Cidade de Quebec, Canadá: 15 dicas do que ver e fazer

Existem cidades onde você chega e pensa “legal”. E existem cidades onde seu queixo cai e você não tem certeza se ainda está na América do Norte ou se alguém te transportou secretamente para a França. A cidade de Quebec, no Canadá, é exatamente o segundo caso. Quando eu e o Lukáš saímos de uma curva e a silhueta do Château Frontenac apareceu no horizonte sobre o rio São Lourenço, nós dois ficamos em silêncio. E isso não acontece com frequência, como vocês podem imaginar. 😁

Quebec City é como um impostor europeu escondido no Canadá. Ruelas de paralelepípedo, casas de pedra com telhados de ardósia, francês em cada esquina, croissants no café da manhã e poutine no jantar. Você poderia jurar que está em algum lugar da Bretanha — e de repente avista uma bandeira com a folha de bordo e percebe que ainda está no continente norte-americano. E sabe o que é melhor? A National Geographic incluiu Quebec Canadá entre os “Best of the World 2026”, então agora é a hora certa de ir, antes que todo mundo descubra esse lugar.

Neste artigo, você vai encontrar 15 dicas do que ver e fazer na cidade de Quebec — desde um passeio pelas muralhas da única cidade fortificada da América do Norte, passando pelo icônico Château Frontenac, até cachoeiras mais altas que as Cataratas do Niágara. Vou te contar onde se hospedar, o que comer (spoiler: vai ter muita poutine), qual a melhor época para ir e quanto tudo isso vai custar. Basicamente, um guia completo da cidade de Quebec para você não precisar pesquisar mais nada. ☺️

Panorama histórico de Quebec com o castelo Château Frontenac em destaque

Obsah článku

Resumo

  • A Cidade Velha (Vieux-Québec) é Patrimônio Mundial da UNESCO e a única cidade fortificada da América do Norte ao norte do México. O passeio pelas muralhas é gratuito e absolutamente encantador.
  • Château Frontenac é o hotel mais fotografado do mundo. Mesmo que você não se hospede lá (e nós não ficamos 😅), a Terrasse Dufferin bem na frente oferece uma das melhores vistas de todo o Canadá.
  • Quartier Petit-Champlain é o bairro comercial mais antigo da América do Norte e parece cenário de filme francês. Visita obrigatória.
  • Cataratas de Montmorency são 30 metros mais altas que as Cataratas do Niágara e ficam a apenas 15 minutos do centro. Teleférico, ponte suspensa, tirolesa — tem muita coisa para fazer.
  • Île d’Orléans é uma ilhota cheia de fazendas, vinícolas e chocolaterias. É chamada de “Jardim de Quebec” e nós compramos tanto xarope de bordo que quase não embarcaram nossa mala no aeroporto.
  • Melhor época para visitar é setembro–outubro (Indian summer, cores espetaculares, menos turistas) ou fevereiro, se você quiser viver o maior carnaval de inverno do mundo.
  • Para comer, vá ao La Bûche (sugar shack o ano todo), Aux Anciens Canadiens (culinária tradicional quebequense) e Le Chic Shack (melhor poutine).
  • Hospedagem no centro sai a partir de 130 CAD (cerca de 90 €) por noite; um bom quarto na Cidade Velha custa entre 150–200 CAD (100–135 €).
  • Para 4–5 dias, planeje gastar cerca de 1.600–2.600 CAD para duas pessoas (sem passagens aéreas), incluindo hospedagem, refeições em restaurantes e ingressos.
  • De Montreal, você chega de carro em 2,5 horas ou de trem em 3,5 horas. Sem carro, dá para explorar a cidade tranquilamente a pé, mas para passeios como Île d’Orléans e Montmorency Falls, o carro é um grande diferencial.

Quando ir a Quebec e como chegar

A cidade de Quebec é linda o ano todo, mas cada estação oferece uma atmosfera completamente diferente — e também preços bem distintos. Vamos analisar quando vale a pena ir, como chegar ao Canadá e como se deslocar até Quebec. Já adianto: não importa quando você for, não vai se arrepender. Nós fomos no outono e já estamos planejando voltar no inverno. ☺️

Melhor época para visitar

Setembro e outubro são, na nossa opinião, sensacionais. É o período do chamado Indian summer, quando as árvores se tingem de tons incríveis de vermelho, laranja e dourado. As temperaturas ficam em torno de 10–18 °C, ideal para caminhar o dia todo pela cidade. Há bem menos turistas do que no verão e os preços de hospedagem caem. Quando estivemos em Quebec no início de outubro, tivemos o Petit-Champlain quase só para nós — e isso é algo que simplesmente não acontece no verão.

Verão (julho–agosto) é alta temporada. Temperaturas em torno de 20–28 °C, sempre tem algo acontecendo — festivais, artistas de rua, restaurantes ao ar livre. Mas prepare-se para multidões e preços mais altos de hospedagem. Se for no verão, reserve o hotel com pelo menos 2–3 meses de antecedência.

Inverno (dezembro–fevereiro) é para os corajosos e românticos. Quebec coberta de neve parece um conto de fadas. As temperaturas caem até -20 °C (sim, menos vinte 😅), mas se você se vestir adequadamente, é absolutamente mágico. E se vier em fevereiro, vai viver o Carnaval de Québec — o maior carnaval de inverno do mundo.

Primavera (abril–junho) é um pouco mais imprevisível — o clima muda do nada, um dia faz sol e no outro neva. Maio e junho já são mais agradáveis, a cidade vai despertando e os preços ainda são razoáveis.

Como chegar a Quebec

Não existem voos diretos do Brasil para Quebec City, mas isso não deve te desanimar. O caminho mais fácil é voar até Montreal (companhias como Air Canada, LATAM ou conexões via Estados Unidos e Europa) e de lá seguir para Quebec. Passagens de ida e volta do Brasil para Montreal podem ser encontradas a partir de R$ 3.500–5.000 em promoção. Nós costumamos pesquisar pelo Google Flights ou sites como Skyscanner, onde dá para configurar datas flexíveis e encontrar as melhores combinações.

De Montreal a Quebec City, você tem várias opções:

  • De carro — 250 km pela autoestrada 20 ou 40, o trajeto leva cerca de 2,5 horas. Sem dúvida a opção mais confortável, além de poder fazer paradas pelo caminho. Nós temos boa experiência com a RentalCars.com, onde você compara preços de todas as locadoras em um só lugar. Se estiver planejando um roteiro maior, dê uma olhada no nosso roadtrip pelo Canadá. O carro também permite fazer passeios fora da cidade (Île d’Orléans, Montmorency Falls, Charlevoix).
  • De trem (VIA Rail) — a viagem dura cerca de 3,5 horas, os trens são confortáveis e a paisagem é linda (principalmente ao longo do rio São Lourenço). Passagens a partir de 35 CAD (cerca de 24 €), se comprar com antecedência.
  • De ônibus (Orléans Express) — opção mais barata, a viagem leva cerca de 3 horas. Passagens a partir de 25 CAD (cerca de 17 €).

Se voar diretamente para Quebec City (com conexão em Toronto ou Montreal), o aeroporto Jean Lesage (YQB) fica a apenas 20 minutos do centro da cidade. Um táxi até o centro custa cerca de 35 CAD (24 €). Não esqueça de providenciar um eSIM para dados móveis no Canadá antes de embarcar, para já ter internet assim que pousar.

Onde se hospedar em Quebec e quanto custa

A escolha da hospedagem em Quebec é fundamental, porque a cidade é bem compacta e, se você ficar na parte certa, consegue visitar a maioria dos pontos turísticos a pé. Em termos de preço, Quebec é um pouco mais acessível que Toronto ou Vancouver — por um bom quarto duplo no centro, você paga de 130 a 250 CAD por noite (90–170 €), o que para o Canadá é bastante razoável.

Old Quebec (Vieux-Québec) — melhor para primeira visita

Se é sua primeira vez em Quebec, hospede-se na Cidade Velha. Você ficará a uma caminhada de tudo que importa e, principalmente, vai curtir a atmosfera também à noite, quando os turistas vão embora. A Cidade Velha ao anoitecer, com as lanternas acesas e o aroma vindo dos restaurantes pelas ruelas — isso não tem preço.

Le Manoir d’Auteuil — nossa principal recomendação. Hotel boutique histórico com nota 9.6 no Booking, café da manhã incluído e interiores lindos. Preços a partir de 130 CAD (90 €) por noite, o que é excelente para a Cidade Velha. A localização é perfeita — poucos minutos das muralhas e do Petit-Champlain.

Hôtel du Vieux-Québec — outra ótima escolha, com nota 9.8 (!) no Booking. Quartos modernos em um prédio histórico, localização excelente bem no coração da Cidade Velha. Preços a partir de 150 CAD (100 €) por noite. Se busca garantia de qualidade, essa é uma aposta certeira.

Fairmont Le Château Frontenac — o hotel icônico que é uma atração por si só. Quartos a partir de 350 CAD (240 €) por noite. Nós não ficamos lá (orçamento é orçamento 😅), mas se estiver celebrando uma data especial ou quiser realizar um sonho, é uma experiência inesquecível.

Saint-Roch — para quem quer atmosfera local

O bairro Saint-Roch é o reduto hipster de Quebec — cheio de cafeterias, lojinhas independentes e restaurantes. Fica a uns 15 minutos a pé da Cidade Velha (descendo a ladeira, mas na volta é um belo treino de panturrilha 😁). A hospedagem aqui costuma ser 20–30% mais barata que na Old Quebec, então se quiser economizar e não se importar com um pouco de caminhada, é uma ótima opção.

Sainte-Foy — opção econômica com carro

Se tiver carro e quiser economizar, Sainte-Foy é um bairro residencial a uns 15 minutos de carro do centro. Hotéis a partir de 80 CAD (55 €) por noite. Não tem muito charme, mas como base para explorar a cidade e arredores, funciona bem.

Para reservas, nós costumamos usar o Booking.com — tem uma boa variedade em Quebec e frequentemente oferece cancelamento gratuito, o que é ótimo quando você está planejando com antecedência e ainda não sabe se os planos vão mudar.

Cidade de Quebec: 15 dicas do que ver e fazer

Agora vem a parte principal — vamos juntos conferir 15 dicas do que ver e fazer na cidade de Quebec. De muralhas históricas a hotéis icônicos, cachoeiras e ilhas cheias de fazendas. Quebec é uma cidade que surpreende a cada esquina, e vou tentar transmitir essa atmosfera da forma mais fiel possível. Preparados? Bora lá. ☺️

1. Cidade Velha (Vieux-Québec) — Patrimônio UNESCO de tirar o fôlego

Viajante em uma ruela de paralelepípedo na Cidade Velha de Quebec (Vieux-Québec)

Essa tem que ser o número um. A Cidade Velha de Quebec é inscrita na lista de Patrimônio Mundial da UNESCO e é a única cidade fortificada da América do Norte ao norte do México. As muralhas datam dos séculos XVII e XVIII, têm quase 4,6 quilômetros de extensão e você pode caminhar por cima delas livremente — de graça! Nós passamos uma hora e meia nas muralhas, porque parávamos a cada passo por causa das vistas e das fotos.

A Cidade Velha se divide em duas partes — Haute-Ville (Cidade Alta) e Basse-Ville (Cidade Baixa), conectadas por ruelas íngremes e pelo funicular Funiculaire du Vieux-Québec. Na Cidade Alta ficam o Château Frontenac, a Citadela, a catedral e a maioria dos edifícios históricos. A Cidade Baixa é o lar do bairro Petit-Champlain e do porto antigo.

O que mais me encantou na Cidade Velha é a autenticidade. Aqui não é cenário para turista — as pessoas realmente moram nesses edifícios históricos, há apartamentos nessas casas, padariazinhas nas esquinas com pão fresquinho e roupas secando nas janelas. À noite, quando as luminárias acendem e o francês e o aroma dos bistrôs tomam conta das ruelas, você tem a sensação de ter viajado no tempo. E mesmo assim, está no Canadá. Uma sensação completamente surreal.

2. Château Frontenac — o hotel mais fotografado do mundo

Hotel-castelo Château Frontenac em Quebec City com suas torres características
Foto: Bernard Gagnon / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O Château Frontenac é o cartão-postal de toda a cidade e, sinceramente, vê-lo ao vivo pela primeira vez é um daqueles momentos “uau” que a gente não esquece. Esse colosso em estilo pseudogótico foi inaugurado em 1893 e hoje faz parte da rede Fairmont Le Château Frontenac, sendo provavelmente o hotel mais fotografado do mundo. Ele fica no topo de um penhasco sobre o rio São Lourenço e é visível de praticamente qualquer ponto da cidade.

Nós não nos hospedamos lá (como eu disse, orçamento é orçamento), mas recomendo muito pelo menos dar uma olhada por dentro. O lobby é aberto ao público e é deslumbrante — madeira escura, lustres, tapetes, tudo no maior estilo. Se quiser um toque de luxo, pode tomar um drink no bar do hotel, o 1608, ou fazer um brunch no restaurante Champlain, que serve um excelente eggs Benedict com vista para o rio.

Curiosidade para quem curte história: durante a Segunda Guerra Mundial, duas conferências secretas entre Roosevelt e Churchill aconteceram aqui (Quebec Conferences de 1943 e 1944). Ou seja, você está num lugar onde o destino do mundo foi decidido. Nada demais, né? 😉

3. Terrasse Dufferin — calçadão com vista inesquecível

Mulher com guarda-sol no passeio Terrasse Dufferin em frente ao Château Frontenac

A Terrasse Dufferin é um calçadão de madeira que se estende bem em frente ao Château Frontenac, com vista para o rio São Lourenço, a Cidade Baixa e, ao fundo, a margem oposta em Lévis. É um daqueles lugares onde você simplesmente precisa parar, se apoiar no parapeito e só contemplar.

Nós estivemos lá no pôr do sol e o rio ganhou tons de rosa e dourado — o Lukáš tirou umas cinquenta fotos e eu fiquei paralisada, sem conseguir me mover, de tão bonito que estava. Na Terrasse você encontra também artistas de rua, barraquinhas de lanches e, no inverno, constroem um enorme tobogã de gelo (sim, as pessoas realmente descem!). A entrada no calçadão é gratuita e ele fica acessível 24 horas. Venha de manhã e à noite — são duas experiências completamente diferentes.

Logo abaixo da Terrasse Dufferin, você pode visitar o sítio arqueológico — restos do forte de Champlain de 1620 e do Château Saint-Louis. A entrada custa 4 CAD (cerca de 3 €) e é uma parada rápida e interessante, se você curte história.

4. Quartier Petit-Champlain — a rua mais encantadora do Canadá

Rua histórica pitoresca do Quartier Petit-Champlain na cidade baixa de Quebec
Foto: Wilfredor / Wikimedia Commons (CC0)

Se existe uma rua que parece ter sido desenhada por um ilustrador de livros infantis, é a Rue du Petit-Champlain. Este bairro comercial mais antigo da América do Norte (funciona desde 1608!) é cheio de butiques, galerias, cafés e restaurantes, tudo em casas históricas de pedra decoradas com flores, lanternas e, no inverno, milhares de luzinhas.

Da Cidade Alta, você chega aqui ou a pé pela escadaria íngreme Escalier Casse-Cou (que significa literalmente “Escada-quebra-o-pescoço” — nome romântico, né? 😅) ou pelo funicular, que funciona desde 1879 e custa 4 CAD (3 €) por trecho. Nós descemos pela escada e subimos de funicular — a combinação ideal, porque descer é tranquilo, mas subir depois daquele almoço seria impossível.

No Petit-Champlain, reserve no mínimo uma hora para passear. Pare na galeria Rodin (vendem arte local lindíssima), experimente o sorvete no Tutto Gelato e, principalmente — tire muitas fotos. Cada cantinho desse bairro é fotogênico. No inverno, o Petit-Champlain fica ainda mais encantador graças à decoração natalina, que atrai milhares de visitantes.

5. Cataratas de Montmorency — mais altas que Niágara (sério!)

Cataratas de Montmorency em Quebec City, mais altas que as Cataratas do Niágara
Foto: Wilfredor / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Essa é uma daquelas dicas em que você fica desconfiado. Cataratas mais altas que as do Niágara? Em Quebec? Parece jogada de marketing, mas é verdade. As Cataratas de Montmorency têm 83 metros de altura — 30 metros a mais que as Cataratas do Niágara. E ficam a apenas 15 minutos de carro do centro da cidade.

Existem vários caminhos de acesso às cataratas. Você pode ir a pé pelas trilhas (são cerca de 400 degraus, então vai sentir as pernas 😅), subir de teleférico (passagem ida e volta custa 19,50 CAD / 13 €) ou — e isso eu recomendo muito — atravessar a ponte suspensa diretamente sobre a cachoeira. A vista lá de cima, com toda aquela massa de água despencando embaixo de você, é simplesmente indescritível. O Lukáš, que não é muito fã de alturas, conseguiu, então não se preocupe.

Para os aventureiros, tem também uma tirolesa sobre a cachoeira (cerca de 35 CAD / 24 €) e no inverno a cachoeira congela parcialmente e forma um enorme cone de gelo que dá para escalar com piolets. O estacionamento custa 12 CAD (8 €). Recomendo ir bem cedo de manhã ou no final da tarde — no meio do dia costuma ter bastante gente, principalmente no verão.

Dica prática: se não tiver carro, o ônibus 800 vai do centro da cidade até lá. A viagem dura cerca de 25 minutos.

6. Île d’Orléans — ilha de fazendas, vinhos e chocolate

Igreja de Saint-Laurent na ilha Île d'Orléans
Foto: Selbymay / CC BY-SA 3.0 / Wikimedia Commons

Se você tem carro (ou alugar um por um dia), a Île d’Orléans é um passeio que simplesmente não pode ficar de fora. Essa ilhota no rio São Lourenço, a uns 15 minutos do centro de Quebec, é apelidada de “Jardim de Quebec” — e com toda razão. Lá você encontra fazendas de morangos e maçãs (na temporada, dá para colher os seus), vinícolas, sidrarias, queijarias e chocolaterias.

Nós passamos a tarde inteira na ilha e demos a volta completa pela estrada 368, que tem cerca de 67 km. Paradas obrigatórias:

  • Chocolaterie de l’Île d’Orléans — chocolates artesanais feitos com cacau local e xarope de bordo. A degustação é gratuita e sair sem comprar nada é fisicamente impossível. 😁
  • Cassis Monna & Filles — fazenda familiar especializada em groselha-preta. Eles têm licores, sorvete, crème brûlée de groselha e um terraço lindo com vista para o rio e as Cataratas de Montmorency.
  • Vignoble Ste-Pétronille — vinícola com degustação e restaurante. O ice wine (vinho de gelo) deles é fenomenal — e também fenomenalmente caro, mas vale muito a pena.

A ilha é linda em qualquer estação, mas as melhores são o outono (cores das folhas + colheita de maçãs e abóboras) e o verão (morangos, mirtilos, campos de lavanda). Na primavera, dá para ver a produção de xarope de bordo ao vivo. Quebec produz 92% de todo o xarope de bordo canadense, e boa parte vem justamente daqui.

7. Plains of Abraham — parque com história (e vista espetacular)

Canhão histórico no parque Plains of Abraham em Quebec
Foto: Guilhem Vellut from Annecy, France / CC BY 2.0 / Wikimedia Commons

O Plains of Abraham (Plaines d’Abraham) é um enorme parque urbano onde, em 1759, aconteceu a famosa batalha entre britânicos e franceses que decidiu o destino de todo o Canadá. Hoje é um dos lugares favoritos dos quebequenses para piquenique, corrida, ciclismo e, no inverno, esqui cross-country.

O parque ocupa mais de 100 hectares bem no centro da cidade e oferece vistas lindas do rio São Lourenço. Nós passamos uma tarde agradável por lá — o Lukáš comprou um sanduíche em uma das padarias próximas, eu peguei um café e ficamos sentados na grama com uma vista que, em São Paulo, custaria milhões. Aqui é de graça. ☺️

Na borda do parque fica o Musée National des Beaux-arts du Québec — museu de artes com um acervo incrível de arte quebequense e canadense. A exposição permanente é gratuita (!!!), as temporárias custam cerca de 22 CAD (15 €). Mesmo se museus não forem muito a sua praia, vale a visita pelo prédio em si e pelo jardim de esculturas ao redor.

8. Citadelle de Québec — fortaleza em estrela no topo da colina

Fortaleza em estrela Citadelle de Québec no topo da colina acima da cidade
Foto: Gabriel Picard / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A Citadelle é uma base militar ativa — a maior fortaleza britânica da América do Norte — e ao mesmo tempo um museu aberto ao público. O formato de estrela da fortaleza já impressiona nas fotos aéreas, mas ao vivo é ainda melhor. A visita guiada dura cerca de uma hora e custa 20 CAD (14 €).

A maior atração é a troca da guarda, que acontece diariamente às 10h (junho–setembro). É bem no estilo “britânico” — uniformes, tambores, passos sincronizados. A gente se sentiu um pouco em Londres, só que com tempo melhor. 😉 Se estiver fora de temporada, a visita à fortaleza ainda vale muito a pena — as vistas dos bastiões para a cidade e o rio são espetaculares.

Dica prática: a Citadelle fica no topo da colina e o acesso é ladeira acima (surpresa 😅). Sapatos confortáveis são indispensáveis.

9. Basilique-Cathédrale Notre-Dame de Québec — joia barroca

Interior barroco dourado da basílica-catedral Notre-Dame de Quebec
Foto: Wilfredor / CC0 / Wikimedia Commons

Essa basílica de 1647 é a igreja paroquial mais antiga da América do Norte, e seu interior vai te impressionar — mesmo que você não seja religioso e normalmente pule igrejas. O baldaquino dourado sobre o altar, os enormes vitrais e toda a riqueza barroca rivalizam com muita coisa na Europa.

A entrada é gratuita (aceitam contribuições voluntárias) e, se tiver sorte, pode assistir a um concerto de órgão. Nós entramos meio por acaso, quando começou a chover, e acabamos passando meia hora ali apenas olhando para o teto. Às vezes, as melhores experiências são as não planejadas.

A basílica fica bem na praça principal Place d’Armes, então é difícil não vê-la. Ao lado está o Séminaire de Québec, com um pátio bonito que também é aberto ao público.

10. Quartier Saint-Jean-Baptiste — vida local fora das rotas turísticas

Portão de pedra Porte Saint-Jean que leva ao bairro Saint-Jean-Baptiste

Se quiser ver como Quebec vive fora do circuito turístico, vá até Saint-Jean-Baptiste. Esse bairro fica a uns 10 minutos a pé da Cidade Velha e é um mundo completamente diferente — cheio de lojas independentes, brechós, livrarias e, principalmente, restaurantes e bares incríveis frequentados pelos moradores.

A artéria principal é a Rue Saint-Jean, onde você encontra de tudo, desde comida libanesa até ramen japonês, passando por pubs de cerveja artesanal quebequense. Nós comemos um brunch excelente no Café Clocher Penché (recomendo o eggs Benedict com salmão defumado) e depois ficamos perambulando pelas ruas até tropeçar num sebo charmoso, onde o Lukáš comprou um mapa antigo de Quebec que agora está pendurado no nosso corredor. 😁

É um bairro onde se encontram estudantes, artistas e famílias jovens. Nada de lojinhas de souvenirs para turistas, apenas vida urbana autêntica. Com certeza vá pelo menos para um jantar por lá.

11. Promenade Champlain e porto antigo

Promenade Samuel-De Champlain ao longo do rio São Lourenço e a Ponte de Quebec
Foto: Cephas / CC BY-SA 4.0 / Wikimedia Commons

O Vieux-Port (Porto Antigo) passou por uma grande revitalização nos últimos anos e hoje é um lugar agradável para passear à beira do rio. Lá você encontra a Promenade Samuel-De Champlain — uma elegante orla onde dá para alugar bicicleta, fazer piquenique ou simplesmente observar os barcos no rio São Lourenço.

No porto, há também o Marché du Vieux-Port — um mercado com produtos locais frescos. Queijos, embutidos, xarope de bordo, frutas frescas, pães — nós compramos suprimentos para um piquenique no Plains of Abraham e economizamos um almoço em restaurante. O mercado funciona o ano todo, mas é melhor no verão e no outono, quando a variedade é maior.

Do porto, você também pode pegar a balsa para Lévis (3,75 CAD / 2,50 € por trecho), de onde se tem provavelmente a melhor vista panorâmica de toda a cidade. A travessia leva 12 minutos e a vista do Château Frontenac e da Cidade Velha desde o rio é simplesmente inesquecível.

12. Rue du Trésor — galeria de arte a céu aberto

Entrada da viela artística Rue du Trésor junto ao Auberge du Trésor no inverno de Quebec
Foto: Jeangagnon / CC BY-SA 3.0 / Wikimedia Commons

Essa viela minúscula que liga a Rue Sainte-Anne à Rue Buade é um dos cantinhos mais fotogênicos de Quebec. Artistas locais expõem e vendem suas pinturas, gravuras e desenhos — principalmente paisagens de Quebec, cenários e retratos. O mercado de arte funciona aqui desde os anos 1960, uma tradição linda.

Os preços vão de 20 CAD por uma pequena gravura até centenas de dólares por pinturas a óleo originais. Nós levamos uma aquarela pequenininha com uma cena de inverno do Château Frontenac por 45 CAD (30 €) — não consigo pensar em souvenir melhor. A viela é acessível a qualquer hora, mas os artistas costumam estar lá principalmente da primavera ao outono.

13. Carnaval de inverno (Carnaval de Québec) — se você for em fevereiro

Mascote Bonhomme Carnaval no carnaval de inverno Carnaval de Quebec
Foto: Marc-Lautenbacher / CC BY-SA 4.0 / Wikimedia Commons

Se Quebec te atrai no inverno, programe sua visita para fevereiro, quando acontece o Carnaval de Québec — o maior carnaval de inverno do mundo. A tradição remonta a 1894 e atrai centenas de milhares de visitantes todos os anos. O mascote é o Bonhomme — um boneco de neve sorridente com chapéu e faixa vermelhos, que você encontra em cada esquina.

O que esperar do carnaval? Esculturas gigantes de gelo, desfiles noturnos, trenós puxados por cães, festa no ice palace (palácio de gelo), banho de neve dos corajosos e, claro, muito caribou — a bebida tradicional quebequense feita de vinho tinto, destilado e xarope de bordo. Dá para tomar. Talvez. 😅

A entrada no carnaval é comprada na forma de uma “effigie” (um Bonhomme de plástico) por cerca de 20 CAD (14 €), que funciona como ingresso para a maioria dos eventos. Se for ao carnaval, reserve hospedagem o quanto antes — os hotéis na Cidade Velha lotam com meses de antecedência.

14. Escalier Casse-Cou e funicular — duas formas de vencer a ladeira de Quebec

Viajante na escadaria Escalier Casse-Cou na cidade baixa de Quebec

Quebec é uma cidade no morro, isso não dá para negar. O desnível entre a Cidade Alta e a Cidade Baixa é de cerca de 60 metros e existem duas formas icônicas de vencer essa diferença. A Escalier Casse-Cou (Escada-quebra-o-pescoço) é a escadaria mais antiga da cidade e desce íngreme da Haute-Ville até o Petit-Champlain. São cerca de 60 degraus e o nome é um pouco exagerado (um pouco), mas no inverno, com os degraus congelados, tome cuidado.

O Funiculaire du Vieux-Québec é um funicular que funciona desde 1879 e vence o desnível em cerca de 2 minutos. A passagem custa 4 CAD (3 €) por trecho. Nós combinamos as duas coisas — descemos pela escada e subimos de funicular, e foi uma combinação perfeita. Do funicular, a vista dos telhados da Cidade Baixa é linda.

15. La Promenade des Gouverneurs — escadaria com a melhor vista

Casal admirando o Château Frontenac e o rio São Lourenço do mirante

Se você curte um pouco de esforço físico com recompensa em forma de vistas deslumbrantes, a La Promenade des Gouverneurs é para você. Trata-se de uma escadaria e trilha de madeira que sai da Terrasse Dufferin, margeando o penhasco, e sobe até o Plains of Abraham. São cerca de 310 degraus e um desnível de uns 70 metros.

Pelo caminho, você para em plataformas de observação com vista para o rio São Lourenço, o Château Frontenac e toda a Cidade Baixa. A subida leva de 20 a 30 minutos (depende da sua forma física e do número de paradas para fotos). Nós parávamos mais ou menos a cada 50 degraus, “para fotografar a vista” — mas na verdade estávamos tomando fôlego. 😅

A trilha fica aberta de maio a outubro (no inverno fecha por conta do gelo) e é totalmente gratuita. Recomendo subir no fim de tarde — a vista do pôr do sol é uma das melhores que tivemos em Quebec.

O que comer e beber em Quebec: guia para viajantes gulosos

Se tem uma coisa que Quebec leva a sério, é comida. Base francesa, porções norte-americanas e ingredientes locais — essa combinação cria uma culinária absolutamente única. Quebec é uma cidade onde você come poutine num banco à beira do rio e, horas depois, está sentado num restaurante fine dining com menu degustação. E os dois vão estar sensacionais. Vamos ver onde ir e o que experimentar.

Poutine — parada obrigatória (mais de uma vez)

Comecemos pelo mais importante: poutine. Batatas fritas, queijo em grãos (cheese curds) e molho escuro (gravy). Parece simples, mas quando é feito direito, vicia. Quebec é o berço da poutine e aqui fazem a melhor de todo o Canadá.

Le Chic Shack — nosso favorito. Restaurante bem na Place d’Armes com vista para o Château Frontenac (então você também paga pela localização, mas vale a pena). A poutine com confit de pato é espetacular. Conte com cerca de 15–20 CAD (10–14 €) por porção.

Chez Gaston — se você é notívago, o Chez Gaston fica aberto até as 4 da manhã e serve porções enormes de poutine clássica. Ideal depois de um passeio noturno ou após sair de um bar. Porção por 12–16 CAD (8–11 €), tão grande que nós dois não demos conta.

Frites Alors! — rede especializada exclusivamente em poutine com dezenas de variações. Se quiser experimentar sabores diferentes (poutine com linguiça merguez? Por que não!), esse é o seu lugar.

Xarope de bordo e sugar shack

Quebec produz 92% de todo o xarope de bordo canadense, e você encontra maple em literalmente tudo — no café, no whiskey, nas panquecas, nos molhos, nos doces e até no presunto. Se quiser viver a experiência tradicional de um sugar shack (cabane à sucre) dentro da cidade, vá ao La Bûche.

La Bûche é um restaurante que simula uma cabane à sucre o ano todo — a tradicional cabana quebequense onde se celebra a colheita do xarope de bordo na primavera. Servem pratos clássicos: tourtière (torta de carne), feijão com xarope de bordo, presunto grosso banhado em xarope e, claro, tire d’érable — xarope de bordo quente despejado na neve que é enrolado num palito. Essa experiência é incomparável. Menu por volta de 30–40 CAD (20–27 €) por pessoa. O ambiente é rústico e animado — parece uma festa no interior. 😁

Culinária tradicional quebequense e francesa

Aux Anciens Canadiens — se quiser provar a culinária quebequense tradicional num ambiente excepcional, esse é o lugar. O restaurante funciona na Maison Jacquet, de 1675 (!!!) — um dos edifícios mais antigos de todo o Canadá. Servem bife de caribu, tourtière, ragout de pattes (guisado de pés de porco) e outros clássicos. Menu por volta de 35–50 CAD (24–34 €). Recomendo reserva, principalmente na alta temporada.

Chez Boulay Bistro Boréal — aqui nos surpreenderam com o conceito de “culinária nórdica com ingredientes quebequenses”. O chef Jean-Luc Boulay trabalha com ingredientes locais — cogumelos da floresta, frutos do mar do Ártico, caça. Menu degustação por volta de 80 CAD (55 €) por pessoa. É um pouco mais caro, mas é daquelas experiências que você lembra por meses.

Fine dining para ocasiões especiais

La Tanière — se quiser uma experiência fine dining no nível de restaurantes com estrela Michelin (o Michelin ainda não chegou a Quebec, mas esses restaurantes mereceriam estrelas), La Tanière é a escolha número um. O chef François-Emmanuel Nicol trabalha exclusivamente com ingredientes locais e o menu degustação é uma obra de arte. Conte com cerca de 150–200 CAD (100–135 €) por pessoa pelo menu degustação completo com vinhos. Reserve com semanas de antecedência.

Dicas práticas para encerrar

A cidade de Quebec é felizmente bem amigável em termos de organização — é compacta, segura e bem sinalizada. Mas algumas informações práticas sempre ajudam, então vamos lá. Aqui estão todas as dicas que gostaríamos de ter sabido antes. ☺️

Quanto custa uma viagem a Quebec (orçamento para dois em 4–5 dias)

Quebec não é o destino mais barato, mas comparado com Toronto ou Vancouver é bem mais acessível. Aqui vai um orçamento estimado para duas pessoas em 4–5 dias (sem passagens aéreas):

  • Hospedagem: 4 noites × 170 CAD = 680 CAD (460 €) — categoria intermediária na Old Quebec
  • Alimentação: 5 dias × 100 CAD = 500 CAD (340 €) — almoço em bistrôs, jantar em restaurantes, às vezes street food
  • Ingressos e atividades: cerca de 150 CAD (100 €) — Montmorency Falls, Citadelle, museus, funicular
  • Transporte (carro + estacionamento): cerca de 200 CAD (135 €) — se alugar carro por 2 dias para passeios fora da cidade
  • Outros (cafés, souvenirs, xarope de bordo): cerca de 100 CAD (68 €)

Total: cerca de 1.630 CAD, ou aproximadamente 1.100 €/R$ 6.500 para duas pessoas. Se incluir fine dining ou hospedagem no Château Frontenac, conte com 1.400–1.800 €/R$ 8.500–11.000. Nós gastamos cerca de R$ 9.500 para dois, incluindo um jantar no Chez Boulay e o passeio pela Île d’Orléans.

Como se locomover pela cidade

O centro de Quebec é excelente para explorar a pé — Cidade Velha, Petit-Champlain, Plains of Abraham, Saint-Jean-Baptiste — tudo fica a uma distância caminhável. O único desafio são as ladeiras. Quebec é uma cidade no morro e, num dia, você facilmente caminha 15–20 mil passos, muitas vezes em subidas íngremes. Sapatos confortáveis são absolutamente indispensáveis.

Transporte público (ônibus RTC) funciona bem para locais mais distantes. A passagem unitária custa 3,75 CAD (2,50 €). Para ir às Cataratas de Montmorency, o ônibus 800 sai direto do centro.

Carro é ideal para passeios fora da cidade — Île d’Orléans, Montmorency Falls, Charlevoix. Dentro da cidade, o carro é mais atrapalha que ajuda por causa do estacionamento (pago em quase todo lugar, 2–4 CAD/hora no centro). Mas se vier de Montreal, o carro compensa bastante.

O que levar na mala

  • Sapatos confortáveis — isso eu não consigo enfatizar o suficiente. Ruas de paralelepípedo + ladeiras + 20 km por dia = seus pés vão te agradecer ou te amaldiçoar.
  • Roupas em camadas — o clima em Quebec muda rápido. Mesmo no verão, de manhã pode estar 12 °C e à tarde 28 °C.
  • No inverno: casaco quente de verdade, cachecol, luvas, gorro, botas térmicas. E quando digo quente de verdade, é sério. -20 °C não é brincadeira.
  • Capa de chuva/guarda-chuva — a chuva chega com frequência e sem aviso.
  • Powerbank carregado — você vai fotografar sem parar, pode acreditar. E confira nossas dicas de como fazer mala de mão.

Onde comprar passagens aéreas

Para encontrar passagens baratas do Brasil para Montreal (e de lá para Quebec), recomendamos usar o Google Flights ou o Skyscanner, que permitem configurar datas flexíveis e comparar companhias aéreas. Passagens de ida e volta do Brasil para Montreal costumam sair entre R$ 3.500 e R$ 6.000, dependendo da época. Companhias como Air Canada, LATAM e United costumam oferecer boas conexões, geralmente via Toronto, Nova York ou outras cidades norte-americanas. Fique de olho nas promoções e ative alertas de preço — a diferença pode ser grande.

Aluguel de carro

Para alugar carro, usamos o comparador RentalCars.com. Nós temos uma longa e boa experiência com a RentalCars, que usamos em viagens pelo mundo todo. Em Quebec (ou no aeroporto de Montreal) você encontra carros a partir de 40 CAD (27 €) por dia. Recomendo contratar seguro completo — as estradas no Canadá são excelentes, mas o inverno pode ser traiçoeiro.

Reserva de hospedagem

Para hospedagem em Quebec, normalmente reservamos pelo Booking.com — tem uma boa variedade, desde hotéis econômicos até acomodações boutique de luxo. A principal vantagem é o cancelamento gratuito na maioria das ofertas, o que é ótimo quando se planeja com antecedência. Na alta temporada (julho–agosto e fevereiro durante o carnaval), reserve com pelo menos 2–3 meses de antecedência.

Não esqueça o seguro viagem

O Canadá tem um dos sistemas de saúde mais caros do mundo — um atendimento de emergência pode custar milhares de dólares. Seguro viagem é absolutamente indispensável. Confira nossa análise de seguro viagem. Para viagens mais curtas, opções como a Assist Card ou a GTA funcionam bem para brasileiros; para viagens mais longas, recomendamos a True Traveller. Certifique-se de que o seguro cobre atividades esportivas, caso planeje fazer tirolesa nas Cataratas de Montmorency ou escalada no gelo no inverno.

Perguntas frequentes sobre a cidade de Quebec

O que ver na cidade de Quebec?

A cidade de Quebec oferece muitas experiências — desde caminhar pelas muralhas da Cidade Velha (UNESCO), passando pelo icônico Château Frontenac e o encantador bairro Petit-Champlain, até um passeio às Cataratas de Montmorency, que são 30 metros mais altas que as do Niágara. Não deixe de conhecer o Plains of Abraham, a Citadelle com a troca da guarda e a experiência gastronômica da clássica poutine. Na ilha Île d’Orléans, descubra fazendas, vinícolas e chocolaterias.

Quantos dias são suficientes em Quebec?

Para a cidade de Quebec em si, 3–4 dias são suficientes. Nesse tempo, você percorre tranquilamente a Cidade Velha, visita os principais pontos turísticos, faz um passeio às Cataratas de Montmorency e à Île d’Orléans e ainda experimenta a culinária local. Se quiser incluir uma excursão à região de Charlevoix, acrescente 1–2 dias.

Quebec é segura?

Sim, Quebec é uma cidade muito segura. A criminalidade é baixa mesmo para os padrões canadenses e a Cidade Velha é segura inclusive à noite. É claro que valem as precauções de sempre — não deixe objetos de valor visíveis no carro e fique atento à bolsa em locais movimentados.

Fala-se inglês em Quebec?

Quebec é uma cidade francófona — é a capital da província de Québec, onde o único idioma oficial é o francês. Nas áreas turísticas (Cidade Velha, hotéis, restaurantes), você se comunica em inglês sem problemas. Fora do centro pode ser mais difícil. Se souber pelo menos o básico de francês (bonjour, merci, s’il vous plaît), os moradores vão apreciar bastante. Para brasileiros, o português ajuda a entender algo do francês escrito, o que é uma vantagem.

Qual a melhor época para visitar Quebec?

Setembro–outubro (Indian summer) para as cores lindas das folhas e temperaturas agradáveis. Julho–agosto para clima quente e festivais (porém mais turistas). Fevereiro para o carnaval de inverno e a atmosfera de conto de fadas sob a neve. A pior época é provavelmente março–abril, quando a cidade está na transição entre inverno e primavera.

Quanto custa uma viagem a Quebec?

Para duas pessoas em 4–5 dias (sem passagens aéreas), conte com 1.100–1.800 € (R$ 6.500–11.000), dependendo do padrão de hospedagem e alimentação. Hospedagem na Cidade Velha sai por 90–170 € por noite, alimentação em restaurantes por 55–100 € por dia para dois. Passagens aéreas do Brasil para Montreal variam entre R$ 3.500 e R$ 6.000 ida e volta.

Como ir de Montreal a Quebec?

A forma mais rápida é de carro — 250 km pela autoestrada, cerca de 2,5 horas. O trem (VIA Rail) leva 3,5 horas e as passagens custam a partir de 35 CAD (24 €). O ônibus (Orléans Express) é a opção mais barata — 3 horas, a partir de 25 CAD (17 €). Dá para alugar carro facilmente no aeroporto de Montreal.

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