Consideramos as Dolomitas as montanhas mais bonitas da Europa — e após várias visitas, temos cada vez mais certeza disso. Seus picos em forma de torre, feitos de calcário dolomítico, e seus lagos turquesa já encantaram inúmeros viajantes. Com preços relativamente acessíveis, a incrível gastronomia italiana e a facilidade de acesso aos cumes, as Dolomitas na Itália são um destino ideal para casais, famílias com crianças e idosos. Neste guia, você encontra os 15 lugares mais bonitos das Dolomitas, um roteiro prático de 5 a 7 dias e tudo o que precisa saber antes de viajar para os Alpes italianos.
As Dolomitas são um dos maciços montanhosos dos Alpes italianos, localizadas no norte da Itália. Desde o Brasil, a melhor forma de chegar é voando até Milão, Veneza ou Munique, e de lá alugar um carro para percorrer a região. Também é possível chegar de trem até Bolzano ou Cortina d’Ampezzo. A viagem de carro desde Veneza leva cerca de 2 horas, e desde Milão, aproximadamente 4 horas.

Por que as Dolomitas são diferentes dos Alpes “comuns”
As Dolomitas não são apenas mais uma cadeia montanhosa dos Alpes. São torres verticais de rocha de calcário dolomítico que, ao nascer e pôr do sol, brilham em tons rosados e alaranjados — um fenômeno chamado enrosadira, e um dos motivos pelos quais a UNESCO incluiu as Dolomitas na lista de Patrimônio Mundial em 2009.
Diferente dos Alpes suíços ou austríacos, aqui você encontra contrastes dramáticos: paredões rochosos emergem diretamente de pradarias verdes, lagos turquesa repousam em corredores cercados por falésias verticais e, em vez de vales glaciais, há passagens estreitas com vistas panorâmicas para todos os lados. As Dolomitas italianas ficam na divisa de duas regiões — Trentino-Alto Ádige e Vêneto. Fala-se italiano e alemão, a gastronomia combina a cozinha alpina com a italiana, e a atmosfera é completamente diferente de qualquer outro lugar nos Alpes.
Quando ir às Dolomitas para trilhas
A temporada principal vai de julho ao final de setembro, quando o clima nas Dolomitas é mais favorável e os dias são longos — perfeitos para explorar as montanhas. Durante o verão, prepare-se para encontrar os Alpes italianos lotados de turistas, e a hospedagem, incluindo campings, precisa ser reservada com antecedência, especialmente se você estiver viajando de motorhome.
Maio e junho são uma alternativa interessante — os prados florescem em cores incríveis, há uma fração dos turistas e os preços de hospedagem são bem mais baixos. Porém, saiba que nas trilhas mais altas (acima de 2.500 m) ainda pode haver neve, e alguns refúgios de montanha só abrem na metade de junho. As temperaturas durante o dia ficam em torno de 15–20 °C nos vales, e bem menos nas montanhas.
Verão nas Dolomitas
Julho e agosto também são ideais para acampar. Se você planeja acampar em setembro ou outubro, leve um saco de dormir bem quente e, de preferência, um cobertor extra. Quando acampamos no início de setembro, a temperatura caiu até quatro graus negativos durante a noite, e com nossos sacos de dormir de verão, não foi nada agradável. No verão, as temperaturas nos vales ficam entre 25–30 °C, mas nas montanhas podem ficar em torno de 10–15 °C mesmo durante o dia.
Outono nos Alpes italianos
Setembro nas Dolomitas é lindo e você encontra muito menos turistas — a maioria dos refúgios e restaurantes ainda está aberta, e os preços em alguns lugares já começam a baixar. Nós, porém, sonhamos em ir ainda mais tarde no próximo ano, em outubro, quando os lariços se tingem de dourado. Outubro, no entanto, também tem seus desafios: esqueça a ideia de almoçar ou tomar um espresso em todos os refúgios de montanha. Alguns campings também ficam fechados, e o sol se põe cedo, especialmente nas Dolomitas, onde ele desaparece atrás das montanhas.

Dolomitas com crianças e com cachorro
As Dolomitas são ideais para famílias com crianças. É possível chegar ao topo de muitos picos de teleférico e fazer apenas caminhadas simples com desnível mínimo. Seiser Alm, Lago di Braies e os arredores de Cortina são perfeitos para famílias — os teleféricos levam você até o alto, embaixo há caminhadas planas com vistas incríveis e os refúgios de montanha servem comida, então não é preciso carregar uma mochila pesada. Acampe com as crianças e crie memórias para a vida toda. Recomendamos especialmente a região de Ortisei, de onde é possível ir à Seiser Alm e Seceda.
Em todas as trilhas que fizemos, cachorros são permitidos. Eles também eram aceitos em todos os teleféricos, então nosso cãozinho Kája nos acompanhou para todo lado, exceto ao Lago di Sorapis, onde não o levamos porque ele é meio desastrado e a trilha não é ideal para cães de pequeno porte.
Onde se hospedar nas Dolomitas?
Se você quiser visitar os lugares que recomendamos, o melhor é começar por Cortina d’Ampezzo, onde passará 4-5 dias, e depois se mudar por 2-3 dias para Ortisei. Como terceira base, considere Val Pusteria (Pustertal) — é o ponto de partida ideal para o Lago di Braies e as Tre Cime, e a hospedagem costuma ser mais barata do que em Cortina.
Orçamento: Na alta temporada, espere gastar entre 80–150 € por noite em um quarto duplo (categoria intermediária). Hotéis de luxo em Cortina custam 200–400 €+, enquanto campings saem por 25–45 € por noite. Fora de temporada (junho, outubro), os preços são 20–40% mais baixos.
Cortina d’Ampezzo
Cortina d’Ampezzo é uma famosa estação de esqui nos Alpes italianos, que oferece vistas deslumbrantes das montanhas ao redor. Também é um excelente ponto de partida para trilhas. De Cortina, não é longe até as populares Tre Cime di Lavaredo; dali também é possível fazer a incrível trilha até o lago turquesa Lago di Sorapis ou até o Lago Federa. Cortina fica perto da maioria das nossas trilhas favoritas, como o Cinque Torri e o Passo Giau.
Nossas dicas de hospedagem em Cortina:
- Se procura hospedagem mais acessível que aceite pets, gostamos muito do B&B Hotel Passo Tre Croci Cortina, que tem um café da manhã excelente, fica ao lado da trilha do Lago di Sorapis e aceita cachorro por uma pequena taxa.
- Um dos apartamentos mais bem avaliados é o Dolomiti Sweet Lodge, e também vale a pena mencionar o Hotel Villa Gaia.
- Para quem busca uma hospedagem romântica e mais sofisticada, não deixe de conferir o HOTEL de LEN.
Ortisei
Se você está indo às Dolomitas com crianças ou não é um montanhista experiente, encontrará caminhadas muito mais tranquilas perto de Ortisei, de onde é fácil chegar à famosa Seceda ou à Seiser Alm.
Nossas dicas de hospedagem em Ortisei:
- Em Ortisei, você pode se hospedar no B&B Villa Angelino,
- ou nos charmosos apartamentos Apt Lara Siela,
- o melhor custo-benefício provavelmente é o Hotel Scherlin, onde café da manhã e jantar estão incluídos na diária.
15 lugares mais bonitos das Dolomitas
Vamos conhecer os lugares que você não pode deixar de visitar nos Alpes italianos. Organizamos a lista seguindo o nosso roteiro — da região de Cortina, passando pelas passagens de montanha, até o Val Gardena.
1. Trilha ao redor de Tre Cime di Lavaredo
- 3,5-4 horas, 400 m de desnível, 9,5 km
A trilha mais icônica dos Alpes italianos é, sem dúvida, a das Tre Cime di Lavaredo ou Drei Zinnen (Três Picos), cujo impressionante trio de picos rochosos você certamente já viu em fotos. O circuito completo leva de 3,5 a 4 horas, incluindo um almoço em um dos refúgios pelo caminho. No total, são 9,5 km e menos de 400 m de desnível.
Trata-se de uma trilha bastante tranquila, que pode ser feita como circuito completo ou, se preferir, indo até o refúgio Rifugio Antonio Locatelli / Dreizinnenhütte, de onde se tem a vista mais bonita, e voltando pelo mesmo caminho. A trilha começa no refúgio Auronzo, acessível de carro, mas o estacionamento custa 30 euros por carro e 45 euros por motorhome. Se você estiver hospedado em Cortina, pode ir de ônibus por poucos euros. Para preços atualizados e horários, recomendamos visitar o centro de informações no centro de Cortina.
Atualização 2026: Desde o verão de 2025, há um novo sistema de reservas na estrada de acesso às Tre Cime. Na alta temporada (julho–setembro), é necessário reservar antecipadamente um horário para a entrada de carro na estrada paga até o Rifugio Auronzo. Sem reserva, você não consegue passar — especialmente nos finais de semana e nos horários de pico (9:00–11:00). Recomendamos reservar com pelo menos 2–3 dias de antecedência; em agosto, com uma semana. Como alternativa, é possível chegar às Tre Cime a pé desde o Lago di Misurina (cerca de 2 horas extras), sem necessidade de reserva.

2. Cadini di Misurina — joia escondida perto de Tre Cime
Cadini di Misurina é um grupo de torres e agulhas rochosas que parecem uma catedral natural. A maioria dos turistas passa direto a caminho de Tre Cime, e justamente por isso você encontra aqui tranquilidade e uma experiência autêntica de montanha que, na alta temporada, é difícil de encontrar perto das Tre Cime.
A melhor vista de Cadini é do Rifugio Auronzo (o mesmo de onde parte a trilha para Tre Cime) — basta olhar para o lado oposto. Para uma vista mais de perto, faça a trilha até o Rifugio Fonda Savio (2–3 horas ida e volta, dificuldade média). Nós fomos de manhã cedo, antes de iniciar o circuito das Tre Cime, e a vista das agulhas rochosas na luz da manhã valeu totalmente acordar cedo.
3. Trilha até o Lago di Sorapis
- 4-6 horas, 725 m de desnível, 13,5 km.
Um dos lugares mais bonitos é, sem dúvida, o incrivelmente turquesa Lago di Sorapis, mas você vai precisar conquistá-lo com uma boa caminhada. No total, a trilha tem 13,5 km e 725 m de desnível.
Não é uma trilha difícil, mas é a única que desaconselhamos fortemente para famílias com crianças pequenas — e nós também não levamos nosso cachorro, porque ele é meio desastrado. Parte do percurso passa relativamente perto de precipícios, há trechos com escadas e cordas, e se houver muita água, é preciso atravessar um riacho. Se você tem medo de altura, talvez não seja a melhor escolha. Mas espero não ter assustado ninguém — nós já fizemos essa trilha várias vezes e realmente não há motivo para preocupação.
O melhor momento para visitar o Lago di Sorapis é no início do verão, quando o lago está mais cheio. No final de setembro, a experiência pode não ser tão impressionante, pois o lago vai secando aos poucos. Logo antes do lago há uma bifurcação para um refúgio onde, durante a temporada, você pode almoçar, usar o banheiro ou tomar um espresso. No início de outubro ainda estava aberto.

4. Trilha até o Lago Federa
- 3-4 horas, 400 m de desnível, 8,4 km
Dá para ir ao Lago Federa diretamente do camping em Cortina, mas não recomendamos. É uma subida muito cansativa que talvez anime alguns montanhistas mais hardcore, mas o caminho é quase todo pela floresta e não se vê muita coisa. A rota mais curta e popular é a partir de Ponte di Rocurto. Dali até o lago leva 1,5–2 horas. A subida é considerável, mas ao chegar ao lago há um refúgio onde você pode fazer uma boa refeição.

5. Passo Giau
Você chega ao Passo Giau de carro ou ônibus desde Cortina e, se não estiver com vontade de fazer trilha, não precisa mover um dedo para ter vistas de tirar o fôlego. Basta estacionar e olhar ao redor. Saindo de Cortina, é também uma excelente rota para bicicleta — a estrada serpenteia ladeira acima e, depois de 2 horas pedalando, você merece uma boa porção de knödel tirolês. Ou então alugue uma e-bike e chegue em 45 minutos.

6. Passo Sella — passagem com vista para Sassolungo
O Passo Sella (2.240 m) é uma das passagens de montanha mais icônicas das Dolomitas e faz parte do famoso circuito Sella Ronda. Da passagem, você tem vista direta para o imponente maciço Sassolungo (Langkofel), que se ergue bem na sua frente — e essa visão tira o fôlego mesmo que você já esteja nas Dolomitas pela terceira vez.
A passagem é uma parada ideal no caminho entre Val Gardena e Val di Fassa. Dá para estacionar, tomar um café com vista e fazer uma trilha curta até o Rifugio Salei (45 minutos) ou um circuito mais longo ao redor do Sassolungo (5–6 horas, mais exigente). No inverno, o Sella Ronda é um dos melhores circuitos de esqui dos Alpes — 40 km de pistas conectadas por teleféricos.
7. Trilha até Cinque Torri
- 3-4 horas, 583 m de desnível, 10 km
Essa é uma das nossas trilhas favoritas. Sempre começamos no Passo Giau e seguimos num ritmo bem tranquilo pela trilha rochosa até Cinque Torri. O tempo todo você tem vistas absolutamente incríveis — acho que já fomos três ou talvez até quatro vezes, e nunca cansa.
É lindo em qualquer época do ano e, apesar dos quase 600 m de desnível, a subida é gradual e praticamente qualquer pessoa consegue fazer. Pelo caminho há dois refúgios onde você pode almoçar ou fazer um lanche.

8. O lago mais bonito da Itália: Lago di Braies
O que seria de uma visita às Dolomitas sem uma parada no lago mais famoso? Fique atento e saia cedo, porque mesmo fora de temporada a quantidade de turistas pode surpreender — e às vezes você pode nem conseguir vaga no estacionamento. Foi o que aconteceu conosco no final de outubro do ano passado. Sim, no final de outubro, quando todo o resto estava completamente vazio. Aparentemente todo mundo estava no Lago di Braies. No Lago di Braies, você pode alugar um barquinho ou fazer uma curta caminhada ao redor do lago.
Dica para 2026: No verão, é obrigatório reservar vaga de estacionamento ou passagem do ônibus lançadeira para o Lago di Braies. Sem reserva, você não consegue chegar ao lago de carro. O sistema funciona de forma similar ao das Tre Cime — reserve com antecedência online.

9. Lago di Carezza (Karersee) — lago esmeralda sob Latemar
O Lago di Carezza é pequeno, mas incrivelmente colorido, situado ao pé do maciço Latemar. A água varia entre tons de verde-esmeralda e turquesa, e no fundo é possível ver troncos de árvores submersas — parece quase uma paisagem submarina. Na primeira vez, paramos lá por acaso, a caminho de Bolzano, e desde então voltamos sempre.
Diferente do Lago di Braies ou do Sorapis, o Carezza é de fácil acesso: você estaciona direto na estrada e chega ao lago em 5 minutos por um caminho pavimentado. Parada ideal na rota saindo de Bolzano em direção às passagens de montanha. O lago fica mais bonito pela manhã, quando os picos do Latemar se refletem na superfície da água.
Aviso: O lago é relativamente pequeno e na alta temporada costuma ficar lotado. Se quiser tranquilidade, chegue bem cedo ou fora de julho–agosto.
10. Caminhada até o Lago Limides
Você chega facilmente ao Lago Limides a partir do estacionamento no vale do Passo Falzarego, que também serve como ponto de partida para a subida ao monte Lagazuoi. Este lago é especialmente bonito na primavera, quando tem bastante água.
Costuma ser muito tranquilo, com lindos picos alpinos se refletindo na sua superfície. No verão, porém, vira mais uma poça grande e não vale muito a pena o deslocamento. No outono, infelizmente, costuma ser parecido.

11. De teleférico ao topo do Lagazuoi
Você pode subir este pico de teleférico e eu recomendo muito. Nós fizemos a subida a pé, que é basicamente uma escalada em encosta bem íngreme.
Talvez fosse porque estávamos com fome, mas pareceu interminável e pelo caminho realmente não há vistas interessantes. Se mesmo assim quiser fazer a subida, no topo há um restaurante onde você pode se recompensar.

12. O prado mais bonito do Tirol do Sul: Seiser Alm (Alpe di Siusi)
Quem não conhece as fotos do mais famoso prado alpino, a Seiser Alm? Você sobe de teleférico e depois é só passear pelas encostas suaves, contemplando a natureza relaxante e ouvindo os sons do gado pastando. Ou simplesmente tome um espresso no restaurante local. Mesmo assim, a experiência será inesquecível.
Informações práticas: No verão, carros particulares são proibidos na Seiser Alm (9:00–17:00). Você pode subir de teleférico a partir de Ortisei (Seiser Alm Bahn) ou de ônibus a partir de Compatsch. O teleférico custa cerca de 25 € ida e volta por adulto — considere o Dolomiti Supersummer Card se planeja usar vários teleféricos.

13. Vistas de tirar o fôlego na Seceda
Você chega à Seceda de teleférico a partir de Ortisei-Furnes-Seceda, e de lá são apenas 10 minutos até o topo. Se quiser caminhar um pouco mais, pode escolher outra rota: subir de teleférico até Col Raiser e fazer um circuito de 3-4 horas. A caminhada é relativamente fácil e as vistas são espetaculares.

14. Val di Funes (Villnöß) — o vale mais fotografado das Dolomitas
Val di Funes é aquele vale que você vê em cada segundo post de Instagram sobre as Dolomitas — a pequena igreja de São João (St. Johann in Ranui) com os picos afiados de Odle/Geisler ao fundo. E com razão: essa vista é realmente tão linda quanto aparece nas fotos. Nós ficamos ali no fim da tarde e nenhum de nós queria ir embora.
O melhor horário para fotografar é no início da manhã ou no final da tarde, quando o sol ilumina os picos de Odle. Da vila de Santa Maddalena, uma caminhada simples leva até a igrejinha (20 minutos). Para uma trilha mais desafiadora, continue pela trilha Adolf Munkel Weg sob os paredões de Odle — 3-4 horas, desnível mínimo, vistas máximas.
Informações práticas: O estacionamento em Santa Maddalena é limitado; na temporada, recomendamos chegar antes das 9:00. No verão, há ônibus lançadeira saindo de Bressanone.
15. Cortina d’Ampezzo — a rainha das Dolomitas
Cortina d’Ampezzo não é apenas uma base para dormir — é um destino completo por si só. A cidade sediou as Olimpíadas de Inverno de 1956 e será co-sede em 2026, o que trouxe uma ampla modernização da infraestrutura. A Corso Italia é uma elegante zona de pedestres com cafés e lojas onde dá para passar uma tarde agradável.
De Cortina, teleféricos levam até Tofane (Freccia nel Cielo — vista dos 3.244 m), Faloria e Cristallo. Para famílias, recomendamos o Adventure Park na saída da cidade. E o principal: Cortina é o ponto de partida ideal para passeios às Tre Cime, Lago di Sorapis e Cinque Torri — tudo fica a 30–45 minutos de carro.
Se você está planejando visitar as Dolomitas e busca desafios, não pode deixar de considerar a subida à Marmolada, conhecida como o “teto das Dolomitas”. Essa majestosa montanha oferece vistas inesquecíveis e é destino favorito de muitos trilheiros e montanhistas. Para saber mais sobre essa trilha incrível, confira o artigo Marmolada: Subida ao teto das Dolomitas, com informações detalhadas sobre o percurso, dicas de segurança e recomendações para aproveitar ao máximo essa experiência.
Quando e onde ver os lariços dourados nas Dolomitas?
Já faz alguns anos que tentamos ver os lariços dourados nas Dolomitas. Eles ficam dourados por muito pouco tempo antes de perderem as folhas, e infelizmente cada ano é um pouco diferente. Podem começar a ficar dourados já no final de setembro. A melhor época para visitar as Dolomitas para ver essa magia é o início de outubro. Se quiser vê-los em todo o esplendor, vá ao Lago Federa.
Como planejar as Dolomitas: roteiro de 5 a 7 dias
A pergunta que mais recebemos é: “Quantos dias preciso nas Dolomitas?” Nossa resposta: no mínimo 5, idealmente 7. As Dolomitas são extensas e os deslocamentos entre os pontos levam tempo — as estradas são de montanha, sinuosas e lotadas na temporada.
Dia 1–2: Região de Cortina d’Ampezzo
Chegada e aclimatação. Tre Cime di Lavaredo (dia inteiro — não esqueça a reserva!), Lago di Sorapis (dia inteiro — atenção, trilha mais exigente). À noite, passeio por Cortina e um bom jantar na Corso Italia.
Dia 3: Cinque Torri e arredores
Pela manhã, Cinque Torri (saindo do Passo Giau, nossa rota favorita); à tarde, Lago Federa ou Lago Limides. Ambos ficam relativamente perto e podem ser combinados.
Dia 4: Mudança para Val Gardena / Seiser Alm
No caminho, pare no Passo Giau e Passo Sella (fotos, caminhada curta, café com vista para Sassolungo). À tarde, chegada em Ortisei ou Santa Cristina. Se sobrar tempo, Seceda no pôr do sol.
Dia 5: Seiser Alm (Alpe di Siusi)
Dia inteiro no maior prado alpino da Europa. Teleférico para o alto, caminhada pelo prado, almoço em refúgio de montanha. Com crianças é perfeito — terreno plano, vistas para o Sassolungo em cada passo.
Dia 6: Val di Funes e arredores
De manhã, fotos da igrejinha de São João na luz matinal, trilha Adolf Munkel Weg sob os paredões de Odle. À tarde, Lago di Carezza no caminho para o sul — parada rápida, mas que vale a pena.
Dia 7: Lago di Braies e partida
Visita ao Lago di Braies (saia bem cedo!) ou circuito pelas passagens de montanha. Partida em direção ao Passo do Brenner de volta para casa.
Dica: Não tenha medo de ajustar o plano de acordo com o clima. Nas Dolomitas, o tempo muda rápido — tenha sempre uma atividade “reserva” para caso de chuva (museu em Cortina, spa, compras em Bolzano).
Como chegar às Dolomitas: o que você precisa saber
Saindo do Brasil: A forma mais prática é voar até Milão (Malpensa ou Linate), Veneza (Marco Polo) ou Munique, e de lá alugar um carro. De Veneza, são cerca de 2 horas de carro até Cortina d’Ampezzo; de Milão, aproximadamente 4 horas. Companhias como LATAM, ITA Airways e Lufthansa operam voos diretos ou com conexão desde São Paulo e Rio de Janeiro. Outra opção é pegar um trem de Veneza até Bolzano (cerca de 3 horas) e de lá usar transporte local. Se optar por dirigir na Áustria no caminho (via Brenner), lembre-se de adquirir a vinheta digital de pedágio austríaca e pagar o pedágio do Passo do Brenner (~10 € por carro).
Estacionamento nas Dolomitas: Na temporada, esse é provavelmente o maior desafio. A maioria dos pontos turísticos populares tem estacionamentos pagos que lotam rápido. Regras básicas:
- No Lago di Braies, no verão é obrigatório reservar vaga de estacionamento ou passagem do ônibus lançadeira
- Tre Cime — novo sistema de reservas desde 2025 (veja acima)
- Seiser Alm — no verão, proibição de carros particulares (9:00–17:00), é preciso ir de teleférico a partir de Ortisei ou de ônibus
- Em todo lugar vale a regra: quanto mais cedo de manhã você chegar, melhor
Dolomiti Supersummer Card: Se planeja usar teleféricos, considere comprar o cartão regional. Ele cobre dezenas de teleféricos e transporte público na região. O preço gira em torno de 50–70 € para 3 dias. Compensa se você for usar teleférico pelo menos 2 vezes por dia.
Para a viagem às Dolomitas, recomendamos fortemente um seguro viagem — mesmo em trilhas simples, imprevistos acontecem, e um resgate de helicóptero na Itália custa milhares de euros. Nós usamos o SafetyWing, que também cobre atividades em montanha. Se planeja acampar, equipe-se com pelo menos um saco de dormir 3 estações — nas montanhas, mesmo no verão, as noites podem ser bem frias.
Dica: Leia nosso guia sobre como escolher um saco de dormir.
Perguntas frequentes sobre as Dolomitas
O que fazer nas Dolomitas com crianças?
As Dolomitas são ótimas para famílias com crianças, pois é possível chegar a vários lugares incríveis de carrinho de bebê e subir de teleférico. Com crianças, dá para fazer trilhas leves, andar a cavalo ou visitar parques de aventura, como o Adventure Park Colfosco.
Tipy a triky pro vaší dovolenou
Nepřeplácejte za letenky
Letenky hledejte na Kayaku. Je to náš nejoblíbenější vyhledávač, protože prohledává webové stránky všech leteckých společností a vždy najde to nejlevnější spojení.
Rezervujte si ubytování chytře
Nejlepší zkušenosti při vyhledávání ubytování (od Aljašky až po Maroko) máme s Booking.com, kde bývají hotely, apartmány i celé domy nejlevnější a v nejširší nabídce.
Nezapomeňte na cestovní pojištění
Kvalitní cestovní pojištění vás ochrání před nemocí, úrazem, krádeží nebo stornem letenek. Pár návštěv nemocnic jsme v zahraničí už absolvovali, takže víme, jak se hodí mít sjednané pořádné pojištění.
Kde se pojišťujeme my: SafetyWing (nejlepší pro všechny) a TrueTraveller (na extra dlouhé cesty).
Proč nedoporučujeme nějakou českou pojišťovnu? Protože mají dost omezení. Mají limity na počet dnů v zahraničí, v případě cestovka u kreditní karty po vás chtějí platit zdravotní výdaje pouze danou kreditní kartou a často limitují počet návratů do ČR.
Najděte ty nejlepší zážitky
Get Your Guide je obří on-line tržiště, kde si můžete rezervovat komentované procházky, výlety, skip-the-line vstupenky, průvodce a mnoho dalšího. Vždy tam najdeme nějakou extra zábavu!
