Ushguli na Geórgia: 12 dicas do que ver e cuidados essenciais

Quando voamos para a Geórgia, já fazia mais de um ano que estávamos viajando sem parar e estávamos exaustos. Parecia que nada mais poderia nos surpreender, mas quando avistei pela primeira vez as torres de pedra defensivas contra o cenário majestoso dos picos do Cáucaso, mudei de ideia. Ushguli na Geórgia (em georgiano უშგული), o vilarejo permanentemente habitado mais alto da Europa (se considerarmos a Geórgia como parte da Europa), é um tesouro escondido a mais de 2100 metros de altitude, em um canto remoto da região montanhosa de Svanécia.

Esse agrupamento de quatro pequenos vilarejos com suas características torres defensivas, situado aos pés do imponente maciço do Monte Shkhara (5068 m), representa um dos lugares mais autênticos de todo o Cáucaso. Um lugar onde o tempo parou, onde as pessoas vivem no ritmo da natureza e onde você pode sentir a atmosfera medieval em sua forma mais pura.

Vamos juntos explorar essa joia escondida das montanhas georgianas e descobrir por que vale a pena encarar a jornada desafiadora até aqui.

Ushguli na Geórgia – vista panorâmica

Resumo

  • Ushguli é formado por um conjunto de quatro vilarejos com torres de pedra defensivas únicas, que fazem parte do Patrimônio Mundial da UNESCO
  • A melhor época para visitar é de junho a setembro, quando as estradas estão transitáveis
  • Para chegar a Ushguli, utilize um táxi 4×4 saindo de Mestia (cerca de 2 horas de viagem por terreno difícil) ou vá de carro próprio — foi o que nós fizemos, e não recomendo muito
  • Não esqueça de levar dinheiro em espécie suficiente, roupas quentes mesmo no verão e calçados resistentes
  • Fique pelo menos uma noite em uma guesthouse local (Gamarjoba Guest and Art House) para aproveitar a experiência completa

Onde fica Ushguli e o que você precisa saber?

Ushguli fica na parte noroeste da Geórgia, na região histórica conhecida como Alta Svanécia. Na verdade, não se trata de um único vilarejo, mas de um conjunto de quatro pequenas comunidades — Zhibiani, Chvibiani, Chazhashi e Murkmeli — com aproximadamente 70 famílias e cerca de 200 habitantes no total.

Essa região é famosa por suas típicas torres defensivas medievais (koshki) dos séculos IX a XII, construídas como proteção contra invasores. Cada família costumava ter sua própria torre, que servia ao mesmo tempo como refúgio, celeiro e moradia de emergência.

Toda a Alta Svanécia está inscrita na lista de Patrimônio Mundial da UNESCO. E pode acreditar: a paisagem das torres defensivas com os picos de cinco mil metros ao fundo é de tirar o fôlego.

O que torna Ushguli tão especial? Não é apenas sua localização a uma altitude de 2100-2200 metros acima do nível do mar (o que faz dele um dos vilarejos permanentemente habitados mais altos da Europa), mas também seu isolamento. Durante metade do ano há neve aqui e, no inverno, Ushguli fica completamente isolado do mundo por meses inteiros. Graças a esse isolamento, o vilarejo preservou seu caráter autêntico.

Onde se hospedar e cuidados importantes

A maioria das pessoas se hospeda em Mestia, mas eu recomendo passar pelo menos uma noite em Ushguli durante o verão. A hospedagem costuma ser mais simples, mas isso faz parte da experiência. Os preços ainda são acessíveis, então por que não aproveitar? Nós gostamos bastante do Gamarjoba Guest and Art House. Você também pode procurar outras opções no Booking.com.

Melhor época para visitar Ushguli

Se você quer evitar problemas, o período ideal é de junho ao final de setembro. Nesses meses, o clima costuma ser mais estável — bastante sol, pouca chuva e todas as estradas estão transitáveis.

Julho e agosto são os meses mais quentes, mas também os mais movimentados — nessa época muitos grupos saem para fazer trekking e as guesthouses podem estar lotadas, então reserve sua hospedagem com antecedência. Setembro é mais indicado para quem quer menos turistas, mas ainda com bom tempo.

Junho pode ser chuvoso no início e nos trechos mais altos das trilhas ainda pode haver neve. Outubro é uma loteria — a primeira quinzena costuma ainda oferecer dias ensolarados, mas também pode nevar antes da hora e fechar os passos de montanha.

De novembro a maio, normalmente não é possível chegar a Ushguli — a estrada fica bloqueada pela neve e as guesthouses ficam fechadas. Se você não é um viajante experiente em expedições, não se aventure na Svanécia no inverno.

Pessoalmente, recomendo setembro — a natureza exibe todas as cores, o tempo costuma estar estável e você pode curtir o melhor de Ushguli sem multidões de turistas.

Como chegar a Ushguli: a viagem já é uma aventura

A viagem até Ushguli é uma experiência por si só e, se você quer ir com tranquilidade, aproveite os serviços dos moradores locais. A maioria das pessoas parte de Mestia, que é a principal cidade da Svanécia, de onde Ushguli fica a cerca de 46 km a leste (pela estrada).

Não existe transporte público direto para Ushguli — não há ônibus nem vans regulares. Você tem algumas opções para chegar lá:

Táxi 4×4 saindo de Mestia

A opção mais comum é pegar um táxi 4×4 em Mestia. Na praça central da cidade, toda manhã motoristas esperam com seus veículos off-road (geralmente vans Delica). O preço da ida e volta costuma ser cerca de 50 GEL por pessoa (aproximadamente 17 €).

Funciona como um táxi/shuttle compartilhado — parte por volta das 10h da manhã, quando o carro lota, e chega a Ushguli em aproximadamente 1,5 a 2 horas. Os motoristas fazem paradas em mirantes pelo caminho. No local, você tem algumas horas para explorar e por volta das 15-16h o veículo retorna a Mestia.

Se você quiser pernoitar em Ushguli (o que recomendo fortemente), combine com o motorista um transporte individual de volta no dia seguinte e pague apenas no retorno.

Motorista particular ou tour

Se você quer ir com total tranquilidade, recomendo fazer o passeio pelo GetYourGuide. É seguro, confortável e, principalmente, sem estresse.

A pé pelas montanhas – o famoso trekking de Mestia a Ushguli

A trilha de longa distância mais famosa da Geórgia é o trekking de quatro dias de Mestia a Ushguli (cerca de 56 km no total). Pelo caminho, você cruza passagens de montanha a 2500-2700 m de altitude e atravessa vales encantadores com panoramas do Cáucaso.

As etapas clássicas do dia são: Mestia → Zhabeshi (16 km), Zhabeshi → Adishi (12 km), Adishi → Iprari (18 km) cruzando o passo Chkhunderi (2719 m) e atravessando o rio Adishchala, e por fim Iprari → Ushguli (12 km).

As pernoites são feitas em guesthouses simples de montanha que surgiram nos últimos anos em cada vilarejo (Adishi, Iprari, entre outros). Para os amantes de trekking de montanha, essa trilha é o ponto alto de uma viagem à Geórgia.

Transporte na Geórgia

De carro próprio

É possível chegar a Ushguli de carro apenas no verão e com tempo seco — foi o que nós fizemos e foi bem hardcore. Mais do que viajar pela Europa, nos lembrou as estradas da Uganda. A estrada saindo de Mestia segue por um vale estreito ao longo do rio Inguri — os primeiros 30 km aproximadamente foram recentemente pavimentados (concreto/asfalto), mas os últimos 15 km são de cascalho e cheios de buracos.

O trecho antes de Ushguli é o pior — superfície destruída, crateras, às vezes travessias de riachos. No entanto, se não choveu recentemente, um motorista experiente consegue passar até com um carro comum. Mas é muito melhor ter um veículo 4×4 com suspensão mais alta para evitar danos no caminho pedregoso.

De Mestia a Ushguli, calcule aproximadamente 2 horas de viagem pura (50 km); com paradas para fotos, facilmente 3 horas.

12 dicas do que ver e fazer em Ushguli

Mas agora vamos ao que interessa: o que ver e fazer em Ushguli.

1. Torres defensivas svanas (koshki)

Símbolo de Ushguli e de toda a Svanécia. São torres de pedra altas dos séculos IX a XII que serviam como refúgio fortificado e defesa contra invasores. Cada família tinha sua própria torre, usada também como celeiro, estábulo e moradia de emergência.

Até hoje, dezenas dessas torres de 3 a 5 andares sobrevivem em Ushguli — tipicamente quadradas com janelas pequenas. As torres, junto com as casas de pedra, formam um museu medieval a céu aberto único, que garantiu a Ushguli a proteção da UNESCO.

O vilarejo mais pitoresco nesse sentido é Chazhashi, onde a concentração de torres é a maior e onde o caráter tradicional do assentamento está melhor preservado.

Geórgia por conta própria

2. Igreja Lamaria (Nanatsilevi)

No topo de uma colina acima do vilarejo de Zhibiani, ergue-se a igreja branca da Virgem Maria (Assunção da Virgem) dos séculos IX-X, conhecida como Lamaria. É o santuário mais importante de Ushguli, cercado por um antigo cemitério do século XII. No interior, ainda se preservam afrescos e pinturas murais originais.

Lamaria é envolta em lendas entre os svanos — por exemplo, havia uma tradição de que mulheres não podiam entrar na igreja (talvez por uma superstição antiga). Hoje, Lamaria está aberta a todos os visitantes e oferece uma vista icônica — a clássica foto da igrejinha com a torre tendo a geleira do Shkhara ao fundo.

Para os svanos, o lugar tem um significado espiritual profundo; Lamaria é o nome svano da Virgem Maria e até hoje os moradores vão lá pedir proteção. Na igreja há sinos antigos e nos arredores você encontra pequenas capelas de pedra.

3. Museus e tesouros de Ushguli

Apesar de ser tão remoto, Ushguli abriga peças históricas surpreendentemente valiosas. O principal Museu Histórico de Ushguli funciona em uma das torres perto do entroncamento na parte de Chazhashi.

Por uma entrada simbólica (cerca de 3 GEL, aproximadamente 1 €), você verá uma coleção de artefatos únicos — joias antigas de ouro e prata, cruzes ornamentadas do século X incrustadas com ouro e até um cálice sírio de ouro do século VI com motivos bíblicos. Esses tesouros atestam a rica história da Svanécia; segundo os moradores, o ouro vem diretamente das montanhas ao redor. Fotografar lá dentro é proibido, mas a experiência vale cada segundo.

O Museu Etnográfico fica perto de Lamaria. A visita é guiada por uma senhora muito idosa que se lembra do uso original dos objetos expostos. Você verá instrumentos tradicionais svanos, armas, trajes típicos e até um moinho manual de farinha movido a água. A entrada custa entre 5 e 10 GEL (2-4 €).

Geleira de Ushguli

4. Geleira Shkhara e trilha até ela

A caminhada até a geleira do Shkhara (cerca de 8 km só de ida) é uma das trilhas mais bonitas e relativamente fáceis da Svanécia. O caminho acompanha o curso do rio Inguri e sobe suavemente até a morena, de onde se tem uma vista fantástica da língua glacial e dos picos do Shkhara bem acima de você.

A trilha de ida e volta leva cerca de 5 a 6 horas; a maioria dos visitantes sai bem cedo pela manhã, quando a montanha está mais visível (à tarde costuma se cobrir de nuvens).

Cavalgada em Ushguli

5. Cavalgada

Quem não se anima para ir a pé pode aproveitar a oferta dos moradores e alugar um cavalo com guia. Por um passeio de algumas horas até a geleira, você paga cerca de 50 GEL ou mais por pessoa (aproximadamente 17 €), dependendo da duração e do tamanho do grupo.

Os cavalos fazem parte inseparável da vida svana, e contemplar Ushguli do lombo de um cavalo tem um charme inigualável. Os cavalos locais estão acostumados ao terreno montanhoso e levam você com segurança mesmo aos trechos mais difíceis.

Ushguli

6. Passo Zagaro (Zagari)

Outra atração natural é o Zagaro (Zagari) Pass — um passo de alta montanha a 2622 m de altitude na fronteira entre a Alta e a Baixa Svanécia. De Ushguli, uma estrada de terra antiga sobe em ziguezague até lá; como caminhada, são cerca de 7-8 km (2-3 horas) só de ida.

A recompensa é uma vista panorâmica para ambos os lados da cordilheira principal do Cáucaso. Essa rota continua até a remota região de Lentekhi, mas devido à dificuldade (curvas íngremes, travessias de rios) é indicada apenas para viajantes experientes com veículo off-road ou mountain bikes.

7. Torre do amor e Castelo de Tamara

Passeando por Ushguli, você com certeza vai notar a chamada Torre do Amor. Essa torre isolada fica à beira da estrada vindo de Mestia, antes de chegar a Ushguli, e os motoristas adoram parar ali. Uma trágica história de amor está ligada a ela (que deu nome à torre) — uma espécie de Romeu e Julieta svano.

Já dentro de Ushguli, visite o Castelo de Tamara na comunidade de Chazhashi. As ruínas, também conhecidas como Residência de Verão da Rainha Tamara, ficam no topo de uma pequena colina acima do vilarejo. Segundo a lenda, a lendária Rainha Tamara realmente esteve aqui no século XII, e os svanos a reverenciam até hoje — dizem inclusive que a rainha está enterrada nas montanhas inacessíveis da Svanécia. Das ruínas do castelo, a vista para todo o vilarejo é linda.

8. Passeio pelos quatro vilarejos

É possível percorrer todo o Ushguli a pé — da parte mais alta em Zhibiani até a mais baixa em Murkmeli — em apenas cerca de 30 minutos. Pelo caminho, você se encanta com diferentes ângulos das torres, espia os quintais e provavelmente vai encontrar vacas, cabras e porcos circulando livremente entre as casas — em Ushguli, os animais de criação andam soltos e voltam sozinhos para os estábulos no fim da tarde.

Recomendo começar por Zhibiani (a parte alta, onde fica a Lamaria), depois descer até Chvibiani, que fica junto ao rio. Em seguida, continue até Chazhashi (cruzando uma pequena colina) e, por fim, visite Murkmeli com suas torres e igrejinha.

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9. Degustação da culinária svana

A comida de montanha é farta e simples, baseada em laticínios, carne e batatas. O prato típico que você precisa experimentar em Ushguli é o kubdari — uma torta recheada com carne temperada, considerada o prato nacional dos svanos.

Trata-se de um pão fermentado recheado com carne suína ou bovina picada, temperada com ervas da montanha, alho e, principalmente, sal svano (svanuri marili) — uma mistura de sal com especiarias aromáticas (entre elas cominho, coentro, feno-grego e endro). Graças a essa mistura, o kubdari tem um sabor marcante e picante com o aroma inconfundível das ervas do Cáucaso. A torta é tradicionalmente assada em forno a lenha, para que a massa fique crocante e a carne por dentro bem suculenta.

Outra especialidade local é o tashmijabi — um purê de batatas com queijo caseiro (semelhante ao conhecido elarji georgiano). Você também pode experimentar o chvishtari (bolinhos de fubá com pedaços de queijo) ou o famoso khachapuri (pães recheados com queijo) na versão serrana. O sal svano é usado aqui em praticamente tudo e você pode comprar um pacotinho para levar como souvenir comestível.

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10. Pôr do sol sobre as torres de Ushguli

Uma das experiências mais mágicas que você pode ter em Ushguli é assistir ao pôr do sol. Quando os raios do entardecer iluminam os picos do Shkhara e as torres defensivas projetam longas sombras no vale, cria-se uma cena de outro mundo.

Recomendo encontrar um ponto elevado com vista para o vilarejo (por exemplo, perto da igreja Lamaria ou do Castelo de Tamara) e contemplar com calma a paisagem se tingindo de tons alaranjados e depois púrpura. É o momento em que você entende plenamente por que valeu a pena encarar a viagem difícil até esse canto remoto do planeta.

11. Observação do céu estrelado

Em Ushguli praticamente não existe poluição luminosa, o que faz dele um lugar ideal para observar o céu noturno. Se você tiver sorte de pegar uma noite limpa, vai ver uma quantidade incrível de estrelas, a Via Láctea perfeitamente visível e talvez até alguns planetas.

Os moradores costumam contar que nos meses de inverno, quando o vilarejo está isolado do mundo e coberto de neve, a visão das estrelas sobre as montanhas nevadas é ainda mais intensa. É uma das poucas vantagens da vida dura de inverno nessas regiões remotas.

O que ver em Ushguli

12. Encontro com os svanos e sua cultura

Os svanos — habitantes originais da Svanécia — são um pequeno povo caucasiano que preservou por séculos sua cultura própria, idioma e costumes. Vivem em vales remotos e nunca foram totalmente subjugados por conquistadores estrangeiros. O nome Ushguli supostamente vem do svano “ush-ishari guli” — “coração destemido”, o que traduz bem a determinação dos moradores em permanecer nessas montanhas hostis.

Os svanos são cristãos ortodoxos, porém com muitos elementos de crenças antigas. Os longos meses de inverno isolados do mundo levaram gerações de svanos a uma profunda devoção — “no silêncio das montanhas cobertas de neve, não resta outra coisa senão voltar a mente para a eternidade”, diz uma reportagem georgiana.

A vida em Ushguli continua sendo rústica e simples até hoje. Os moradores se dedicam tradicionalmente à criação de gado e à caça; diferentemente da maioria dos georgianos, quase não cultivam uvas nem fazem grandes festas do vinho. A vida nas montanhas sempre foi dura e os svanos estão acostumados a uma simplicidade ascética.

O que saber antes de visitar

Agora vamos às dicas práticas para sua viagem.

Sinal de celular e internet

Surpreendentemente, a cobertura de celular aqui é razoavelmente boa — segundo viajantes, algumas operadoras (Magti, Geocell) têm até sinal LTE em Ushguli. Porém, a qualidade oscila e quedas não são descartadas.

Redes Wi-Fi estão disponíveis apenas raramente (talvez em uma ou duas guesthouses via satélite), então não conte com Wi-Fi. O ideal é comprar um chip de dados ainda na cidade. Uma boa opção para brasileiros é usar um chip virtual (eSIM) da Holafly ou da Yesim, que você ativa antes mesmo de sair do Brasil.

Respeito aos moradores e seus costumes

Os svanos são um povo orgulhoso — comporte-se com respeito às suas tradições. Por exemplo, entre na igreja Lamaria vestido adequadamente (para mulheres recomenda-se um lenço na cabeça e joelhos cobertos, embora hoje em dia não sejam tão rígidos com isso).

Não é recomendável subir nas torres sem permissão — algumas são propriedade privada ou estão em estado precário. Na hora de fotografar pessoas, seja educado e peça com um gesto ou dizendo “photo ok?”. Muitos moradores preferem não ser fotografados, mas outros surpreendem e até convidam você para um chá.

Aprenda algumas palavras em georgiano ou svano (por exemplo, obrigado = madlobt, em svano hva) — isso quebra o gelo na hora.

Cuidado com os cães

Na Svanécia criam-se grandes pastores caucasianos — em Ushguli você vai vê-los circulando livremente. Na maioria das vezes não são perigosos (desde que você não se aproxime demais), e muitas vezes até funcionam como “guias” informais dos turistas pelo vilarejo.

Mesmo assim, é bom ficar atento, especialmente fora do vilarejo perto dos rebanhos, onde os cães protegem as ovelhas dos lobos — nesse caso, é melhor dar uma boa volta e evitar grupos de cães grandes.

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