O Alasca sempre foi meu sonho. Quando morávamos em Calgary, sabíamos que era uma oportunidade única para ir até lá. Afinal, são “apenas” 3.000 km de carro. Depois de alguns dias de estrada, finalmente chegamos à “última fronteira”, como o Alasca é carinhosamente chamado.
Hoje sei que deixamos de fazer algumas experiências por causa do preço, e sinceramente nos arrependemos. Por outro lado, aquelas em que investimos, mesmo parecendo caras demais no início, valeram cada centavo. Por isso mesmo, trago aqui muitas dicas e recomendo que você vá com tudo. É bem possível que você nunca mais volte ao Alasca.
Vamos juntos descobrir o que ver e fazer no Alasca!

Quando ir ao Alasca

O Alasca oferece experiências únicas em qualquer época do ano. Nós visitamos o estado em julho, o que significa que não vimos a aurora boreal (essa só fomos ver depois na Islândia), mas aproveitamos dias quase intermináveis (já imaginou chegar num lugar à meia-noite e ainda estar claro?) e temperaturas agradáveis.
No verão, a temperatura no Alasca pode chegar tranquilamente a 30°C — passamos por isso em Fairbanks, o que me surpreendeu demais — mas, na maior parte do tempo, ficava em torno de agradáveis 25°C. O outono colorido e a primavera também devem ser maravilhosos, e é justamente nessas épocas que dá para ver a aurora boreal. Claro, já faz mais frio.
O inverno é longo e escuro, com temperaturas bem abaixo de zero. É perfeito para esportes de inverno e para a aurora boreal, mas também é quando o Alasca mostra sua face mais selvagem.
O que ver no Alasca?
Vamos ver agora tudo o que você pode conhecer e fazer no Alasca. Mais abaixo, também montei um roteiro de 14 dias para você.
Principais cidades que valem a visita
Preciso avisar que, para ver tudo, você teria que combinar avião, barco e carro. Em 14 dias é impossível fazer tudo, por isso lá no final do artigo sugeri um roteiro de roadtrip que, na minha opinião, é ideal para um primeiro contato com o Alasca.
Anchorage

A maior cidade do Alasca, e provavelmente onde você vai desembarcar. Durante nossa estadia, o que mais curtimos foi a localização estratégica — dali é fácil chegar à maioria dos destinos populares. Na cidade, visite o Alaska Native Heritage Center, onde você aprende mais sobre os povos originários, e o Alaska Wildlife Conservation Center. A cidade tem uma cena gastronômica surpreendentemente boa — não deixe de ir ao Snow City Cafe para um café da manhã ou brunch.
Juneau
A capital do Alasca tem uma localização única — só dá para chegar de barco ou avião. A cidade é cercada por montanhas e geleiras, incluindo a imponente geleira Mendenhall, que é relativamente acessível e de onde saem várias trilhas.
No centro da cidade, visite o bairro histórico com casinhas de madeira da época da corrida do ouro e suba de teleférico até o Mount Roberts, de onde se tem vistas deslumbrantes da cidade e dos fiordes ao redor.
Uma das melhores experiências em Juneau é um passeio que combina a visita à geleira Mendenhall e observação de baleias (recomendo reservar com antecedência pelo GetYourGuide — é fácil cancelar, se precisar). Saindo do centro de Juneau, um ônibus leva você até o vale onde se ergue a imponente geleira.
Você caminha por uma passarela de madeira ao longo de um riacho onde é possível ver salmões e, com sorte, até ursos. Nós vimos vários ursos durante nossa passagem pelo Alasca.
Depois, você segue até o porto de Auke Bay, de onde parte o barco pelo Favorite Channel para avistar baleias. Observar essas criaturas majestosas com as montanhas nevadas ao fundo é realmente de tirar o fôlego. Não esqueça de se agasalhar bem para o passeio de barco!
Fairbanks
Passamos alguns dias em Fairbanks porque ficamos hospedados na casa de conhecidos. Essa é provavelmente a menos interessante das cidades grandes do Alasca. No verão, me lembrou bastante a Europa. Já no inverno, é um dos melhores lugares do mundo para ver a aurora boreal. A cidade fica no chamado “cinturão auroral”, o que significa que as chances de ver esse fenômeno são altíssimas.
Além da aurora boreal, não deixe de visitar as fontes termais Chena Hot Springs, e no verão há diversas trilhas nos arredores. Porém, se seu tempo no Alasca é limitado e você não está fazendo o trajeto de carro desde o Canadá como nós, pode tranquilamente pular essa cidade.
Seward

Seward é uma das cidadezinhas mais bonitas do Alasca e serve como porta de entrada para o Parque Nacional Kenai Fjords. Foi dali que saímos para fazer caiaque entre geleiras, uma das melhores experiências que tivemos no Alasca. Recomendo muito gastar essa grana e reservar com antecedência pelo GetYourGuide, para não ter que esperar vários dias por uma vaga, como aconteceu com a gente.
Mas se mesmo assim não conseguir, não se preocupe. A cidade tem um lindo calçadão à beira do porto e o Alaska SeaLife Center, onde você pode ver a vida marinha local bem de perto. E pertinho dali sai a trilha para o Exit Glacier.
Homer

Homer, apelidada de “Capital Mundial da Pesca de Halibut”, é famosa principalmente pela pesca. Mas para nós, vindos de longe, é uma cidadezinha muito interessante e charmosa, mesmo sendo um pouco pacata.
A cidade se estende ao longo da Kenai Spit — uma longa e estreita faixa de terra que avança sobre a Baía de Kachemak. A Homer Spit é repleta de restaurantes, galerias e lojinhas. Se você curte pescar, precisa fazer um passeio com os pescadores locais — as capturas de halibut por aqui são lendárias. Não deixe de visitar também o Pratt Museum, que apresenta a história natural e cultural da região.
Talkeetna
Talkeetna é uma cidadezinha histórica que funciona como base para alpinistas rumo ao Denali. A cidade inspirou o seriado de TV “Northern Exposure” e mantém seu charme original, com construções de madeira e uma atmosfera descontraída. Recomendamos visitar o Talkeetna Historical Society Museum e experimentar as lendárias panquecas de mirtilo no Roadhouse, que estão sendo feitas desde 1917.
Sitka
Se você conseguir chegar a Sitka, antiga capital da América Russa, vai encontrar uma mistura incrível de cultura russa e indígena. A visita à St. Michael’s Cathedral, com sua arquitetura tipicamente russa, é imperdível. O Totem National Historical Park possui a maior coleção de totens ao ar livre do mundo. Do porto, você pode sair para observar baleias ou lontras-marinhas.
North Pole
Sempre quis visitar o Polo Norte? Aqui está sua chance! Essa cidadezinha perto de Fairbanks mantém o clima natalino o ano inteiro. A principal atração é a Santa Claus House, onde você pode encontrar o Papai Noel a qualquer momento do ano — prova disso é minha foto abaixo, tirada em julho.
Os postes de luz têm formato de bengalinhas de açúcar (candy canes) e as lojas vendem enfeites de Natal independentemente da estação. Infelizmente, no verão não encontramos duendes nem renas por lá.

Parques nacionais no Alasca
Vamos agora aos parques nacionais do Alasca que você pode visitar. Novamente, em uma única viagem é impossível ver todos, a não ser que você combine barcos, aviões, carros e ônibus. Nós não tínhamos limitação de tempo e, mesmo assim, tivemos que desistir do Wrangell-St. Elias National Park — a estrada era tão ruim que, depois de 45 minutos numa estrada de cascalho, demos meia-volta com medo de ficar atolados.
Denali National Park
Denali é a joia dos parques nacionais do Alasca. Seu destaque é a montanha de mesmo nome, que se ergue a impressionantes 6.190 metros de altitude. O parque é acessível por uma única estrada e, a partir de certo ponto, só é permitido seguir nos ônibus do parque. O problema é que a visibilidade nem sempre colabora, e você pode acabar fazendo o trajeto sem enxergar muita coisa.
Por isso, considere investir num voo panorâmico com pouso na geleira — a vista do maciço do Denali do alto é de outro mundo. Nós até hoje nos arrependemos de ter economizado nessa experiência. Mas foi uma grande lição: desde então, nunca mais deixamos de fazer um passeio em nossas viagens. Afinal, quando é que teremos a chance de voltar?
No parque, você pode avistar ursos, alces, caribus e outros animais selvagens em seu habitat natural.
Kenai Fjords National Park

Este parque é uma amostra do poder das geleiras, que esculpiram uma paisagem costeira dramática. A parte mais visitada é o Exit Glacier, acessível por uma trilha pavimentada que permite chegar bem pertinho. Nós fizemos essa trilha e, pelo que lembro, é puxada, mas vale muito a pena.
Nós optamos pelo caiaque e foi uma das melhores decisões da viagem. No caminho, avistamos orcas e baleias, e durante o caiaque vimos focas e até um urso.
Glacier Bay National Park
Para chegar ao Glacier Bay, só de barco ou avião — mas compensa demais. O parque é Patrimônio Mundial da UNESCO e oferece alguns dos cenários glaciais mais impressionantes do planeta. São sete geleiras de maré ativas que “parem” — blocos de gelo do tamanho de prédios se desprendem com estrondo.
Wrangell-St. Elias National Park
Este é o maior parque nacional dos EUA e, ao mesmo tempo, um dos menos visitados. É quatro vezes maior que o Yellowstone! Abriga nove das dezesseis montanhas mais altas dos EUA. Infelizmente, não conseguimos chegar lá. A estrada era péssima e nosso carro velho, convertido em camper, não aguentaria — eram 100 km de estrada de cascalho, e depois de 45 minutos percebemos que precisávamos desistir.
Katmai National Park
Katmai é famoso pela Brooks Falls, onde você pode observar ursos grizzly pescando salmões. A melhor época para a observação é julho, quando os salmões migram rio acima. O parque conta com plataformas de observação seguras, de onde é possível ver os ursos bem de perto.
Este é um dos destinos mais caros, pois só se chega de hidroavião (dá para reservar pelo GetYourGuide), mas a cena dos ursos na cachoeira pegando salmões que saltam da água é simplesmente inesquecível.
Gates of the Arctic National Park
O parque nacional mais ao norte dos EUA é também um dos lugares mais remotos do mundo. Não existem trilhas sinalizadas, estradas nem serviços. É um lugar para verdadeiros aventureiros — e nós, infelizmente, não conseguimos ir.
Só é possível chegar ao parque de avião, saindo de Fairbanks ou do vilarejo de Bettles. Mas um dia quero viver essa experiência: a paisagem de natureza intocada, com manadas de caribus migrando, deve ser fascinante.
Melhores trilhas e caminhadas
Se você ama caminhadas como nós, o Alasca vai ser um prato cheio. Passamos praticamente 3 meses trilhando montanhas, então preciso avisar: algumas trilhas são bem puxadas e é bom estar preparado. Mas todas as que menciono abaixo valem o esforço.
Harding Icefield Trail
Esta trilha no Kenai Fjords é uma das mais difíceis, mas também das mais bonitas do Alasca. O caminho sobe cerca de 1.000 metros de desnível ao longo da Exit Glacier até o Harding Icefield — um imenso campo de gelo que cobre 700 km². A trilha tem 13 km (ida e volta) e leva o dia inteiro. Pelo caminho, é possível encontrar ursos e cabras montesas. É fundamental estar preparado para mudanças rápidas de clima.
Exit Glacier Trail
Esta trilha é uma das mais acessíveis para ver geleiras no Alasca. Leva direto até a frente da Exit Glacier, e ao longo do caminho há placas indicando onde a geleira estava em anos anteriores — uma demonstração triste de como as geleiras estão recuando rapidamente.
Ao contrário da mais exigente Harding Icefield Trail, esta rota é adequada para famílias com crianças e caminhantes menos experientes. Ao longo do percurso, há vários mirantes com painéis informativos.
Mount Healy Overlook Trail
Esta trilha no Denali oferece uma das melhores vistas do parque acessíveis sem guia. O percurso começa no centro de visitantes e sobe cerca de 520 metros até um mirante com vista para a entrada do parque, a Alaska Range e, em dias claros, até o pico do Denali. Nós fomos bem cedo de manhã e tivemos a sorte de ver um rebanho de alces pastando no vale abaixo.
Flattop Mountain Trail
Esta trilha popular perto de Anchorage é queridinha tanto dos moradores quanto dos turistas. Do topo, a vista de Anchorage, do Cook Inlet e, em dias claros, até do Denali é espetacular. O trecho final exige um pouco de escalaminhada, mas as vistas compensam totalmente.
Lost Lake Trail
A Lost Lake Trail, perto de Seward, atravessa diferentes ambientes — começa em floresta densa, passa por campinas alpinas e termina no lago Lost Lake. São 24 km (ida e volta) e o melhor é percorrê-la no verão, quando os campos estão cobertos de flores silvestres. Por lá, encontramos marmotas e vimos águias caçando sobre o lago.
Chilkoot Trail
A histórica trilha dos garimpeiros hoje é uma popular caminhada de vários dias. O percurso começa em Dyea, perto de Skagway, e termina no lago Bennett, na Colúmbia Britânica. É uma trilha exigente, que requer boa condição física e preparação. Pelo caminho, você encontra vestígios da corrida do ouro — botas velhas, latas e outros equipamentos abandonados pelos garimpeiros. É necessário reservar uma autorização (permit) com antecedência, pois o número de pessoas na trilha é limitado.
Kesugi Ridge Trail
Esta trilha menos conhecida no Denali State Park é uma ótima alternativa ao parque nacional lotado. O caminho segue por uma crista com vistas panorâmicas do maciço do Denali. É uma caminhada de vários dias, mas também há opções mais curtas. Nós fizemos apenas o trecho de um dia e, mesmo assim, as vistas foram de tirar o fôlego. Ao contrário do parque nacional, aqui você quase não encontra multidões e tem mais chances de avistar animais selvagens.
O que fazer no Alasca
Agora vamos às experiências e atividades que você pode curtir no Alasca — e especialmente aquelas em que vale a pena investir.
Observação da aurora boreal
Embora não tenhamos visto a aurora boreal no Alasca (estávamos lá em julho), esse é um dos principais motivos pelos quais as pessoas vão para lá no inverno. As melhores condições de observação são em Fairbanks, entre setembro e março.
Alguns hotéis locais oferecem serviço de “despertador aurora” — te acordam quando a aurora aparece. 😁 Outra opção popular é ir ao Chena Hot Springs, onde dá para observar a aurora boreal enquanto relaxa nas fontes termais.
Cruzeiro pelo Inside Passage

O Inside Passage é uma das rotas marítimas mais lindas do mundo. Segue ao longo da costa do sudeste do Alasca, entre ilhas e fiordes. Nós escolhemos um barco menor em vez dos grandes cruzeiros, o que nos permitiu chegar mais perto das geleiras e da vida selvagem. Vimos baleias saltando, águias pescando e ursos passeando pela costa. As paradas em pequenas cidades portuárias como Ketchikan ou Petersburg oferecem um vislumbre da vida dos moradores locais.
Pesca de salmão e halibut
Em Homer e no rio Kenai, você pode vivenciar a mundialmente famosa pesca do Alasca. Não somos pescadores, então acabamos não fazendo essa experiência. Pescadores locais levam turistas em passeios de dia inteiro, onde é possível fisgar um halibut de mais de 50 kg ou diversas espécies de salmão. A maioria das empresas também oferece o processamento e envio do peixe para sua casa.
Voo sobre o Denali e pouso na geleira
Essa experiência foi o item mais caro do nosso orçamento, mas também a melhor coisa que fizemos no Alasca. Voar de aviãozinho ao redor da montanha mais alta da América do Norte já é fascinante por si só, mas pousar numa geleira é algo absolutamente extraordinário. Tivemos tempo para caminhar sobre o gelo e fotografar cenários incríveis. O piloto fez um relato detalhado sobre a geologia e a história da região durante o voo.
Trenó de cachorros e visita a acampamentos de mushers
Mesmo no verão, é possível andar de trenó puxado por cães. Muitos mushers, incluindo participantes da famosa corrida Iditarod, mantêm acampamentos de verão onde você pode passear em carrinhos especiais e aprender mais sobre esse meio de transporte tradicional. A visita ao acampamento inclui um momento com os cães e filhotes, o que é uma experiência incrível para as crianças.
Fontes termais Chena Hot Springs
As Chena Hot Springs, a cerca de uma hora de carro de Fairbanks, são o lugar perfeito para relaxar. O resort oferece uma piscina ao ar livre com água termal, especialmente impressionante no inverno, quando o vapor sobe sobre a água e a temperatura do ar despenca abaixo de zero. O resort também tem uma casa de gelo, onde você pode degustar coquetéis servidos em copos esculpidos no gelo.
Navegação entre geleiras em Prince William Sound

Prince William Sound oferece alguns dos melhores passeios de barco até geleiras no Alasca. Saímos de Whittier e passamos o dia observando geleiras “parindo” — blocos enormes de gelo se desprendendo. O som do gelo caindo é inesquecível — os locais chamam de “white thunder” (trovão branco). Além das geleiras, vimos colônias de focas e lontras-marinhas boiando de barriga para cima.
Encontro com ursos em Kodiak

A ilha de Kodiak é lar dos maiores ursos pardos do mundo. Diferente da Brooks Falls no Katmai, aqui a observação dos ursos é uma experiência mais íntima. Você precisa ir com um guia certificado que conhece o comportamento dos animais e sabe onde observá-los com segurança. Os ursos são mais ativos durante a migração dos salmões, mas também podem ser vistos na primavera pastando nos campos costeiros.
Roadtrip de 14 dias pelo Alasca: grande circuito por Seward, Homer e Valdez
Quero sugerir um roteiro que cobre boa parte do Alasca, passando pelos lugares mais bonitos e com tempo suficiente para curtir tudo com calma. Evitamos trocas constantes de hospedagem e optamos por bases estratégicas para os passeios. Ao longo do caminho, compartilho recomendações baseadas na nossa própria experiência.
Antes de entrar nos detalhes de cada dia, aqui vai um resumo de toda a rota — por onde ir e onde dormir cada noite:
| Dia | Rota e deslocamento | Onde dormir |
|---|---|---|
| 1. | Chegada em Anchorage, passeio pela cidade | Anchorage |
| 2.–3. | Anchorage → Whittier (~1,5 h), Prince William Sound | Whittier |
| 4.–6. | Whittier → Seward (~2,5 h), Kenai Fjords, Exit Glacier | Seward |
| 7.–8. | Seward → Homer (~4 h), pesca e Kachemak Bay | Homer |
| 9.–10. | Homer → Valdez (~8–9 h), geleira Columbia | Valdez |
| 11.–12. | Valdez → Talkeetna (~6–7 h) → Denali National Park | Talkeetna |
| 13.–14. | Talkeetna → Anchorage (~2,5 h), última trilha e voo de volta | Anchorage |
Dia 1: Chegada em Anchorage

No primeiro dia, recomendo apenas descansar e explorar a cidade. Saindo do aeroporto, hospede-se no centro de Anchorage, passeie pelo Tony Knowles Coastal Trail e visite o Alaska Native Heritage Center. Para o primeiro jantar, vá ao Snow City Cafe ou ao 49th State Brewing Company. Durma em Anchorage na primeira noite.
Dias 2-3: Whittier e arredores

Dia 2: Whittier e Prince William Sound
De manhã, saia de Anchorage rumo a Whittier (cerca de 1,5 hora de carro). No caminho, pare no Alaska Wildlife Conservation Center. Em Whittier, aguarda você uma entrada única por um túnel compartilhado entre carros e trens — é o único acesso à cidade. À tarde, faça um passeio de barco pelo Prince William Sound, onde verá geleiras e vida marinha.
Dia 3: Trilhas nos arredores
Dedique o segundo dia em Whittier a caminhadas — recomendo a Portage Pass Trail com vistas para a geleira, ou alugue um caiaque e explore a baía. Durma novamente em Whittier.
Dias 4-6: Seward e Kenai Fjords

Dia 4: Deslocamento até Seward
De Whittier, siga para Seward (cerca de 2,5 horas). No caminho, pare na Portage Glacier e nos vários mirantes ao longo da Seward Highway. À tarde, explore a cidadezinha e visite o Alaska SeaLife Center.
Dia 5: Kenai Fjords National Park
Passeio de barco de dia inteiro pelo Kenai Fjords, onde você verá geleiras, baleias e focas. Recomendo a navegação mais longa de 8-9 horas, que vai até a geleira Holgate ou Aialik.
Dia 6: Exit Glacier

Dedique o dia à trilha até a Exit Glacier e, se tiver disposição, à subida mais exigente até o Harding Icefield. Para caminhantes menos experientes, há trilhas mais curtas com vistas para a geleira.
Dias 7-8: Homer

Dia 7: Estrada até Homer
De Seward, siga para Homer (4 horas). No caminho, pare na cidadezinha russa de Ninilchik e no mirante da Homer Spit. À noite, passeie pela orla da Homer Spit e curta o pôr do sol.
Dia 8: Homer
Passeio de pesca de dia inteiro (halibut ou salmão) ou travessia de barco pela Kachemak Bay até Halibut Cove. Se pesca não é sua praia, visite o Pratt Museum ou faça uma trilha no Kachemak Bay State Park.
Dias 9-10: Valdez

Dia 9: Deslocamento até Valdez
Um longo mas belíssimo trajeto de Homer a Valdez (8-9 horas). No caminho, você passará ao lado da Matanuska Glacier e pelo Thompson Pass.
Dia 10: Valdez
Passeio de barco até a geleira Columbia ou caiaque no Prince William Sound. Como alternativa, uma trilha até a geleira de Valdez.
Dias 11-12: Denali via Talkeetna
Dia 11: Talkeetna
De Valdez, siga para Talkeetna (6-7 horas). À tarde, explore a cidadezinha histórica e, se o tempo estiver limpo, curta as vistas do Denali a partir do centro da cidade.
Dia 12: Denali National Park
Passeio de dia inteiro no Denali National Park. Você pode optar entre o tour organizado de ônibus pelo parque ou alguma das trilhas na parte frontal do parque.
Dias 13-14: Retorno a Anchorage
Dia 13: Última trilha e deslocamento
De manhã, ainda dá para fazer alguma trilha curta no Denali State Park antes de seguir para Anchorage (2,5 horas).
Dia 14: Anchorage e voo de volta
Últimas compras, visita ao Saturday Market (se for sábado) e voo de volta.
Dicas práticas
Hospedagem
- Whittier: Inn at Whittier
- Seward: Seward Windsong Lodge ou Exit Glacier Lodge
- Homer: Ocean Shores Hotel ou Land’s End Resort
- Valdez: Best Western Valdez Harbor Inn
- Talkeetna: Talkeetna Alaskan Lodge
- Anchorage: Hotel Captain Cook ou Lakefront Anchorage
Melhores paradas no caminho

- Moose Pass
- Russian River Falls
- Matanuska Glacier State Recreation Site
- Worthington Glacier
- Wrangell-St. Elias National Park (mirantes)
Reservas
Recomendo reservar com antecedência:
- Hospedagem (especialmente na alta temporada)
- Passeios de barco em Kenai Fjords e Prince William Sound
- Passeios de pesca saindo de Homer
- Tours no Denali National Park
Observações práticas
- Abasteça sempre que tiver oportunidade — postos de gasolina podem ser distantes
- Leve um mapa físico — o sinal de celular não funciona em todo lugar. Considere um chip internacional como o Holafly ou Yesim para ter internet durante a viagem
- Conte com paradas frequentes para fotos — as paisagens não deixam você seguir direto
- Seja flexível — o tempo pode mudar seus planos de uma hora para outra
Perguntas frequentes sobre o Alasca
Antes de partir rumo ao norte, aqui vão as respostas para as dúvidas que mais recebemos dos leitores sobre viajar pelo Alasca.
Quando é mais barato viajar para o Alasca?
O mais barato é a chamada shoulder season — maio e setembro. O clima pode ser imprevisível, mas os preços são bem mais baixos e há menos turistas.
É possível ver a aurora boreal no verão?
Não, devido à luz solar quase contínua. A melhor época para observar a aurora boreal é de setembro a março.
Como se proteger dos ursos?
Nas lojas locais você pode comprar spray de urso (bear spray). Nas trilhas, faça barulho (bata palmas ou converse em voz alta), caminhe em grupo e nunca corra na frente de um urso.
É necessária reserva nos parques nacionais?
Para a maioria dos parques não é necessária, mas no Denali há um número limitado de permissões para veículos particulares. Campings e lodges dentro dos parques também precisam ser reservados com meses de antecedência.
É possível viajar para o Alasca com crianças pequenas?
Sim, mas é preciso adaptar o roteiro. Recomendamos atividades como trilhas curtas, passeios de barco, visitas a centros de animais selvagens e acampamentos de mushers.
Quais são os preços típicos de refeições?
A comida no Alasca é mais cara do que nos EUA continental. Um almoço em restaurante custa entre 20-30 USD, e um jantar entre 30-50 USD por pessoa. Nos supermercados, os preços são cerca de 30-50% mais altos do que nas cidades americanas comuns.
É necessária vacinação?
Vacinação especial não é exigida, mas recomendamos estar com as vacinas de rotina em dia e ter um bom seguro viagem. Brasileiros precisam de visto americano (B1/B2) válido para entrar no Alasca.
Como é a situação dos mosquitos?
No verão, os mosquitos podem ser bem incômodos, especialmente na região da tundra. Recomendamos um bom repelente e roupas com mangas e pernas compridas.
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