Férias na Sicília: 34 dicas do que ver na maior ilha do Mediterrâneo

A Sicília Itália foi nosso destino durante todo o mês de maio — eu, meu marido e nosso pequeno Jonáš, de apenas um ano. Saímos da República Tcheca de motorhome, mas na Sicília alugamos uma casa grande pertinho de Palermo. O mês passado na maior ilha do Mediterrâneo foi incrível e, mesmo viajando com um bebê, conseguimos explorar boa parte dela. Venha com a gente conferir 34 dicas do que ver na Sicília!

Terrasini, Sicília

Resumo

  • A melhor época para visitar a Sicília é na primavera ou no outono, se você não faz questão de nadar no mar — em maio a paisagem estava verde e florida, com flores silvestres por toda parte, e dava para conhecer tudo sem multidões de turistas.
  • Sem carro com seguro total, nem tente — como lemos em fóruns: “só um louco não paga o seguro completo.” Quando chegamos, entendemos o porquê — todos os carros aqui parecem ter sobrevivido a uma guerra. O transporte público funciona apenas entre as cidades maiores. Recomendamos reservar pelo RentalCars.
  • Os lugares mais incríveis que vão te impressionar: a praia caribenha de San Vito Lo Capo, os mosaicos dourados de Monreale, o majestoso Etna e o fascinante Vale dos Templos em Agrigento ao pôr do sol.
  • Prove as especialidades locais — experimentamos arancini (bolinhos de arroz fritos), pasta alla Norma, a refrescante granita com brioche fofa e cannoli recheados com creme doce de ricota.
  • Não deixe de fazer passeios às ilhas ao redor — seja as Ilhas Egadi com águas incrivelmente turquesas (Favignana, Levanzo) ou o passeio noturno ao redor de Stromboli, cujo vulcão lança pequenas erupções a cada 20 minutos. Para passeios de barco, reserve os ingressos com antecedência pelo GetYourGuide.
  • Procure hospedagem pelo Booking.com e não esqueça de ler as avaliações — tem bastante dinheiro? Então conheça o Four Seasons San Domenico Palace em Taormina (onde foi filmado White Lotus!). Para nós, meros mortais, há o Calanica Resort em Cefalù ou o I MORI HOTEL perto da praia mais bonita, San Vito lo Capo. Se for às Ilhas Egadi, experimente o aconchegante Corte della Cava em Favignana.
Terrasini, Sicília
Terrasini, Sicília

Clima na Sicília: quando ir?

Antes de entrarmos nas dicas específicas, vamos falar um pouco sobre o clima. Nós escolhemos maio, e foi uma ótima decisão com criança pequena.

Primavera (março–maio) é o período ideal para visitar se você não faz questão de nadar no mar, mas quer aproveitar ao máximo os passeios sem multidões. As temperaturas variam de 15°C em março a agradáveis 25°C em maio (no final de maio já chegou perto dos 30°C). O mar aquece gradualmente de 15°C até 19°C no fim de maio, quando já dá para se banhar nas praias do sul. A paisagem fica verde exuberante, com flores silvestres e pomares de cítricos por toda parte. Para visitar monumentos ou fazer trilhas, é perfeito.

Verão (junho–agosto) é a época mais quente e movimentada. As temperaturas chegam facilmente a 30–35°C, e no interior pode passar dos 40°C — para nós já é um inferno, mas tem gente que gosta de calor mesmo… O mar fica delicioso, entre 24–27°C. É ótimo para férias de praia, mas prepare-se para multidões e preços mais altos. Se planeja visitar monumentos, saia bem cedo ou no final da tarde, porque ao meio-dia o calor é insuportável.

Outono (setembro–novembro) é parecido com a primavera. Em setembro as temperaturas ainda são de verão (cerca de 28°C) com mar agradavelmente morno (24–25°C), mas já com menos turistas. Em outubro e novembro as temperaturas começam a cair (17–22°C), mas ainda há bastante sol. É uma época excelente para turismo cultural, trilhas e para provar a gastronomia local — é época de colheita de azeitonas e uvas.

Inverno (dezembro–fevereiro) é a época menos indicada. Faz frio e chove bastante. As temperaturas ficam em torno de 12–17°C durante o dia, e à noite pode cair para 5°C. O mar é frio demais para banho (14–15°C). Nas regiões montanhosas como o Etna ou as Madonie pode nevar, então dá até para esquiar. A maioria dos restaurantes e atrações fora das cidades principais pode estar fechada na baixa temporada, então verifique tudo com antecedência — os italianos não costumam ser muito prestativos com informações online e nem sempre o que aparece no Google está atualizado.

Férias na Sicília, Trapani
Trapani, Sicília

Férias na Sicília: onde se hospedar?

Depende do que você quer ver. Eu quase recomendaria se mudar de base ao longo da viagem pela Sicília para conseguir conhecer a ilha inteira. Procure hospedagem pelo Booking.com e não esqueça de ler as avaliações.

Transporte na Sicília: cuidados ao alugar carro

Para explorar a ilha de verdade, recomendamos alugar um carro pelo RentalCars — e, principalmente, escolha o seguro completo. Nós também alugamos um carro além do motorhome, e nos fóruns lemos que só um louco não paga o seguro total. Quando chegamos, entendemos o porquê. Todos os carros aqui parecem ter sobrevivido a uma guerra.

O transporte público funciona basicamente entre as cidades maiores, então sem carro você não consegue chegar a vários lugares.

Para brasileiros, a boa notícia é que dá para usar a CNH brasileira na Itália por até 6 meses, mas é recomendável levar também a Permissão Internacional para Dirigir (PID). Os voos do Brasil para a Sicília geralmente fazem conexão em Roma ou Milão — companhias como LATAM, ITA Airways e Alitalia operam rotas para a Itália.

Trapani, Sicília
Trapani, Sicília

Lugares mais bonitos da Sicília: 34 dicas de cidades, praias e monumentos

Vamos agora ao que realmente interessa: o que ver e fazer na Sicília Itália. Apresentamos 34 dos lugares mais bonitos que você precisa conhecer.

Palermo

A capital da Sicília é caótica, barulhenta, mas transborda vida. Fomos várias vezes durante o mês e, curiosamente, é melhor ir nos fins de semana do que durante a semana. Nos dias úteis o trânsito é insano, com os moradores indo ao trabalho. No fim de semana era bem mais tranquilo. Não sei como fica na alta temporada de verão, mas não deixe de visitar os principais pontos.

Se estiver viajando com crianças, aproveite os ônibus hop on hop off, que percorrem toda a cidade.

Palermo
Palermo

Monreale e os mosaicos dourados

Logo acima de Palermo fica a cidadezinha de Monreale, com uma catedral que está entre as mais belas construções religiosas do mundo. O interior é coberto por enormes mosaicos dourados do século XII. A entrada na catedral é gratuita, mas por 4 € você pode subir ao terraço com vista panorâmica de toda Palermo.

Não deixe de visitar também o claustro beneditino ao lado, com um pátio maravilhoso (entrada 6 €). É um espaço lindo e tranquilo, com uma fonte no centro e 228 colunas duplas, cada uma com um capitel esculpido único.

Dica: estacione na parte baixa da cidade (estacionamento diário 12 €) e suba de ônibus local por 1,40 €.

San Vito Lo Capo

A praia mais bonita do norte da Sicília fica na cidadezinha de San Vito Lo Capo. A cidade em si não tem muito, mas a praia parece saída do Caribe. Dá para alugar espreguiçadeiras ou comprar seu próprio guarda-sol numa loja de souvenirs e encontrar seu cantinho. São três quilômetros de areia branca e mar turquesa cristalino que impressionam qualquer visitante.

Na cidade, você pode experimentar a especialidade local — cuscuz com caldo de peixe. Esse prato reflete a influência árabe na culinária siciliana, e todo ano em setembro acontece um festival de cuscuz. Nós somos vegetarianos, então não provamos, mas dizem que é incrível.

San Vito Lo Capo, férias na Sicília
Trapani, Sicília

Reserva Natural de Zingaro

Pertinho de San Vito Lo Capo fica a primeira reserva natural da ilha — a Riserva Naturale dello Zingaro. São sete quilômetros de litoral selvagem com diversas enseadas de praias de pedrinhas — Cala Tonnarella dell’Uzzo, Cala dell’Uzzo e Cala Marinella.

Essas enseadas só são acessíveis a pé pela trilha costeira, então leve calçados adequados. A entrada custa 5 € por pessoa e saiba que na reserva não há sombra nem lanchonetes — leve chapéu, guarda-sol, protetor solar e bastante água.

Já que você está na região, pode parar também na pitoresca vilarejo de Scopello, com vista para as características formações rochosas Faraglioni.

Segesta, Sicília
Segesta, Sicília

Segesta

Aproveitamos que a avó veio nos visitar e podia ficar com o Jonáš. Saímos só nós dois para o sítio arqueológico de Segesta, que abriga um dos templos dóricos mais bem preservados do mundo. Ele se ergue majestosamente numa colina com vista para a paisagem verdejante. No topo do morro fica um teatro antigo com vista até o mar.

A entrada é paga, mas o estacionamento na entrada é gratuito. Para o topo, onde está o teatro, sobe um micro-ônibus com custo adicional. Se estiver fazendo calor, recomendo pegar.

Castellammare del Golfo
Castellammare del Golfo

Castellammare del Golfo

A 20 minutos da nossa hospedagem ficava a encantadora cidadezinha de Castellammare del Golfo, que se tornou um dos passeios mais agradáveis com nosso pequeno Jonáš de um ano.

A cidade se espalha ao redor de um majestoso castelo árabe-normando que se ergue sobre a baía, oferecendo vistas deslumbrantes do mar azul-turquesa. Com o Jonáš, curtimos um passeio pelo calçadão à beira-mar cheio de cafés e restaurantes — pena que a maioria ainda estava fechada em maio.

Na cidade há também uma bela praia de areia chamada Plaja, com entrada suave no mar, ideal até para os pequenos viajantes.

Trapani e o museu do sal

A cidade portuária de Trapani, na costa oeste, tem um bonito centro histórico e praias agradáveis, mas a principal atração da região são as salinas ao sul da cidade. São tanques rasos separados por diques estreitos, onde desde a época dos fenícios se extrai sal marinho com métodos tradicionais.

O visual mais fotogênico é ao pôr do sol, quando a água ganha tons rosados. Na temporada, você pode ver até flamingos, que fazem parada aqui durante a migração.

Visite o museu do sal na localidade de Nubia, onde você aprende mais sobre a história e o processo de produção do sal. Inclui degustação de diferentes tipos de sal, inclusive caramelo de sal.

Museu do sal em Trapani
Museu do sal em Trapani

Erice

Acima de Trapani se ergue uma montanha com a encantadora cidadezinha medieval de Erice (750 m de altitude). Você pode subir de carro por uma estrada sinuosa ou de teleférico. Graças à altitude, mesmo no verão faz um friozinho agradável por lá.

Erice tem uma atmosfera de conto de fadas — ruelas de pedra, duas fortalezas medievais e vistas panorâmicas de toda a costa oeste da Sicília. Não deixe de visitar a confeitaria Maria Grammatico, famosa pelos doces de marzipã frutta di Martorana, que parecem frutas de verdade.

Especialmente impressionante é o castelo Castello di Venere, construído no local de um antigo santuário dedicado à deusa Vênus, com vistas deslumbrantes.

Vale dos Templos na Sicília
Vale dos Templos na Sicília

Vale dos Templos (Valle dei Templi) em Agrigento

O parque arqueológico na cidade de Agrigento é um dos sítios antigos mais impressionantes do Mediterrâneo. Sete templos dóricos do século V a.C. se erguem ao longo de uma crista, ganhando um tom dourado deslumbrante ao pôr do sol.

O mais bem preservado é o Templo da Concórdia, um dos templos gregos em melhor estado de conservação no mundo. O complexo é bem grande — conte com 2 a 3 horas de caminhada. Com o Jonáš, tivemos que encerrar depois de uma hora e meia.

No verão, compre os ingressos online com antecedência para não ficar na fila debaixo de sol — o jeito mais fácil é pelo GetYourGuide.

Scala dei Turchi

Perto de Agrigento fica uma das formações naturais mais fotogênicas da Sicília — a Scala dei Turchi, ou “Escadaria dos Turcos”. Trata-se de um impressionante penhasco de calcário branco que desce até o mar em forma de “degraus” naturais.

O acesso aos próprios penhascos agora é restrito por questões de conservação e risco de deslizamento, mas ainda é possível admirá-los das praias ao redor. A melhor vista é da praia Lido Rossello, de onde dá para caminhar até o mirante (estacionamento 3 €).

O penhasco fica mais fotogênico de manhã ou no final da tarde, quando o sol realça a brancura da rocha contra o mar azul.

Escadaria dos Turcos
Vale dos Templos na Sicília

Villa Romana del Casale

Esta villa romana no interior, perto da cidade de Piazza Armerina, abriga a maior e mais bem preservada coleção de mosaicos romanos do mundo. Os pisos da villa, do início do século IV, são cobertos por mais de 3.500 m² de mosaicos detalhados.

Os mais famosos são as “Moças de Biquíni” — um mosaico de jovens mulheres se exercitando em trajes surpreendentemente parecidos com biquínis modernos. É fascinante ver como as mulheres praticavam esportes há 1.700 anos.

A visita dura cerca de 2 horas. O percurso é feito por passarelas elevadas, de onde se tem uma ótima visão de todos os detalhes dos mosaicos.

Siracusa e a ilha de Ortigia

Pode parecer surpreendente, mas Siracusa já foi mais poderosa que Atenas. Hoje está dividida em duas partes — a cidade moderna e a histórica ilha de Ortigia, conectada ao continente por uma curta ponte.

No parque arqueológico de Neápolis você encontra um imponente teatro grego, um anfiteatro romano e a misteriosa gruta chamada “Orelha de Dionísio”, com uma acústica inacreditável.

Mas a verdadeira joia é a ilha de Ortigia, com seu labirinto de ruelas estreitas, praças barrocas e palácios. A catedral foi construída diretamente sobre um antigo templo grego — lá dentro ainda dá para ver as colunas dóricas originais! Não deixe de visitar a Fonte de Arethusa — um lendário manancial de água doce bem à beira-mar, onde crescem papiros.

Jante na Piazza Duomo com vista para a catedral iluminada e prove a especialidade local — salada de laranja com erva-doce e azeitonas pretas.

Ilhas Eólias (Lípari)

Infelizmente não conseguimos ir a estas ilhas dessa vez com o Jonáš, mas não dá para deixar de mencioná-las. Ao norte da Sicília fica um arquipélago de sete ilhas vulcânicas (Lípari, Vulcano, Stromboli, Salina, Panarea, Alicudi e Filicudi), que é Patrimônio Mundial da UNESCO.

Do porto de Milazzo dá para fazer um passeio de um dia de barco às ilhas de Lípari e Vulcano. Na ilha de Lípari você encontra um belo centro histórico e um museu arqueológico. Em Vulcano, pode se banhar numa praia de areia preta ou nas fontes termais de lama sulfurosa (atenção — o cheiro é bem forte).

A experiência realmente imperdível, porém, é o passeio noturno ao redor da ilha de Stromboli, cujo vulcão está em atividade constante e lança pequenas erupções a cada 20 minutos. Infelizmente o Jonáš ainda era pequeno demais para isso, então tivemos que deixar para a próxima.

Quando pesquisei, era fácil reservar passeios pelo GetYourGuide — no final, decidimos que não valia a pena levar o Jonáš.

Etna

O vulcão ativo mais alto da Europa (3.357 m) é a marca registrada do leste da Sicília — avistamos logo no primeiro dia na ilha, enquanto saíamos da balsa rumo à hospedagem. Como eu tinha muita vontade de visitá-lo, pesquisei todas as formas possíveis de chegar lá.

O acesso mais fácil é pelo lado sul, pelo Rifugio Sapienza (1.900 m), aonde se chega de carro. De lá sobe um teleférico até 2.500 m, de onde você pode continuar em veículos 4×4 com guia até altitudes maiores. Se não quiser ir até o topo, pode caminhar pelas crateras menores Silvestri, que ficam logo na estação superior.

Mais informações no nosso artigo completo.

Etna
Vale dos Templos na Sicília

Mesmo de altitudes mais baixas, dá para caminhar pelos campos de lava negra. Aviso importante: mesmo no verão pode fazer frio no Etna (10°C) e ventar bastante, então leve roupas quentes.

Se quiser fazer um passeio mais especial, confira as opções no GetYourGuide. Para famílias com crianças, por exemplo, tem um tour de ônibus panorâmico que muita gente me recomendou, ou então você pode fazer um trekking com guia de verdade.

Taormina

Taormina é o balneário mais badalado da Sicília. A principal atração é o antigo teatro greco-romano com uma vista de tirar o fôlego para o mar e o Etna.

A avenida principal Corso Umberto I é ladeada por lojas, cafés e restaurantes. Entrar de carro no centro é muito complicado — com um carro grande, nem rola. Recomendo deixar o carro em Naxos e ir de ônibus. Se estiver com criança pequena, os ônibus hop on hop off turísticos são uma boa opção.

Vá o mais cedo possível. Taormina é um dos pontos mais turísticos da Sicília e lota muito. Nunca vimos tantos turistas em outro lugar.

Taormina
Taormina

Cefalù

Cefalù, na costa norte, oferece a combinação perfeita — uma praia linda bem aos pés de uma imponente catedral normanda do século XII. Na catedral há um mosaico dourado do Cristo Pantocrator, semelhante ao de Monreale — infelizmente estava fechada quando fomos.

A cidadezinha tem ruelas românticas de pedra com restaurantes e cafés. Se você é fã da série White Lotus, algumas cenas foram filmadas aqui.

Se não estiver fazendo calor e não estiver com bebê, suba a rocha La Rocca acima da cidade. A subida até o topo leva cerca de uma hora.

Cefalù, Sicília
Cefalù, Sicília

Cidades barrocas do Vale de Noto

Após o devastador terremoto de 1693, diversas cidades do sudeste da Sicília foram reconstruídas em estilo barroco. Visite pelo menos algumas delas:

  • Noto — palácios barrocos dourados margeiam a avenida principal Corso Vittorio Emanuele
  • Ragusa — dividida entre a cidade alta moderna e a histórica Ragusa Ibla, no morro
  • Modica — famosa pela produção de chocolate seguindo receita asteca

Caltagirone

Esta cidade no interior é famosa há séculos por sua cerâmica. O símbolo é a monumental escadaria Scala di Santa Maria del Monte, com 142 degraus, cada um decorado com um motivo cerâmico diferente.

Nas oficinas você pode observar artesãos trabalhando e comprar cerâmica pintada à mão como souvenir autêntico. Vale visitar também o Museu Regional de Cerâmica (entrada 4 €), onde se acompanha a evolução dessa arte da pré-história até os dias de hoje.

Necropoli di Pantalica

Num cânion profundo do rio Anapo, no leste da Sicília, fica um impressionante sítio pré-histórico. Nas paredes íngremes de calcário estão escavados mais de 5.000 túmulos da Idade do Bronze (séculos XIII–VIII a.C.).

O acesso não é fácil — com bebê era inviável para nós. É preciso chegar à vila de Ferla ou Sortino, de onde parte uma trilha sinalizada. Leve água e comida e, principalmente, calçados adequados.

A recompensa é a atmosfera incrível de um lugar onde o tempo parou. O cânion é cortado por um rio limpo com piscinas naturais onde dá para se refrescar.

Savoca e Forza d’Agrò

Fãs da trilogia O Poderoso Chefão não podem perder a visita às vilas serranas de Savoca e Forza d’Agrò, que serviram de locação para as cenas sicilianas no lugar da verdadeira Corleone.

Em Savoca, visite o lendário Bar Vitelli, onde foi filmada a cena do noivado de Michael Corleone. Hoje é um pequeno museu com fotos das filmagens e ainda funciona como bar. Dá para tomar uma granita de limão — a mesma bebida do filme.

Reserva Natural de Vendicari

No sudeste da ilha fica a área protegida de pântanos e praias de Vendicari. Para amantes da natureza e observação de aves, é um paraíso — dá para ver flamingos, garças e muitas outras espécies.

As praias da reserva estão entre as mais bonitas e limpas da Sicília — especialmente a Calamosche, entre dois promontórios rochosos que a protegem das ondas. O estacionamento é pago.

Pizza na Sicília
A pizza na Sicília foi decepcionante em alguns lugares, mas aqui estava ótima.

Catânia

A segunda maior cidade da Sicília é construída com pedra vulcânica negra, o que lhe dá um visual único. Na Piazza Duomo se destaca a famosa fonte com elefante (Fontana dell’Elefante), símbolo da cidade.

Visite o mercado de peixes La Pescheria, onde os pescadores gritam e oferecem as capturas frescas. Num dos restaurantes locais, prove a pasta alla Norma (massa com berinjela), batizada em homenagem à ópera do compositor Bellini, que nasceu em Catânia.

Não entre no centro com carro grande — use os estacionamentos na periferia e pegue o transporte público até o centro.

Piazza Armerina

Além da já mencionada Villa Romana del Casale, vale a pena conhecer também a própria cidade de Piazza Armerina, com suas charmosas ruelas medievais e uma catedral majestosa. Todo ano, em agosto, acontece o festival medieval Palio dei Normanni, com cortejo a caráter e torneio de cavaleiros.

Parco delle Madonie

Se você ama trilhas, não pode deixar de visitar o Parco delle Madonie, no norte da ilha. Como base, use a cidadezinha de Petralia Soprana, que recebeu o prêmio de vila mais bonita da Itália. De lá, dá para fazer excursões pela região e observar cavalos selvagens nas pastagens de montanha.

Nas trattorias locais, prove as especialidades serranas como ricotta al forno (ricota assada) ou provola (queijo defumado).

Tonnara di Scopello
Tonnara di Scopello

Tonnara di Scopello

Na costa noroeste, perto da Reserva Natural de Zingaro, fica a antiga fábrica de processamento de atum Tonnara di Scopello. Hoje é um pitoresco complexo de construções de pedra com as características formações rochosas (faraglioni) erguendo-se do mar, onde frequentemente se realizam casamentos.

Os italianos ficam indignados com esse lugar porque cobram entrada para a praia (e praias são públicas na Itália), mas na minha opinião ainda assim vale a visita.

Atenção: nem sempre está aberto ao público — frequentemente acontecem eventos privados. A vista do mirante, porém, está sempre acessível. Nós não conseguimos entrar na praia nenhuma vez — mesmo depois de eu ter mandado mensagem pelo WhatsApp perguntando se estava aberto ao público. Responderam que sim, mas quando chegamos estava fechado.

Na praia não se pode levar guarda-sol próprio e nem carrinho de bebê. Tanto o estacionamento quanto a entrada são pagos. Pertinho dali fica a maravilhosa vilazinha medieval de Scopello, com restaurantes muito agradáveis — então, se a Tonnara decepcionar como aconteceu conosco, vá pelo menos até lá.

Porto Palo di Capo Passero

Na ponta mais ao sudeste da Sicília fica a cidadezinha de Porto Palo com a pequena ilha Isola delle Correnti, considerada o ponto onde o mar Jônico encontra o Mediterrâneo. Na maré baixa, dá para ir a pé até a ilhota com um farol abandonado, caminhando pela água rasa.

As praias ao redor são das mais tranquilas da ilha — longas dunas de areia sem multidões. Colecionadores de conchas vão adorar.

Garganta de Alcântara

Ao norte do Etna fica o parque natural Gole dell’Alcantara. O rio Alcântara escavou seu caminho através de correntes de lava basáltica do Etna, formando uma impressionante garganta com paredes de até 25 metros de altura.

Dá para caminhar pela garganta em água rasa (no verão, um refresco delicioso). Destaque para as características formações de colunas hexagonais nas paredes de lava, que se formaram durante o resfriamento.

Nebrodi — o “pulmão verde da Sicília”

A serra Nebrodi, no nordeste da ilha, é a região mais arborizada da Sicília. Este parque natural é ideal para trilhas e caminhadas. Visite os lagos Maulazzo e Biviere, cercados de florestas onde se pode encontrar javalis selvagens. Se quiser algo mais leve, experimente a região ao redor de Santo Stefano di Camastra, conhecida pela produção de cerâmica.

Pantelleria

Esta ilha fica mais perto da África do que da Sicília e oferece uma experiência completamente diferente. É conhecida por suas fontes termais, vinhedos com a uva Zibibbo (da qual se produz o vinho doce Passito) e as típicas casas de pedra chamadas dammusi.

O mais bonito é o lago Specchio di Venere (Espelho de Vênus) — um lago vulcânico com águas turquesa e lama medicinal nas margens. Para chegar à ilha, pegue a balsa de Trapani (cerca de 2 horas de viagem) ou vá de avião.

Sciacca

Esta histórica cidade portuária na costa sudoeste é conhecida por sua cerâmica, carnaval e termas, consideradas entre as mais antigas da Sicília.

Na cidade, visite a catedral, o castelo Luna e as ruelas da cidade velha com oficinas de artesãos. Acima da cidade fica o Monte Kronio, com grutas de vapor que são usadas para fins medicinais desde a Grécia Antiga.

Grutas marinhas de Isola Bella

A leste de Taormina fica a pequena ilha Isola Bella (“Ilha Bonita”), conectada ao continente por uma estreita faixa de areia. A região é famosa por suas grutas marinhas.

Alugue um barquinho ou junte-se a um passeio organizado (cerca de 25 €), que leva até grutas como a Grotta Azzurra (Gruta Azul) e a Grotta del Giorno (Gruta do Dia). A água cristalina e o jogo de luz nas cavernas criam efeitos deslumbrantes.

Ilhas Egadi
Ilhas Egadi

Ilhas Egadi

A oeste de Trapani fica o arquipélago com três ilhas principais — Favignana, Levanzo e Marettimo. Dá para visitar as três num dia só, mas recomendo dividir.

A maior delas é Favignana, onde vale a pena alugar uma scooter, bicicleta ou carrinho e dar a volta na ilha.

Quando você chega em Levanzo, a água turquesa já impressiona direto no porto, mas fora isso não há muito o que fazer. É uma ilha realmente minúscula, que se percorre a pé ou indo apenas até a praia mais próxima. De Levanzo saem barcos para a gruta Grotta del Genovese, com pinturas pré-históricas de até 10.000 anos.

Marettimo é a mais remota e montanhosa, procurada principalmente para trilhas.

As balsas partem de Trapani. A travessia leva cerca de 30 minutos até Favignana e mais 10 minutos de Favignana até Levanzo. Mesmo comprando uma balsa direta, ela passa por Favignana antes de seguir para Levanzo, o que pode surpreender. As balsas exigem que você fique sentado no seu lugar e não pode se movimentar livremente — informação importante para quem viaja com crianças pequenas e agitadas como nosso Jonáš 🙂 Foi bem puxado.

Dica: se você curte passeios de barco e quer conhecer as ilhas de um jeito mais especial, confira o GetYourGuide e reserve um passeio em barco menor. Reserve tudo com antecedência — mesmo em maio já estava esgotado.

Rota dos vinhos de Agrigento

A região de Agrigento não é famosa apenas pelos templos, mas também por seus vinhos excelentes. A rota Strada del Vino e dei Sapori inclui diversas vinícolas onde você pode degustar variedades locais como Nero d’Avola, Grillo ou Cattaratto.

Visite, por exemplo, as vinícolas Planeta, CVA Canicattì ou Feudo Arancio, onde além da degustação você aprende sobre a história da vinicultura na Sicília. A maioria exige reserva antecipada.

Quattro Canti em Palermo

Para fechar, uma dica de joia arquitetônica bem no centro de Palermo. Os Quattro Canti (Quatro Cantos) são uma praça barroca no cruzamento das duas ruas principais, onde se encontram os quatro bairros históricos da cidade.

Cada um dos quatro cantos é decorado com estátuas de reis espanhóis e santas padroeiras dos bairros históricos. É um dos pontos mais fotogênicos de Palermo, mas também dos mais movimentados, onde além de multidões você sempre encontra músicos de rua.

Quattro Canti
Quattro Canti

O que comer na Sicília?

A culinária siciliana é um capítulo à parte. Combina influências italianas, gregas, árabes e espanholas. Veja o que provar na Sicília:

  • Arancini — bolinhos de arroz fritos recheados com carne, queijo ou cogumelos, geralmente servidos como entrada ou vendidos em lanchonetes de rua
  • Pasta alla Norma — massa com berinjela, tomate e ricota
  • Pasta alla Trapanese — massa com pesto de tomate, amêndoas, queijo e pimenta-do-reino
  • Pasta con le sarde — massa com sardinhas, erva-doce e pinhões
  • Caponata — legumes assados servidos frios, geralmente tomate, berinjela, alcaparras e azeitonas, mas às vezes leva aipo também, que eu pessoalmente detesto
  • Cannoli — canudos crocantes recheados com ricota doce
  • Cassata — bolo com frutas cristalizadas
  • Granita — raspado de gelo saborizado servido com brioche
Pasta alla Norma
Pasta alla Norma

Segurança na Sicília e a máfia

Quando fomos para a Sicília, alguns conhecidos perguntaram se ainda tinha mafiosos por lá. Embora restos da máfia siciliana (Cosa Nostra) ainda existam na Sicília, ela já perdeu a maior parte de sua influência e atua discretamente na política e nos negócios. Perigo real não existe mais.

O pior mesmo é o trânsito — assim como no sul da Itália em geral, aqui se dirige de forma agressiva. Todos os carros têm marcas de batida, e se alguém encosta no seu carro, é considerado normal e dizem que a polícia nem se envolve. Por isso, na hora de alugar carro pelo RentalCars, contrate o seguro completo sem falta.

De resto, vale o mesmo que em qualquer destino turístico: fique de olho nos pertences em áreas muito turísticas, não deixe nada no carro e, se o hotel tiver cofre, use-o.

Perguntas frequentes

Quais são os preços na Sicília?

Depende da região, mas é mais barato do que no norte da Itália e na Europa Ocidental. Num restaurante, uma pizza custa de 6 a 12 euros, massas ficam em torno de 12 a 18 euros — claro que depende do lugar. Frutas e verduras nos mercados locais são bem acessíveis.

A Sicília é boa para famílias com crianças?

Os italianos adoram crianças e, mesmo sem cardápio infantil nos restaurantes, sempre prepararam uma massa com molho de tomate para o Jonáš sem nenhum problema. Nunca tivemos qualquer dificuldade com isso.

A água da torneira é potável na Sicília?

A água da torneira na Sicília é tecnicamente potável, mas tem gosto ruim. Os italianos não a bebem, e em toda parte encontramos engradados de água mineral nos esperando.

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