Victoria, Canadá: 12 dicas do que ver e fazer (Inner Harbour, Butchart, chá)

Quando se fala em Canadá, a maioria de nós imagina natureza selvagem, florestas densas e ursos — mas a capital da província da Colúmbia Britânica é um mundo completamente diferente. Victoria, Canadá, é um pedacinho da velha e boa Inglaterra que alguém transplantou, por engano, para a costa oeste da América do Norte. A cidade, carinhosamente apelidada de “City of Gardens”, me surpreendeu na hora com sua atmosfera incrivelmente relaxada, seus prédios históricos de tijolos e o fato de que ônibus vermelhos de dois andares circulam pelas ruas. ☺️

Reuni tudo o que acho que realmente vale a pena — do porto ao chá no Empress, passando por orcas no horizonte — e vou te contar também o que me decepcionou.

Victoria, Canadá: 12 dicas do que ver e fazer (Inner Harbour, Butchart, chá)
Hotel Fairmont Empress e o Inner Harbour em Victoria
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Resumo

Se você está no ferry, pesquisando rapidinho no Google o que fazer em Victoria Canadá hoje e precisa só de um panorama geral do essencial, aqui estão os pontos que você definitivamente não pode perder:

  • Centro mais fotografado: O Inner Harbour é o coração da cidade, com o majestoso edifício do Parlamento e o histórico hotel Fairmont Empress.
  • Experiência sofisticada: O tradicional chá da tarde no hotel Empress é uma experiência mais cara, mas que vale cada dólar canadense.
  • Paraíso florido: O Butchart Gardens está entre os jardins mais bonitos do mundo e não pode ficar de fora, em qualquer época do ano.
  • Vida selvagem: Victoria é um dos melhores lugares do mundo para avistar baleias e orcas diretamente do oceano.
  • História e curiosidades: O bairro chinês mais antigo do Canadá esconde a Fan Tan Alley, a rua comercial mais estreita de toda a América do Norte.
  • Descanso e vistas: O Fisherman’s Wharf oferece um visual encantador de casas-barco coloridas e comida deliciosa à beira-d’água.

Quando ir a Victoria e como chegar

Planejar a viagem a Victoria exige um pouco de preparo, porque a cidade fica na ponta sul da Ilha de Vancouver — então não dá para chegar simplesmente de carro pela estrada. Mas você vai descobrir que a própria jornada já é uma grande aventura.

A forma mais comum — e talvez a mais romântica — de chegar é de ferry pela BC Ferries, saindo de Vancouver. A travessia parte do terminal de Tsawwassen e dura cerca de uma hora e meia até Swartz Bay, perto de Victoria. O trajeto corta uma baía cheia de ilhotas cobertas de vegetação, e não é raro avistar baleias ou focas já do convés. Recomendo comprar os ingressos do ferry com bastante antecedência online, principalmente no verão, pois esgotam rápido. Se você preferir agilidade e já pesquisou voos para Victoria BC, existe a opção dos hidraviões (seaplanes) que decolam da água bem no centro de Vancouver e pousam direto no Inner Harbour — mais caro, mas absolutamente espetacular.

Quem viaja do Brasil vai chegar a Victoria com conexão, geralmente por Vancouver ou Toronto. Vale comparar rotas em portais de busca como o Kiwi para encontrar as melhores combinações de voos.

Quanto ao clima de Victoria, Canadá, ele é notavelmente ameno para os padrões canadenses. Os invernos são chuvosos, mas raramente nevam; os verões são agradavelmente quentes, sem exageros. O melhor período para visitar vai da primavera ao outono. Pessoalmente, recomendo o início da primavera: Victoria tem um número enorme de cerejeiras, e quando florescem (cherry blossoms), toda a cidade se transforma num sonho rosado. Antes de sair para os passeios, vale sempre checar a previsão do tempo para a costa do Pacífico, porque o clima litorâneo pode mudar rápido.

Se planeja explorar a ilha além de Victoria, alugar um carro é a melhor pedida. Tenho boa experiência com o RentalCars para reservas em vários países — só lembre de reservar com antecedência, incluindo o espaço no ferry.

Onde se hospedar em Victoria e quanto custa

Victoria não é um destino barato, e a hospedagem vai engolir uma boa parte do orçamento — especialmente na alta temporada de verão. Mas é uma cidade em que realmente vale a pena pagar a mais pela localização, para explorar as atrações a pé sem complicação.

O centro de Victoria é surpreendentemente compacto. A área mais prática — e logicamente a mais cara — é o entorno do Inner Harbour e do Downtown. Hospedado por aqui, você tem o Parlamento, o museu e os melhores restaurantes a poucos passos. Uma noite num bom hotel no centro sai em torno de 250 a 400 CAD (cerca de 1.000 a 1.600 BRL) na temporada; se quiser o luxo do icônico Fairmont Empress, prepare-se para pagar o dobro.

Para preços mais acessíveis, procure hospedagem no bairro de James Bay, um bairro residencial e histórico cheio de casas encantadoras bem atrás do Parlamento. Mais de uma vez parei em frente a um portão ali e fiquei imaginando como seria morar naquelas ruas. Por lá você encontra vários bed and breakfasts menores, com um clima muito mais familiar.

No geral, o custo de vida em Victoria, Canadá, é comparável ao de Vancouver. Uma refeição comum num restaurante fica entre 25 e 40 CAD (cerca de 100 a 160 BRL), uma cerveja no bar sai em torno de 8 CAD (30 BRL) e as entradas nas atrações variam de 20 a 50 CAD. O bom é que o centro é totalmente percorrível a pé, e para lugares mais distantes há uma rede de ônibus confiável e bastante acessível.

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Victoria BC: 12 lugares que você precisa visitar e o que fazer

Agora vem a parte boa. Tênis confortável é obrigatório — eu sempre subestimo isso e sempre me arrependo. Mesmo sendo uma cidade menor, você vai caminhar muito por aqui.

1. Inner Harbour e o majestoso Parlamento

O Inner Harbour, ou porto interno, é o coração e a alma de Victoria — tudo na cidade gira em torno dele. Toda vez que chego aqui, tenho a sensação de ter entrado num cartão-postal. Na água balançam barquinhos e iates de luxo, a cada instante um hidravião pousa, e pelas calçadas circulam artistas de rua e músicos.

Inner Harbour em Victoria com o hotel Empress ao fundo
Inner Harbour em Victoria com o hotel Empress (Foto: DXR / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0)

O grande destaque do porto é o edifício do Parlamento Provincial (British Columbia Parliament Buildings). Essas imponentes construções de pedra com cúpulas de cobre são bastante sérias de dia, mas a mágica acontece mesmo ao anoitecer. Em 1897, o arquiteto iluminou toda a fachada com mais de três mil lâmpadas, que contornam o edifício inteiro após o pôr do sol. É uma visão incrivelmente romântica — melhor aproveitada numa banqueta à beira do cais, com um copo de vinho ou um café quente na mão.

Se você curte história e política, dá para entrar no Parlamento e fazer um tour guiado gratuito sobre o funcionamento do sistema político canadense. A visita é gratuita e dizem que vale bastante — mas, sendo honesta, eu nunca fiz. Prefiro ficar deitada no gramado em frente ao edifício, observando o movimento do porto e curtindo aquela atmosfera tranquila, interrompida só pelo apito ocasional de algum barco.

2. Chá da tarde tradicional no hotel Fairmont Empress

Logo em frente ao porto fica outro ícone da cidade: o enorme e luxuoso hotel Fairmont Empress, todo coberto de hera. Mesmo que você não vá se hospedar por lá, precisa experimentar o famoso Afternoon Tea — uma experiência inesquecível que acontece aqui desde 1908, tendo recebido reis, rainhas e estrelas de cinema ao longo dos séculos.

Hotel Fairmont Empress em Victoria na hora azul
Hotel Fairmont Empress em Victoria na hora azul (Foto: Dllu / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0)

Aviso logo: não é exatamente barato. O chá da tarde custa em torno de 75 a 90 CAD por pessoa (dependendo da temporada, algo em torno de 300 a 360 BRL), o que pode parecer muito por um chá e uns docinhos. Mas você está pagando principalmente pela experiência e pela elegância do ambiente. Vão te acomodar num salão suntuoso com vista para o porto, servir o famoso blend de chá da casa numa porcelana decorada com rosas, e trazer num andador de três andares: sanduíches delicados, scones quentinhos com geleia de morango e clotted cream, e sobremesas refinadas.

Vale caprichar um pouco no visual, porque o hotel tem dress code no estilo smart casual. É exatamente o momento em que você se sente uma aristocrata britânica de férias — e eu aproveitei cada segundo disso, mesmo que o resto do dia tenhamos comido sanduíche de bistrô para compensar o orçamento 😅. Reserve com antecedência pelo site, especialmente no verão, quando os horários esgotam semanas antes.

3. Butchart Gardens, um milagre de flores

Se você só puder ver uma coisa nos arredores de Victoria além do centro da cidade, que seja o Butchart Gardens. Os jardins ficam a cerca de meia hora de carro ao norte do centro e são uma verdadeira raridade no mundo. A entrada custa em torno de 41 CAD (cerca de 165 BRL) — um investimento do qual você não vai se arrepender.

Beleza floral nos jardins Butchart Gardens
Beleza floral nos jardins Butchart Gardens (Foto: Michelamillerdickson96 / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0)

A história do lugar é fascinante. Originalmente era uma enorme e feia pedreira de calcário pertencente à família Butchart. Quando a pedreira se esgotou, a senhora Jennie Butchart decidiu transformar aquela paisagem lunar em jardim — mandou trazer toneladas de terra fértil de fazendas vizinhas. O resultado é o Sunken Garden (Jardim Afundado). Quando você o avista pela primeira vez lá de cima, do mirante, o queixo literalmente cai.

Os jardins abrem o ano inteiro e ficam completamente diferentes a cada estação. Na primavera, dezenas de milhares de tulipas e narcisos florescem; no verão, enormes roseiras deslumbram; no outono, o jardim japonês ganha tons inacreditáveis de vermelho e dourado. A gente adora chegar bem cedo, na abertura, quando ainda não há multidões e o lugar inteiro parece mágico e silencioso.

4. Observação de baleias e orcas (Whale Watching)

O oceano ao redor da Ilha de Vancouver é lar de uma enorme variedade de vida marinha, e Victoria é uma das melhores bases para observação de baleias no mundo inteiro. Nas águas ao redor da ilha vivem grupos residentes e migratórios de orcas (killer whales), jubarte e baleia-minke.

Observação de orcas perto de Victoria
Observação de orcas perto de Victoria (Foto: Buiobuione / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0)

Do Inner Harbour partem diariamente várias empresas que organizam esses passeios. Você pode escolher entre um barco maior, fechado e aquecido — ótimo para famílias com crianças —, ou embarcar num bote inflável pequeno e rápido do tipo Zodiac. A gente recomenda de longe o Zodiac. Vão te vestir com um macacão vermelho de resgate enorme, no qual você mal consegue se mexer e fica parecendo o Boneco de Neve da Michelin, mas a experiência de estar tão perto da superfície da água, sentir o spray salgado no rosto e ver a enorme barbatana negra de uma orca a poucos metros — isso é simplesmente indescritível.

O passeio dura aproximadamente três horas e custa em torno de 130 a 150 CAD por pessoa (cerca de 520 a 600 BRL). Os capitães têm bastante experiência e compartilham informações entre si sobre onde estão os animais, então a chance de avistar baleias é bem alta — algumas empresas até oferecem retorno gratuito se você não vir nenhuma. Recomendo reservar com antecedência pelo GetYourGuide, onde muitas vezes há também opção de cancelamento gratuito.

5. Casinhas coloridas no Fisherman’s Wharf

A cerca de quinze minutos a pé do Inner Harbour em direção ao oceano, você vai encontrar o Fisherman’s Wharf — um canto extremamente específico e incrivelmente fotogênico da cidade. É uma rede de píeres de madeira sobre os quais se erguem casas-barco de cores vibrantes, onde moradores locais vivem de verdade, o ano todo.

Casinhas coloridas no Fisherman's Wharf em Victoria
Casinhas coloridas no Fisherman’s Wharf em Victoria (Foto: DXR / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0)

Algumas casas-barco são pequenas e charmosas, outras parecem vilas flutuantes modernas — mas todas têm em comum as cores vibrantes e os vasos de flores por toda parte. Além das casas, há também alguns quiosques de comida flutuantes. Chegue por volta do meio-dia, compre um fish and chips fresquinho na barraca Barb’s Fish and Chips, sente nos bancos de madeira e observe o movimento animado do pequeno porto.

Alimentar as focas é estritamente proibido hoje em dia (e as multas são bem salgadas), mas você vai ver elas de qualquer jeito — pescam os próprios peixes e não se estressam com nada. De volta ao centro, vale pegar o pequeno táxi aquático amarelo (Victoria Harbour Ferry), que é mais rápido e muito mais divertido do que voltar a pé.

6. Royal BC Museum

Eu e minha mãe normalmente não somos muito de museu — mas esse nos conquistou de verdade. Ela passou duas horas na seção das Primeiras Nações e eu precisei quase arrancá-la de lá para não perdermos o jantar. O Royal BC Museum está entre os melhores do Canadá. As exposições não são aquelas vitrines cheias de etiquetas longas — o museu inteiro é criado em forma de dioramas incríveis e espaços imersivos.

Royal BC Museum em Victoria
Royal BC Museum em Victoria (Foto: Ymblanter / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0)

O destaque é a seção dedicada aos povos originários (First Nations) da costa do Pacífico. Você vai ver enormes e ricamente esculpidos postes totêmicos, máscaras rituais e habitações tradicionais completas. A história complexa e muitas vezes dolorosa das relações entre colonizadores e povos indígenas é contada de forma honesta — fundamental para entender o Canadá de hoje.

No segundo andar há uma elaborada exposição de história natural, onde você percorre uma floresta tropical, cavernas e um fundo do mar em tamanho real. A entrada custa em torno de 29 CAD (cerca de 115 BRL) e dá para passar tranquilamente três horas sem se entediar.

7. Chinatown e a Fan Tan Alley, a rua mais estreita

O Chinatown de Victoria não é tão grande quanto o de Vancouver ou o de San Francisco, mas tem uma distinção enorme: é o bairro chinês mais antigo de todo o Canadá e o segundo mais antigo da América do Norte. Surgiu em meados do século XIX durante a corrida do ouro, quando milhares de trabalhadores e comerciantes chineses chegaram à região.

Fan Tan Alley no Chinatown de Victoria
Fan Tan Alley no Chinatown de Victoria (Foto: Michal Klajban / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0)

Hoje é um labirinto fascinante de prédios de tijolos, lanternas coloridas, casas de chá e lojas de medicina tradicional chinesa. O coração do bairro é a Fan Tan Alley. Essa viela discreta detém o recorde de rua comercial mais estreita da América do Norte — no ponto mais apertado mede apenas noventa centímetros, então se você estiver de mochila grande, cuidado para não travar.

No passado era o centro do jogo ilegal e dos fumeiros de ópio, cheia de saídas secretas — hoje abriga pequenas galerias de arte, lojas de vinil e butiques estilosas. Com frequência você encontra joias artesanais em prata muito únicas por ali. Eu descobri a marca Pyrrha (que faz joias a partir de selos antigos, absolutamente lindas), comprei um colar de lá e uso até hoje como souvenir favorito.

8. Beacon Hill Park e o marco zero da Trans-Canada Highway

Quando você precisar de uma pausa do agito urbano, vá a pé até o enorme Beacon Hill Park, que se estende ao sul do centro. É um oásis gigante de verde, com árvores centenárias, lagoas, canteiros impecáveis e caminhos serpenteantes.

Rochas no Beacon Hill Park em Victoria
Rochas no Beacon Hill Park em Victoria (Foto: Ymblanter / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0)

O parque é especial porque dezenas de pavões gigantes circulam livremente por ele. Em certos momentos você vai se sentir num conto de fadas, com um pavão abrindo a cauda no gramado bem na sua frente. Se estiver viajando com crianças, não perca a Beacon Hill Children’s Farm, onde dá para acariciar cabritas soltas.

Na borda sul do parque, onde a terra firme termina e o oceano começa, você encontra um monumento discreto mas significativo com a inscrição “Mile 0”. Esse ponto marca o início — ou o fim, dependendo do ângulo — da icônica Trans-Canada Highway, que atravessa incríveis 8.000 quilômetros pelo país inteiro até a costa leste, em Newfoundland. A gente ficou parada uns dez minutos olhando os picos nevados do outro lado do estreito e sem querer sair de lá. Um desses momentos em que bate aquela vontade de ficar pra sempre.

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9. Craigdarroch Castle e a riqueza do barão

O Canadá não é exatamente o país que a gente associa a castelos medievais, mas Victoria tem seu próprio e muito peculiar Craigdarroch Castle. É uma mansão enorme no estilo vitoriano ostentoso, mandada construir na década de 1880 pelo barão escocês do carvão Robert Dunsmuir — na época um dos homens mais ricos de toda a província.

Craigdarroch Castle após o pôr do sol em Victoria
Craigdarroch Castle após o pôr do sol em Victoria (Foto: Michal Klajban / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0)

O barão, infelizmente, não viveu para ver a obra concluída, mas a mansão está de pé até hoje e virou um museu fascinante. Por fora, o castelo com suas torresinhas tem um ar bastante majestoso, mas a verdadeira riqueza está no interior. Os ambientes são revestidos com as madeiras mais nobres do mundo, há uma quantidade impressionante de móveis originais e dezenas de vitrais deslumbrantes.

A entrada custa em torno de 20 CAD (cerca de 80 BRL) e a visita dura aproximadamente uma hora. Não espere cavaleiros nem câmaras de tortura — é mais uma demonstração suntuosa do que alguém conseguia construir no século XIX quando tinha muito, muito dinheiro. A escadaria de carvalho é linda, e eu subi e desci três vezes, só por prazer.

10. A mágica da primavera e as cerejeiras em flor (Cherry Blossoms)

Se você conseguir planejar sua viagem a Victoria entre o final de fevereiro e o início de abril, vai testemunhar um dos fenômenos naturais mais bonitos da cidade. Graças ao seu clima excepcionalmente ameno, Victoria tem um dos florescimentos de árvores mais precoces e espetaculares de todo o Canadá.

Cerejeiras em flor em Victoria BC
Cerejeiras em flor em Victoria BC (Foto: Goran Vlacic / Wikimedia Commons, CC BY-SA 2.0)

A cidade está repleta de milhares de cerejeiras e ameixeiras cujas copas se transformam em enormes nuvens cor-de-rosa e brancas. Ruas como a View Street e a região ao redor de James Bay ficam cobertas de pétalas que voam pelo ar como uma neve colorida. Os moradores locais amam esse período — o início das flores simboliza para eles o fim definitivo do inverno chuvoso e cinza.

Existem até mapas especiais das árvores em flor, com os quais você pode organizar um passeio de um dia inteiro pela cidade. É um período incrivelmente fotogênico, e se você está planejando uma viagem de primavera e ainda está em dúvida sobre as datas, recomendo muito encaixar esse período. Eu e minha mãe fomos no início de março e tirei umas quatrocentas fotos — metade delas só de árvores. Ela foi heroica.

11. Passeio de bicicleta pela Galloping Goose Regional Trail

Victoria é uma cidade incrivelmente amigável para ciclistas, cheia de ciclovias protegidas e motoristas respeitosos — mas o maior orgulho é a chamada Galloping Goose Trail. Trata-se de uma antiga linha férrea que foi transformada numa trilha de cerca de sessenta quilômetros, que serpenteia do centro da cidade até florestas densas e pequenas comunidades rurais longe da civilização.

Ciclovia Galloping Goose Regional Trail
Ciclovia Galloping Goose Regional Trail (Foto: Michal Klajban / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0)

No centro dá para alugar bicicleta — ou e-bike, se preferir pedalar sem muito esforço — por meio período e sair pedalando. O trajeto é majoritariamente plano e cercado de verde; no caminho você encontra pequenos cafés e arbustos de amoras, perfeitos para uma pausa rápida.

Não precisa fazer a trilha inteira — algumas horas indo e voltando já são suficientes para sair do centro e conhecer lugares que de carro ou a pé você nunca alcançaria. É um baita relax e uma ótima maneira de queimar as calorias das refeições fartas nos restaurantes locais.

12. Uma tarde tranquila no elegante bairro de Oak Bay

Se você quer vivenciar a “velha Victoria britânica” de verdade, vá até o bairro de Oak Bay. Fica um pouco afastado do centro, na costa leste, e é repleto de mansões, ruelas silenciosas e pequenos comércios independentes com antiguidades e roupas de design. Os moradores levam os cachorros para passear num ritmo que deixa claro que não têm pressa nenhuma — e, sinceramente, eu invejo muito isso.

Bairro Oak Bay em Victoria
Bairro Oak Bay em Victoria (Foto: Krazytea / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0)

Passe pela marina local, que transpira aquela atmosfera relaxada de ilha, tome um café com vista para os veleiros ancorados e as focas ocasionais. A Oak Bay Avenue é o lugar ideal para uma tarde de compras tranquila — há várias casas de chá menores e menos turísticas onde você pode tomar um excelente chá da tarde por preços bem mais simpáticos do que no famoso Empress.

Essa área tem um charme único, e para muita gente é a parte favorita de toda a cidade — justamente porque não há multidões de turistas, mas sim moradores curtindo a vida tranquila.

Onde comer em Victoria e o que experimentar

A cena gastronômica de Victoria é incrivelmente rica. A cidade se beneficia da sua localização costeira, então você encontra frutos do mar fenomenais e fresquíssimos. Além disso, Victoria tem uma comunidade universitária forte — e isso se reflete na cultura de cafés: o café especial é uma obviedade total por aqui.

Se você quer saber quais são os melhores restaurantes de Victoria BC, comece pelos frutos do mar. Uma instituição absoluta é o Red Fish Blue Fish — um pequeno container revestido de madeira construído direto sobre o píer do Inner Harbour. A fila às vezes passa de uma hora, mas o fish and chips de salmão selvagem ou os incríveis fish tacos valem cada minuto de espera.

Para o café da manhã, recomendo o Blue Fox Cafe (os ovos beneditinos são de outro nível) ou o Jam Cafe para panquecas. Mas atenção: nos fins de semana tem fila na calçada desde as oito da manhã — não sou o tipo de pessoa que faz isso normalmente. Fiz. Não me arrependo. Para o café, a gente adora o Habit Coffee — escolha certeira com atendimento muito simpático. Vale também explorar as cervejarias artesanais que abundam por Victoria e experimentar suas craft beers.

O que ver além de Victoria e o que resolver antes de viajar

Victoria é um ponto de partida incrível para explorar cantos muito mais selvagens da natureza canadense na costa oeste — seria uma pena ficar só na cidade.

  • De Victoria, vale muito a pena ir mais ao norte para explorar o restante da Ilha de Vancouver. No caminho você pode parar nas praias infinitas de surfe em Tofino e caminhar por florestas tropicais úmidas cheias de árvores milenares.
  • Na volta para o continente, confira nossas dicas sobre o que ver em Vancouver — uma metrópole moderna de vidro abraçada por montanhas nevadas por todos os lados, da qual a gente simplesmente não consegue se cansar.
  • Chip de celular: Não esqueça de resolver a internet antes de embarcar para o Canadá — ela é indispensável para o GPS tanto nas estradas quanto na cidade. A gente usa eSIM e na nossa avaliação do Holafly explicamos por que essa é, na nossa opinião, a solução mais prática e conveniente do momento. Você também pode conferir a Holafly diretamente.
  • Seguro viagem: Em viagens internacionais, nunca — mas nunca mesmo — saia sem seguro. Se você está pensando em uma viagem mais longa ou com um estilo de vida nômade digital, leia nossa avaliação do SafetyWing.

Perguntas frequentes (FAQ)

Preparei respostas rápidas para as dúvidas mais comuns, para facilitar ao máximo o planejamento da sua viagem a Victoria.

O que ver em Victoria?

Entre as principais atrações estão o porto Inner Harbour com o prédio do parlamento, o luxuoso hotel Fairmont Empress, os lindíssimos jardins Butchart Gardens, o museu Royal BC Museum e as charmosas casas flutuantes em Fisherman’s Wharf. Com certeza reserve um tempo também para fazer um passeio de barco para observação de baleias.

Quantos dias preciso para visitar Victoria?

Dois a três dias completos são absolutamente ideais para você conhecer o centro com calma, sentar num café, aproveitar o chá das cinco, fazer um passeio aos jardins Butchart Gardens fora da cidade e fazer um tour de meio dia para ver baleias, tudo isso sem estresse e sem pressa.

Qual é a diferença entre Vancouver e Victoria?

Vancouver é uma metrópole enorme, moderna e agitada, cheia de arranha-céus de vidro e negócios internacionais, localizada no continente canadense. Victoria, localizada numa ilha vizinha, é bem diferente: uma cidade menor, tranquila e histórica, com arquitetura marcadamente inglesa e um ritmo de vida bem mais devagar.

É preciso reservar a balsa de Vancouver com antecedência?

Sim, se você estiver viajando de carro e ainda por cima na alta temporada de verão, a reserva dos bilhetes da BC Ferries pela internet é praticamente obrigatória para não ter que ficar esperando no porto por várias horas até a próxima balsa disponível. Para quem viaja a pé, sem carro, geralmente não é um problema tão grande.

Quando há maior chance de ver baleias e orcas em Victoria?

Baleias e diversos tipos de mamíferos marinhos aparecem ao redor da ilha o ano todo, mas a temporada mais alta e com maior sucesso para observação de orcas começa em maio e vai até mais ou menos o final de outubro.

Dá para pagar com dólares americanos no Canadá?

Não, no Canadá a moeda é o dólar canadense (CAD). Embora alguns lugares turísticos perto da fronteira americana talvez aceitem notas americanas, a taxa de câmbio costuma ser bem desfavorável. A gente recomenda pagar com cartão em todos os lugares, você vai precisar de dinheiro em espécie muito raramente.

Vale a pena tomar chá no hotel Empress?

Se você está procurando um lanche barato, definitivamente não vale a pena, porque os preços ficam em torno de 75 a 90 CAD por pessoa. Mas se você quer se presentear com uma experiência luxuosa cheia de elegância inglesa, um serviço excelente e experimentar algo tradicional num ambiente histórico lindíssimo, é uma experiência que vale cada centavo.

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