Montreal, Canadá: 15 dicas do que ver e fazer

Confesso que Montreal me conquistou logo no aeroporto. Descemos do avião, fomos para o controle de passaportes e o agente nos recebeu com um “Bonjour! Hi!” — como se não tivesse certeza em que idioma a gente vivia. E é exatamente assim que é toda a cidade de Montreal, Canadá. Uma cidade meio francesa, meio norte-americana e cem por cento única. É como se você fosse transportado para Paris, mas com calçadas mais largas, comida melhor e gente que sorri pra você. 😊

Nas ruas de paralelepípedo do Old Montreal, nos sentimos como se estivéssemos na Europa. No Plateau, descobrimos cafés para onde voltaríamos todo dia. E no Schwartz’s, ficamos na fila por um sanduíche de smoked meat que nos fez jurar que voltaríamos só por causa dele.

Neste artigo, você vai encontrar 15 dicas do que ver em Montreal — de monumentos históricos a bairros descolados, arte de rua e comidas que vão ficar na sua memória por meses depois da volta. Vou contar quando é a melhor época para ir, onde se hospedar, quanto tudo custa e o que ficar de olho para não ter surpresas.

Viajante diante da Basílica de São José na encosta do Mont Royal

Obsah článku

Resumo

  • Old Montreal é parada obrigatória — ruas de paralelepípedo, Place Jacques-Cartier e a Basílica Notre-Dame com seu interior azul e dourado de tirar o fôlego.
  • Mont Royal oferece a melhor vista da cidade. A subida leva cerca de 30 minutos e, aos domingos, você pode curtir o lendário Tam-Tams com percussionistas.
  • Plateau Mont-Royal e Mile End são os bairros mais interessantes para sentir a atmosfera local — cafés, arte de rua, lojinhas vintage.
  • Schwartz’s Deli, St-Viateur Bagel e La Banquise — três paradas gastronômicas obrigatórias, sem as quais você não visitou Montreal de verdade.
  • A melhor época para visitar é de junho a outubro — verão pelos festivais, setembro e outubro pelo indian summer.
  • Para entrar no Canadá, brasileiros precisam de visto ou eTA (Autorização Eletrônica de Viagem por 7 CAD / cerca de 5 €) se já possuírem visto americano válido. Confira as exigências atualizadas no site oficial do governo canadense.
  • Reserve no mínimo 3–4 dias para Montreal, idealmente 5.
  • Conte com um orçamento de cerca de 650–1.000 € para 5 dias a dois (sem passagens aéreas).
  • O transporte público funciona muito bem — metrô + ônibus, e no verão recomendamos as bicicletas BIXI.
  • Em Montreal você se comunica em inglês e francês — mas os locais adoram quando você ao menos diz “bonjour”. ☺️

Quando ir a Montreal e como chegar

Montreal é uma cidade que muda drasticamente conforme a estação — e acredite, o momento da sua visita pode fazer toda a diferença na experiência. Enquanto no verão é uma metrópole vibrante, cheia de festivais, música de rua e terraços, em janeiro as temperaturas despencam para -20 °C e a cidade se esconde debaixo da terra. Literalmente — na cidade subterrânea RÉSO. Vamos ver quando é a melhor época para ir, quanto custam as passagens e como se locomover pela cidade.

Melhor época para visitar

Verão (junho–setembro) é sem dúvida a melhor época. As temperaturas ficam em torno de agradáveis 20–28 °C, a cidade ferve com festivais (Jazz Festival, Just for Laughs), as ruas estão cheias de gente, os terraços dos restaurantes lotam e, no geral, Montreal no verão é absolutamente mágico. A alta temporada é julho e agosto — prepare-se para preços mais altos de hospedagem e mais turistas.

Indian summer (setembro–outubro) é o nosso favorito pessoal. Estivemos lá na virada de setembro para outubro e foi perfeito. As árvores no Mont Royal brilhavam em todos os tons de laranja, vermelho e dourado, havia muito menos turistas e as temperaturas de 12–18 °C eram ideais para caminhar. Sinceramente — as cores precisam ser vistas ao vivo, as fotos não fazem justiça.

Inverno (dezembro–março) eu não recomendaria, a menos que você seja muito resistente ao frio. As temperaturas costumam cair para -15 a -25 °C, com vento ártico, e ficar na rua mais de 20 minutos é sofrimento. A única exceção é o Igloofest em janeiro/fevereiro — se você é fã de música eletrônica e não se importa de dançar de jaquetão, é uma experiência incrível. Mas fora isso? No inverno, não vá. 😅

Como chegar a Montreal

Do Brasil, não há voos diretos para Montreal na maioria das companhias, mas conexões via Toronto, Nova York, Miami ou Lisboa são bastante acessíveis. Companhias como Air Canada, LATAM, Azul e TAP costumam ter boas opções. O ideal é pesquisar com antecedência em buscadores de passagens como Google Flights ou Skyscanner para encontrar os melhores preços — passagens de ida e volta saem a partir de aproximadamente R$ 3.500–5.000 dependendo da época.

Não esqueça da documentação! Brasileiros precisam de visto canadense para entrar no Canadá. Se você já possui um visto americano (B1/B2) válido, pode solicitar a eTA (Electronic Travel Authorization) por apenas 7 CAD (cerca de 5 €), que é mais simples e rápida. Sem visto americano, é necessário tirar o visto canadense tradicional. Consulte sempre o site oficial do governo canadense (canada.ca) para informações atualizadas.

Do aeroporto Montréal-Trudeau, você chega ao centro de ônibus 747 Express por cerca de 11 CAD (aprox. 8 €), com trajeto de 45–60 minutos dependendo do trânsito. Táxi/Uber sai por 40–55 CAD (30–40 €).

Transporte pela cidade

O metrô STM é rápido, confiável e cobre a maior parte da cidade. A passagem avulsa custa 3,75 CAD (cerca de 2,70 €), mas vale a pena comprar o passe diário por 11 CAD (8 €) ou o passe de três dias por 22,25 CAD (16 €). Nós fizemos a maioria dos dias a pé e pegamos o metrô só de vez em quando.

No verão, recomendo muito as bicicletas BIXI — um sistema de bikes compartilhadas que funciona super bem. A corrida avulsa custa 1 CAD para desbloqueio + 0,10 CAD/minuto, ou você pode pegar o passe diário por 7 CAD (5 €). Montreal é amigável para ciclistas, as ciclovias estão por toda parte e é provavelmente a forma mais gostosa de explorar o Plateau e o Lachine Canal.

Se você planeja passeios fora da cidade (como Laurentians ou Quebec City), recomendo alugar um carro. Temos ótima experiência com o RentalCars, onde dá pra comparar preços de várias locadoras em um só lugar.

Onde se hospedar em Montreal e quanto custa

Montreal oferece hospedagem para todos os bolsos, de hotéis de luxo na cidade antiga até Airbnbs aconchegantes em bairros residenciais. Os preços são menores do que em Toronto ou Vancouver, mas ainda assim é Canadá — não espere preços europeus. Em geral, uma noite em um bom hotel sai por 130–230 € para dois, e em hostel por volta de 40–55 € por pessoa. Vamos ver os melhores bairros para se hospedar.

Old Montreal — para românticos e amantes de história

Ficar hospedado bem no coração do Old Montreal é mágico — de manhã você acorda, sai para as ruas de paralelepípedo e tem a sensação de estar na França. Mas é a localização mais cara da cidade. Recomendamos:

  • Hotel Nelligan — lindo hotel boutique em edifício de pedra do século XIX, a partir de 190–270 €/noite. O terraço com vista para a Basílica Notre-Dame é perfeito para um drinque ao pôr do sol.
  • Le Petit Hotel — menor, mais aconchegante e um pouco mais acessível, a partir de 150 €/noite. Quartos modernos, limpos e localização perfeita.

Plateau Mont-Royal — melhor custo-benefício

Este é o bairro que recomendamos para hospedagem. O Plateau pulsa vida local — cafés, restaurantes, parques, e ainda assim você fica a 10 minutos de metrô do Old Montreal. Os preços são 30–40% menores do que na cidade antiga e a atmosfera é mais autêntica. Procure no Booking.com, onde encontramos vários apartamentos bonitos com cozinha a partir de 95–130 €/noite.

Dica econômica

HI Montreal — um dos melhores hostels da América do Norte (e olha que normalmente não somos muito fãs de hostel, mas esse é realmente bom). Cama em dormitório a partir de 40 €/noite, quarto privativo a partir de 75 €. Tem cozinha compartilhada, bar e excelente localização perto do Old Montreal.

Orçamento aproximado para 5 dias a dois

  • Hospedagem (5 noites, classe média): 650–950 €
  • Alimentação (restaurantes + mercado): 380–570 €
  • Transporte urbano e BIXI: 75 €
  • Ingressos e atividades: 115–190 €
  • Total (sem passagens aéreas): 1.220–1.785 €

A gorjeta no Canadá é praticamente obrigatória — conte com 15–20% a mais em cada conta de restaurante. Muita gente esquece disso e o orçamento acaba estourando.

Montreal, o que ver: 15 lugares que você precisa visitar

Vamos finalmente ao que interessa — 15 dicas do que ver e fazer em Montreal. A cidade é surpreendentemente compacta, a maioria das atrações dá pra fazer a pé ou de bicicleta, e cada bairro tem um caráter completamente diferente. Do histórico Old Montreal ao boêmio Plateau, passando pelo tranquilo Lachine Canal — aqui vai a nossa seleção de lugares sem os quais você não pode dizer que conheceu Montreal.

1. Old Montreal (Vieux-Montréal) — o coração da cidade onde tudo começou

Rua de paralelepipedo Rue Saint-Paul no Velho Montreal (Vieux-Montreal)
Foto: Ken Lund from Reno, Nevada, USA / CC BY-SA 2.0 / Wikimedia Commons

Old Montreal é o tipo de lugar que faz você se apaixonar. Ruas estreitas de paralelepípedo, prédios de pedra dos séculos XVII e XVIII, lampiões, pequenas galerias, artistas de rua — sinceramente, em alguns momentos esquecemos que estávamos na América do Norte.

Comece pela Place Jacques-Cartier — a praça principal, que no verão se transforma num grande terraço a céu aberto, repleto de restaurantes e artistas de rua. De lá, caminhe até a Place d’Armes, onde fica a icônica Basílica Notre-Dame (falo dela já já) e uma bela fonte. Não deixe de explorar as ruas laterais — a Rue Saint-Paul é a rua mais antiga da cidade e está cheia de galerias, lojas de arte local e bistrôs aconchegantes.

Dica: Venha bem cedinho (por volta das 8–9h), quando as ruas estão vazias e dá pra fotografar sem multidões. À noite, a atmosfera também é linda, com os prédios iluminados.

Leve em conta que os restaurantes bem na Place Jacques-Cartier são caros e medianos — a clássica armadilha turística. Para comer, vá umas ruas adiante.

2. Basílica Notre-Dame — um interior de cair o queixo

Basilica neogotica Notre-Dame em Montreal na praca Place d'Armes

Não sei se existe uma igreja com interior mais bonito. Sério. Quando entramos, os dois ficaram parados de boca aberta. Enquanto por fora a basílica parece relativamente sóbria, por dentro espera você uma explosão de azul cobalto, dourado e turquesa — da abóbada ao altar. É como entrar dentro de uma caixa de joias.

O ingresso custa 18 CAD (cerca de 13 €) para a visita comum. Se tiver a chance, reserve o show noturno de luzes AURA por 26 CAD (19 €) — é uma projeção imersiva de 45 minutos dentro da basílica, acompanhada de música, e é uma experiência absolutamente surreal. Fomos na última sessão e saímos arrepiados.

Dica prática: Compre os ingressos do AURA antecipadamente pela internet, especialmente no verão — esgota rápido. Para a visita comum, não precisa reservar — as filas não são tão grandes se você chegar de manhã.

3. Mont Royal — subida com a melhor vista da cidade

Pessoas descansando no gramado do parque Mont Royal com panorama da cidade

A montanha Mont Royal (233 m) é o coração verde de Montreal — aliás, é dela que vem o nome da cidade. A subida até o Kondiaronk Belvedere leva uma meia hora tranquila partindo da Rue Peel e vale cem por cento a pena. A recompensa é uma vista panorâmica de toda a cidade, do rio São Lourenço e, em dias claros, dá pra enxergar até as montanhas Adirondacks no estado de Nova York.

Nós subimos no fim de tarde e pegamos o pôr do sol sobre a cidade — daqueles lugares onde você simplesmente senta, fica em silêncio e contempla. 😊

Se você estiver em Montreal num domingo de verão, precisa vir aqui para os Tam-Tams. É um encontro espontâneo de percussionistas e músicos que acontece ao pé da montanha todo domingo à tarde. Centenas de pessoas sentadas na grama, tocando, dançando, fazendo piquenique — é uma tradição montrealense absolutamente única e é de graça. Isso não estava em nenhum guia de viagem até agora (bom, agora está ☺️).

Dica para os preguiçosos: Até o topo também vai o ônibus número 11. A vista é a mesma, e o suor, zero. 😅

4. Plateau Mont-Royal e Mile End — paraíso hipster onde você quer morar

Festival de musica no Boulevard Saint-Laurent no bairro Plateau

Se você é como a gente e conhece cidades principalmente pelos cafés, arte de rua e feiras locais, então o Plateau Mont-Royal é o seu bairro. Casas geminadas com as características escadas externas de ferro (arquitetura tipicamente montrealense!), lojinhas independentes, brechós e restaurantes onde se fala mais francês do que inglês.

Logo ao lado do Plateau fica o Mile End — ainda mais boêmio, ainda mais descolado. É aqui que se assa o melhor bagel do mundo (falo disso na seção de comida), além de editoras independentes, microcervejarias e vários ateliês. O Boulevard Saint-Laurent, que conecta os dois bairros, é uma galeria de arte de rua a céu aberto.

Passamos uma tarde inteira simplesmente caminhando, parando diante dos murais, tomando um flat white no Café Olimpico (lenda local desde 1970, nada de frescura hipster, só café excelente e senhores jogando cartas) e fuçando discos de vinil nas lojas da Saint-Laurent.

O que não perder: As ruas Avenue Fairmount e Rue Bernard — cheias de restaurantes e lojinhas incríveis, longe das multidões turísticas.

5. Jean-Talon Market — o verdadeiro mercado de Montreal onde os locais compram

Edificio do mercado Marche Jean-Talon em Montreal
Foto: Jeangagnon / CC BY-SA 3.0 / Wikimedia Commons

O Jean-Talon Market é um dos maiores mercados de produtores de toda a América do Norte e é o lugar que vai te contar mais sobre Montreal do que qualquer museu. Sob um telhado aberto, você encontra barracas com frutas e verduras locais (os morangos quebequenses no verão são divinos), dezenas de tipos de queijos quebequenses, ervas frescas, xarope de bordo direto dos produtores e vários bistrôs para almoçar.

Nós compramos uma baguete, alguns queijos, morangos e uma garrafa de cidra quebequense e fizemos um piquenique no parque. Melhor almoço por 11 € que tivemos em Montreal.

Dica: Vá no sábado de manhã, quando a variedade é maior, mas prepare-se para multidões. Se prefere tranquilidade, vá num dia de semana.

Existe também o menor, mas igualmente bonito Atwater Market no outro lado da cidade — se você estiver hospedado mais perto do Lachine Canal, é uma ótima alternativa.

6. Biodôme — quatro ecossistemas sob o mesmo teto

Torre inclinada do Estadio Olimpico no complexo do Biodome em Montreal

O Biodôme fica num edifício que originalmente servia como velódromo das Olimpíadas de 1976 — o que por si só já é bem legal. Hoje, abriga quatro ecossistemas das Américas recriados de forma realista: floresta tropical, floresta canadense, litoral do São Lourenço e ilhas subantárticas com pinguins.

Sendo sincera — se você viaja sem crianças, o Biodôme é legal, mas não é imperdível. Ficamos lá cerca de uma hora e meia e curtimos principalmente os pinguins e a parte da floresta tropical. Mas se vai com crianças, é uma atração espetacular — os pequenos viajantes adoram.

O ingresso custa 25,75 CAD (19 €) para adultos. Existe um ingresso combinado com o Jardim Botânico, Insetário e Planetário por 41,25 CAD (30 €), que definitivamente vale a pena se planeja visitar mais dessas atrações.

7. Jardim Botânico de Montreal — um dos mais bonitos do mundo

Jardim aquatico no Jardim Botanico de Montreal
Foto: Thomas1313 / CC BY-SA 4.0 / Wikimedia Commons

E aqui vem a surpresa — o Jardin botanique de Montreal é o terceiro maior jardim botânico do mundo (depois do Kew Gardens de Londres e do de Berlim) e é absolutamente deslumbrante. Em 75 hectares, você encontra mais de 22 mil espécies de plantas, um jardim chinês com pavilhões e lagos, um jardim japonês com atmosfera meditativa e muito mais.

Se estiver em Montreal no outono (setembro–outubro), não perca de jeito nenhum o festival Gardens of Light — o jardim é iluminado ao anoitecer por centenas de lanternas e instalações, e é uma das experiências outonais mais bonitas que já tivemos. Fomos por volta das oito da noite e estávamos praticamente sozinhos — a maioria dos turistas não sabe disso.

A entrada no jardim custa 23 CAD (17 €), e para o Gardens of Light, 27 CAD (20 €).

Dica: Dá pra conhecer o jardim em 2–3 horas, mas se você é entusiasta de botânica, pode passar o dia inteiro.

8. Old Port (Porto Antigo) — a orla onde tudo acontece

Silo historico de graos e navio a vapor no Porto Antigo de Montreal

O Old Port é a extensão natural do Old Montreal em direção ao rio e, no verão, é provavelmente a parte mais animada da cidade. Na orla você encontra a Grande Roue de Montréal — roda-gigante panorâmica (inspirada no London Eye, mas menor), o centro de ciências Centre des sciences, cinema de verão ao ar livre e vários food trucks.

A orla é linda para um passeio à noite — com vista para o rio São Lourenço de um lado e os prédios iluminados do Old Montreal do outro. Uma noite acabamos por lá com crêpes e vinho num banco e foi perfeito.

No inverno, abrem uma pista de patinação ao ar livre, e no verão rolam festivais e shows. O acesso à orla é gratuito — você paga apenas pelas atrações específicas.

A Grande Roue custa 28 CAD (20 €) e a volta dura cerca de 20 minutos. Sinceramente — a vista do Mont Royal é melhor e de graça. Mas se não quiser subir o morro, é uma alternativa agradável. 😉

9. Pointe-à-Callière — onde Montreal foi fundada

Edificio moderno do museu Pointe-a-Calliere no Velho Montreal
Foto: Antony-22 / CC BY-SA 4.0 / Wikimedia Commons

Este museu é, pra mim, o mais interessante de toda Montreal. O Pointe-à-Callière fica exatamente no local onde Montreal foi fundada em 1642, e no subsolo você pode ver escavações arqueológicas reais — alicerces de edifícios originais, o antigo sistema de esgoto, artefatos dos povos indígenas.

A visita começa com um show multimídia (em inglês ou francês) que te puxa para dentro da história da fundação da cidade, e depois você percorre os espaços subterrâneos com achados originais. Não é um museu chato — é realmente muito bem feito e dá pra conhecer em cerca de 2 horas.

Ingresso: 26 CAD (19 €). Crianças até 12 anos entram de graça (mais um motivo pelo qual Montreal é ótima para famílias).

10. Underground City (RÉSO) — 33 km de túneis subterrâneos

Cidade subterranea RESO com lojas em Montreal
Foto: Deror_avi / CC BY-SA 4.0 / Wikimedia Commons

Esta é provavelmente a coisa mais singular de Montreal. Sob a cidade se estendem 33 quilômetros de corredores subterrâneos conectando estações de metrô, shopping centers, edifícios comerciais, hotéis, cinemas e restaurantes. Todo o sistema se chama RÉSO e surgiu como resposta aos invernos cruéis de Montreal — para que as pessoas pudessem se deslocar pela cidade sem precisar sair na rua.

Sendo bem honesta — não espere nada visualmente deslumbrante. Não são palácios subterrâneos, e sim shoppings e corredores conectados. Mas é um conceito urbanístico fascinante e, se você curte soluções urbanas diferentes, vale a pena explorar. Passeamos por lá cerca de uma hora, nos perdemos (como quase todo mundo 😅) e acabamos saindo num lugar completamente diferente do que planejávamos.

Dica: Se tiver interesse, comece pela estação de metrô McGill ou Bonaventure e caminhe em direção à Place Ville-Marie. A entrada é gratuita — faz parte da cidade.

11. Musée des beaux-arts de Montréal — para amantes de arte

Fachada com colunas do Museu de Belas Artes de Montreal
Foto: Thomas1313 / CC BY-SA 4.0 / Wikimedia Commons

O Museu de Belas Artes de Montreal é o maior museu de arte do Canadá e ocupa cinco edifícios. O acervo vai da arte antiga, passando por pintores canadenses, até arte contemporânea e design. A exposição permanente é gratuita (você paga apenas pelas exposições temporárias), o que para um museu desse nível é absolutamente excepcional.

Ficamos lá umas duas horas e o que mais curtimos foi a seção de arte e design canadense — é interessante ver como o Canadá se posiciona artisticamente em relação aos EUA e à Europa. Se arte não é sua principal paixão, dê uma passada rápida de uma hora — vale a pena, ainda mais com a entrada gratuita.

O museu fica na Rue Sherbrooke, a avenida principal de Montreal, então é fácil combinar com um passeio pela cidade.

12. Gay Village — um dos bairros mais vibrantes de Montreal

Instalacao de bolas rosas Les Boules Roses sobre o Gay Village em Montreal
Foto: Tony Webster from Portland, Oregon, United States / CC BY 2.0 / Wikimedia Commons

O Gay Village de Montreal (os locais dizem apenas “The Village”) é um dos maiores e mais vibrantes bairros LGBTQ+ da América do Norte. No verão, a rua principal Rue Sainte-Catherine Est se transforma em calçadão com bares, restaurantes, terraços e eventos culturais regulares.

Mesmo que você não faça parte da comunidade LGBTQ+, o Village vale a visita pela atmosfera — é mais animado do que qualquer outro lugar, as pessoas são super simpáticas e há excelentes restaurantes e bares. No outono, há uma instalação linda de bolinhas rosas suspensas sobre toda a rua, formando um lindo túnel colorido.

13. Street art e murais — Montreal como galeria a céu aberto

Grande mural colorido de arte de rua em parede de tijolos em Montreal

Montreal é uma das melhores cidades do mundo para arte de rua e isso não é exagero. A cidade apoia ativamente a arte urbana e em alguns bairros você encontra murais enormes cobrindo paredes inteiras de prédios. Os principais pontos:

  • Mile End e Plateau — praticamente em cada esquina
  • Boulevard Saint-Laurent — a artéria principal da arte de rua
  • Festival MURAL (todo mês de junho) — um dos maiores festivais de arte urbana da América do Norte, quando artistas criam obras novas ao vivo na rua

Fizemos nosso próprio roteiro de street art pelo Mile End — simplesmente fomos aonde os pés levavam e a cada 50 metros parávamos diante de outro mural. Não precisa de guia, bastam olhos atentos. Mas se quiser contexto e histórias por trás das obras, existem tours guiados de street art no GetYourGuide.

14. Passeio na Île Sainte-Hélène e La Ronde

Vista do panorama de Montreal da ilha Ile Sainte-Helene atraves do rio

A Île Sainte-Hélène é uma ilha no meio do rio São Lourenço, pertinho do centro de Montreal. Lá você encontra:

  • Biosphère — a icônica cúpula geodésica (originalmente o pavilhão americano da Expo 67), hoje museu do meio ambiente. Entrada: 15,75 CAD (11 €).
  • Parc Jean-Drapeau — lindo parque para piquenique e passeios com vista para o skyline de Montreal.
  • La Ronde — parque de diversões Six Flags. Se você curte montanha-russa, é uma boa pedida para uma tarde. Ingresso a partir de 55 CAD (40 €), mas comprando online antecipadamente costuma ter desconto.

Para chegar à ilha, basta pegar o metrô (estação Jean-Drapeau, linha amarela) em poucos minutos. É um respiro agradável da cidade, especialmente em dias quentes de verão.

Opinião sincera: A Biosphère é visualmente incrível (aquela cúpula!), mas a exposição por dentro é um pouco decepcionante — voltada mais para crianças e estudantes. Se estiver com pouco tempo, pule esta e vá direto ao Mont Royal.

15. Lachine Canal — passeios, ciclismo e trilha das cervejarias

Canal de Lachine com antigas fabricas em Montreal no outono
Foto: Guilhem Vellut from Annecy, France / CC BY 2.0 / Wikimedia Commons

O Lachine Canal é um canal de 8,5 km que segue do Old Port para o sudoeste e é margeado por uma das ciclovias mais bonitas de Montreal. Antes era zona industrial, hoje é um lindo oásis verde com cafés, galerias e — principalmente — microcervejarias.

Alugamos bicicletas BIXI e percorremos o canal inteiro de ida e volta numa tarde. No caminho, paramos na cervejaria Atwater Cocktail Club (desculpa, é um bar, mas é excelente 😅) e no Atwater Market, onde recarregamos as energias com queijos e cidra.

Dica: O percurso inteiro ao longo do canal é plano e tranquilo — ideal até para quem não é tão esportivo. De bicicleta, leva cerca de uma hora; a pé, 2–3 horas. No verão, também dá pra fazer stand-up paddle e caiaque.

O que comer e beber em Montreal: guia para viajantes gulosos

Montreal é um paraíso gastronômico. Ponto final. Uma cidade onde a tradição culinária francesa se encontra com a generosidade norte-americana nas porções, somada à influência de imigrantes do mundo inteiro — o resultado é uma comida que vai ficar na sua memória por muito tempo depois da volta. Aqui vão as paradas obrigatórias:

Smoked meat no Schwartz’s

O Schwartz’s Deli funciona desde 1928 e é a delicatéssen mais famosa de todo o Canadá. O sanduíche de smoked meat (carne defumada no pão de centeio com mostarda) é uma obra de arte. A carne fica marinando por 10 dias, depois é defumada e por fim cozida — e o resultado é tão macio e suculento que pedi um segundo. 😁

Prepare-se para a fila — ficamos uns 25 minutos, mas anda rápido. O sanduíche custa cerca de 14 CAD (10 €) e vale cada minuto de espera. O espaço é minúsculo e apertado, sentam você na mesa com estranhos e o atendimento é seco — mas é exatamente assim que tem que ser. Nada de frescura, só comida lendária.

Alternativa: Se não quiser esperar na fila, o Main Deli algumas ruas adiante é quase tão bom e bem mais vazio.

Bagels — St-Viateur vs. Fairmount

Os bagels de Montreal são completamente diferentes dos de Nova York — menores, mais doces, mais densos e assados em forno a lenha. E em Montreal existe uma guerra antiga: St-Viateur Bagel vs. Fairmount Bagel. Ambos assam 24 horas por dia, 7 dias por semana, e cada um jura ser o melhor.

Nós experimentamos os dois (claro, o que mais você esperava? 😅) e nosso veredito? O St-Viateur leva uma ligeira vantagem no bagel de gergelim, enquanto o Fairmount ganha com a versão all dressed. Mas sinceramente — ambos são fantásticos e um bagel por 1,25 CAD (1 €) é provavelmente a experiência gastronômica mais barata de toda a cidade.

Dica: Compre fresquinho, quentinho, direto do forno. Sem pasta, sem recheio — só o bagel puro. Aí você vai entender por que as pessoas brigam por eles.

Poutine no La Banquise

Poutine — batatas fritas cobertas com molho escuro (gravy) e pedacinhos de queijo coalho (cheese curds) — é o prato não-oficial do Quebec. E o La Banquise no Plateau é o seu templo. Eles têm mais de 30 variações de poutine, da clássica a combinações malucas com pulled pork, estilo mexicano ou linguiça merguez. E funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Fomos lá por volta das onze da noite (como manda o figurino) e pedimos a clássica e uma com pulled pork. As porções são enormes — uma poutine por 12–16 CAD (9–12 €) alimenta tranquilamente duas pessoas. Não é haute cuisine, é comfort food no melhor sentido da palavra.

BeaverTails e xarope de bordo

BeaverTails (Queues de Castor) são massas fritas achatadas em formato de rabo de castor, polvilhadas com açúcar, canela, Nutella ou xarope de bordo. Tem um quiosque no Old Port e é o street food perfeito por cerca de 7 CAD (5 €).

E por falar nisso — o xarope de bordo, compre no Jean-Talon Market direto dos produtores, e não nas lojas de souvenirs. A qualidade é incomparável e o preço melhor.

Onde jantar bem e tomar um bom café

  • Joe Beef — restaurante lendário de Montreal, para quando quiser se dar um luxo (pratos principais de 40–70 CAD / 30–50 €). Reserve com semanas de antecedência.
  • L’Entre-Pots — aconchegante bistrô francês no Plateau, excelente custo-benefício.
  • Mon Lapin — vinhos naturais e pratos para compartilhar, clima descolado, mas a comida é fantástica.
  • Crew Collective & Café — café dentro de um antigo banco com colunas de mármore e pé-direito de 20 metros. Um dos espaços de café mais bonitos do mundo, sem exagero. O café em si é mediano, mas você vai pela ambientação. 😊
  • Café Olimpico — lenda local no Mile End, sem Wi-Fi, sem turistas, só espresso excelente e atmosfera autêntica desde 1970.

Festivais que valem a visita

Montreal é a cidade número um de festivais da América do Norte — e isso não é exagero. Se você conseguir programar a visita durante um dos grandes festivais, a experiência se multiplica.

Montreal International Jazz Festival (junho–julho)

O maior festival de jazz do mundo. Sim, do mundo inteiro. Mais de dois milhões de visitantes, centenas de shows e — o melhor de tudo — a maioria dos shows ao ar livre é de graça. O centro inteiro da cidade se transforma num grande palco durante 10 dias. Mesmo que você não seja fã de jazz, a atmosfera te conquista.

Just for Laughs / Juste pour rire (julho)

O maior festival de comédia do mundo. Espetáculos de rua, stand-up comedy, improviso — e novamente muita coisa de graça nas ruas. A cidade em julho está literalmente cheia de risadas em cada esquina.

Igloofest (janeiro–fevereiro)

Se você é meio doido (como eu) e quer ir a Montreal no inverno, o Igloofest é o motivo. Um festival de música eletrônica ao ar livre com temperaturas de -15 °C, onde o pessoal dança de macacão e máscara. É absurdo, louco e inesquecível. 😅

Nuit Blanche (fevereiro/março)

Festival noturno de arte e cultura — galerias, museus e espaços culturais ficam abertos a noite toda e pela cidade acontecem dezenas de instalações artísticas e performances.

Dicas práticas para finalizar

Para fechar, algumas dicas práticas que vão ser úteis na hora de planejar sua viagem para Montreal. De idioma a segurança, passando por onde encontrar as passagens mais baratas.

Idioma — “Bonjour/Hi”

Montreal é oficialmente uma cidade francófona, mas na prática é bilíngue. No centro e áreas turísticas, você se vira em inglês sem problemas. Nas lojas e restaurantes, os locais geralmente te cumprimentam com “Bonjour! Hi!” e você escolhe o idioma. Porém — e isso é importante — os montrealenses adoram quando você tenta falar francês. Basta um “bonjour”, “merci”, “s’il vous plaît” e você verá o sorriso abrir. 😊 Para brasileiros, o francês costuma ser mais acessível que para falantes de outras línguas, graças às raízes latinas em comum.

Segurança

Montreal é uma cidade muito segura. Use o bom senso (não deixe pertences sem vigilância, atenção a batedores de carteira no metrô), mas no geral dá pra caminhar até tarde da noite sem preocupação. Voltamos do La Banquise por volta da meia-noite pelo Plateau e nos sentimos completamente tranquilos.

Gorjeta

No Canadá, a gorjeta é praticamente obrigatória. Em restaurantes, espera-se 15–20%, em bares 1–2 CAD por drink, para taxistas 10–15%. Se deixar menos de 15%, o garçom vai achar que houve algum problema. Sim, isso pesa no orçamento — leve em conta no planejamento.

Adaptador de tomada

O Canadá usa tomadas americanas (tipo A/B) — se você vem do Brasil, provavelmente já tem adaptadores compatíveis, mas confira antes. O padrão brasileiro tipo N nem sempre encaixa. Compre um adaptador universal antes da viagem, no aeroporto custa o triplo.

Seguro viagem

Para o Canadá, viaje com seguro obrigatoriamente. O sistema de saúde canadense para estrangeiros é astronomicamente caro — até uma simples ida ao pronto-socorro pode custar milhares de dólares. Você pode dar uma olhada na nossa resenha de seguro viagem, onde comparamos várias opções.

O que levar na mala

Depende da época. No verão, roupas leves bastam, mas sempre leve uma jaqueta leve ou moletom — o ar-condicionado nos prédios é brutal e as noites à beira do rio podem ser mais frescas. No outono, aposte em camadas — de manhã pode fazer 5 °C e à tarde 18 °C. Sapatos confortáveis para caminhar são essenciais, você vai andar muito. E se não tem certeza do que levar, confira nosso guia de como fazer mala de mão.

Onde encontrar passagens aéreas

Para encontrar passagens baratas para Montreal, pesquise no Google Flights, Skyscanner ou Kayak. Ative alertas de preço e acompanhe — às vezes surgem promoções incríveis de companhias como Air Canada, LATAM ou TAP com conexão em Lisboa. Voos saindo de São Paulo e Rio costumam ter mais opções e preços melhores.

Aluguel de carro

Se planeja passeios fora de Montreal (Laurentians, Quebec City, Eastern Townships), um carro é muito útil. Costumamos usar o RentalCars.com, onde você compara preços de todas as locadoras de uma vez. A propósito, se está planejando um roadtrip pelo Canadá, carro é indispensável.

Reserva de hospedagem

O Booking.com é nosso buscador de hotéis favorito — prático, confiável e com cancelamento grátis na maioria das reservas.

Dados móveis e eSIM

Para ter internet no Canadá sem dor de cabeça, recomendamos adquirir um eSIM da Holafly. Você ativa ainda antes de embarcar e, ao pousar, já tem dados funcionando — sem precisar correr atrás de chip local.

E se planeja estender a viagem com um passeio às Cataratas do Niágara, vale muito a pena — de Montreal é um pouco mais longe, mas dá pra combinar com uma visita a Toronto.

FAQ — 7 perguntas mais frequentes sobre Montreal

Para fechar, respondemos às perguntas mais comuns que recebemos de leitores planejando uma viagem para Montreal.

Quantos dias preciso para Montreal?

O mínimo são 3 dias, idealmente 4–5. Em três dias você cobre Old Montreal, Mont Royal, Plateau e as principais paradas gastronômicas. Com cinco dias, dá pra curtir num ritmo mais tranquilo, visitar a Île Sainte-Hélène, o Lachine Canal e explorar a cidade a fundo. Se planeja passeios fora da cidade (Quebec City fica a 2h30 de carro e vale muito a pena), acrescente mais 2–3 dias.

Montreal é cara?

Montreal é mais barata que Toronto, Vancouver ou Nova York, mas ainda assim mais cara que a maioria das cidades europeias. Um almoço em restaurante sai por 15–25 CAD (11–18 €) + gorjeta, um jantar por 25–50 CAD (18–36 €). Hospedagem a partir de 95 €/noite (classe média). Onde economizar: a entrada no Musée des beaux-arts é gratuita, muitos festivais ao ar livre são de graça e a comida nos mercados é bem mais barata que nos restaurantes.

Fala-se inglês em Montreal?

Sim, no centro e áreas turísticas você se comunica em inglês sem problemas. Montreal é uma cidade praticamente bilíngue. Alguns restaurantes no Plateau ou Mile End podem ter cardápio só em francês, mas a equipe sempre muda para inglês. Os locais adoram quando você tenta pelo menos o básico em francês.

Qual a melhor época para visitar Montreal?

De junho a outubro. O verão (junho–agosto) é a alta temporada, com festivais e melhor clima. Setembro e outubro (indian summer) são ainda mais bonitos — menos turistas, cores espetaculares das folhas, temperaturas agradáveis. Evite janeiro a março se não gosta de frio intenso.

Preciso de visto para o Canadá?

Brasileiros precisam de visto canadense para entrar no Canadá. Se você já tem um visto americano B1/B2 válido, pode solicitar a eTA (Electronic Travel Authorization) por 7 CAD (cerca de 5 €), que é mais simples e rápida. Sem visto americano, é necessário o visto canadense tradicional. Solicite sempre pelo site oficial do governo canadense (canada.ca) e cuidado com sites fraudulentos que cobram mais.

Como ir do aeroporto ao centro de Montreal?

A opção mais barata é o ônibus 747 Express, que vai do aeroporto Trudeau direto ao centro (paradas nas estações de metrô Lionel-Groulx e Berri-UQAM). O trajeto leva 45–60 minutos, a passagem custa 11 CAD (8 €) e inclui uso ilimitado do transporte público por 24 horas. Táxi/Uber custa 40–55 CAD (30–40 €) e leva 20–40 minutos dependendo do trânsito.

Montreal é segura?

Sim, Montreal é uma das grandes cidades mais seguras da América do Norte. A criminalidade violenta é baixa, o transporte público é seguro mesmo à noite e dá pra andar pela maioria dos bairros sem preocupação. Como em qualquer lugar — cuide dos seus pertences no metrô e áreas turísticas, mas no geral a sensação de segurança é muito boa.

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