mais de 10.000 metros de desnível e dá a volta em todo o maciço, passando por três países. Você pode fatiar dele apenas um pequeno trecho de um dia, por exemplo o belíssimo segmento acima da vila de Les Houches, de onde se abrem vistas fotogênicas para a geleira Bossons rastejando pela montanha.

Se um dia você quiser fazer o trekking completo, dormindo em refúgios de montanha, saiba que a logística hoje é extremamente exigente. As vagas são rigorosamente limitadas e as reservas abrem já em 15 de outubro do ano anterior. Quem não reservar nos primeiros dias geralmente fica sem vaga para a temporada de verão. Uma noite num refúgio sai por cerca de 80 a 90 euros, incluindo a meia-pensão reforçada, indispensável depois de um dia inteiro de caminhada.

Você, porém, depois da trilha da manhã, pode voltar com calma ao carro e explorar as pitorescas vilas vizinhas, como Argentière ou Vallorcine. Esses povoados mantiveram um caráter muito mais autêntico e tranquilo do que o centro superlotado de Chamonix. No almoço, vá a uma hospedaria de montanha escondida, onde servem com um sorriso uma sopa de cebola caprichada ou um rico quiche de legumes.

💡 Dica: Passe a última noite na montanha no mesmo lugar em Chamonix ou avance um pouco mais até a mais tranquila Les Houches, por exemplo no hotel RockyPop Chamonix.

Dia 7: Chamonix → Yvoire e o Lago de Genebra

No último dia do seu roadtrip, você desce das altas montanhas de volta à civilização. De manhã, saia de Chamonix em direção ao noroeste e, depois de cerca de uma hora e meia de viagem, chegará às margens do imenso Lago de Genebra. A paisagem daqui é mais uma vez completamente diferente: muito mais suave, ensolarada e salpicada de vinhedos férteis que descem até a própria beira d’água.

Sua principal parada será Yvoire, uma vila medieval de pedra que figura regularmente nas listas das aldeias mais bonitas de toda a França. Esse povoado de setecentos anos é cheio de ruelas sinuosas, casas históricas e uma profusão de flores que, nos meses de verão, decoram praticamente cada parapeito de janela. Você precisa deixar o carro num estacionamento antes das muralhas, porque todo o centro histórico é reservado exclusivamente para pedestres.

Passeie pelo porto, visite os belíssimos Jardins dos Cinco Sentidos e, para encerrar, sente-se num café com vista para o lago. Na outra margem já fica a Suíça, e você pode, com calma, fazer o balanço de todas as experiências da semana que passou. Daqui, é só um pulinho até o aeroporto de Genebra, onde você devolve o carro alugado e segue de volta para casa.

💡 Dica: Se ainda sobrarem algumas horas até o voo, pare na vizinha Evian. Essa cidade é mundialmente famosa por sua água mineral, e ali você pode encher a garrafinha de graça direto de uma fonte pública.

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Onde se hospedar ao longo da rota

💡 Dica de hospedagem e experiências: Nós gostamos de procurar hospedagem no Booking.com, que costuma ter as melhores políticas de cancelamento. Já ingressos, passeios e atividades vale a pena comparar e comprar pelo GetYourGuide.

Ao longo deste roadtrip, você vai passar por vários lugares diferentes e, por isso, é fundamental reservar a hospedagem com bastante antecedência. Os hotéis franceses costumam ter quartos menores, mas prezam pela limpeza impecável e por ótimos cafés da manhã com pão fresco. Prepare um orçamento de cerca de 100 a 130 euros por noite para duas pessoas, lembrando que nos centros turísticos os preços sobem ainda mais na alta temporada. Veja aqui um resumo das bases ideais para sua viagem:

Lyon e arredores Procure hospedagem no bairro de Presqu’île, a península, ou direto no centro histórico, a Vieux Lyon. Você ficará perto das principais atrações e dos melhores restaurantes. Mas preste muita atenção ao estacionamento, porque só podem entrar no centro carros com o selo ecológico. É mais seguro deixar o carro na periferia da cidade, num estacionamento P+R.

Grenoble, a porta de entrada para as montanhas Escolha um hotel direto no centro, perto da movimentada Place Grenette. Grenoble funciona como uma base urbana perfeita, de onde você pode fazer bate-voltas fáceis ao maciço imponente de Vercors ou de Chartreuse e, à noite, voltar à civilização cheia de cafés ótimos.

Lago de Annecy Hospedar-se à beira do lago turquesa ou no centro histórico cheio de canais é mais caro, mas vale muito a pena. Se quiser economizar e fugir das maiores multidões, procure vilas menores na margem leste do lago, como a pitoresca Talloires.

Chamonix e o vale do Mont Blanc Se você quer estar no centro da ação e respirar a atmosfera do alpinismo, durma direto na cidade, perto da estação do teleférico do Aiguille du Midi. Para noites mais tranquilas e preços bem mais amigáveis, prefira a vila vizinha de Les Houches ou Argentière. Esses povoados são muito bem ligados ao centro de Chamonix por um trem gratuito.

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Para onde ir depois

Se a região francesa encantou você e quer prolongar a viagem, ou está apenas procurando mais inspiração desta área, confira estes guias mais detalhados:

  • Quer saber mais sobre a Veneza dos Alpes? Leia o artigo sobre Annecy.
  • Planeja ficar mais tempo nas montanhas e conquistar outros picos? Explore os detalhes no guia de Chamonix e Mont Blanc.
  • Curte gastronomia e ruelas labirínticas? Inspire-se nas dicas para Lyon.
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Perguntas frequentes

Potřebuji pro vjezd do francouzských Alp ekoplaketu?

Do horských středisek ji nepotřebujete. Pokud ale plánujete projet širším centrem velkých měst, jako je Lyon nebo Grenoble, ekoplaketa Crit’Air je naprosto povinná. Její absence se trestá pokutou od 68 do 375 eur. Objednávejte ji s dostatečným předstihem online, protože fyzicky ji na místě nikde nekoupíte.

Kolik stojí výjezd lanovkou na Aiguille du Midi?

V roce 2026 zaplatíte za zpáteční jízdenku pro dospělého 81 eur v jarní sezóně, přičemž od června cena stoupá na 83 eur. Pamatujte, že v sezóně je nezbytně nutné rezervovat si konkrétní čas odjezdu na oficiálních stránkách nebo přes zprostředkovatele, protože lanovky bývají beznadějně vyprodané.

Dají se ve Francii platit dálniční poplatky kartou?

Ano, na všech francouzských mýtných branách zvaných péages můžete pohodlně platit běžnou platební kartou. Na některých nových úsecích však klasické závory úplně chybí. V takovém případě musíte mýto zaplatit online do 72 hodin od průjezdu podle vaší SPZ, jinak vám domů s jistotou dorazí nepříjemná pokuta.

Kdy je nejlepší rezervovat horské chaty na Tour du Mont Blanc?

Pokud chcete absolvovat tento slavný vícedenní trek s přespáním v oficiálních horských chatách, musíte být neuvěřitelně rychlí. Rezervační systém se na letní sezónu otevírá vždy už 15. října předchozího roku a ta nejpopulárnější místa na trase zmizí doslova během několika málo dní.

Co znamená omezení na Aiguille du Midi v roce 2026?

Od 25. května 2026 se na 4 až 5 týdnů kompletně uzavírá hlavní nejvyšší vyhlídková terasa kvůli rozsáhlé plánované rekonstrukci. Samotná lanovka bude nadále v provozu a podíváte se do nižších částí celého komplexu, ale ten nejikoničtější výhledový bod bude všem turistům dočasně zapovězen.

Kdy se vyhnout Alpám kvůli Tour de France 2026?

Cyklistický závod dorazí do alpského regionu ve třetím červencovém týdnu. Naprosto kritické dny jsou 19., 24. a 25. července, kdy peloton překonává mýtická stoupání jako Galibier nebo Alpe d’Huez. V této době budou silnice kompletně uzavřené, hotely vyprodané a celá oblast logisticky paralyzovaná.

Najím se v Lyonu dobře, i když nejím maso?

Ačkoliv jsou tradiční lyonské bouchony proslavené těžkými masitými jídly a vnitřnostmi, hlady zde rozhodně trpět nebudete. V každé lepší restauraci vám dnes ochotně připraví výborné bezmasé menu. Vždy vás navíc zachrání obrovský výběr špičkových lokálních sýrů, krémových zeleninových polévek a čerstvých těstovin.

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